Pelo quarto ano consecutivo, houve diminuição da incidência do vírus da HIV na capital paulista. Em 2020, foram 2.472 novos casos, queda de 16,4% em relação a 2019. Na comparação com 2016, a diminuição chega aos 35,6%. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (2) pela Prefeitura de São Paulo.

Entre os casos registrados em 2020, mais de 80% (2.073) eram homens. A faixa etária entre 25 e 29 anos de idade concentra 26,3% dos casos. A principal via de transmissão (praticamente 90%) é a sexual.

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A região central da cidade tem a maior taxa de detecção, com 62,4 casos a cada 100 mil habitantes. Na sequência, estão a região sudeste (18,7); leste (17,6); sul (17); oeste (16,2) e norte (15,3).

Outro dado revelado foi a taxa de mortalidade. Em 2020, o índice se manteve em 4,8 (casos a cada 100 mil habitantes), o menor desde 1988, diz prefeitura.

No último domingo (28), a prefeitura de São Paulo entregou uma unidade itinerante para testagem, que se deslocará pelo município oferecendo diagnóstico para HIV, hepatites B e C, sífilis e demais infecções sexualmente transmissíveis, além de profilaxia pré e pós-exposição para HIV.

Caso o paciente seja diagnosticado com alguma das doenças, poderá continuar o acompanhamento e tratamento nos serviços da rede de saúde.

Após dois anos sem a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém por conta das consequências da pandemia por Covid-19, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) iniciou o preparo para retomada do espetáculo para 2022, no período de 9 a 16 de abril.

Em nota a STFN informou que está finalizando a contratação do elenco de artistas convidados e programou para o dia 17 de dezembro o início das gravações dos vídeos de publicidade.

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Realizada desde 1968 no maior teatro ao ar livre do mundo, localizado no município do Brejo da Madre (PE), a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém já foi assistida por cerca de 4 milhões de pessoas do Brasil e exterior e ficar sem espetáculos por dois anos prejudicou milhares de pessoas que precisavam do emprego nessa época do ano. Na produção do espetáculo são gerados 3 mil empregos diretos e 8 mil indiretos.

“A retomada dos espetáculos é motivo de muita alegria não só para nós, mas também para todos os pernambucanos que conhecem a história da Nova Jerusalém e sabem da importância que a Paixão de Cristo tem para a cultura e para a economia do nosso Estado”, declarou o presidente da sociedade teatral, Robinson Pacheco.

A cantora Elza Soares passou por mais um susto em sua trajetória de vida. Aos 91 anos, a artista descobriu ter contraído o coronavírus e conseguiu vencer a Covid-19. Para celebrar sua cura, ela publicou um vídeo nas redes sociais falando sobre o ocorrido e aproveitou para fazer campanha pela vacinação. 

Elza revelou seu diagnóstico em um vídeo publicado em seus perfis na última terça (30). Com ótima aparência, já curada do vírus, ela assegurou estar sem sequelas e garantiu ter sido apenas um “susto”. Você precisa escutar isso e somente eu posso te contar. Fui um susto pavoroso, mas ao mesmo tempo uma experiência que passei sem qualquer sintoma e venci o vírus".

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A cantora aproveitou a ocasião para fazer uma campanha pela vacinação mostrando-se totalmente a favor da ciência. “Ela pediu para que seus fãs e seguidores não fugissem da vacina. Eu tive COVID, gente, e as vacinas salvaram minha vida. Fiz questão de gravar esse depoimento, de mostrar meu exemplo pra pedir pra vocês que vacinem-se! Por favor, vacinem-se! Não fujam das vacinas, tem que vacinar. Se cuidem, por favor, se vacinem, por favor, porque é uma doença pavorosa e ela veio pra matar, não veio pra brincar".

A saúde da mulher brasileira é banalizada em níveis preocupantes. Sem conscientização familiar e apoio governamental, o desconhecimento sobre o corpo feminino, desde o primeiro período menstrual até o acompanhamento periódico no ginecologista, dificulta os cuidados com a saúde.

A falta de estimulação em conhecer o próprio corpo reflete na vida feminina durante a puberdade nas dificuldades de comunicar-se com os pais sobre o período menstrual e relatar incômodos nas partes íntimas, afirmou a ginecologista Mary Helly Valente, do Centro de Tratamento Oncológico (CTO) de Belém. “Essa menina, às vezes, não tem abertura, mesmo nos dias de hoje, de falar sobre o próprio corpo com a família, com o pai ou com a mãe”, observa.

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Além disso, sem incentivo dos pais em manter rotineiramente consultas médicas, analisa a médica, jovens e adolescentes são impulsionadas a buscar conhecimento de formas inseguras, por meio de pesquisas na internet ou por conversas com amigas, sem qualquer auxílio especializado. 

“A gente deve levar em consideração que cada mulher é um indivíduo diferente. O que é normal [para uma mulher] pode não ser normal para outra. Então, cabe aí repassar esse nosso conhecimento profissional da área da saúde, conhecimento técnico sobre a anatomia e a fisiologia da mulher. Conhecendo seu corpo e informando o que é o fisiológico dela, o que é o normal dela, sem ter comparações e sem generalizações”, alertou Mary Helly Valente.

Contra o mau hábito de só procurar o médico quando há sinalizações diferentes no corpo, a médica adverte: o ideal é visitar o ginecologista frequentemente para prevenir doenças e certificar que o organismo esteja realmente bem. “Por exemplo, a dor pélvica, que muitas mulheres têm em períodos menstruais, se banalizou. [Há mulheres] dizendo que não vão procurar o médico porque toda mulher tem cólica menstrual, quando muitas vezes [a dor] pode ser uma sinalização do corpo dizendo que tem realmente algum problema”, explicou.

As diferenças de classes sociais também enfraquecem o direcionamento de políticas a mulheres periféricas. Segundo Mary Helly, algumas meninas nem sequer conhecem outros métodos de prevenção em período menstrual, além do absorvente – muitas, inclusive, não tem nêm mesmo acesso a esse único produto. Para a médica, é fundamental que métodos seguros sejam apresentados para mulheres de baixa renda.

“Conhecimento é tudo. Saber que existem outras ferramentas, como o copo coletor, calcinhas absorventes. Não devemos privar essas mulheres de saber que existem esses métodos. São métodos um pouco mais caros, mas que fazendo a conta no final podem ser um pouco mais econômicos. Essa informação deve ser repassada para essa mulher, para que posteriormente possa ser uma opção de aquisição, se for uma melhor forma dela fazer o uso no período menstrual”, explicou.

A médica também avalia que a insegurança sanitária em que muitas famílias brasileiras vivem pode facilitar o surgimento de doenças. “Essa falta de saneamento básico pode impactar de forma negativa na saúde dessa mulher e na família, principalmente se [a mulher] for a responsável pela família e pela renda”, concluiu.

Inferiorização dificulta

Os debates sobre a saúde básica das mulheres ainda são muito recentes. De acordo com Flávia Ribeiro, jornalista e militante das Rede de Mulheres Negras do Pará e Rede Nacional de Ciberativas Negras, a falta de recursos para atender às demandas femininas é influenciada pela minimização de tudo que diz respeito a mulheres.

"Na nossa sociedade, a mulher não tem dimensão de humanidade que o homem tem", assinalou Flávia.

Segundo Flávia, só agora, em 2021, discussões sobre saúde vaginal e períodos menstruais são realizadas sem motivos de vergonha ou chacota.

"Por isso que hoje temos mulheres adultas que não conhecem seu próprio corpo, porque é como se o corpo da mulher fosse exclusivamente voltado para o usufruto do homem. A falta de debates sobre gênero prejudica muito, pois é a partir desse debate que a jovem pode perceber se está passando por situação de assédio, abuso [e] vai conseguir entender que menstruação é normal", salientou.

Ainda segundo Flávia, a escassez de tratamento prioritário à saúde ameaça o futuro de meninas sem condições de ir a um médico privado ou comprar produtos de prevenção menstrual. "É necessário que o governo trate com prioridade, porque é o futuro de meninas que está sendo ameaçado. É uma questão tão elementar que é estarrecedor que o governo não perceba o quanto isso é importante", finalizou.

Por Quezia Dias.

 

Joaquim Lopes emocionou os seguidores do Instagram, na manhã desta terça-feira (30), ao fazer um desabafo sobre a internação de uma das gêmeas. Na postagem, Joaquim disse que a hospitalização de Pietra, nos últimos dias, não foi nada fácil. "No espaço de 10 dias ficou ainda mais claro (se é que era possível) que eu vivo pela minha família! Pelas minhas filhas e a minha mulher. Sem dúvida os 10 dias mais difíceis da minha vida até agora", iniciou ele.

"Percebi que a velocidade do tempo é absolutamente proporcional à o que estamos sentindo no momento. E que o desespero e a ansiedade geralmente fazem com que tudo passe devagar", completou. Ainda de acordo com o marido da cantora Marcella Fogaça, a criança está lhe dando forças.

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Ele disse: "A Pietra, nesse tempo, me ensinou a ter coragem. Me ensinou que eu nunca vou 'chegar no meu limite' seja lá do que for, 'porque o meu limite' hoje é um conceito elástico e flexível e definido pelo grau de necessidade dela, da Sophia e da Cella. . Assim como a minha capacidade de amar. Essa então realmente é infinita". Joaquim Lopes assegurou no relato que todos os filhos deveriam ser proibidos de ficarem doentes. Pietra foi internada após o diagnóstico de infecção urinária.

Veja o desabafo na íntegra:

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Na última rodada da série B do Brasileirão, no último domingo (28), Cristina Ventura, torcedora do Goiás, levou uma bolada no rosto durante o empate em 2 a 2 do clube contra o Brusque. Em entrevista a TV Anhanguera, filiada da Globo de Goiás, Cristina contou que contou com o apoio do clube com o tratamento e no momento enxerga apenas vultos.

Distraída enquanto ingeria algum líquido, foi acertada em chute do volante Rezende que foi parar na arquibancada. “Eu só senti a dor. Depois, quando abri o olho, eu já não enxergava. Estava tudo preto”, explicou.

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Lesão confirmada

Nessa segunda (29), após ser socorrida e passar por avaliação médica que diagnosticou um deslocamento de retina, revelou ter perdido parte da visão com a bolada já no estádio.

A lesão na retina foi confirmada após exames no Hospital de Urgências de Goiânia e na Fundação de Banco de Olhos de Goiás.

Foram identificados 13 novos casos da variante ômicron, do coronavírus, nesse domingo (28), entre atletas e funcionários do Belenenses Futebol Sad, clube da primeira divisão da liga portuguesa de futebol.

No último sábado (27), o clube foi goleado por 7 a 0 no primeiro tempo do jogo contra o Benfica por participar da partida inicialmente com apenas nove jogadores, já que a maioria da equipe testou positivo para Covid-19 e estavam em isolamento.

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O time foi para o jogo usando apenas jogadores do sub-21 e alguns restantes, que não haviam tido contato com nenhum contaminado. Demonstrando raça, tentaram competir jogando com apenas nove até o intervalo, quando voltaram com apenas sete e pouco depois, por lesão, ficaram com seis. Com jogadores insuficientes para prosseguir, a partida foi encerrada por wo e o placar continuou no 7 a 0.

O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), divulgou nas redes sociais que analisou nesse domingo, 13 amostras recebidas associadas ao caso dos jogadores do elenco do Belenenses e identificou a variante, informando que a contaminação inicial partiu de um dos atletas que havia feito a viagem recente a África do Sul, onde foi descoberta a variante.

O órgão de saúde ainda divulgou análise de outras 218 amostras de passageiros de um voo com origem em Maputo, capital de Moçambique e que chegou a Lisboa com alguns infectados. De todas as amostras, apenas dois teriam sido de variantes, com um sendo a Delta e outro, uma ainda não permitiu a correta identificação.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, neste domingo (28), que os cuidados com a nova variante Ômicron são os mesmos tomados com cepas anteriores do novo coronavírus. Segundo Queiroga, trata-se de "uma variante de preocupação" e não de uma "variante de desespero". O ministro assegurou que as autoridades sanitárias brasileiras têm "todas as condições para assistir a população".

"A principal arma que nós temos para enfrentar essas situações é a nossa campanha de imunização", disse Queiroga, durante transmissão em suas redes sociais. "Os nossos hospitais têm leitos disponíveis, as nossas salas de vacinação têm vacinas para vacinar todos os brasileiros que estão aptos para tomar essas vacinas e as autoridades sanitárias dos Estados e dos municípios juntos com o Ministério da Saúde estão trabalhando para que tenhamos uma segurança cada vez maior."

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Queiroga não comentou o caso suspeito de um brasileiro vindo da África do Sul que foi diagnosticado em São Paulo com Covid-19. Exames complementares ainda vão confirmar ou descartar a infecção pela nova mutação. Em todo o mundo, governos decretam novas restrições para fazer frente à nova onda da Covid-19. A ômicron já foi identificada em quatro continentes.

Na mesma transmissão, o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Sérgio Yoshimasa Okane, afirmou que o Ministério está monitorando leitos para covid-19. Caso seja necessário, unidades que foram fechadas após a diminuição dos casos da doença podem ser reabertas.

"O Ministério tem uma reserva estratégica (de medicamentos do chamado 'kit intubação') caso haja um aumento do número de pacientes que necessitem. Nós temos recursos, insumos para um eventual aumento do número de casos", acrescentou.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, disse que é preciso manter as medidas não farmacológicas no enfrentamento à covid. "Evitarmos aglomerações fúteis, (fazer a) higienização das mãos, (usar) o álcool em gel, a etiqueta respiratória", declarou.

O Hospital Universitário de Brasília (HUB) seleciona voluntários em cinco estados e no Distrito Federal para testar um novo tratamento para câncer de pênis. Os participantes devem ter diagnóstico da doença em estágio avançado ou com metástase.

O estudo vai associar o uso de imunoterapia com a quimioterapia. O medicamento em análise já é utilizado para tratamento de outros tipos de câncer, com aplicação na veia. A proposta é melhorar os resultados, com redução do tumor e aumento da sobrevida do paciente.

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O protocolo contra o câncer de pênis que utiliza apenas a quimioterapia, de acordo com o hospital, não apresentou grandes avanços nas últimas décadas. “Por isso a urgência em buscar um tratamento mais eficaz para pacientes em estágio avançado da doença”, destacou o HUB.

Além do hospital universitário, o estudo é realizado em outros oito centros de pesquisa localizados no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belém, em Fortaleza, em Jaú (SP), em Curitiba e em Barretos (SP). A meta é recrutar 33 voluntários em todo o país.

Requisitos

Para ser voluntário, é preciso atender os seguintes requisitos: doença avançada ou metastática, sem exposição prévia a quimioterapia; ou progressão da doença após 12 meses do término da quimioterapia adjuvante ou neoadjuvante.

Quem cumpre esses critérios e tem interesse em participar da pesquisa deve entrar em contato por meio do e-mail pesquisaclinica.hub@ebserh.gov.br ou pelo telefone (61) 3255-8920.

Câncer de pênis

De acordo com o HUB, o câncer de pênis é considerado um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos. O tumor representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem a população masculina.

Os principais sintomas incluem alteração na pele, inchaço e nódulo na região da virilha. Cuidados com a higiene íntima, cirurgia de fimose e prevenção ao HPV podem ajudar a prevenir a doença.

“A falta de informação sobre a doença prejudica o diagnóstico precoce. Quando diagnosticada em estágio inicial, as chances de cura são elevadas, mas muitos pacientes demoram a procurar ajuda”, alerta o hospital.

Ministério da Saúde emitiu nesta sexta-feira, 26, uma "comunicação de risco" sobre a nova variante do coronavírus identificada como B.1.1.529 na África do Sul. No alerta, a pasta afirma que a vacinação "provavelmente" contribuirá na resposta à doença, destaca que medidas como o uso de máscara, o distanciamento social e o isolamento de casos suspeitos são "essenciais" e aponta que, até agora, nenhum caso dessa variante foi identificado no Brasil.

A "comunicação de risco" é um documento produzido pelo Ministério da Saúde para "apoiar na divulgação rápida e eficaz" de dados que ajudem na "tomada de medidas de proteção e controle em situações de emergência em saúde pública". "Estar vigilante é fundamental", aponta o documento de 12 páginas.

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O Estadão apurou que a Saúde já fez reuniões multidisciplinares, com servidores de diferentes secretarias, como a de Vigilância em Saúde (SVS) e a Extraordinária de Enfrentamento à Covid (Secovid) para tratar da nova variante. A previsão é de que as equipes continuem discutindo a extensão do que está ocorrendo na África do Sul e os impactos em outros países, incluindo o Brasil, durante o fim de semana.

A avaliação da Saúde, no comunicado, é de que "a vacinação irá provavelmente contribuir para a resposta" e "as medidas não farmacológicas continuam sendo essenciais até que as vacinas estejam disponíveis em número suficiente e demonstrem ter um efeito atenuante".

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil até esta quinta-feira, 25, chegou a 158.447.349, o equivalente a 74,28% da população. Um total de 52 mil pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Entre os mais de 158 milhões de vacinados, 131,64 milhões estão com a imunização completa contra o coronavírus, o que representa 61,72% da população total. Em 24 horas, 1,27 milhão de pessoas receberam a segunda dose e outras 23,1 mil receberam um imunizante de aplicação única.

As diretrizes de prevenção e controle para a B.1.1.529 continuam as mesmas já apontadas pela própria Saúde, segundo o documento. Os procedimentos devem ser seguidos "de forma integrada, a fim de controlar a transmissão da covid-19 e suas variantes, permitindo também a retomada gradual das atividades desenvolvidas pelos vários setores e o retorno seguro do convívio social".

"Entre as medidas indicadas pelo MS, estão as não farmacológicas, como distanciamento social, etiqueta respiratória e de higienização das mãos, uso de máscaras, limpeza e desinfeção de ambientes e isolamento de casos suspeitos e confirmados conforme orientações médicas", informa o comunicado.

O documento da Saúde também destaca as ações que devem ser tomadas pelos profissionais de saúde na identificação de qualquer nova variante, incluindo a B.1.1.529. A notificação deve ser "imediata" à vigilância epidemiológica local.

Segundo o Ministério da Saúde a investigação de casos de novas variantes deve seguir um passo a passo, que inclui o monitoramento de viajantes com sinais e sintomas declarados por pelo menos 14 dias e de viajantes assintomáticos pelo menos por 7 dias.

NOVA VARIANTE

A comunicação do Ministério da Saúde afirma que a pasta sul-africana emitiu um alerta ontem sobre a nova variante. A B.1.1.529 foi identificada em 23 de novembro em amostras coletadas entre 12 e 20 do mesmo mês, na província de Gauteng, de acordo com o documento da Saúde brasileira.

"O expressivo aumento de casos entre as Semanas Epidemiológicas de 44 a 46 em Tshwane detectados por PCR, identificou nova variante, com mais de 30 mutações na proteína S, a partir do sequenciamento completo. Houve aumento de casos em várias províncias do país", destaca trecho do relatório do Ministério da Saúde.

"Existem 66 isolados registrados distribuídos entre 58 África/Gauteng; 6 África/Botswana; 2 Ásia/Hong Kong. Os dados do Ministério da Saúde da África do Sul apresentam, até o momento, 77 casos localizados na província da Gauteng, mas acredita-se que os casos possam estar nas demais províncias devido ao aumento de casos exponencialmente."

Um dos autores do estudo que apresenta a hipótese do surto de coceira na Região Metropolitana do Recife (RMR) estar associado ao uso indiscriminado de Ivermectina na pandemia, o professor Alfredo Dias, do Instituto de Ciências Farmacêuticas (ICF) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), aponta que podemos estar vivendo uma epidemia de sarna.

Casos semelhantes da lesão cutânea foram registrados anteriormente no Litoral de São Paulo e um alerta epidemiológico foi emitido em Belo Horizonte, na última quarta-feira (24), para monitorar a doença de pele misteriosa.

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Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, o pesquisador aponta que o surto já era previsto por cientistas, já que o uso excessivo de medicação antimicrobiana, como antibióticos, antifúngicos e antiparasitários, como ocorreu na pandemia, cria microorganismos mais resistentes.

“Os parasitas são tão expostos àquele antimicrobiano, que eles aprendem a sobreviver e a substância acaba perdendo efeito sobre eles”, explicou Alfredo, que defende a Ivermectina como uma medicação segura e eficaz quando ministrada de forma correta. Inclusive, lembra que há 20 anos ela "já era o tratamento para quando a sarna fosse resistente".

O professor anuncia já podemos estar vivendo uma epidemia sem saber.

“É possível sim, podemos. A gente até discutiu no grupo de pesquisa porque nós não queríamos estar certos disso”, lamentou.

Por que primeiro no Recife?

A justificativa da disparada recente de casos no Recife pode estar relacionada à aptidão histórica que a cidade tem para monitorar quadros epidemiológicos e, dessa forma, ampliar a vigilância diante das primeiras notificações.

“Recife tem uma tradição epidemiológica de vigilância, inclusive têm institutos formadores de epidemiologia há décadas. Talvez [o surto] seja pela própria busca ativa e por considerar o problema relevante já de cara”, explica Dias.

Nesse sentido, a teoria de que o surto ocorre apenas na capital e, até o momento, se expandiu por seis cidades vizinhas significaria uma comunicação alinhada entre a rede de saúde e as secretárias, que recebem as informações e já iniciam a investigação dos casos.

Diagnóstico lento

Apesar dessa capacidade, a doença segue como um mistério e não tem prazo para ser esclarecida pelas autoridades sanitárias. O cientista explica que o diagnóstico lento seria uma medida de precaução.

“Existem várias doenças que se assemelham ao que tá aparecendo. Então eles precisam, de fato, fazer biopsia com material de várias pessoas para emitir a certeza sobre a causa do surto”, ensina.

Sintomas associados

Os pacientes relataram as mesmas queixas de manchas na pele, que geralmente se tornam feridas por conta da coceira intensa, características da doença. Contudo, também há relatos de sintomas não reconhecidos no quadro da escabiose como febre, inflamação na garganta e diarreia.  

Mas isso não descarta ainda a tese de ser mesmo um surto de sarna, já que os outros sintomas podem ser resultado de doenças adquiridas devido às fissuras abertas na pele. "Podem servir de ponto de entrada para infecções oportunistas", complementa o pesquisador.

Pesquisa

O principal fator que pode explicar o surto de lesões cutâneas na pele, caso confirmada a relação com o parasita Sarcoptes scabiei, causador da sarna, foi a disparada do consumo do remédio em doses elevadas e a repetição do uso em um curto intervalo por pacientes que se automedicavam ou foram mal orientados por médicos, como publicado em agosto.

Alfredo Dias e os demais pesquisadores analisaram mais de 50 estudos sobre resistência à medicação e aumento da incidência de sarna em todo o mundo.

“(Para se criar a resistência) precisava haver consumo alto de Ivermectina e quando foi registrado, havia se consumido o dobro. A gente teve 10 vezes mais uso na medicação (no Brasil”, revela.

A disseminação também já era prevista por pesquisadores do grupo composto pela também professora do ICF, Sabrina Neves, e pelos alunos Lucas Bezerra e Natalia Alves. Na visão destes, o surto poderia ser provocado pelo confinamento e questões socioeconômicas como a pobreza e a baixa escolaridade, que garantiriam uma "tempestade perfeita" para o ácaro.

Os casos das lesões cutâneas, que causam coceiras nas pessoas, só estão aumentando no Grande Recife. Esse surto, que começou com 79 casos no Recife, já passa dos 300, em seis cidades da região. Como tratar de algo que ainda não se sabe o que é? A dermatologista Márcia Horowitz fala sobre os cuidados que os pacientes devem ter.

Evitar ao máximo coçar

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Márcia salienta que deve-se evitar ao máximo coçar. “Pode lesionar a pele, criando uma porta de entrada para a contaminação por bactérias, podendo ter que fazer o uso de antibióticos por conta dessa infecção”, diz.

Também deve-se evitar passar álcool, usar sabonete de aroeira e sabão amarelo, já que esses produtos podem acabar irritando a pele e ocasionar uma lesão por cima da coceira, atrapalhando o diagnóstico e o tratamento médico. 

Evitar a automedicação

A dermatologista detalha que de nenhuma forma os pacientes devem se automedicar. “Principalmente com pomadas com corticóide, porque elas vão tirar um pouco a vermelhidão, o inchaço das lesões e nós, dermatologistas, trabalhamos com a hipótese e diagnóstico justamente observando as lesões”, explica.

Como diminuir as coceiras

Até conseguir uma ajuda médica, Márcia Horowitz aconselha que o paciente procure por locais mais arejados, porque o calor pode piorar as lesões. Além disso, também é indicado fazer compressas frias nos locais, sem gelo, para uma sensação de maior alívio. 

No entanto, a especialista aponta que é essencial que as pessoas procurem uma ajuda médica para poder ser prescrito o tratamento indicado para os sintomas. 

“Esse tratamento deve ser a base de antialérgicos, que vai depender do quadro do paciente e, principalmente, excluir outros tipos de coceira como a própria escabiose, infecção por fungo ou dermatite”, salienta a dermatologista. 

Qual profissional devo procurar?

Márcia orienta que qualquer médico está apto a tratar essas lesões cutâneas que estão acontecendo, mas é importante que o paciente se dirija a uma unidade de saúde, mesmo que esteja medicado, para que o profissional notifique a Secretaria de Saúde, que está investigando os casos.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) mudou de direção e deve arriscar uma vaga no Poder Legislativo em 2022, pelo estado do Mato Grosso do Sul, onde nasceu. Dessa forma, seu nome é retirado da disputa presidencial e a União Brasil, que será presidida por Luciano Bivar, presidente do PSL, fica novamente sem novos nomes cotados para as Eleições 2022. A decisão foi comunicada diretamente pelo médico à cúpula da União, que é um resultado da fusão entre DEM e PSL, e confirmada por Bivar. As informações são da CNN.

“O Mandetta declinou e pretende sair candidato para o Senado ou Câmara no Mato Grosso do Sul. Nós queremos sair com uma candidatura própria, mas não descartamos fazer composições”, disse Bivar à reportagem.

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Assim, a “terceira via” promovida pelo novo partido fica mais enxuta. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o apresentador de TV, José Luiz Datena, ex-bolsonarista, eram duas das opções de presidenciáveis para a nova sigla. Os dois decidiram, porém, se filiar ao PSD. Pacheco segue como pré-candidato ao Planalto. Datena pretende tentar uma vaga no Senado. 

Ainda de acordo com Luciano Bivar, a legenda agora discute apoiar um desses três nomes da terceira via: o ex-ministro Sérgio Moro, do Podemos; o candidato do PSDB, que ainda definirá seu nome nas prévias entre os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) e o senador Arthur Virgilio; ou o MDB, que vai lançar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MS). Também não está descartada uma candidatura própria, mas ainda não há indicados. 

O ex-herói da Lava Jato recém se filiou ao Podemos e desde 10 de novembro, se lançou como pré-candidato à Presidência. O advogado já aparece nas pesquisas mais recentes para o próximo ano, transitando entre a quinta e a terceira posição. Na última pesquisa da Quaest, ele era o terceiro lugar da disputa, com 8%, contra 48% de Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva e 21% de Jair Bolsonaro (sem partido). 

Dentro do União Brasil, no entanto, uma ala advoga para que a legenda não se comprometa com qualquer candidatura e libere os filiados a formar palanques regionais de acordo com seus interesses. 

O francês Anthony Lofredo vem passando por uma transformação radical buscando se tornar o mais parecido possível com o que acredita ser um ser extraterrestre. Compartilhando o passo a passo nas redes sociais, o rapaz de 33 anos já realizou tatuagem por todo o corpo, amputação de dois dedos, bifurcação da língua, implante de chifres e remoção do nariz e orelhas.

Anthony – que conta com 786 mil seguidores no Instagram - costuma publicar vídeos e fotos de seus procedimentos cirúrgicos, além d o antes e depois, mostrando os resultados e sua nova aparência nas redes sociais em que intitula de “O Projeto Black Alien”.

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Segundo publicação dessa quarta-feira (24), a sua transformação ainda está em 34% e não está próxima do fim. Sua última cirurgia foi a amputação de dois dedos da mão esquerda, o mindinho e o anelar, por acreditar que alienígenas são dessa forma. Para a realização de seu sonho, foi ao México e, segundo as postagens, fez a transformação em apenas uma das mãos “para se acostumar”, mas a intenção é fazer o mesmo na outra.

Das transformações passadas por Lofredo, uma das mais impactantes são os implantes na cabeça e rosto para parecerem buracos e chifres.

Confira como está o alienígena francês:

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A novela da Globo “Um lugar ao sol” quebrou um tabu histórico de 41 anos no capítulo que foi ao ar nessa quarta-feira (24). Em cena, Rebeca (Andrea Beltrão) surpreendeu os telespectadores ao parecer se masturbar, de forma apenas sugestiva, com caras e bocas delicadas e naturais.

Segundo o portal TV História, a última vez em que uma cena do tipo havia sido passada na televisão aberta foi há 41 anos, em 11 de agosto de 1980, na telenovela Coração Alado, também da Globo, escrita por Janete Clair.

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Após a cena ser exibida em 1980, sumiu dos registros da emissora todas as cópias até do script, junto com a fita do capítulo 171 de Coração Alado.

Mulher também sente desejo

Quebrando o tabu, mais de 40 anos depois, “Um lugar ao sol” surpreendeu os telespectadores e segundo a autora da novela, essa foi a intenção. Em entrevista ao Gshow, Lícia Manso justificou que a intenção foi demonstrar que a atitude da personagem Rebeca é normal na vida das mulheres.

“Escrevi a cena porque mulheres também sentem prazer e desejo. Porque a sexualidade é parte da vida das mulheres, e não só dos homens. Minha intenção ao escrever a cena foi tirar do armário algo normal e saudável. Que a mulher possa explorar, conhecer o próprio corpo”, afirmou.

 

Alok publicou uma carta aberta ao público em suas redes sociais na manhã desta quarta-feira (24) refletindo sobre a morte de Marília Mendonça. O DJ diz ter mergulhado em um momento de tristeza profunda, com crises de labirintite e gatilhos que vinham o derrubando. “Hoje me sinto melhor”, escreveu em trecho.

Durante o texto, o Alok salientou a importância da sua esposa Romana para sua cura e falou sobre os sintomas que teve durante a fase, desde o falecimento de Marília em trágico acidente aéreo.

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“Entrei em um processo de muitos questionamentos com profunda tristeza e momentos de pânico. O mundo está muito veloz e não há tempo. Nem mesmo para o luto”, iniciou. “Eu estava me sentindo descolado da realidade e muito aéreo me trazendo gatilhos e me mergulhando de ponta em uma crise de labirintite que já vinha me derrubando. Nunca tinha passado por isso e nem fazia ideia do quanto é desconfortável”, afirmou.

Querendo se aproximar mais dos fãs nessa nova fase que vai levar da vida, Alok refletiu e fez uma promessa para o futuro.

“É muito louco, mas o que vocês conhecem sobre mim são fragmentos de histórias e notícias contadas por outras pessoas. Raras são minhas aparições mais íntimas, mas agora estou decidido, e quero me aproximar mais de vocês”, declarou.

Finalizando sua carta, Alok agradeceu a Deus, a família e aos seus fãs, descrevendo toda importância que eles têm para sua carreira e vida.

“Hoje me sinto melhor. E gostaria que meus fãs soubessem o quanto são importantes pra mim. Vocês são minha fortaleza. Vocês fazem tudo valer a pena. Saibam que eu serei eternamente grato a cada um de vocês que apoia e acredita no meu trabalho”, concluiu.

Confira a carta de Alok:

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A RedeTV! teve que afastar Claudete Troiano do comando do programa Vou Te Contar, nesta terça-feira (23). Para o lugar da apresentadora, a emissora escalou Alinne Prado. Em um comunicado, a empresa informou que Claudete teve sua voz prejudicada por conta de uma tosse alérgica.

"A RedeTV! informa que Claudete Troiano apresentou tosse alérgica seguida de rouquidão no decorrer desta segunda-feira (22). Para que a jornalista possa se restabelecer prontamente, excepcionalmente hoje o Vou Te Contar será apresentado por Alinne Prado", explicou a nota. Quando iniciou o programa matinal, Alinne fez questão de falar sobre o afastamento de Claudete Troiano.

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Ao vivo, a apresentadora do TV Fama tranquilizou os telespectadores: "Você de casa deve estar perguntando: 'Cadê a Claudete Troiano?'. Primeiramente, com muita honra eu estou aqui neste lugar ocupado todas as manhãs por esta rainha, a Claudete, essa mulher que tem tanta história e uma estrada linda. Claudete está com um probleminha na garganta, então vamos desejar vibrações positivas para amanhã ela estar aqui de volta. Enquanto isso, eu estou aqui".

No final de julho deste ano, Claudete enfrentou outro problema de saúde, a Covid-19. Após testar positivo para a doença, o canal paulista precisou liberar a loira para que ela se recuperasse. Em entrevista ao site NaTelinha, a comunicadora afirmou na ocasião que sempre tomou os devidos cuidados contra o contágio do novo coronavírus.

"Eu tomo tanto cuidado... Aqui em casa não entra nada sem ser bem higienizado. Até mandei fazer umas plaquinhas pra colocar na porta 'por favor tirar os calçados' e tal... Ninguém entra de sapato da rua, a gente tira toda a roupa que vem da rua, lava, enfim... aqueles cuidados que todo mundo está tomando em casa, limpando todos os produtos que entra em casa...", disse. Claudete Troiano foi contratada pela RedeTV! no ano passado. 

Fátima Bernardes está de volta ao comando do Encontro. Nesta segunda-feira (22), ela vibrou com os telespectadores por ter retornado ao seu programa. Em um bate-papo com André Curvello, Fátima falou do período em que esteve afastada do trabalho. "Que bom estar de volta. A gente sai para fazer uma cirurgia, imagina um tempo, mas é difícil. Não é mole, não. Foram seis semanas", disse.

"Eu achava que, quatro semanas com o braço em uma tipoia, não tinha a menor chance de isso acontecer. Eu pensava que iria tirar antes", emendou. Fátima Bernardes se ausentou da atração para fazer uma cirurgia no ombro esquerdo, no dia 12 de outubro. Para sua recuperação, ela passou a fazer exercícios em casa.

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No Encontro de hoje, a namorada de Túlio Gadêlha chegou a mostrar um vídeo no qual movimenta os braços com uma vassoura. "Estou evoluindo. Tem uma série de exercícios para fazer, comecei fisioterapia na água. Todo mundo me diz que está indo muito bem, a gente que fica ansioso", explicou. Quando precisou fazer o procedimento cirúrgico, Fátima Bernardes foi substituída por Patrícia Poeta e Manoel Soares.

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Indicada para tratar distúrbios do sono, a melatonina até muito recentemente só era vendida em farmácias de manipulação e com prescrição médica. A partir de dezembro, no entanto, é possível que você comece a se deparar com o hormônio na seção de suplementos alimentares na drogaria perto da sua casa. E a tentação de simplesmente comprar para se livrar de noites mal dormidas pode surgir. Algo que vem preocupando os médicos.

"A melatonina é um hormônio, não suplemento alimentar", diz Bruno Halpern, integrante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "Por isso, deve ser vista com cuidado para não causar alterações metabólicas."

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As consequências do uso indevido podem variar desde fadiga e sono durante o dia até alterações nas funções hepáticas e nos níveis de glicose e insulina. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, o déficit da substância também é prejudicial e provoca alterações que levam a doenças como diabetes, hipertensão e obesidade.

O ideal é que o nível de melatonina esteja equilibrado.

"A orientação é que (a prescrição) seja feita por profissional habilitado: médico, farmacêutico e nutricionista", diz Priscila Dejuste, integrante do conselho e farmacêutica especializada em suplementos alimentares.

Professor de Fisiologia e Biofísica da USP, José Cipolla também alerta que um dos usos indevidos comuns da substância é ela ser usada pela manhã, horário em que o hormônio não é naturalmente produzido pelo corpo. Isso pode levar a uma "confusão" interna. "A melatonina é produzida quando estamos em ambientes noturnos, sem luz, e por isso deve ser utilizada sempre à noite", afirma.

Nos suplementos vendidos nos Estados Unidos, a recomendação de uso noturno da melatonina está na embalagem. Segundo Cipolla, essas informações também precisam ficar claras nos produtos brasileiros.

Ele teme que, com o uso irrestrito, haja desinformação. Na internet, por exemplo, há quem recomende melatonina para emagrecer, sem nenhuma evidência científica.

A empresária Ana Paula Montanha, de 47 anos, mora nos Estados Unidos. Vice-presidente de uma multinacional, ela toma melatonina diariamente antes de dormir. "Por trabalhar em uma multinacional, lido com fusos diferentes durante reuniões e tinha muita dificuldade para dormir por conta disso", conta ela, que comprou o produto como suplemento alimentar.

Em nota, o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas afirma que ainda não é possível medir o impacto no setor com a liberação da melatonina. "Poucas indústrias estão atuando no mercado com esse produto", afirma.

Apesar do interesse e do início da produção por parte de algumas empresas, a substância ainda não começou a ser comercializada. A perspectiva da indústria é que os primeiros produtos cheguem às farmácias no mês que vem.

Liberação

A decisão de liberar o hormônio da prescrição médica foi tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro. A dosagem recomendada é de 0,21 mg por dia para pessoas com 19 anos ou mais - o uso é contraindicado para gestantes e lactantes.

Segundo a Anvisa, trata-se de uma dosagem segura, por ser próxima da quantidade encontrada naturalmente em alimentos como morango, cereja e carnes de frango, além de no vinho. O Conselho Federal de Farmácia considera a dosagem aprovada pela Anvisa segura, mas defende ajuda especializada.

Em países como os Estados Unidos e a Alemanha, a melatonina é vendida como suplemento alimentar em doses maiores, que variam de 0,3 mg a 5 mg.

No Brasil, a aprovação de quantidades mais altas não ocorreu porque a considerou que foram apresentados poucos estudos que explorassem o uso mais prolongado da substância como suplemento alimentar em maior concentração.

Mas pesquisadores alertam que mesmo uma dosagem considerada baixa pode causar consequências e defendem a busca pela prescrição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais um avião da LATAM Airlines Brasil precisou retornar ao aeroporto após decolagem nessa quinta-feira (18). Após um passageiro descumprir normas de segurança e fumar dentro da aeronave, o piloto tomou a decisão de voltar. Na quarta-feira (17), outra aeronave retornou ao ponto de partida após colidir com uma ave.

O percurso programado era de São Paulo a Porto Seguro, na Bahia, quando pouco depois de alçar voo, o comandante do avião foi notificado da ocorrência, decidindo por retornar ao Aeroporto de Guarulhos para retirada do passageiro e reabastecimento para seguir viagem.

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Segundo o portal Metrópoles, que recebeu vídeo de outros tripulantes da aeronave, o comandante informou pelo sistema de comunicação a decisão: “Para a segurança de todos, tivemos que retornar. Estamos fazendo os nossos procedimentos de abastecimento. Peço desculpas pelo inconveniente, mas nossa segurança sempre em primeiro lugar”.

De acordo com o artigo 221 do Código Penal, fumar durante o voo é crime por expor o avião e os passageiros a perigos, atentando contra a vida dos mesmos. A pena pode ir de dois a cinco anos de prisão.

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