O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) anunciou, na manhã desta sexta-feira (17), que irá vertar um projeto de lei que pune a discriminação de pessoas por sua identidade de gênero ou expressão de gênero. A fala foi realizada durante um evento na cidade de Arinos, Norte de Minas, ocasião na qual o presidente Jair Bolsonaro também esteve presente.

Embora o PL tenha sido aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Almg), Zema, que é um dos últimos governadores a exprimir apoio ao presidente, alegou que não poderia permitir que o “setor produtivo” fosse penalizado. Na sequência, justificou o raciocínio sugerindo que os negócios seriam punidos caso não tivessem “um terceiro banheiro para alguém cujo sexo não está definido”.

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O aceno às pautas ideológicas defendidas pelo bolsonarismo arrancou elogios do chefe do Executivo Nacional. Em seu discurso, Bolsonaro disse que o Brasil não pode “aceitar a política da esquerda” que pretende colocar “homos contra héteros”, “brancos contra afrodescendentes”, "nordestinos contra sulistas” e “homens contra mulheres”.

“Se nota no Brasil a predominância do verde e amarelo sobre o vermelho. O nosso governador Zema acabou de anunciar o veto a um projeto votado na sua Assembleia Legislativa. Afinal de contas, nós temos que nos unir cada vez mais sem deixar que nos separem”, destacou o presidente.

O que diz o PL?

O PL 2.316/2020, rejeitado por Zema, é de autoria do deputado estadual André Quintão (PT) e foi aprovado na Alemg no dia 2 de setembro. Em seu projeto, o petista busca acrescentar um tópico à lei estadual 14.170, sancionada em 2002, responsável por punir empresas cujas ações atentam contra os direitos de alguém em razão de sua orientação sexual.

No projeto, acatado em segundo turno por 34 votos a 6, a definição de gênero aparece como “a percepção individual e interna de cada pessoa em relação ao seu gênero, podendo ou não corresponder ao seu sexo biológico ou ao sexo que lhe foi atribuído no nascimento e não se limitando às categorias masculino e feminino”.

 

Durante cerimônia de formatura de delegados e escrivães, do concurso realizado em 2018, o governador de Minias Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou a abertura de um novo certame para a Polícia Cilvil, com 688 vagas.

Na ocasião, o governador divulgou quais cargos serão contemplados, no entanto, não foi revelado o quantitativo de oportunidades por área nem previsão para a divulgação do edital. O novo concurso público será destinado à carreira de investigador, escrivão, delegado, médico legista, perito criminal, analista e técnico assistente.

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De acordo com o edital do último certame, realizado em 2013, as carreira da área policial exigem curso superior. Já para as áreas administrativa e técnico tem como requisitos, respectivamente, graduação e nível médio ou curso técnico.

Diversos governadores brasileiros também já usaram as redes sociais, neste sábado (7), para parabenizar Joe Biden pela vitória na eleição presidencial dos Estados Unidos. Além de felicitar o candidato democrata, o governador de São Paulo, João Doria, enviou uma carta oficial do governo paulista convidando Joe Biden a visitar o Estado.

Doria disse que estava feliz com a vitória do "candidato eleito presidente dos Estados Unidos" Joe Biden. "Ele é um defensor da democracia e das relações multilaterais. Bom para os EUA, bom para o Brasil", escreveu.

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"Ao que tudo indica, Joe Biden será o próximo presidente dos EUA. Parabenizo o novo presidente e desejo um caminho de parcimônia, diálogo, tolerância e perseverança!", afirmou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Para o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, a vitória de Joe Biden nos EUA é uma derrota do que chamou de "politicamente incorreto". "Um sinal de que a maioria dos americanos estão preocupados com o fortalecimento das instituições democráticas, meio ambiente, direitos humanos e cultura de paz. Um bom sinal para a política mundial", considerou no Twitter.

Já o governador do Maranhão, Flávio Dino, disse estar "muito feliz" com a derrota de Donald Trump. "Com ele, caem os que fazem apologia à violência, os que negam as mudanças climáticas, os irresponsáveis no combate ao coronavírus, os defensores do racismo. Ou seja, Bolsonaro está ainda mais isolado nas suas absurdas posições", afirmou.

"Começa pelos Estados Unidos o reconhecimento de que a aventura em que o mundo entrou há alguns atrás, elegendo candidatos de extrema direita, precisa ser revista em função dos resultados nulos ou negativos apresentados", comentou o governador da Paraíba, João Azevêdo.

Até mesmo o governador afastado - por um processo de impeachment - no Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi ao Twitter comentar o resultado da eleição norte-americana. "A vitória de Joe Biden representa o fim do extremismo nos EUA, país que tem forte poder de influência sobre as democracias do mundo. Que os ventos do fim do extremismo cheguem ao Brasil também", afirmou.

O Partido Novo no Recife oficializou, na noite dessa segunda-feira (31), os nomes dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores na capital pernambucana. Com as presenças do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, responsável pela abertura da convenção virtual, e do presidente Novo Nacional, Eduardo Ribeiro, a sigla confirmou o procurador Charbel e André Teixeira para compor uma chapa pura majoritária, além de 13 candidatos a vereadores. 

Os postulantes à Câmara são: Albânia Alves, Cléber Magalhães, Daeme Telles Gonçalves, Denayde Santana, Edmilson Coutinho, Eduardo Tasso, Gentil Tiago, Givanildo Rodrigues (Giva), Raul Lins, Tati Salustiano, Tecio Teles, Virgilio Rosa e Zélia Moura.  

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“Recife precisa sair das garras da esquerda, são muitos anos na mesmice. Somos a capital nacional do desemprego. Vivemos hoje uma escuridão do socialismo, do esquerdismo implantado na cidade, que faz com que Recife atenda interesses obscuros. Precisamos de novas ideias para eliminar os problemas. Uma carga tributária mais leve para o cidadão, menos burocracia e mais empregos, melhora no serviço público, vamos buscar mais participação da iniciativa privada, teremos mais segurança. Vamos acabar com essa defasagem do nosso saneamento básico. Precisamos ter boa relação com o Governo Federal, isso é básico para crescermos”, resumiu Charbel. 

Os filiados passaram por longo processo seletivo elaborado pelo próprio partido, no qual foram avaliados os conhecimentos de princípios constitucionais, das funções aos cargos que concorrerão e posicionamento em situações sobre diversos temas. O partido se negou a fazer coligações, por ser contra o uso do Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões para financiamento de campanhas. A sigla ainda devolveu para a União os R$ 36,5 milhões aos quais teria direito. 

“O Novo não usa recursos públicos. Temos uma bússola e nos guiamos por ela. Estamos na direção correta. Aqui em Minas, estávamos indo para o abismo. Agora o Estado é um exemplo e espero que aí no Recife possa seguir a mesma rota. Na pandemia, somos o Estado com a menor taxa de óbito com a pandemia no Brasil. Colocamos o serviço público para estar a serviço do cidadão, e não para prestar serviço aos poderosos, como no passado. O trabalho sério na gestão pública é capaz de melhorar a educação, saúde, entre outros. Esse é o nosso objetivo. Todos os candidatos têm uma grande chance de ser eleito, pois somos um partido diferente. Dependemos dos nossos filiados para caminhar, e não de recursos públicos. Vamos mudar os destinos do Brasil!”, disse o governador de Minas Gerais. 

*Da assessoria de imprensa

A Bancada do PT na Câmara protocolou nesta sexta (14), no Supremo Tribunal Federal (STF), pedido para que o ministro Edson Fachin conceda, em caráter de urgência, liminar para suspender o despejo de 450 famílias do assentamento Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, Sul de Minas.

O documento é assinado pelo líder da Bancada, Enio Verri (PR), e os deputados Helder Salomão (ES), João Daniel (SE) e Rogério Correia (MG).

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Os parlamentares assinalam que apesar dos apelos feitos por diversas organizações de defesa dos direitos humanos ao governador do estado, Romeu Zema (Novo), a ação de despejo, iniciada na quarta-feira (12), segue com cerca de duzentos policiais que se revezam em turnos no assentamento.

Violência policial

A PM-MG, de acordo com os deputados, foi denunciada por destruição de escolas e muita violência na retirada de famílias do local, “com riscos de agravamento dos conflitos e, em especial, o grave potencial de vulnerabilidade de crianças, idosos e toda a comunidade exposta à contaminação pelo coronavírus, dada as circunstâncias em que realiza-se a malfadada e ilegal operação de despejo”.

A bancada lembra ainda que o acampamento Quilombo Campo Grande foi formado há 22 anos no local da falida usina de açúcar Ariadnópolis, que ainda tem como pendência inúmeros casos de direitos trabalhistas não saldados.

O assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) abriga na área cerca de 450 famílias, que vivem da produção de alimentos orgânicos.. Só em café orgânico produzem cerca de 510 toneladas anuais.

Covardia

Na quinta-feira (13), parlamentares do PT denunciaram na sessão remota da Câmara dos Deputados as arbitrariedades da PM-MG e tacharam o governador Zema de “covarde”, diante da gravidade da situação.

Enio Verri, por exemplo, disse que “durante a pandemia, não pode haver despejo, nem rural nem urbano. É um absurdo! Se a lógica é o isolamento social, é cada um no seu canto, como que a polícia vai tirar as pessoas das casas delas?! Há famílias assentadas há mais de 20 anos”, afirmou Enio Verri.

Desde a madrugada do dia 12 cerca de 200 policiais militares estão no Sul de Minas, na cidade de Campo do Meio, para promover o despejo das famílias de agricultores familiares que vivem e produzem naquela terra.

Reintegração de posse

A posse da área é discutida na Justiça há mais de 20 anos. Em 1996, a Usina Ariadnópolis faliu e não opera mais na região. Em 1998 trabalhadores rurais ocuparam a área. No próximo dia 25 ainda deve ser julgado um agravo de instrumento movido pela Defensoria Pública Estadual sobre o caso.

Projeto de Lei

Os deputados Rogério Correia e João Daniel defenderam que qualquer ação no sentido de desocupação deve aguardar a votação do projeto de lei de autoria da deputada Natália Bonavides (PT-RN) que propõe a suspensão de despejos e de reintegração de posse no campo e na cidade, durante a pandemia do coronavírus. “A minha opinião é que não devemos votar absolutamente nada na Câmara dos Deputados enquanto não for pautado o Projeto Despejo Zero na pandemia”, defendeu Correia que ainda informou que é um dos signatários da proposta.

Da Assessoria do PT na Câmara

Com o Estado em péssimas condições financeiras e dependente de um socorro do governo federal para tentar sair da crise, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), se tornou a única base apoio do presidente Jair Bolsonaro no Sudeste. O governador não assinou a carta escrita por chefes dos Executivos estaduais contra as declarações recentes de Bolsonaro sobre os líderes do Congresso. O texto, divulgado anteontem, foi redigido por 20 governadores.

A justificativa para a não assinatura a carta é que ele quer distância do embate político com o presidente, pois já tem "tantos incêndios para apagar em Minas Gerais, uma crise financeira descomunal". O governador tenta se equilibrar entre o combate à covid-19 e um alinhamento maior ao presidente. Bolsonaro defende o afrouxamento das medidas de isolamento social, mas, ao mesmo tempo, é quem pode ajudar Zema a incluir Minas no chamado Regime de Recuperação Fiscal, que possibilitaria ao Estado, por exemplo, renegociar dívidas administradas pelo Tesouro. O governador quer ainda vender à União a estatal Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). O valor seria de R$ 35 bilhões. A dívida de Minas com a União é de cerca de R$ 100 bilhões.

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Zema avalia não haver outra forma de melhorar as finanças do Estado que não passem por caminhos que levam ao governo federal. No dia 9, foi a Brasília se encontrar com o presidente. No mesmo dia, anunciou uma série de medidas para que professores retomassem suas atividades a partir de 4 de maio "em regime não presencial". No dia 15, as medidas foram derrubadas pela Justiça, depois de ação movida pelos educadores.

Antes da ida a Brasília, em outro aceno ao presidente. Zema não assinou em março a Carta dos Governadores do Brasil Neste Momento de Crise, que criticava o comportamento de Bolsonaro no enfrentamento à pandemia. Apesar disso, o governador não conseguiu retorno do Planalto.

Enquanto o governador se joga para Bolsonaro, o secretário de Saúde de Minas, Carlos Eduardo Amaral, afirma ser fundamentais as medidas de isolamento social para o combate à pandemia. "É uma estratégia clara, a de reduzir a velocidade da propagação do vírus".

A assessoria de Zema, em nota, disse que o governo "mantém discussões com o presidente Jair Bolsonaro para tratar da crise econômica, agravada pelo coronavírus no Estado". E que, nesse sentido, "o governador apresentou ao governo federal questões relevantes".

Respaldo

A decisão de Zema de se descolar do bloco de governadores que faz oposição a Bolsonaro conta com o respaldo do seu partido. Para o Novo, o Fórum de Governadores se tornou uma arena política na qual parte dos integrantes buscam se cacifar para disputar o Palácio do Planalto em 2022. Presidente do Novo, Eduardo Ribeiro disse que "não há necessidade" de assinar a carta aberta do Fórum. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nessa sexta-feira (20), uma fala do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ganhou as redes sociais do Brasil. Ao contrário do que se possa pensar, a declaração não repercutiu por trazer alguma informação relevante, ou uma polêmica, mas sim um erro grotesco de português.

Ao vivo no canal de TV CNN, para explicar as medidas da sua gestão no combate à pandemia do coronavírus, o governador foi perguntado pela jornalista Monalisa Perrone se estava ouvindo bem o que ela falava. "Ouvo muito bem, monalisa, boa tarde a você, a Daniela e a todo pessoal em casa", disse Zema. Rapidamente vídeos da entrevista foram compartilhados e geraram memes. Confira:

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, está em isolamento domiciliar voluntário, após tomar conhecimento que manteve contato com uma pessoa que testou positivo para o novo coronavírus (Covid-19). “Fui informado de que uma pessoa com quem tive contato nos últimos dias testou positivo para o coronavírus. Farei o exame o quanto antes. A partir desse momento, cumprirei, de casa, com meus compromissos na administração da nossa Minas Gerais”, declarou o governador por meio de carta.

Zema informou também a adoção de medidas para combater a transmissão do Covid-19 entre os servidores do estado. De acordo com o governador, entre as medidas, está a que cria a possibilidade do teletrabalho. “Essa medida não afetará a prestação de serviços essenciais à população. Além disso, os servidores com mais de 60 anos e com doenças crônicas terão a possibilidade de se preservarem, também trabalhando de casa”, disse.

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Ele anunciou ainda a suspensão das atividades dos equipamentos culturais do estado. Os museus, a Biblioteca Pública, o Arquivo Mineiro, dentre outros, ficarão fechados. Haverá também a suspensão dos espetáculos no Palácio das Artes e na Filarmônica.

A secretária adjunta de Planejamento e Gestão, Luisa Barreto, disse, durante entrevista à imprensa, que o início do teletrabalho será imediato para os grupos de risco. Ela esclareceu que os trabalhos serão acompanhados pelas chefias imediatas e que os servidores não terão descontos em seus vencimentos.

“O teletrabalho terá início imediato para aquelas pessoas que se enquadram nos grupos de risco, já iniciando nesta terça-feira (17). Nossa grande preocupação agora é garantir que todas as medidas operacionais necessárias para que estes servidores possam realizar os trabalhos de casa e que isso ocorra de forma tranquila para que não haja prejuízo na prestação de serviços”, afirmou.

Números do COVID-19

O secretário estadual de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, apresentou para os jornalistas os números atualizados sobre a disseminação da doença em Minas Gerais. Segundo ele, existem até agora seis casos confirmados.

“A situação epidemiológica é a seguinte: nós temos 511 notificações do coronavírus. Deste total, 85 foram descartados, e 420 estão sob investigação. Atualmente, são seis casos confirmados. Um caso em Ipatinga e Divinópolis, dois em Juiz de Fora, um em Belo Horizonte e outro em Patrocínio”, esclareceu.

Amaral também ressaltou que as novas medidas adotadas estão dentro do plano de contingência e incluem a estruturação da rede de Saúde, organização dos leitos de CTI e a gestão para que os leitos estejam livres quando houver a necessidade.

“Queremos que estejam habilitados para que a gente possa usá-los na medida em que surjam casos graves. Também faremos a requisição e aquisição de equipamentos de proteção individual para fornecermos à rede prestadora”, disse.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) causou polêmica ao declarar que a prática de violência contra a mulher é "natural do ser humano". A fala foi dita nesta segunda-feira (9) durante o lançamento do programa MG Mulher, em Belo Horizonte. A iniciativa tem o propósito de ajudar mulheres vítimas de opressão. 

”A questão da opressão contra a mulher está dentro desse contexto e ela extrapola classes sociais, mas nós temos de ter ferramentas que inibam, né? Isso que a gente poderia chamar meio que instinto natural do ser humano”, disse. 

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A repercussão negativa do discurso de Zema fez o político se justificar nas redes sociais no começo da tarde desta quarta-feira (11). Segundo o político, a violência contra a mulher é tratada por ele como um crime e ao ter se referido como algo "instintivo", é porque “o agressor enxerga a violência, seja física ou verbal, como algo natural”. Confira a justificativa na íntegra: 

"Quero deixar claro que trato a violência contra a mulher como um crime, uma conduta covarde, abominável, que precisa de punição exemplar. Ao dizer instinto natural do ser humano fiz menção ao fato absurdo do agressor enxergar a violência, seja física ou verbal, como algo natural. Desde o início da minha gestão, determinei maior atenção às vítimas de violência e o reforço das ações para combater o crime. O lançamento do MG Mulher, é mais uma prova disso. Quero incentivar as mulheres a se defenderem e garantir o monitoramento efetivo do agressor. Também criamos o Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios, com objetivo de dar mais agilidade e eficiência às apurações da Polícia Civil em relação aos crimes de feminicídio consumado. Jamais desrespeitaria as mulheres". 

MG Mulher 

Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), juntamente com a Polícia Civil, a ferramenta, lançada em forma de aplicativo pretende monitorar 24 horas por dia homens investigados pela lei Maria da Penha que façam uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, o programa visa fortalecer e ampliar a rede de apoio às vítimas.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (30) a liberação de R$ 892 milhões em recursos federais para ações de reconstrução da infraestrutura em municípios atingidos pelas fortes chuvas que ocorrem na região Sudeste há mais de uma semana, principalmente em Minas Gerais, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

O anúncio foi feito em Belo Horizonte, após o presidente se reunir com ministros e o governador do estado, Romeu Zema. Eles fizeram um sobrevoo sobre algumas das áreas mais atingidas pelas chuvas.

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Os recursos serão liberados por meio de medida provisória, que abre um crédito extraordinário em favor do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

"Estamos trabalhando ombro a ombro para buscar mitigar os problemas ocorridos com essa catástrofe, que aconteceu nos último dias", afirmou Bolsonaro, em um breve pronunciamento à imprensa. O presidente retorna a Brasília ainda na tarde desta quinta-feira.

Segundo o governo de Minas Gerais, até agora 55 pessoas morreram no estado em decorrência das chuvas e cerca de 30 mil estão desabrigadas. Nos três estados mais atingidos pelas chuvas, um total de 123 municípios teve situação de emergência reconhecida pelo governo federal.

"Parece-me que o pior já ficou para trás, mas o estado estará atento a tudo", disse o governador Romeu Zema.

O ministro Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional, afirmou que pasta vai montar uma força-tarefa para receber e processar os pedidos solicitados pelas prefeituras o mais rápido possível.

"O sistema nacional de proteção e defesa civil funcionou em suas três esferas, municipal, estadual e federal. Aqui, o presidente Jair Bolsonaro, numa demonstração clara da preocupação dos os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, disponibilizando R$ 1 bilhão para as ações de restabelecimento de serviços essenciais, reconstrução de todas as estruturas danificadas. Os municípios devem apresentar essas demandas ao Ministério do Desenvolvimento Regional".

Além da liberação de recursos extras, o governo federal informou que tem atuado, por meio do Ministério da Saúde, na distribuição de mais de duas toneladas de medicamentos paras a regiões mais atingidas. O pagamento do Bolsa Família e o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para as vítimas das chuvas também será antecipado.

 

O Governo Federal tem R$ 90 milhões disponíveis para liberação imediata aos municípios atingidos por chuvas desde 17 de abril. A informação é do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Neste domingo, o ministro esteve em Belo Horizonte em reunião com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e com prefeitos de cidades atingidas pelas chuvas. De acordo com ele, há possibilidade de aumentar os recursos com remanejamento orçamentário.

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Técnicos do ministério estão à disposição das prefeituras municipais para capacitar e ajudar municípios na solicitação formal dos recursos emergenciais. “É essencial preparar as cidades”, disse o ministro em entrevista coletiva em Belo Horizonte. Segundo ele, o objetivo “é não deixar que os papéis atrapalhem neste momento”. O governo deverá publicar ato reconhecendo a situação dos municípios para a liberação dos recursos.

Além dos recursos emergenciais, Canuto descreveu que será antecipado o pagamento do Bolsa Família para famílias atingidas que estão inscritas no programa. Pessoas afetadas também poderão fazer saques no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Em outra frente de atendimento à população, o ministério da Saúde está distribuindo medicamentos necessários e identificando hospitais do SUS para atendimento de necessitados.

De acordo com Romeu Zema, “a quantidade de chuvas [que caiu em Minas] foi a maior da história desde que se iniciou a medição”. O governador quer apoio federal para ações emergenciais e, após as chuvas, recursos para reconstrução das áreas afetadas.

Conforme Zema, que fez um sobrevoo na região, os pontos mais atingidos são aqueles que têm ocupação desordenadas e algumas pessoas vivem em “verdadeiros despenhadeiros”. Ele declarou ainda que a solução do problema é de longo prazo, como um “plano habitacional”.

Em Minas Gerais, as enchentes e deslizamentos de terra por causa das chuvas causaram 38 mortes até o momento. Quarenta e sete municípios tiveram estado de emergência decretado pelo governo estadual. No Espírito Santo, 22 cidades estão sob alerta de risco “alto” conforme a Defesa Civil.

De olho nas chuvas

Em viagem oficial à Índia, o presidente Jair Bolsonaro disse à imprensa que tem conversado com o vice-presidente Hamilton Mourão e com o ministro do Desenvolvimento Regional sobre a crise vivida tanto em Minas Gerais quanto no Espírito Santo em razão das fortes chuvas.

“Mandei recado pro Mourão, ele está tomando providência. As Forças Armadas estão agindo em Minas Gerais e no Espírito Santo, fazendo o possível. Entrei em contato com o Canuto, ele já está ligado no tocante a isso. Agora, é uma área muito grande que foi atingida, é difícil atender a todos, mas estamos fazendo o possível”.

 

Único governador eleito pelo Novo em 2018, Romeu Zema, de Minas Gerais, destoa do discurso do presidente da sigla, João Amoêdo, e defende o alinhamento do partido com o presidente Jair Bolsonaro, além de classificar a legenda como "direita" no espectro político. Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, Amoêdo fez críticas ao governo federal, afirmou que o bolsonarismo está "decrescente" e rejeitou o rótulo de "direita" no partido Novo.

"Nós somos um partido de direita, liberal. Eu acredito que o ser humano é a pessoa mais apropriada para resolver seus problemas. E sou contrário às empresas estatais", disse Zema em entrevista ao jornal. Sobre Bolsonaro, o governador mineiro classificou o presidente como um "patriota". "Minha relação com Bolsonaro é boa. Ele é um patriota. Gosta do Brasil e está fazendo o possível para que o País melhore. O Novo tem sido um partido bastante alinhado com o governo federal. O presidente montou um excelente ministério." Segundo o governador, o Novo é "próximo" do bolsonarismo ao defender uma solução "via mercado" e sem intervencionismo.

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Desde o processo de transição, o Novo tem acompanhado de perto o governo mineiro e chegou a mandar ao Estado o ex-CEO do Flamengo e empresário Fred Luz, diretor núcleo de apoio ao mandatário. Zema nega que esse gesto tenha sido uma intervenção e rechaça notícias de que teria entrado em atrito com o comando partidário.

O governador, porém, afirmou que não participa da vida partidária, o que é previsto no estatuto da legenda. "O Novo participa (do governo) no sentido cobrar metas. Não há nem meia dúzia de filiados ao partido no governo, que tem mais de 300 mil funcionários."

Zema disse, ainda, que seu partido "fiscaliza" a administração.

Privatização

Depois de elaborar um projeto de privatizações, Zema enfrenta dificuldades em constituir maioria na Assembleia Legislativa mineira para aprovar a medida. O primeiro teste será a privatização da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), plano que já foi enviado ao Legislativo.

Pelos cálculos de aliados do governador, ele tem base de apenas 21 dos 77 deputados estaduais mineiros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O uso de equipamentos públicos para o benefício próprio entre políticos tem sido cada vez mais recorrente. No último domingo (21), o vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant (Novo), chamou a atenção por utilizar o helicóptero estadual para se deslocar de um spa de luxo localizado no distrito de Nova Lima para Ouro Preto.

A vice-governadoria confirmou o uso, segundo informações do jornal O Tempo. Brant e a esposa, Alexia Paiva, passaram o feriado da Semana Santa no spa. A justificativa dada para o uso do helicóptero é que o hotel estava na rota aérea para Ouro Preto. A postura repercutiu negativamente.

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Paulo Brant e o governador Romeu Zema (Novo) foram eleitos em 2018 com a promessa de "acabar com a farra de voos" do ex-governador Fernando Pimentel (PT), contudo a realidade tem sido outra. Zema, por exemplo, prometeu que se deslocaria apenas em voos de carreira, mas ele usou as aeronaves do Estado 16 vezes, entre janeiro e março. 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), participou nesta quarta-feira (17) da abertura de um seminário para discutir barragens de rejeitos e o futuro da mineração no estado do Sudeste.

 Durante o evento, que foi organizado por seu governo em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Zema afirmou que a tragédia de Brumadinho deve servir para “agregar no futuro” de Minas Gerais. Além disso, o gestor afirmou que “não se pode viver do passado”

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 "Nós queremos que essa tragédia venha a agregar no futuro para o estado. Temos que lamentar as vítimas? Lógico. Mas, não podemos conviver com o passado, temos de estarmos olhando para o futuro. Queremos com isso que a economia de Minas venha se diversificar mais, a mineração sempre foi, continuará importante, mas outras atividades precisam surgir e dinamizar nossa economia", pontuou.

 De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, 47 pessoas ainda estão desaparecidas pelo rompimento da barragem na mina Córrego do Feijão, da Vale, ocorrido no último dia 25 de janeiro. Até o momento, há 230 mortos identificados.

 Zema também aproveitou o evento para se definir como um otimista e que a tragédia de Brumadinho foi "um ponto fora da curva, que serve de reflexão", mas que "a longo prazo, década após década, a tendência tem sido só de melhorias".

 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse em entrevista na noite desta sexta-feira, 25, que são mínimas as chances de encontrar sobreviventes da tragédia em Brumadinho. "Vamos resgatar somente corpos", lamentou.

Zema comparou o rompimento com o caso de Mariana, que ocorreu em 2015. "O vazamento tem uma característica diferente daquele que aconteceu em Mariana que foram centenas de quilômetros. Este teve um maior número de vítimas, mas vai ficar territorialmente mais limitado", disse o governador.

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Até a noite de sexta, o governo estadual havia confirmado a morte de ao menos sete pessoas atingidas pela lama. Nove pessoas haviam sido retiradas com vida da lama, e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas, ainda segundo o governo. Dados repassados pela Vale ao governador indicaram que havia 427 pessoas na sede da mineradora onde a barragem cedeu. Ao menos 279 foram resgatadas vivas do local.

A prioridade das forças de resgate agora é acompanhar o estado de uma outra barragem na mesma área, que não se rompeu. "Vamos ver se ela continua segura e tomar todas as medidas necessárias", pontuou Zema.

Apesar das proporções do desastre, o governador acredita que a situação está sob controle, e disse que não é necessário reforço do governo federal ou de outros estados. "Temos recebido várias propostas de ajuda de outros estados e do governo federal, o que agradecemos muito, mas no momento nossa força-tarefa tem sido o suficiente. Vamos sim, precisar de ajuda, muito provavelmente, a partir de segunda-feira, com cães farejadores para resgatar os corpos", afirmou.

Sem responder às perguntas dos repórteres presentes, Zema encerrou seu pronunciamento dizendo que não é a hora de apontar culpados "Neste momento não estamos apurando causas. Este não é o foco. Estamos fazendo o atendimento aos afetados", completou.

As declarações do governador vão no mesmo sentido da entrevista do presidente da Vale, Fabio Schvartsman, que se disse "arrasado" pela tragédia desta sexta. "Dessa vez o dano ambiental será muito menor que em Mariana, mas o humano será maior", disse Schvartsman, ao se referir ao rompimento dabarragem da Samarco.

O governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), desistiu de participar da posse de Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 1º. O motivo alegado pela assessoria de Zema é a falta de um voo de carreira que faça a tempo o percurso entre Belo Horizonte, onde ele toma posse pela manhã, e Brasília, onde a cerimônia deve começar às 15 horas.

Zema poderia usar uma aeronave do Estado, mas quer evitar "gastos extras". Minas enfrenta uma das maiores crises fiscais da sua história.

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O futuro governador mineiro foi eleito com o discurso sobre a necessidade de austeridade nas contas públicas, bem como a associação com a imagem de Bolsonaro ainda no primeiro turno.

Após surpreender no primeiro turno e receber mais de 4 milhões de votos, o candidato do partido Novo ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema, chega à eleição, hoje, à frente nas pesquisas e com chances de pôr fim a uma alternância de poder entre PT e PSDB que dura 16 anos no Estado. O adversário neste segundo turno, Antonio Anastasia, do PSDB, tenta voltar ao cargo após quatro anos.

No primeiro turno, Anastasia liderou todas as pesquisas de intenção de voto, mas viu Zema disparar na reta final da campanha, saindo de 10%, uma semana antes do pleito, e terminar a votação com 42%. O empresário conseguiu tirar o atual governador mineiro, Fernando Pimentel, candidato do PT à reeleição, da disputa do segundo turno e se consolidou como alternativa à polarização entre petistas e tucanos.

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A campanha no segundo turno foi marcada por ataques de Anastasia ao plano de governo de Zema. O candidato do PSDB insistiu em mostrar contradições em propostas do Novo para as áreas de saúde e segurança. Zema, por sua vez, se apresentou como alternativa aos "mesmos políticos de sempre" e rebateu as críticas do tucano, afirmando ser vítima de fake news.

O senador Antonio Anastasia tenta voltar ao governo mineiro depois de comandar o Estado entre 2010 e 2014. Foi o candidato que conquistou maior apoio ao formar coligação com 12 partidos, além de ter obtido um expressivo apoio dos prefeitos do interior do Estado. No primeiro turno, foi incisivo nas críticas ao atual governador, chamando a gestão do petista de "desgoverno". Além disso, evitava comentar sobre a campanha de Aécio Neves (PSDB) para a Câmara dos Deputados - o senador não apareceu em nenhum evento de campanha do candidato ao governo mineiro.

Desconhecido

Em sua primeira candidatura a cargo público, o empresário Romeu Zema chegou ao primeiro turno como um desconhecido. Nascido em Araxá, no Triângulo Mineiro, ele é proprietário do Grupo Zema, de lojas de departamento e de rede de distribuição de combustível.

Zema conseguiu se consolidar como alternativa à polarização entre PT e PSDB após a saída de Marcio Lacerda (ex-PSB) e de Rodrigo Pacheco (DEM) da disputa eleitoral. A ascensão do empresário coincidiu com a declaração de apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), antes mesmo do fim do primeiro turno.

De acordo com pesquisa Ibope/TV Globo divulgada ontem, Zema chega à votação com vantagem sobre Anastasia. O candidato do Novo tem 68% das intenções de votos válidos, enquanto Anastasia soma 32%. Na pesquisa anterior, Zema tinha 67% e Anastasia, 33%. Para calcular os votos válidos, são excluídos os votos brancos, nulos e os indecisos.

Nos votos totais, Zema aparece com 58% e Anastasia, 27%. Brancos e nulos são 10% e 5% não sabem. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.