Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

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Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

 

Cerca de 4.600 estudos científicos foram "arruinados" por conta de um vídeo, de 56 segundos, publicado no Tik Tok pela jovem Sarah Frank, de 18 anos, moradora da Flórida, nos Estados Unidos. 

“Bem-vindos ao 'side hustles' [corres para ganhar dinheiro, em português livre] que eu recomendo tentar - parte um”, diz ela no vídeo, sugerindo para os usuários o site Prolific.com. Ela explica que o site é "basicamente, um monte de pesquisas para diferentes quantias de dinheiro e diferentes períodos de tempo". 

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Esse vídeo, publicado em junho deste ano, já tem mais de 4,2 milhões de visualizações no Tik Tok, sendo responsável por fazer com que dezenas de milhares de novos usuários se inscrevessem na plataforma Prolific, que é uma ferramenta para cientistas conduzirem pesquisas comportamentais. 

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O site The Verge aponta que, de repente, por conta do vídeo da norte-americana, os cientistas, que estavam acostumados a obter uma ampla mistura de assuntos em seus estudos, viram suas pesquisas inundadas com respostas de mulheres jovens em torno da idade de Frank.

Isso foi considerado um grande problema sem causa óbvia e sem uma maneira imediatamente clara para consertar, já que a Prolific não contava com uma ferramenta de triagem para garantir entregas restritas a amostras populacionais representativas para cada investigação. Sendo assim, a plataforma foi inundada de respostas de jovens, que acabaram alterando o rumo dos resultados. 

Antes de existir plataformas como a Prolific, todas as pesquisas em ciências sociais aconteciam em laboratório. "Você precisaria trazer alunos do segundo ano da faculdade e submetê-los a questionários, pesquisas e outros enfeites ”, disse Nicholas Hall, diretor do Laboratório Comportamental da Stanford School of Business, ao The Verge.

Ele complementa que isso “é um esforço enorme que exige muito tempo e mão de obra. A pesquisa online torna tudo muito mais fácil. Você programa uma pesquisa, coloca online e, em um dia, tem 1.000 respostas", disse.

Desconfiança

Pesquisadores começaram a desconfiar das características dos entrevistados semanas após o vídeo do TikTok viralizar. Sebastian Deri publicou em seu twitter que estavam surgindo títulos e descrições muito genéricas e que 91% dos entrevistados seriam mulheres, enquanto 7% são homens. "Como isso acontece?", indagou.

O cofundador da Prolific Phelim Bradley disse ao The Verge que muitos dos novos usuários parecem estar diminuindo atualmente. “Antes do TikTok, cerca de 50% das respostas em nossa plataforma vinham de mulheres”, revela.

“O aumento atingiu 75% por alguns dias, mas desde então, esse número está diminuindo, e atualmente estamos de volta a 60% das respostas vindas de mulheres”, complementa Bradley.

A Prolific reembolsou pesquisadores que tiveram os estudos afetados pelo aumento de mulheres que fizeram as pesquisas e introduziu um novo conjunto de ferramentas de triagem demográfica. Além disso, a empresa colocou uma equipe responsável pelo balanço demográfico para reconhecer e responder mais rapidamente a este tipo de problema no futuro.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou um um mapa do perfil profissional dos professores do Brasil. Os dados fazem parte do Censo Escolar 2020 e do Censo da Educação Superior 2019.

Segundo o levantamento, o ensino básico concentra a maior parcela dos profissionais, cerca de 63%, o que significa 1.378.812 docentes. Desse total, 85% possuem o ensino superior completo. No comparativo entre 2016 e 2020, o número de pós-graduados foi de 34,6% para 43,4%. O percentual também aumentou no que diz respeito à formação continuada, partindo de 33,3%, em 2016, para 39,9%, em 2020.

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O número de graduados também subiu em todas as etapas da educação básica (infantil, fundamental e médio). O ensino médio se destaca por ter o maior percentual de docentes com nível superior completo, dos números apresentados o total de profissionais nessa etapa é de 505.782 que atuaram nessa etapa, em 2020, o que representa um quantitativo de 97,1% docente com graduação. Nessa etapa, 89,6% possuem licenciatura e 7,4%, bacharelado. Apenas 2,9% têm formação de nível médio ou inferior.

Vínculo

O Censo Escolar 2020 também revela que os professores seguem trabalhando em uma mesma escola por mais tempo. O Indicador de Regularidade do Docente (IRD), que avalia a permanência destes profissionais no mesmo ambiente de trabalho, apresentou um avanço em relação a 2019. O percentual de escolas na faixa média-alta do indicador passou de 42,6%, em 2019, para 45,8%, em 2020.

Também foi observado um aumento na faixa alta: de 10,1%, em 2019, para 13,1%, em 2020. As escolas privadas representam o maior percentual nessa faixa em comparação com as outras redes de ensino. O percentual de escolas da rede privada na faixa alta do IRD foi de 16%, em 2019, para 20,4%, em 2020. Já na rede pública, o percentual nessa mesma faixa passou de 8,6% para 11,3%.

Mudança de ambiente

Na Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2018, os professores dos anos finais do ensino fundamental foram perguntados se gostariam de mudar para uma nova escola, caso fosse possível. Destes, 13% afirmaram que sim. O percentual é considerado positivo e está abaixo da média dos países participantes da Talis (21%), além de figurar como um dos mais baixos entre os países latino-americanos. Somente na Cidade Autônoma de Buenos Aires, foi constatado um percentual ainda menor (12%). Em países como Colômbia e Chile, o percentual é de 25%. Já no México, o índice foi de 27%.

Entre os professores brasileiros do ensino médio, a manifestação por uma possível mudança de local de trabalho também é considerada baixa. O percentual do Brasil (14%) se iguala ao da Dinamarca. Ambos estão bem distantes de Taiwan, que apresentou o maior percentual de professores que mudariam de escola, caso fosse viável (42%).

O Relatório Nacional da Talis 2018 ainda traz informações sobre os tipos de contrato de trabalho dos professores — o que retrata as condições de estabilidade na profissão. Disponível no portal do Inep, o documento mostra que o percentual de docentes brasileiros nos anos finais do ensino fundamental com contrato por tempo indeterminado chega a 79%. O percentual está próximo da Média Talis (80%) e supera os percentuais de todos os outros países/economias latino-americanos participantes da pesquisa: Chile (62%), México (72%), Cidade Autônoma de Buenos Aires (72%) e Colômbia (76%).

O Brasil é um dos 48 países/economias que participaram da mais recente edição da Talis, realizada entre 2017 e 2018. No País, responderam à pesquisa 2.447 professores e 185 diretores de escolas dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), além de 2.828 docentes e 186 diretores de escolas do ensino médio, das redes pública e privada.

A Talis tem sido aplicada a cada cinco anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados revelados pelo estudo são comparáveis internacionalmente e refletem questões relacionadas à aprendizagem e às condições de trabalho de professores e diretores em diversos países. As informações são apuradas por meio de questionários que, no Brasil, são aplicados pelo Inep, em parceria com as secretarias estaduais de Educação.

Na educação superior, 54,3% dos professores que atuam no setor são vinculados a instituições privadas e 45,7%, ao sistema público de ensino. Quanto à qualificação, o Censo da Educação Superior 2019 mostra que 37,5% (144.874) dos docentes possuem mestrado e 45,9% (177.017), doutorado. Nesse sentido, os dados da pesquisa refletem a superação da meta 13 do PNE, já que a diretriz estabeleceu o objetivo de ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em exercício para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% doutores.

Nos cursos de licenciatura, 59,9% dos professores têm doutorado. Já nos bacharelados e superiores em tecnologia, 55,1% e 31,9% dos docentes são doutores, respectivamente. O censo também mostra que a maioria dos professores de cursos presenciais é composta por profissionais com doutorado. Já na modalidade a distância (EaD), a maior parte é de mestres. Nos presenciais, 88,2% dos docentes possuem mestrado ou doutorado. Em contraponto, nos cursos à distância, esse percentual é de 89,1%. 

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A professora, criadora e pesquisadora Yorrana Maia está apresentando um novo método para a criação de coleções autorais de moda no “MODA-C: o novo MÉTODO 5C para dominar o processo de criação de coleções”. O lançamento será nesta quinta-feira (14), no Instagram, às 19 horas, e também presencialmente na sexta-feira (15), na Casa NaMata, em Belém, a partir das 17 horas.

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A obra, contemplada pela Lei Aldir Blanc de Moda e Design do Pará, carrega um conjunto de conteúdos ministrados em sala de aula por Yorrana no curso de Moda da UNAMA - Universidade da Amazônia, sobre Criatividade, Pesquisa e Criação de Moda, Pesquisa de Tendências e Consumo de Moda e Planejamento e Desenvolvimento de Coleção.

A professora revela que sempre teve vontade de escrever um livro, e que se sentiu preparada para organizar um passo a passo e um método que surgisse a partir das disciplinas. “Para mim foi uma experiência única, como se eu estivesse de fato fechando um ciclo superimportante dentro da minha carreira, ensinando moda há 12 anos”, conta.

Segundo Yorrana, a principal proposta do livro foi criar um método para que as pessoas que pensam em construir uma coleção possam ter esses processos de construção, criação, planejamento e coleção organizados passo a passo. “Muita coisa eu fui melhorando dentro desses meus processos até chegar nesse método que organiza esse conteúdo”, complementa.

A professora conta que chegou ao método por meio de estudos e pesquisas. “É uma compilação que traz esse meu olhar, tanto teórico como pesquisadora, quanto o prático de sala de aula, através de ferramentas que eu acredito que funcionem para uma pessoa que pretende desenvolver coleções de moda autorais”, afirma.

Yorrana ressalta que aprendeu bastante durante o processo de criação do livro, que ela acredita ser o resultado de uma maturidade ao longo de sua trajetória. Para ela, o grande aprendizado gerado pela organização da obra foi a conexão entre a criação, a comercialização, a técnica e a comunicação, principalmente no meio digital – aspectos necessários para o mercado da moda.

Yorrana fala sobre a complexidade do segmento. Ela acredita que um criador tem mais chances de ter uma marca bem-sucedida e viver da moda quando ele consegue ter uma visão sistêmica. “O meu sonho sempre é que os meus alunos e as pessoas com as quais o trabalho, a quem eu presto mentoria, possam viver do seu sonho de fazer moda e de ter as suas marcas”, reitera.

A professora afirma que o livro contribui para o mundo da moda por trazer essa metodologia de planejamento de coleção – baseada em cinco pilares: consciência, contexto, coleção, confecção e comercialização – considerando que ela não é encontrada de maneira ampla. Yorrana destaca que a proposta é oferecer uma visão com estratégias que podem tornar as marcas mais assertivas, com mais consciência e coerência no mercado.

“Quando a marca tem essa clareza, em todos esses pilares, ela consegue gerar uma conexão maior com os clientes. É a conexão que vai fazer com que os clientes tenham o desejo de consumir os produtos”, conclui.

Por Isabella Cordeiro.

Berço do samba e hoje com atrativos como o Museu do Amanhã, o bairro da Saúde, na região central do Rio de Janeiro, próximo do Porto, foi classificado como o 25.º mais descolado do mundo em ranking anual divulgado na última quarta-feira pela revista britânica Time Out. A publicação é reconhecida como guia para as melhores atividades em cidades do mundo inteiro. Todo ano, divulga uma nova versão do ranking dos 49 bairros mais descolados do planeta, com base em uma pesquisa com moradores - desta vez, foram ouvidas 27 mil pessoas.

O bairro campeão foi Nørrebro, na capital dinamarquesa, Copenhagen. Em segundo lugar ficou Andersonville, em Chicago (EUA), e em terceiro, Jongno 3-ga, em Seul (Coreia do Sul). A Saúde foi o único bairro brasileiro citado na lista. "Os visitantes vão descobrir charmosos bares antigos, bela arquitetura portuguesa e locais fascinantes, como a Pedra do Sal", afirma o texto publicado pela revista, que destaca o Museu do Amanhã e seu vizinho Museu de Arte do Rio (MAR), além dos murais de arte de rua ao longo do Boulevard Olímpico e a vista panorâmica a partir do Morro da Conceição.

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O texto traz, ainda, sugestões para quem quer planejar sua viagem e para os que buscam passar um dia perfeito no bairro, que inclui uma visita ao restaurante Casa Omolokum, com pratos típicos da culinária baiana. "Feche a noite com música ao vivo, dança e churrasco brasileiro no (restaurante) Bafo da Prainha", recomenda a revista, em texto do inglês Tom Le Mesurier, que mora no Rio desde 2010 e é especialista em culinária e turismo.

A Saúde é um bairro povoado desde fins do século 17, que ganhou esse nome a partir de 1742, quando o comerciante português Manuel Negreiros construiu ali a capela de Nossa Senhora da Saúde, para cumprir promessa depois que sua mulher se curou de uma doença. Também fica na Saúde o Cais do Valongo, inaugurado em 1811 para se tornar local de desembarque de pessoas escravizadas no Rio - antes, as embarcações chegavam na Praça XV.

Ao longo de aproximadamente 40 anos, esse cais recebeu cerca de 1 milhão de africanos, fazendo dele o maior porto receptor de escravizados do mundo e ponto de chegada de 25% dos 4 milhões de africanos trazidos à força ao Brasil. Em 1843 o Cais do Valongo foi reurbanizado para receber a princesa Teresa Cristina, que se casaria com o imperador dom Pedro II. O cais mudou seu nome, então, para Cais da Princesa. Em 1.º de março de 2017, passou a integrar oficialmente a Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por ser o único vestígio material da chegada dos africanos escravizados nas Américas.

Samba

Desde seus primórdios, a Saúde tornou-se moradia de baianos - houve uma intensa migração após a revolta dos malês (negros muçulmanos), em 1835, e a piora nas condições de vida em Salvador nas décadas seguintes, que também contribuiu para que muitos baianos se mudassem para o Rio. Reunidos na Saúde, eles foram decisivos na gênese do samba na cidade.

Os primeiros sambistas, como Donga e João da Baiana, e os mestres do choro, como Pixinguinha, se reuniam numa área chamada Pedra do Sal, que se tornou símbolo dessa cultura musical. A Pedra do Sal foi tombada em 1984 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.

A região da Saúde foi revitalizada a partir da criação do projeto Porto Maravilha, às vésperas da Olimpíada de 2016. Nesse período foram criados o Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã. A área ainda recebeu obras de artistas de renome internacional, como Eduardo Kobra. O mural Etnias, feito por ele no porto, foi reconhecido em 2016 como o maior grafite do mundo - recorde depois superado por outra obra de Kobra em Itapevi (SP).

Com 15 metros de altura e 170 de comprimento, Etnias retrata cinco rostos indígenas de cinco continentes diferentes: os huli, da Nova Guiné (Oceania), os mursi, da Etiópia (África), os kayin, da Tailândia (Ásia), os supi, da Europa, e os tapajós, das Américas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nessa quinta-feira (7), foi aprovado pelo Congresso Nacional o crédito suplementar de R$ 690 milhões para pesquisa e ações estruturantes dos ministérios, através do PLN 16/2021. Do montante, R$ 55 milhões foram destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Segundo entidades da pesquisa no país, o valor total deveria ter sido distribuído à Ciência, para subsidiar projetos de estudo, sobretudo os já agendados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Pesquisa (CNPq). O recorte representa uma redução de aproximadamente 92% do valor inicial e desfalca as ações de pesquisa no Brasil. 

Oito órgãos assinaram um apelo, ainda na quinta-feira (7), ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para reverter uma decisão do Ministério da Economia. As entidades afirmam que uma modificação do PLN 16 foi feita “de última hora” pela Comissão Mista do Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, atendendo a ofício enviado ontem pelo Ministro da Economia, e que subtraiu os recursos destinados a bolsas e apoio à pesquisa do MCTI. O PLN 16 abria crédito suplementar destinado ao Ministério, mas com a nova decisão, estarão sob ênfase a produção de radiofármacos e despesas do MCTI. 

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Entre as entidades que assinaram o apelo, estão Associação Brasileira de Ciências, a SBPC, Andifes, Confap, Conif, Confies, Consecti e IBCHIS. Confira na íntegra: 

MANOBRA DO MINISTÉRIO DA ECONOMIA AFRONTA A CIÊNCIA NACIONAL 

A modificação do PLN 16, feita na última hora, no dia de hoje, pela Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional, atendendo a ofício enviado ontem pelo Ministro da Economia, subtrai os recursos destinados a bolsas e apoio à pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações e impossibilita projetos já agendados pelo CNPq. É um golpe duro na ciência e na inovação, que prejudica o desenvolvimento nacional. E que caminha na direção contrária da Lei 177/2021, aprovada por ampla maioria pelo Congresso Nacional. 

O PLN 16 destinava 690 milhões de reais para o MCTI, alimentando em particular as bolsas e o Edital Universal do CNPq, mas, em cima da hora, por força de um ofício enviado pelo Ministério de Economia na véspera da reunião da CMO, mais de 90% desses recursos foram transferidos para outros ministérios, restando apenas R$ 55,2 milhões de reais, destinados ao atendimento de despesas relacionadas aos radio fármacos. 

O argumento utilizado pelo Ministério da Economia afronta a comunidade científica e tecnológica: afirma que os recursos já transferidos para o MCTI não estão sendo utilizados. Cabe lembrar que esses recursos são para crédito, são reembolsáveis, e não interessam à indústria. Já nos manifestamos anteriormente sobre a estratégia perversa de alocar 50% do total dos recursos do FNDCT para crédito reembolsável, o qual, uma vez não utilizado, será recolhido ao Tesouro no final do ano. Dá-se com uma mão, para retirar com a outra. Nesse processo, agoniza a ciência nacional. 

Fazemos um apelo aos parlamentares para que revertam essa decisão, com todos os meios disponíveis para repor os recursos destinados ao MCTI e ao CNPq. Está em questão a sobrevivência da ciência e da inovação no país. 

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Números do Congresso confirmam o que um olhar já revela: embora sejam maioria entre a população, as mulheres têm cerca de 15% de representação política nas duas Casas legislativas, ocupando 12 das 81 cadeiras do Senado e 77 das 513 na Câmara. Para sete em cada dez brasileiros, no entanto, isso não deveria ser assim. O Brasil é o país que mais defende a participação feminina na política, segundo levantamento global feito pelo Instituto Ipsos.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores fizeram a mesma pergunta em 28 países: O mundo seria um lugar melhor, mais pacífico e bem-sucedido se mais mulheres estivessem no poder? A média global dos que responderam que sim é de 54%. Depois do Brasil, primeiro lugar no ranking com taxa de 70%, Peru e Colômbia empatam na segunda colocação. Ambos os países, porém, têm maior participação feminina na política que o Brasil. No Peru as mulheres são 40% do Parlamento, e na Colômbia, 19,7%.

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Homens e mulheres responderam de forma parecida ao levantamento. Em todos os países, as entrevistadas apresentaram maiores taxas de concordância à questão que os homens. A diferença foi de 12 pontos porcentuais na média global, e 10 no Brasil.

Na pesquisa, online, foram ouvidos 19 mil entrevistados entre 16 e 74 anos, em todos os continentes. Os dados foram colhidos entre 23 de julho e 6 de agosto deste ano. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos porcentuais, para mais e para menos.

Embora o ímpeto seja culpar o eleitor, a disparidade começa antes do dia da eleição. Dados da plataforma 72 horas, que analisa a distribuição de recursos financeiros para campanhas, mostram que candidaturas de mulheres receberam 30% dos valores repassados pelos partidos em 2020. O valor foi apenas o suficiente para cumprir a lei que naquela eleição definia o repasse mínimo de 30% do fundo especial de financiamento de campanha para mulheres.

Segundo a especialista em financiamento de campanhas Fefa Costa, co-idealizadora da plataforma 72 horas, no ano passado observou-se um número muito baixo de representatividade feminina em todos os partidos. Muitas legendas nem chegaram a respeitar a cota, como é o caso do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), que destinou 17% dos recursos a candidaturas femininas. "O ideal seria que houvesse paridade. Precisamos falar de 50 a 50", afirmou. "30% já é muito pouco perto da nossa real condição, e, mesmo assim, boa parte dos partidos não cumpre."

Bônus

Proposta aprovada pelo Congresso em setembro deve contribuir para transformar esse cenário. A norma, promulgada no último dia 28, prevê um "bônus" financeiro para os partidos que mais conseguirem votos em candidatos negros e mulheres, o que já provocou uma "corrida" dos partidos para aumentar o número de candidaturas desses grupos.

"Claro que todo avanço para a igualdade de gênero e racial é visto com bons olhos, mas é preciso entender o que acontece na prática", avaliou Fefa. O mérito da proposta, segundo ela, é incentivar os partidos a impulsionarem candidaturas destes segmentos, conferindo mais visibilidade a lideranças que querem fazer parte do processo político, mas que carecem de apoio das legendas para ganhar relevância. "O ponto mais importante é se haverá transparência para que a sociedade e os próprios candidatos tenham meios para fiscalizar os recursos, saber se (a regra) é aplicada da maneira correta".

A pesquisa do Instituto Ipsos chancela o interesse da população nesse tema, disse Helio Gastaldi, porta-voz da empresa no País. Ele afirmou que o "ambiente beligerante" da política brasileira não passa despercebido pela população, que valoriza a lógica parlamentar de busca pelo consenso. "O levantamento permite inferir que a maioria das pessoas não concorda com a hostilidade reservada às mulheres nos espaços de poder", diz.

"Vemos mulheres sendo tratadas de maneira agressiva. Pessoas que, em vez de debater a pauta que se apresenta, tentam desqualificar o interlocutor, no caso a mulher, e enfraquecer seus argumentos", acrescentou Gastaldi. Exemplo disso aconteceu durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no mês passado, quando a senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi chamada de "totalmente descontrolada" pelo depoente Wagner Rosário, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU).

Quando acontecem longe das câmeras, casos como o da senadora Simone podem ser denunciados aos canais do Ministério Público Eleitoral de cada Estado. No âmbito da Câmara, as queixas também podem ser apresentadas à Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados. O órgão não recebe apenas denúncias de violência política, mas de não cumprimento das leis perante casos de violência doméstica e familiar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Durante encontro com jornalistas, realizado remotamente nesta terça-feira (5), o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Carlos Velles, apresentou dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020. No levantamento, é apontado que o desejo dos brasileiros em abrir o próprio negócio, em até três anos, cresceu 75% em relação a 2019. 

Ainda de acordo com o relatório, um terço desse total foi motivado pela pandemia da Covid-19. Além disso, o documento destaca que o País teve a maior variação de taxa de Empreendedorismo Potencial, em comparação a outras economias. 

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Outro ponto apresentado pelo levantamento da GEM é sobre o processo de formalização de empreendedores no Brasil, que demonstrou um incremento de 69% nos anos de 2019 e 2020. Essa formalização, de acordo com a pesquisa, foi constatada tanto entre os empreendedores iniciais (até três anos e meio) quanto em donos de negócios já estabelecidos (mais de três anos e meio). 

A crescente adesão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) por micro e pequenos empreendedores foi impulsionada, segundo a GEM, pelos benefícios da formalização, exigência, por parte dos clientes, de emissão de nota fiscal e contribuição para a Previdência Social.

A apresentação dos dados também deixou claro o perfil de empreendedores. Metade dos investimentos é, geralmente, de até R$ 5 mil, e realizados, em sua maioria, por homens que possuem uma renda alta, assim como, elevada escolaridade. Ademais, apontou-se que boa parte dos empreendedores iniciais não tem os negócios como única atividade, ou seja, dedicam-se a outro emprego ou estão em busca de oportunidade, estudam ou são aposentados. 

 

O valor médio do etanol liderou as maiores altas entre todos os tipos de combustíveis no fechamento de setembro, segundo levantamento da Ticket Log. Com alta de 4,11%, no comparativo com agosto, o combustível registrou a média de R$ 5,388, em setembro. Já a gasolina avançou 2,31% no mesmo período e alcançou R$ 6,260, dois meses após ultrapassar, pela primeira vez, R$ 6,00. Se comparado a janeiro, quando o fechamento foi de R$ 4,816, a diferença é de 30%.

"Pelo quarto mês consecutivo, o etanol apresenta médias acima de R$ 5,00 e neste fechamento de mês liderou a maior alta entre todos os combustíveis. Quando analisamos o comparativo com o primeiro mês do ano, o aumento no preço do etanol foi de 43%", afirma Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

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Assim como em agosto, o último mês foi de aumento no preço médio da gasolina em todo o Brasil. A alta mais expressiva, de 2,71%, ocorreu no Sul, comercializada a R$ R$ 6,072, que mesmo com o maior aumento, foi a menor média nacional para o período.

A região Centro-Oeste, com alta de 1,68%, concentrou o maior valor médio registrado nos postos em setembro: R$ 6,373. O Rio Grande do Norte foi o Estado a apresentar a maior alta para a gasolina, avanço de 5,98%, com o litro a R$ 6,572.

Já o etanol teve como destaque a Região Norte que apresentou a maior alta, de 6%, no preço médio, no comparativo com agosto. O menor acréscimo ocorreu no Nordeste, de 2,56%, mas a região ainda concentra o valor mais caro do litro nacional, vendido a R$ 5,560. O Distrito Federal liderou a maior alta no País para o etanol, avanço de 8,88%, comercializado a R$ 5,726, ante a média de R$ 5,259 de agosto.

No recorte por Estados, o Rio de Janeiro segue liderando o ranking da gasolina mais cara do Brasil, a R$ 6,675, aumento de 2,31% em comparação com agosto. Já o Amapá, Estado em que o combustível apresentou o menor valor médio (R$ 5,610), o aumento foi de 1,80%. Nenhum Estado apresentou redução no preço da gasolina no período.

No caso do etanol, o maior preço médio do período, R$ 6,132, foi registrado no Rio Grande do Sul, após aumento de 3,79% em comparação a agosto. O Estado de São Paulo segue liderando o ranking do menor valor para o combustível, R$ 4,524, mesmo com o aumento de 5,70%. Assim como a gasolina, o etanol não registrou baixa em todo território nacional.

O Índice de Preços Ticket Log (IPTL) é calculado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil.

No mês de agosto, Pernambuco apresentou um saldo positivo de 17.215 contratações, segundo informações da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq-PE). O Estado apresentou o segundo melhor resultado, ficando atrás apenas da Bahia, que obteve 17.882 postos. Em Pernambuco, houve 47.637 admissões e 30.422 desligamentos, e em relação a 2020 o estado apresentou um acréscimo de 4.795 contratações. O resultado foi o melhor desde 2011, mesmo com algumas diferenças na metodologia de avaliação do Caged.

As cidades que mais se destacaram foram Recife, com 3.891 postos; Igarassu, com 2.385; Petrolina, com 1.845; Lagoa de Iatenga, com 1.642; e Caruaru, com 698 postos. A grande maioria dos contratados foi de nível médio. Já em termos de setor, o que apresentou o maior crescimento foi a indústria, com a contratação de 6.348 profissionais. Em seguida, tem o setor de serviços, com 5.155 contratações; comércio, com 2.763; agropecuária, com 2.638 e contrição civil com 311.

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“Alcançamos um acumulado de mais de 45 mil empregos gerados este ano e estamos confiantes que as ações do Plano Retomada vão contribuir para que mais postos de trabalho sejam criados até o fim do ano", avaliou o governador Paulo Câmara em texto do Seteq. Para Alberes Lopes, secretário do Trabalho e Qualificação do Estado, é marcante o estado conquistar o melhor resultado no mês de agosto em 10 anos: “Em 2011, a situação do Brasil era diferente, vivíamos pleno emprego, não enfrentávamos esta crise. Então, os números deste mês são positivos para Pernambuco, porque mostram as políticas públicas do governo Paulo Câmara e o empenho constante de manter parcerias com a iniciativa privada”, afirmou o secretário.

Em nível nacional, o emprego celetista apresentou crescimento no Brasil no mês de agosto de 2021, tendo o saldo positivo de 372.265 postos de trabalho. Foram 1.810.434 admissões e 1.438.169 de desligamentos em todos país. Em agosto, todas as 27 unidades federativas registraram saldos positivos.

Em pesquisa, realizada pelo site VAGAS.com, foi revelado que a maioria dos candidatos gostaria de se sentir acolhido em relação às empresas ao longo dos processos seletivos. Dos participantes, 42% apontaram “ser acolhido(a)” como a principal expectativa. Outros sentimentos indicados foram “ser compreendido(a)” (20%) e “ser apoiado(a)” (12%). Os resultados também revelaram um aumento na  busca dos Recursos Humanos (RH) em interagir com os candidatos durante o processo.

O estudo “A Experiência do Candidato” entrevistou 10.172 candidatos e 166 empresas por e-mail em julho deste ano. O objetivo, segundo Leonardo Vicente, especialista em marketing da VAGAS.com, é entender os principais anseios e expectativas, tanto de candidatos como RHs em todo o processo seletivo e com esse feedback realizar melhoras. “Os dados evidenciados na pesquisa corroboram com a tendência dos RHs adotarem feedbacks, retornos ao final de cada fase do processo. Para isso, é fundamental que as empresas garantam transparência e clareza ao longo das etapas, visando tornar a jornada de contratação mais empática e inclusiva possível”, avalia em texto enviado pela assessoria de comunicação.

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Outros dados obtidos pela pesquisa foram que metade dos candidatos, se pudessem optar por um único ponto a ser melhorado nos processos seletivos, escolheria melhorar o “retorno aos candidatos e candidatas”. Outros 16% escolheram por aperfeiçoar a “visibilidade das fases no processo seletivo”. A palavra “orientação” foi eleita para descrever como seria o processo seletivo dos sonhos dos candidatos participantes, com a expectativa que o RH comunicasse o avanço nas etapas do processo seletivo, além de dar um feedback com orientações sobre os pontos que o prejudicaram ou favoreceram na seleção.

Para 30% dos participantes, a melhora seria na transparência com intuito de saber o máximo de informações e detalhes possível sobre sua participação no processo seletivo. “Acolhimento” também surgiu por sugestão de outros 17% como forma do RH das empresas demonstrar maior empatia ao longo do processo, compreendendo o contexto de quem está buscando emprego. “O fornecimento de feedbacks e uma comunicação clara continuam entre os principais anseios dos candidatos durante o processo de R&S”, diz Vicente. “O levantamento também comprovou que há entendimento por parte das empresas quanto à necessidade de cuidar de cada interação com os candidatos”, completa.

Aumento na  busca do RH em interagir com os candidatos durante o processo

O estudo levou em consideração também o lado do RH e das empresas, apontando que, para a maioria, “conseguir humanizar as trocas e interações com candidatos ao longo do processo seletivo” (68%) seria a melhor forma de experienciar o processo e “cuidar de cada interação entre empresa e profissional que existe ao longo de um processo seletivo” (60%). Do total, 97% das empresas consideram como muito importante ou importante tornar os processos humanizados. Para 98% delas, “uma boa experiência dos candidatos é fundamental para a marca empregadora".

Levando em consideração o contexto pandêmico, 82% das empresas afirmaram ter adaptado seus processos seletivos mudando várias ou algumas etapas. “Pensando no pós-pandemia, acredito que as empresas continuarão adotando mudanças de comportamento no recrutamento e seleção de profissionais, buscando estratégias, como soluções tecnológicas, para ajudar na atração de talentos, tornando os processos mais eficientes. Com o auxílio da tecnologia, ao final de cada fase, o recrutador pode configurar mensagens automáticas engajadoras, via e-mail e ou aplicativos, proporcionando uma experiência mais positiva e transparente”, conclui o especialista.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal Nível Superior (Capes) divulgou, nesta segunda-feira (27), o edital do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) - Impactos da Pandemia. O programa irá contemplar 40 projetos que terão vigência de 48 meses e previsão de implantação em março de 2022. As propostas devem ser apresentadas entre 4 de outubro e 22 de novembro por meio do Sistema de Inscrições da Capes.

Os trabalhos deverão considerar fatores que surgiram ou foram agravados devido a pandemia, como violência, saúde e adoecimento social, reestruturação da arquitetura urbana, novas ou adaptadas estruturas de trabalho e de ensino, e agravamento em diferenças entre estados. O programa, que irá apoiar projetos de profissionais qualificados e o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas-científicas sobre questões de emergenciais a nível nacional, irá dispor de aproximadamente R$ 25,1 milhões.

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Nas bolsas, até R$ 21,1 milhões serão destinado a concessão e recursos de custeio dos projetos. Cada projeto será composto por até quatro bolsas de mestrado, três de doutorado e três de pós-doutorado, todas pagas pelo Sistema de Controle de Bolsas e Auxílios. A presidente da Capes, Cláudia Queda Toledo, reforça que os projetos devem estar alinhados com a realidade do país: “A CAPES concederá bolsas para diagnóstico e para soluções sobre os reflexos da COVID-19 no território nacional. Serão projetos interdisciplinares, pois temos reflexos em todas as áreas”, afirmou em texto enviado pela assessoria.

Para estar apto a participar o proponente deve ser professor ou pesquisador vinculado a um PPG recomendado pela CAPES, estar cadastrado na plataforma Sucupira, possuir título de doutor e ter currículo cadastrado e atualizado na plataforma Lattes.

Um levantamento feito no conjunto de favelas da Maré, no complexo do Alemão e na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, apontou que 83% dos moradores dessas comunidades ouviram tiros de dentro de suas casas durante a pandemia. Além disso, sete em cada dez informaram terem presenciado ou souberam de operações policiais nessas áreas durante o período. O estudo mostrou ainda que quase três quartos dos moradores afirmaram sentir que houve aumento do número de casos de violência doméstica desde o início da pandemia.

Os dados fazem parte da pesquisa "Coronavírus nas favelas: a desigualdade e o racismo sem máscaras". Realizada pelo coletivo Movimentos, a pesquisa contou com apoio do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) e entrevistou 955 moradores das três regiões.

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Em junho do ano passado, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringiu operações nas favelas do Rio enquanto houver pandemia. As ações só podem ocorrer em "casos excepcionais".

O levantamento também apontou que 93% dos moradores dessas favelas teve ou conhece alguém que contraiu o coronavírus. E a dificuldade em manter isolamento social pode ter contribuído para isso.

Segundo a pesquisa, mais da metade dos moradores entrevistados (54%) informou que não conseguiu manter o distanciamento social. Na média, três pessoas têm de dividir o mesmo cômodo das casas nas favelas entrevistadas. Na pesquisa, 55% dos que responderam informaram morar com alguém que integra grupo de risco.

O uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 foi incomum entre os moradores das favelas. Apenas 4% disseram ter usado ivermectina e hidroxicloroquina como "tratamento precoce" à covid-19. Entre os que responderam ao estudo, 76% declararam ter algum distúrbio do sono; 43,1% informaram ter algum nível de depressão; e 34% disseram que a ansiedade é o sentimento mais presente em relação à pandemia.

A campanha de vacinação de bilhões de pessoas em um ano ofuscou a pesquisa de outros tratamentos contra a Covid-19, que avançam muito mais devagar, mas apresentam novas esperanças.

O que funciona

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- Corticoides: Foi o primeiro tratamento oficialmente recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2020, mas apenas para os pacientes em estado grave.

A partir dos dados dos testes clínicos disponíveis, a OMS recomenda "a administração sistemática de corticoides" aos pacientes que sofrem uma "forma grave ou crítica" da Covid-19.

Desta maneira é possível reduzir a mortalidade, combater a inflamação detectada nos casos mais graves e o risco de necessidade de respiração artificial, segundo a OMS.

- Tocilizumab e sarilumab: estes medicamentos são anticorpos sintéticos, chamados "monoclonais", que integram uma família conhecida como "antagonistas da interleucina 6 (anti IL-6)". A OMS recomenda seu uso para os caso mais graves desde julho de 2021.

A organização aconselha que estes pacientes "recebam corticoides e anti IL-6".

Desenvolvidos a princípio para combater a poliartrite reumatoide, uma doença inflamatória, o tocilizumab (vendido pelo laboratório Roche com os nomes de Actemra ou RoActemra) e o sarilumab (comercializado pela Sanofi como Kevzara) são imunossupresores.

Assim como os corticoides, estes medicamentos inibem a reação do sistema imunológico, que está por trás das formas mais graves de Covid-19.

- Ronapreve: A OMS abriu na sexta-feira (24) a porta para esta combinação de dois anticorpos monoclonais (casirivimab e imdevimab), mas apenas para dois tipos de pacientes:

Em primeiro lugar, "os que apresentam formas menos graves do coronavírus, mas que tenham risco elevado de hospitalização", pessoas mais velhas, com o sistema imunológico frágil (por um câncer ou após um transplante, por exemplo).

Em segundo lugar, os pacientes "com uma forma grave ou crítica que não tenham anticorpos" do vírus após uma infecção ou com as vacinas. Como pode acontecer com os imunodeprimidos, nos quais a vacinação não é eficaz.

Este tratamento desenvolvido pela empresa de biotecnologia Regeneron, em associação com o laboratório Roche, tem um preço por dose muito alto (2.000 dólares, segundo as ONGs), algo que a OMS espera conseguir reduzir.

O que está em testes

- Antivirais por via oral: vários laboratórios trabalham na pista de antivirais administrados por via oral.

Um dos mais avançados é o molnupiravir, desenvolvido por uma aliança do laboratório MSD e da empresa de biotecnologia Ridgeback Biotherapeutics.

Testes clínicos estão acontecendo com pacientes (hospitalizados ou não) e em pessoas que tiveram contato com enfermos de Covid-19. Os resultados podem ser conhecidos até o fim do ano.

A Atea Pharmaceutical, empresa de biotecnologia, e o laboratório Roche estão estudando a eficácia de um tratamento comparável, o AT-527.

A Pfizer está desenvolvendo um medicamento combinando duas moléculas, incluindo o ritonavir, que já é usado contra o vírus da aids.

Estes tratamentos "fáceis de tomar e eficazes nas formas precoces de covid-19", têm um mercado "potencialmente enorme", destacou recentemente a infectologista Karine Lacombe.

A cientista, no entanto, alerta contra os "anúncios impactantes" da indústria, porque, de maneira geral, estes remédios não apresentaram resultados convincentes contra o coronavírus.

- Anticorpos de nova geração: outros laboratórios estão trabalhando em anticorpos monoclonais de longa duração.

A Comissão Europeia considerou um deles, o sotrovimab, desenvolvido pela GSK, como um dos cinco tratamentos mais promissores.

Outro, o AZD7442, é um coquetel de anticorpos elaborado pela AstraZeneca, cujos resultados provisórios foram divulgados no fim de agosto. O laboratório afirma que pode ser eficiente contra a doença em pacientes em situação frágil.

Por fim, a empresa francesa Xenothera trabalha em outro tipo de anticorpos sintéticos, chamados "anticorpos policlonais". Seu produto, o XAV-19, com anticorpos de origem suína, está na fase final de testes clínicos.

O que não funciona

Desde o início da pandemia, vários tratamentos se revelaram inúteis.

A hidroxicloroquina, o remdesivir (que parecia muito promissor em um primeiro momento), a ivermectina e a associação entre lopinavir e ritonavir (nome comercial Kaletra), que é usada contra o vírus da aids.

Estes medicamentos são todos "reposicionados", ou seja, a princípio estavam destinados a outro uso, mas foram feitos testes para a luta contra a covid. A OMS foi progressivamente desaconselhando seu uso contra esta doença.

Após o fracasso de todos, com exceção dos anti-IL-6, "entramos em uma etapa de medicamentos específicos contra o SARS-CoV-2", o vírus da covid-19, explica Karine Lacombe.

Nesta segunda-feira (27), o Google celebra 23 anos de atividade e, como tradição dos dias comemorativos, publicou um doodle animado em sua página inicial. Um bolo animado com uma vela acesa no topo acompanhada de ‘23’ e confetes anunciam o aniversário da empresa.

No dia de homenagens, a plataforma desenvolvida por universitários em 1997, e lançada oficialmente no ano seguinte, contou sobre o “encontro casual” que iniciou a trajetória até a posição como o buscador mais acessado da web.

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“Diz-se que um encontro casual pode mudar o curso de sua vida. No caso do Google, um encontro casual entre dois cientistas da computação mudou o curso da Internet e a vida de milhões. Em 1997, Sergey Brin, um estudante de graduação na Universidade de Stanford, foi designado para mostrar Larry Page, que estava considerando Stanford para fazer pós-graduação na época, o campus”, lembrou.

Ainda no comunicado, a empresa comentou sobre os passos iniciais para a apresentação ao mundo virtual. “No ano seguinte, os dois co-fundadores do Google estavam construindo um mecanismo de busca juntos em seus dormitórios e desenvolvendo seu primeiro protótipo. Em 1998, a Google Inc. nasceu oficialmente".

Como missão, o Google destacou que segue trabalhando para garantir acesso à informação de forma facilitada na internet. “Todos os dias, há bilhões de pesquisas no Google em mais de 150 idiomas em todo o mundo e, embora muito tenha mudado desde os primeiros dias do Google, desde seu primeiro servidor alojado em um gabinete construído com blocos de brinquedo até seus servidores agora alojados em mais de 20 data centers em todo o mundo, sua missão de tornar as informações do mundo acessíveis a todos permanece a mesma", complementou.

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O último levantamento feito pelo Datafolha mostra que 91% dos brasileiros entrevistados avaliam que o uso da máscara deve ser obrigatório enquanto a pandemia não estiver totalmente controlada no país.

A pesquisa revela ainda que, em meio ao avanço da vacinação, cresce a percepção das pessoas de que a pandemia está controlada. Para 71%, a pandemia está controlada em parte e 9% acredita que a situação está totalmente controlada no Brasil.

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Outros 20% acreditam que a pandemia da Covid-19 está totalmente fora do controle. O levantamento foi feito com 3.667 pessoas de forma presencial, em 190 cidades do país, entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro do Datafolha é de dois pontos percentuais.

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE) realizou um levantamento para avaliar a infraestrutura em aproximadamente 800 escolas dos 184 municípios do estado. Do total, 60% delas apresentaram problemas estruturais. O cômodo mais afetado são os banheiros que nem todas unidades apresentaram e, em algumas, os equipamentos não estavam funcionando.

No levantamento, foi apontado que apenas 34% das escolas possuem banheiros exclusivos para o uso de alunos e somente em 32% das unidades eles estão divididos por gênero. O trabalho também constatou que pias, assentos e descargas sanitárias na metade dos banheiros não estava funcionando. Em 63% as portas dos banheiros não estavam em condição de uso e apenas 46% apresentou sabão ou sabonete para higiene das mãos. Em 90% das unidades  o banheiro adaptado para cadeirantes é inexistente. Os banheiros das escolas atendem cerca de 53 mil alunos da rede municipal.

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Outras estruturas levantas foram as paredes que em mais de 90% eram de alvenaria, gesso ou similar. Em todas as salas existiam bancas, carteiras ou cadeiras. A maioria dos estabelecimentos apresentou abastecimentos de água por meio de cisterna ou poço artesiano e 85% possui sistema de esgotamento sanitário por fossa, sumidouro ou similar. Em 5% não há fornecimento de energia elétrica. Com relação a acessibilidade, 57% não possui rampa e 53% não tem espaços de aula acessíveis a cadeirantes.

Segundo o TCE, o objetivo é, a partir dos dados levantados, identificar os estabelecimentos que necessitam de mudanças e melhoras e, a partir disso, elaborar soluções juntamente com a gestão: “A ideia é expor a situação atual e contribuir diretamente na regularização das escolas, conforme os relatórios de auditoria produzidos. Encaminharemos ofícios de ciência de falhas e, se necessário, alertas de responsabilização ou Termos de Ajuste de Gestão (TAGs)”, afirmou conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, presidente do TCE, ao portal do Tribunal de Contas.

Os Três Poderes, o Ministério Público e até as Forças Armadas passam por um período de baixa na avaliação dos brasileiros, segundo aponta pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24). O levantamento, feito entre os dias 13 e 15 deste mês, mostra que em relação ao levantamento anterior, realizado em julho de 2019, subiu a desconfiança da população acerca do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de outros atores institucionais. A Presidência da República foi a instituição com a maior piora: tinha a desconfiança de 31% dos entrevistados em 2019 e agora está com 50%. 

No ranking da confiança popular, novamente o primeiro lugar ficou com as Forças Armadas, com 76%. A desconfiança, porém, aumentou numericamente em relação a dois anos atrás, atingindo a taxa mais alta da série histórica iniciada em 2017. Eram 19% em 2019 e agora são 22%. 

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Entre os dez pesquisados pelo Datafolha, o pior resultado ficou com os partidos políticos, que sofrem a desconfiança de 61% dos entrevistados. A rejeição às agremiações era de 58% em 2019 e agora está em 61%. O sentimento antipolítica também atinge fortemente o Congresso Nacional, visto como não confiável por 49%. 

A imprensa, alvo de críticas constantes do bolsonarismo, tinha a desconfiança de 30% há dois anos e agora está com 32%. Dizem confiar na imprensa 66%, divididos em 48% que afirmam confiar "um pouco" e 18% que dizem "muito". O Ministério Público, que costuma ser bem avaliado pela população, teve um revés nessa rodada do Datafolha. Disseram que não confiam na instituição 30%, ante 23% em 2019 

O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre as redes sociais. Disseram que não confiam nelas 53% —eram 46% na pesquisa anterior. Afirmam que confiam 46%, sendo que 40% disseram "um pouco" e 6%, "muito". Em relação às grandes empresas brasileiras, 29% disseram não confiar, e 69% afirmaram que confiam. O detalhamento dos dados da pesquisa mostra diferenças de opinião entre diversos segmentos da população. 

Os jovens de 16 a 24 anos tendem a confiar mais nos partidos políticos, no Judiciário e no Congresso. Na direção oposta, são mais céticos sobre a imprensa. As Forças Armadas têm imagem melhor entre homens, quem tem renda familiar acima de cinco salários mínimos e moradores de Centro-Oeste. O Judiciário, que no quadro geral tem a desconfiança de 31% dos entrevistados, no Nordeste é visto dessa maneira por 34%. Os resultados da pesquisa também variam de maneira expressiva de acordo com as preferências políticas do entrevistado. 

Entre eleitores que dizem que votarão em Bolsonaro em 2022, a desconfiança na imprensa passa de 32% para 47% e, em relação às redes sociais, cai de 53% para 46%. Os eleitores bolsonaristas também desconfiam mais do Supremo Tribunal Federal. 

Já os entrevistados que dizem que votarão em Luiz Inácio Lula da Silva no próximo ano tendem a ser mais avessos ao Ministério Público. O petista se tornou um crítico de procuradores ao longo de seus embates com autoridades da Lava Jato e chegou a processar o ex-chefe da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. Entre eleitores de Lula, os que não confiam nos promotores e procuradores passam de 30% para 33%. 

Quem pretende votar no PT em 2022 também tende a apoiar menos as Forças Armadas. A taxa de desconfiança nesse segmento passa de 22% para 32%. O Datafolha ouviu presencialmente 3.667 pessoas em 190 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 

 

Em uma nova pesquisa de intenção de votos para as eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mantém como líder absoluto na disputa, mostrou o Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) nesta quarta-feira (22).

O instituto realizou dois cenários possíveis para o pleito e, em ambos, Lula tem um percentual maior do que a soma dos demais candidatos citados.

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No primeiro cenário, Lula (PT) tem 48% das intenções de voto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem 23%, Ciro Gomes (PDT) tem 8%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 3% e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) tem 3%.

Brancos e nulos somaram 10% e não sabem ou não responderam totalizam 4%.

O Ipec divulgou que na comparação com o levantamento anterior, realizado em junho, o petista mantém 11pontos percentuais de vantagem e poderia vencer já no primeiro turno do pleito.

O segundo cenário inclui mais possíveis candidatos à disputa, com Lula liderando com 45% na margem de erro para vencer no primeiro turno. Bolsonaro aparece com 22%, seguido por Ciro (6%), o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (5%), o apresentador José Luiz Datena (3%), Doria (2%), Mandetta (1%) e os senadores Rodrigo Pacheco (DEM), com 1%, Alessandro Vieira (Cidadania), com 0%, e Simone Tebet (MDB), com 0%. Brancos e nulos somam 9% e não sabe/não respondeu contabiliza 5%.

O levantamento do Ipec, que foi criado após o fim do Ibope Inteligência, ouviu 2.002 pessoas entre os dias 16 e 20 de setembro em 141 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Avaliação de Bolsonaro 

O Ipec também fez uma pesquisa de opinião para saber a avaliação dos brasileiros do governo Bolsonaro. Para 53%, é ruim ou péssimo; regular somam 23% e ótimo ou bom é de 22%. Não sabem ou não responderam somaram 1%.

A forma de governar foi desaprovada por 68% dos entrevistados e aprovada por 28%. Outros 4% não responderam ou não sabiam.

O percentual é semelhante para a pergunta se a pessoa confia no presidente: 28% confia, 69% não confia e 3% não sabe/não respondeu.

Da Ansa

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