O Rio de Janeiro confirmou mais 8.069 diagnósticos de Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo balanço divulgado às 17h deste domingo (23) pela Secretaria estadual de Saúde. Foram registradas três mortes no Estado. O número informado é menor do que o assinalado nas 24h anteriores, quando houve 25 óbitos confirmados.

O total de mortos por Covid-19 no Estado do Rio desde o início da pandemia chegou a 69.677. Em nota, a secretaria informou, 57,3% dos leitos de terapia intensiva (UTI) estão ocupados. A taxa de ocupação é de 44% para os leitos de enfermaria.

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A secretaria informou ainda que acionou seu plano de contingência para Covid. E disse que desde a última quarta-feira, converteu 153 leitos clínicos de enfermaria e 75 de UTI (sendo 10 pediátricos) em unidades da rede estadual de saúde para tratamento da doença.

O plano tem um cronograma para a reversão de leitos em unidades referência para atendimento da doença, como o Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz e o Hospital Estadual Prefeito João Batista Caffaro. Esse cronograma é acionado conforme indicadores epidemiológicos como "ocupação de leitos, número de casos e taxa de positividade".

Quatro homens foram presos em flagrante em um carro que transportava dez pistolas importadas no tanque de combustível, no bairro de Santíssimo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A operação foi realizada ontem por policiais civis da 26ª Delegacia de Polícia (Todos os Santos). Segundo os agentes, a investigação durou três meses e os criminosos foram localizados após cruzamento de informações do setor de inteligência da delegacia.

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Segundo a polícia, um dos presos usava uma tornozeleira eletrônica.

Três dias depois de ocupar com policiais militares e civis as comunidades do Jacarezinho, na zona norte carioca, e da Muzema, na zona oeste, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), anunciou R$ 500 milhões em investimentos no programa Cidade Integrada.

O dinheiro, explicou Castro, vai para obras, ações sociais e iniciativas econômicas nessas áreas. É mais uma tentativa de quebrar o domínio de traficantes e milicianos sobre áreas carentes. Ao detalhar o projeto, Castro afirmou, na manhã deste sábado, 22, que o programa não é parecido com o das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

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Inicialmente, o plano contempla apenas seis comunidades. Segundo o governador, nenhuma outra favela será ocupada enquanto o programa não estiver integralmente implantado no Jacarezinho e na Muzema. Essas duas comunidades foram escolhidas para dar início ao programa por serem dominadas, respectivamente, pelo tráfico e pela milícia. São seis eixos de ação, nas áreas sociais, de infraestrutura, de governança, de economia, transparência e segurança.

"Enquanto o programa não estiver devidamente implantado nessas comunidades, não há (nem) sequer prazo para as próximas", afirmou o Castro, que é pré-candidato ao governo do Estado. "Só vamos pensar nas próximas quando estas estiverem funcionando plenamente."

O governador explicou que os R$ 500 milhões já estão previstos no orçamento das secretarias envolvidas no programa. Serão apenas remanejados. A ideia do novo programa, explicou, é ajudar a população carente e enfraquecer as atividades econômicas atualmente dominadas por traficantes e milicianos.

"A principal coisa desse programa não é a segurança pública", explicou Castro, que fez questão de diferenciar o projeto do das UPPs. Elas foram lançadas pelo governador Sérgio Cabral Filho - que está preso - e fracassaram. "Esse programa tem muito pouco a ver com a UPP. Não é um programa de pacificação. Depois de muita análise, muita conversa, percebemos que essa ideia de pacificação traz mais prejuízo na execução do que benefícios."

Segundo Castro, o Cidade Integrada é de "retomada do território e entrega desse território a quem ele de fato pertence, que é o povo dessas comunidades."

Algumas ações já começam neste mês. Entre elas, estão o pagamento de um auxílio mensal de R$ 300 para duas mil jovens mães e a distribuição de vouchers para moradores comprarem botijões de gás com fornecedores legalizados. Hoje, quem domina esse mercado são milicianos.

Linhas de financiamento

Também começarão a legalização de imóveis na Muzema. A comunidade é controlada por uma milícia. A quadrilha domina o mercado imobiliário local com negócios ilegais. Eles incluem invasão de áreas de mata e construção de prédios sem licença.

Serão abertas ainda linhas de financiamento no valor total de R$ 30 milhões aos moradores. A meta neste caso é estimular a economia local e atacar a agiotagem.

"Muitos criminosos se utilizam da fragilidade da população para práticas de domínio social através da agiotagem", explicou Castro. "Uma das principais atividades exploradas pelas milícias é o ágio no botijão de gás. Um botijão de R$ 80 custa até R$120 na favela", ressaltou.

Estão previstos também a ampliação de equipamentos públicos, como hospital, batalhão da Policia Militar. O governo também pretende implantar áreas de lazer, centros de assistência ao cidadão e mercado produtor. Serão criados ainda conselhos comunitários integrados por membros do governo e representantes da população para debater as demandas dos moradores.

O projeto contempla obras de saneamento até dentro das residências. O objetivo é que, até o fim do ano, não haja nenhuma casa sem banheiro, segundo Castro.

Embora o Cidade Integrada comece no último ano do governo e a apenas nove meses das próximas eleições, Cláudio Castro garantiu que não se trata de um programa eleitoreiro. Frisou que é um programa de estado.

"Não é um programa simples, mas também não é algo mirabolante, ninguém está tentando inventar a roda", concluiu. "E é criado para ser um programa de estado, não de governo, e vem sendo pensado desde abril do ano passado", finalizou.

Assaltantes roubaram um carro blindado da prefeitura do Rio de Janeiro que estava à disposição de autoridades municipais no bairro de Cavalcante, na zona norte da capital, durante a tarde deste sábado (15). Os criminosos renderam dois motoristas da prefeitura e levaram o veículo, cuja marca e modelo não foram divulgados, além de objetos de ambos, como telefones celulares. Ninguém se feriu.

O carro estava estacionado na rua Enaldo dos Santos, onde os secretários municipais de Assistência Social, Laura Carneiro, e de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere, e o subprefeito da zona norte, Diego Vaz, se reuniam com moradores para debater a construção de uma praça, além de outras demandas.

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Dois assaltantes chegaram de moto, armados com pistolas, renderam os dois motoristas, recolheram seus pertences e levaram o carro. Mais tarde o carro foi localizado, abandonado, mas os pertences das vítimas desapareceram. Nenhum suspeito havia sido localizado até a publicação desta reportagem.

O governo do estado do Rio de Janeiro começou a distribuir hoje (14), aos 92 municípios, 93,5 mil doses de vacina contra a Covid-19, destinadas a crianças de 5 a 11 anos. O início da distribuição foi anunciado nesta manhã, nas redes sociais. “Vacinas salvam vidas”, ressalta a publicação da Secretaria de Saúde (SES). 

As doses dos imunizantes chegaram nesta madrugada no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e foram levadas para a Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) da SES, em Niterói. Segundo a secretaria, a previsão é que a partir de segunda-feira (17), todos os municípios possam dar início à vacinação. A recomendação é que sejam vacinadas primeiro crianças com comorbidades e indígenas, seguidas das faixas etárias dos mais velhos para os mais novos. 

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A secretaria recomenda que os responsáveis estejam atentos aos calendários locais. A cidade de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, anunciou que inicia ainda hoje (14) a imunização de crianças, sendo a primeira do estado a atender essa faixa etária.

Já o calendário da capital começa na segunda-feira para, além das crianças com comorbidades e/ou deficiência, as meninas de 11 anos.

Vacinação infantil

As vacinas Pfizer (Comirnaty) são destinadas a crianças de 5 a 11 anos. Para a imunização desse público será necessária a autorização dos pais. No caso da presença dos responsáveis no ato da vacinação, haverá dispensa do termo por escrito. 

O imunizante tem dosagem e composição diferentes da que é utilizada na dose para os maiores de 12 anos. A vacina para crianças será aplicada em duas doses, com intervalo de oito semanas. A tampa do frasco da vacina é na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas.

As primeiras doses pediátricas de vacinas chegaram ao Brasil nessa quinta-feira (13). O lote, que contém 1,2 milhão de doses, está sendo distribuído para estados e Distrito Federal, de forma proporcional ao número de crianças em cada unidade da Federação.

Ao todo, de acordo com o Ministério da Saúde, foram encomendadas 20 milhões de doses dos imunizantes. A previsão é que todas sejam entregues no primeiro trimestre deste ano. Essa é a primeira remessa das 4,3 milhões de doses pediátricas da farmacêutica americana que devem ser entregues ao governo federal ainda em janeiro. Além das unidades de janeiro, 7,3 milhões devem ser entregues em fevereiro e outras 8,4 milhões em março.

As chuvas que atingem o Estado do Rio de Janeiro desde a última sexta-feira, 7, já deixaram cerca de 1.200 desalojados (pessoas que precisaram sair de casa, por risco de acidente, mas têm onde se abrigar, sem auxílio do poder público) e 300 desabrigados (pessoas que precisaram sair de casa e dependem do poder público para conseguir abrigo), segundo balanço divulgado às 16h30 desta segunda-feira, 10, pela secretaria estadual de Defesa Civil.

Os bombeiros já atenderam mais de 200 chamadas decorrentes da chuva, em 22 municípios. A situação é mais crítica nas regiões norte e noroeste do Estado, mas houve ocorrências em todas as regiões. Até esse balanço, não havia registro de mortes. Cada prefeitura tem divulgado os próprios dados atualizados sobre ocorrências em seu território, então é possível que a qualquer momento o número de desalojados e desabrigados aumente, mesmo sem novo balanço do Estado.

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Nas regiões norte e noroeste, os rios Muriaé, Carangola, Itabapoana, Pomba e Paraíba do Sul transbordaram, afetando pelo menos dez cidades: Itaperuna, Italva, Natividade, Porciúncula, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Cambuci, Aperibé, Santo Antônio de Pádua e Cardoso Moreira.

Na região serrana houve registros de deslizamentos, alagamentos, interdições de vias, quedas de muros e árvores em Carmo, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Cordeiro, São Sebastião de Alto, Cantagalo, Macuco e Trajano de Moraes.

Na região sul ocorreram deslizamento de terra e obstrução de via em Mendes, e na região metropolitana há registros de deslizamentos, desabamentos, quedas de árvores e quedas de muros em Niterói e Cachoeiras de Macacu. Nesta cidade, moradores tiveram que ser resgatados de suas casas de barco.

Segundo o governo do Estado, na terça-feira, 11, a chuva deve continuar, em intensidade moderada e eventualmente forte, na capital e nas regiões serrana, sul e da Costa Verde, da manhã até o fim da tarde. Nas demais regiões do Estado a chuva deve ser fraca ou eventualmente moderada.

O governo do Rio de Janeiro recomendou, em nota emitida nesta sexta-feira (7) o cancelamento do Carnaval de rua em todo o Estado, em função do aumento de casos de Covid-19. Os desfiles dos blocos no município do Rio já haviam sido cancelados pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) na quarta-feira (5). Vários outros municípios do Estado, como Niterói e Maricá, também já cancelaram o carnaval de rua.

Na nota emitida nesta sexta-feira (7), o governador Cláudio Castro (PL) afirma que "não é recomendável a realização do carnaval de rua no Rio de Janeiro, em razão do aumento do número de casos de Covid-19. A comemoração promoveria aglomerações sem haver a possibilidade de seguir os protocolos sanitários determinados pela Secretaria de Estado de Saúde".

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Ainda conforme a nota, Castro encaminhou ao comitê científico do Estado uma indicação para que o carnaval de rua não seja liberado e aguarda a deliberação dos especialistas. O governador determinou que o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, "dialogue com o conselho de secretários de saúde dos municípios para que o evento seja suspenso neste ano".

No Rio, ao cancelar o desfile dos blocos pelas ruas, na quarta-feira, o prefeito chegou a propor aos blocos que se apresentem em lugares fechados, como o Parque Olímpico, para que seja possível o controle de acesso das pessoas. A princípio, essa proposta foi rechaçada pelos representantes dos blocos. Eles consideram que cada bloco tem estreita ligação com a região onde desfilam e não faria sentido se apresentarem longe dali. Uma nova reunião que ocorreria na quinta-feira, 6, entre a prefeitura e representantes dos blocos foi adiada a pedido destes últimos, e deve ocorrer na próxima semana.

O desfile das escolas de samba na Sapucaí segue mantido, sob o argumento de que, tratando-se de um lugar fechado, será possível permitir a entrada apenas de quem comprovar ter tomado a vacina e apresentar exame negativo de covid, feito nas horas anteriores. Mas, pelo menos um integrante do comitê científico do Estado defende que o desfile na Sapucaí e outros eventos fechados, como bailes de carnaval, também sejam proibidos.

"Não deve haver nem (desfile na) Marquês de Sapucaí nem os bailes em clubes, mesmo que tenham um controle (de passaporte de vacinação e testagem). Acho que devemos ter um debate ético: qual o custo que queremos ter? Claro, porque (ao) não ter o carnaval nossa saúde mental e a economia perdem. Estamos dispostos a pagar com vidas para ter um momento de descontração e melhorar a economia?", questionou o médico infectologista e epidemiologista Roberto Medronho, em entrevista à emissora de TV Globonews. Ainda nesta sexta-feira está programada uma reunião do comitê científico do Estado.

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) continua afirmando que os desfiles na Sapucaí podem acontecer. Mas os ensaios técnicos, inicialmente programados para ocorrer a partir deste mês, foram adiados para fevereiro, em função de obras que estão sendo realizadas na pista de desfile. A Liesa planeja apresentar um aplicativo por meio do qual desfilantes e público comprovariam estar vacinados e não infectados pela Covid-19.

Desde o início de dezembro, cerca de 20% dos profissionais de saúde que trabalham na rede municipal do Rio de Janeiro precisaram se afastar periodicamente das funções por conta de contaminação ou suspeita de contaminação por covid-19 ou influenza. Foram aproximadamente 5.500 profissionais afastados, do total de pouco menos de 28 mil, segundo a secretaria municipal de Saúde. Parte deles já cumpriu o período de afastamento, recuperou-se e está de volta ao trabalho.

Entre os profissionais afastados estão médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, maqueiros e recepcionistas de unidades de saúde, entre outros.

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Segundo a prefeitura, nenhuma unidade de saúde teve o funcionamento alterado por conta dos afastamentos. Mas o problema gera sobrecarga e preocupação.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, admitiu a pressão sobre o sistema de saúde causada pelos afastamentos.

Em entrevista ao jornal O Globo, ele afirmou que a maior parte dos afastamentos foi por covid-19. "Isso influencia e gera sim muita pressão sobre o sistema de saúde como um todo, mas nós estamos conseguindo suprir essa força de trabalho, e muitos desses profissionais já estão voltando às atividades. Ainda não adiamos cirurgias ou consultas. Não foi preciso, porque os recentes casos não refletiram em aumento de internações", disse.

Após Rio, Ouro Preto e Salvador, nesta quarta (5) foi a vez de a prefeitura de Recife cancelar a realização do tradicional carnaval de rua. A medida ocorre devido ao quadro atual da Covid-19 e ao aumento de infecções pelo vírus influenza. Uma decisão sobre a realização do Carnaval de rua da cidade de São Paulo é esperada para hoje, mas 32 blocos já cancelaram ao menos 41 desfiles, e associações de rua lançaram manifesto contrário.

Em ao menos 11 capitais a prefeitura não patrocinará o carnaval de rua: Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife, Rio, Salvador e São Luís. Ontem, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a decisão sobre o carnaval de rua caberá às prefeituras, mas se posicionou contrário à realização. "Não é o momento para aglomerações desta ordem. Portanto, a recomendação é evitar que aconteça." Já João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê Científico do Estado, disse considerar "impensável manter o carnaval (de rua) nestas condições". "Mesmo o carnaval de desfile, nós temos de ter uma preocupação, porque essas pessoas, para chegar ao local de desfile, vão se aglomerar no transporte coletivo, vai ter aglomeração na entrada, na saída. E isso sempre é um risco", afirmou.

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Após anunciar a decisão, o prefeito de Olinda, Professor Lupércio (Solidariedade), disse ao Estadão que seria uma "irresponsabilidade muito grande" promover festividades públicas neste momento, uma vez que a cidade recebe, em média, 4 milhões de foliões de cerca de 80 países. "Eu sempre disse que nós estávamos preparados para realizar o carnaval da nossa cidade em 2022 desde que as condições por conta da pandemia fossem favoráveis. No entanto, o cenário pandêmico não nos permite fazer este que é o maior carnaval do mundo."

Cancelamentos em SP

A lista de cancelamentos em São Paulo inclui blocos de artistas e produtores famosos, como Pipoca da Rainha (Daniela Mercury), Bloco do Alok, Bloco do Abrava (Tiago Abravanel) e Bloco do Kondzilla (ligado ao funk).

A Prefeitura de São Paulo autorizou 696 desfiles para o carnaval de rua de 2022, segundo balanço municipal de 30 de dezembro. O número não inclui os blocos que pediram o cancelamento e os 23 suspensos por não enviarem todos os dados exigidos. Entre as confirmações até o momento estão blocos novatos, populares e tradicionais, como Esfarrapado, Acadêmicos do Baixo Augusta, Galo da Madrugada, Frevo Mulher (da Elba Ramalho), Bicho Maluco Beleza (Alceu Valença), Monobloco e outros.

Contra

Ontem, porém, o Fórum Aberto dos Blocos de Carnaval de São Paulo, que representa 195 agremiações, a Comissão Feminina do Carnaval de Rua de São Paulo, integrada por cerca de 60 blocos, e a União dos Blocos de Carnaval do Estado de São Paulo (Ubcresp) se manifestaram contrários à realização dos desfiles.

Para os grupos, a retomada de ensaios no fim de 2021 demonstrou ser inviável a manutenção do carnaval, pois parte dos blocos registrou casos de coronavírus entre integrantes nos eventos, mesmo restritos para algumas dezenas de integrantes e com o uso de máscaras e imunizados.

Coordenadora da Comissão Feminina e integrante de três blocos, Thais Haliski conta ter pego covid-19 pela primeira vez em dezembro, possivelmente em um ensaio, situação semelhante que percebeu entre outras pessoas no meio. "O carnaval se mostrou totalmente inviável com a chegada da Ômicron", argumenta. "Se em ambientes controlados, como os ensaios, não é possível, imagina em um ambiente em que é só comprovar que tomou a vacina (sem uso obrigatório de máscara)?" As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os blocos de carnaval não vão desfilar pelas ruas do Rio de Janeiro neste ano, ainda em razão da pandemia de covid-19. A decisão de cancelar as exibições foi tomada em consenso durante reunião promovida no final da tarde desta terça-feira entre os representantes dos principais blocos, o prefeito Eduardo Paes (PSD) e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

"A situação ainda não permite os desfiles, então está resolvido. Não podemos ir contra a ciência e colocar em risco a vida dos foliões", afirmou Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, associação que representa 11 dos principais blocos da cidade. Segundo ela, todos os representantes de outros blocos e entidades que participaram da reunião com Paes e Soranz concordaram com a decisão. Uma alternativa será promover bailes ou eventos em lugares fechados, de modo a controlar o acesso do público e permitir apenas a entrada de pessoas imunizadas e saudáveis. Mas por enquanto isso é apenas uma ideia - a única decisão já tomada, segundo Rita, é que não haverá desfiles.

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Em live pela internet logo após a reunião, o prefeito Eduardo Paes afirmou que "não será possível" promover o carnaval de 2022 nos moldes tradicionais: "Acabei de ter uma reunião com o pessoal dos blocos de rua e a gente comunicou a eles que o carnaval de rua nos moldes que eram feitos até 2020 não acontecerá em 2022. Infelizmente, e eu falo como prefeito que gosta do carnaval e como cidadão, isso não será possível".

A Ambev, empresa que patrocinaria o carnaval de rua do Rio, havia cobrado da prefeitura uma posição sobre a realização ou não dos desfiles até a próxima quarta-feira, dia 5.

Mais de três mil pessoas começaram a desembarcar neste domingo do navio MSC Preziosa, da MSC Cruzeiros, que desde a manhã está atracado no Píer Mauá, no Porto do Rio de Janeiro, após registrar cerca de 20 casos de suspeita de covid-19 entre passageiros e tripulantes. É o terceiro cruzeiro com registro de surto do coronavírus ao longo dos últimos dias. Ao todo, pelo menos 166 casos da doença já foram notificados em embarcações atracadas na costa brasileira.

Primeira a desembarcar junto com o marido, Vera Maia, 54 anos, disse que a viagem foi maravilhosa e mesmo com a demora para o desembarque havia muita organização e informações a bordo. A viagem durou oito dias e passou por Salvador, Ilhéus e Búzios. "Não temos o que reclamar, não tivemos contato com nenhum dos infectados e está tudo muito organizado", disse ao desembarcar.

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Ansiosa desde às 9h da manhã à espera da avó que está no navio, Antônia, 7, passou do choro à alegria só saber que o desembarque foi liberado. A avó, Denise Torres, acenava a todo momento de dentro do navio e depois da fila de desembarque. "Foi a primeira vez que minha mãe resolveu ir em um cruzeiro, ficamos com medo, mas agora está tudo bem", disse a mãe de Antônia, Ariana Xavier, 35.

Enquanto a fila do desembarque diminuía, a do embarque por, sua vez, só crescia. Cláudio de Souza Marques, publicitário, 57, aguardava pacientemente a hora de entrar no Preziosa para uma viagem pelas praias de São Paulo. O risco de contaminação no navio não era uma preocupação. "Todos fizemos testes na segunda, na quarta-feira e hoje, como exigiram, e vamos fazer mais um lá dentro, meu nariz não aguenta mais, mas é bom porque mostra que é seguro", afirmou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio apontou que, em contato com a Anvisa, foi informada de que há cerca de 20 casos confirmados de covid-19 no navio MSC Preziosa. Segundo o comunicado, "todos os pacientes, assim como os cerca de 35 a 40 contactantes estão cumprindo isolamento a bordo". A pasta informou ainda que realizaria a investigação epidemiológica em conjunto com a Anvisa neste domingo, a fim de determinar o cenário epidemiológico da embarcação.

Após os surtos registrados nos cruzeiros MSC Splendida e Costa Diadema, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou ao Ministério da Saúde a suspensão provisória da temporada de navios de cruzeiro. A recomendação foi feita nesta sexta-feira, 31, até que haja mais dados disponíveis para avaliação do cenário epidemiológico. O ministério informou neste sábado, 1º, que avaliaria as "medidas cabíveis".

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga suspeita de casos de Covid-19 em um terceiro navio de cruzeiro na costa brasileira, desta vez na Região dos Lagos, no estado do Rio, o MSC Preziosa. No final de 2021, dois outros navios, o MSC Splendida, em Santos, e o Costa Diadema, na Bahia, tiveram surtos da doença.

A empresa responsável pelo MSC Preziosa confirma os casos de Covid-19 em nota à imprensa, mas afirma que são poucos infectados. "Identificamos um pequeno número de casos de Covid-19 entre as pessoas que estão a bordo do MSC Preziosa, que representa 0,6% do total da população a bordo", destaca a nota, ressaltando que os infectados têm sintomas leves ou são assintomáticos.

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Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o MSC Preziosa, que chegou ao Rio neste domingo (2), tem ao menos 20 casos confirmados de coronavírus confirmados.

A Anvisa já recomendou ao governo a suspensão provisória da temporada de cruzeiros no País, por conta dos surtos de Covid-19 e a chegada da nova variante, a Ôminicron. O Ministério da Saúde informou no sábado (1º) que "avaliará as medidas cabíveis" a serem tomadas.

Os dois cruzeiros que tiveram surtos da doença na virada do ano registraram mais de 100 casos. No dia 31, a Anvisa informou que interrompeu as atividades do Costa Diadema, após identificar 68 casos de Covid-19 entre passageiros e tripulantes. A embarcação estava atracada no Porto de Salvador. A viagem terminaria nesta segunda-feira (3), no Porto de Santos. O MSC Splendida, em Santos, também teve seu cruzeiro interrompido devido ao surto da doença.

O Estado do Rio tem atualmente 201 casos suspeitos da variante Ômicron sendo investigados, segundo informou neste sábado (1º) a Secretaria Estadual de Saúde do Rio. As amostras foram colhidas em 13 municípios fluminenses, a maior na capital, com 177 suspeitas.

Do total de casos suspeitos, 159 foram coletadas por unidades municipais de saúde e serão sequenciadas por laboratório credenciado da Fiocruz. A previsão é que o resultado saia até 7 de janeiro. Outras 43 amostras foram coletadas pela Rede DASA e estão sendo sequenciadas pela própria rede.

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A Secretaria Estadual de Saúde do Rio também divulgou o Mapa de risco da Covid-19, que mostra que o Estado permanece em bandeira verde, de risco muito baixo para transmissão da Covid-19. O levantamento indica uma queda de 48% no número de óbitos provocados pela doença e 69% nas internações. A análise compara as semanas epidemiológicas 50 (de 12 a 18 de dezembro) e 48 (de 28 de novembro a 04 de dezembro).

Com tempo chuvoso e sem shows durante a queima de fogos em Copacabana, na zona sul do Rio, a Comlurb, empresa de limpeza urbana da Prefeitura, recolheu 320 toneladas de lixo nos pontos de réveillon pela cidade, menos da metade do coletado no réveillon anterior (762 toneladas). Especificamente em Copacabana, a empresa recolheu 167 toneladas de lixo.

A operação de limpeza foi concluída nesta manhã com a lavagem das pistas da Avenida Atlântica. De acordo com a Prefeitura, 4.372 garis participaram da operação, distribuídos nos dez pontos de queima de fogos. "Utilizamos a estratégia de colocação de grande quantidade de caixas metálicas de 1200l, que foram importantes para que os frequentadores fizessem o descarte correto dos resíduos", disse o presidente da Comlurb, Flávio Lopes.

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A companhia ressaltou que destacou 120 garis para atuar exclusivamente na coleta seletiva em Copacabana, com quatro tendas para recebimento de materiais potencialmente recicláveis. Essa coleta gerou 2,3 toneladas de lixo reciclável.

Outros 12 garis trabalharam exclusivamente nos postos médicos instalados pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio na orla de Copacabana.

O réveillon do Rio reuniu milhares de pessoas na orla de Copacabana, mas com um público menor às registradas em anos anteriores, tanto por conta da chuva que atingiu o bairro como pela ausência de atrações musicais, cancelados por conta da pandemia de covid-19.

Dois homens jovens que foram esfaqueados na noite dessa sexta-feira (31) na praia de Copacabana, já foram liberados e passam bem, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Ao todo, 111 pessoas foram atendidas nos três postos médicos montados na orla para a festa de passagem de ano na noite de ontem.

A maioria dos atendimentos foi de pequenos traumas (pancadas, cortes, etc) ou de pessoas que passaram mal devido à excessiva ingestão de bebidas alcoólicas, informou a secretaria.

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Onze pacientes com quadros mais graves precisaram ser transferidos para hospitais ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede, entre eles os dois homens esfaqueados na noite de ontem em meio a um arrastão na orla de Copacabana. Eles foram removidos para os hospitais municipais Souza Aguiar e Miguel Couto, receberam os cuidados indicados e já tiveram alta.

Além dos atendimentos médicos, do meio-dia às 17h, as estruturas funcionaram como postos de vacinação contra a Covid-19. Ao todo, 370 pessoas foram imunizadas com a primeira, a segunda ou a dose de reforço, conforme o esquema vacinal prévio de cada um.

Um réveillon com menos gente, restrito aos moradores de Copacabana e de áreas próximas, é a proposta da prefeitura para a festa do fim de 2021. Mesmo assim, o prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciou nesta quinta, 23, uma passagem de ano com 16 minutos de queima de fogos e 25 torres de som na orla. Suspendeu, porém, o estacionamento na orla e o transporte público - inclusive o Metrô, que fechará as estações no bairro às 20h - na noite do dia 31. O objetivo é desestimular grandes aglomerações, que facilitam a disseminação da covid-19.

"Este ano, estamos fazendo tudo ao contrário", resumiu Paes. "Geralmente, aumentamos o número de ônibus em circulação, mantemos o metrô aberto a noite toda; este ano não, quem não mora em Copacabana (ou não está hospedado no bairro) terá dificuldades para chegar. O que queremos justamente é desestimular o deslocamento. Que as pessoas busquem pontos de queima de fogos perto de suas casas."

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Haverá outros nove pontos de foguetório oficial na cidade, além de Copacabana. Serão no Piscinão de Ramos, Igreja da Penha, Parque Madureira, Praia da Bica (na Ilha do Governador), Estádio de Moça Bonita (em Bangu), Praia de Sepetiba, Flamengo, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

Em Copacabana, epicentro tradicional da festa, dez balsas lançarão quinze toneladas de fogos de artifício e 25 torres de som. Não haverá palcos nem shows. Mas a trilha sonora da festa está a cargo do DJ Mam.

'Réveillon do Rio é marco importante para a cidade', defende Paes

"O réveillon de Copacabana é um marco mundial, aparece em todas as TVs do mundo, e isso é importante para o Rio de Janeiro", afirmou Paes, defendendo a realização da festa. "Mas este ano vamos fazer uma coisa mais restrita aos moradores e pessoas de áreas mais próximas."

Já a partir do dia 30, estará proibida a entrada de vans e ônibus fretados na cidade, bem como o estacionamento na orla de Copacabana e ruas adjacentes. No dia 31, carros só poderão entrar no bairro até às 19h, exceto táxis com passageiro e veículos de moradores. As estações do Metrô e só reabrem ás 7h do dia primeiro. Também a partir das 20h os ônibus ficam proibidos de circular pelo bairro. Depois das 22h, o bloqueio é total.

A celebração em Copacabana em geral reúne cerca de dois milhões de pessoas. Para este ano, o prefeito não arriscou uma estimativa em número. Mas disse que a praia estará cheia "como num domingão de sol".

"Claro que teremos alguma aglomeração", reconheceu Paes. "Mas temos tido aglomerações todos os dias, nas praias, nos ensaios das escolas de samba, nos bares e restaurantes, inclusive em cidades que cancelaram o réveillon. Então temos que seguir as determinações dos comitês científicos, mas também temos que ser coerentes. O réveillon não pode ser a grande festa da hipocrisia, o vírus não escolhe só a noite do ano novo para aparecer."

Mais de 80% dos cariocas têm duas doses de vacina, diz prefeito

O prefeito lembrou que mais de 80% da população da cidade está vacinada com as duas doses da vacina e que a circulação do vírus é baixa. Portanto, acredita, pequenas aglomerações, sobretudo em espaços abertos, são seguras. Além disso, reforçou o prefeito, ele conta com a colaboração de bares, restaurantes e hotéis. Neles, não é permitida a entrada de pessoas sem a apresentação do certificado de vacinação.

No último fim de semana, a mulher e a filha do secretário de Cultura do governo de Jair Bolsonaro, Mário Frias, foram barradas em um hotel no Rio porque não apresentaram o certificado. O secretário reclamou nas redes sociais, indignado. "Esse é o padrão que gerou urticária no rapaz de Brasília", afirmou Paes. "Os hotéis ensinando aos negacionistas e terraplanistas que aqui não há espaço para eles."

A 16ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca) investiga o suposto sequestro que teria ocorrido neste sábado (18) de um homem no estacionamento do Village Mall, shopping de luxo localizado na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. O caso circulou nas redes sociais. Os relatos afirmam que um jovem que estava em um carro da marca Jeep foi abordado na noite do sábado por cinco homens no estacionamento do shopping. Ele teria gritado por socorro. Testemunhas supostamente procuraram um segurança.

Procurado, o shopping informou que identificou uma abordagem suspeita em seu estacionamento, no final da tarde de sábado. "A equipe de segurança foi rapidamente acionada e identificou que a ação não se tratava de uma tentativa de sequestro", sustentou.

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O shopping informou ainda que está em contato com a polícia para mais esclarecimentos. Nenhum familiar da possível vítima teria, até a publicação desta matéria, procurado a delegacia para dar queixa sobre desaparecimento.

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira, 15, recursos apresentados pelo PSB, subscritos pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro e por entidades da sociedade civil, com pedidos de definição de parâmetros objetivos sobre a amplitude da decisão cautelar do ministro Edson Fachin na chamada "ADPF das Favelas", que suspendeu a realização de operações policiais em comunidades periféricas cariocas durante a pandemia de Covid-19. A ambiência do julgamento, contudo, será marcada por casos recentes de chacinas que desafiam as brechas do que foi decidido pela Corte em junho de 2020.

No mês de novembro, oito pessoas foram encontradas mortas em um mangue no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), após uma operação realizada pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Rio. Em maio, a Polícia Civil protagonizou uma das maiores chacinas da história do País na favela do Jacarezinho, na capital carioca. Ao todo, 27 pessoas foram assassinadas por agentes civis, sendo a maior parte deles investigados pela Justiça e sem informações periciais claras que indiquem confronto em algumas cenas de crime.

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Na ocasião da chacina no Jacarezinho, o Ministério Público do Rio disse ter sido informado pela Polícia Civil "logo após o início" da operação na favela, ou seja, os agentes atuaram em uma brecha da decisão do Supremo, que exige apenas a notificação das autoridades competentes para a realização das ações. O órgão disse à época ter sido avisado às 9h da manhã, mas a incursão policial teve início às 6h. Depois do ocorrido, Fachin afirmou que os fatos reunidos até aquele momento "pareciam graves" e dava indícios de "atos que, em tese, poderiam configurar execução arbitrária".

A análise do caso no Supremo será retomada com a apresentação do voto-vista do ministro Alexandre de Moraes. Em maio, quando o assunto era tratado no plenário virtual do Supremo, o ministro pediu mais tempo para analisar os esclarecimentos solicitados quanto à decisão da corte máxima que restringiu as incursões nas comunidades do Rio durante a pandemia.

O ministro Edson Fachin já apresentou seu entendimento sobre o tema, defendendo que o governo do Rio de Janeiro elabore e encaminhe à corte um plano para reduzir a letalidade policial no Estado e controlar violações de direitos humanos pelas forças de segurança fluminenses. No voto apresentado em maio, Fachin fez referência à chacina do Jacarezinho.

O parecer já apresentado por Fachin atende aos pedidos para que o STF delimitasse os casos excepcionais de realização de operações policiais no Rio durante a pandemia. O relator indica que só se justifica o uso da força letal por agentes de Estado quando: forem exauridos todos os demais meios, inclusive os de armas não-letais; for necessário para proteger a vida ou prevenir um dano sério; quando houver uma ameaça concreta e iminente.

"A vida precisa ser preservada. Em um Estado Democrático de Direito, não há bala perdida", registrou o ministro na ocasião.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou nesta terça-feira (14) a competência da Justiça do Estado do Rio de Janeiro para processar e julgar o empresário Jacob Barata Filho, o 'Rei do Ônibus', e o ex-governador Sérgio Cabral na Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato fluminense que investigou suspeitas de propinas de donos de empresas de transportes.

A decisão impõe mais uma derrota ao juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, responsável pelos processos derivados da Lava Jato Rio. Na semana passada, os ministros também tiraram de seu guarda-chuva as ações penais derivadas da Operação Fatura Exposta.

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Barata Filho e Cabral foram denunciados pelo Ministério Público Federal e condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A acusação diz que empresários teriam oferecido vantagem indevida ao então governador em troca de benefícios ao setor de transportes. A investigação teve como ponto de partida a delação premiada de Álvaro Novis, apontado como operador financeiro do ex-governador.

O ministro Gilmar Mendes, relator do habeas corpus movido pela defesa do empresário, observou que o fato de a investigação ter sido conduzida pela força-tarefa da Lava Jato, por si só, não atrai a competência para a 7.ª Vara Federal.

Em sua avaliação, a investigação não tem conexão probatória com outros processos da Lava Jato no Rio e não envolve recursos da União, por isso não deveria ficar na Justiça Federal.

O entendimento foi seguido pelos ministros Ricardo Lewandowski e Nunes Marques. O ministro Edson Fachin ficou isolado na divergência. Ele viu ligação com a Operação Calicute.

Com a decisão da Segunda Turma, a ação penal será redistribuída livremente na Justiça Estadual do Rio de Janeiro e caberá ao juiz natural deliberar se confirma ou não os atos decisórios proferidos até o momento.

Um ataque a tiros deixou cinco mortos e dois feridos em um bar em Itaboraí, no Grande Rio, segundo informações da Polícia Civil. De acordo com a Polícia Militar, cinco homens armados desceram de um veículo, atiraram nas vítimas que estavam no estabelecimento e depois fugiram.

O caso ocorreu nesse domingo (12) em um bar na Rua José Leandro, no bairro Retiro São Joaquim. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

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Uma perícia foi realizada no local e imagens de segurança estão sendo analisadas para identificar os autores do crime, cujas causas ainda são desconhecidas.

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