A queda do muro do metrô em cima de Kemilly Kethelyn, de oito anos, durante uma festa de Dia das Crianças na Favela do Papelão, no bairro do Coque, área Central do Recife, evidenciou o grave risco estrutural que aflige os moradores do entorno do sistema da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O LeiaJá percorreu os arredores de quatro estações e identificou que as condições de insegurança se repetem ao longo da extensão das barreiras que dão acesso à linha eletrificada.

Em trechos das estações Joana Bezerra, Mangueira, Santa Luzia e Cavaleiro, a falta de reparos é percebida na degradação dos muros, que vulnerabiliza até mesmo quem caminha na área. Ferragens expostas, buracos, pedaços quebrados e a instabilidade das armações expõem o perigo iminente de queda das estruturas de concreto.

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A falta de algumas placas e de arames farpados ainda facilitam a invasão ao sistema, e torna comum ver pessoas transitando próximo aos trilhos. Além do perigo à vida, a negligência quanto à manutenção incide no bolso dos usuários, já que o serviço precarizado tem uma rotina de superlotação e é, segundo a CBTU, a condição decorrente do rendimento incompatível com os gastos necessários para garantir um sistema de qualidade.

“É sabido que o orçamento de custeio da Companhia é menor do que a necessidade existente, motivo esse que se faz necessário agir sobre demandas, mas sempre prezando pela segurança e confiabilidade do sistema”, argumentou em nota enviada ao LeiaJá.

O que diz a CBTU

No comunicado, a empresa explicou que, após o acidente com a menina no Coque, realiza vistoria sobre os 71km de muros e que as demandas serão enviadas ao setor de manutenção. O levantamento ainda não foi concluído.

A companhia reforça que as placas são “constantemente perfuradas para entrada ilegal no sistema, sofrem com ação do fogo na queima do lixo por parte das comunidades, sofre com o esgoto não encanado e com construções irregulares. Onde não há ações do tipo, as placas mantêm sua estrutura em perfeito estado”.

Nos primeiros dez meses de 2021, a CBTU contabilizou 41 pedidos de manutenção em seus muros e garante que todos os locais foram vistoriados, inclusive, atendeu alguns de imediato pelo grau de urgência, enquanto os demais foram programados.

Sobre o caso de Kemilly, a CBTU explica que já atendeu aos pleitos da família e se comprometeu em oferecer “suporte social”. A empresa comunica que criou o Comitê de Monitoramento das Ações Necessárias para analisar as áreas de risco.

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A Microsoft pediu nesta quarta-feira (7) que os usuários de computadores Windows instalem uma nova atualização para evitar que hackers explorem uma falha potencialmente séria no sistema operacional. A empresa explicou que os hackers poderiam explorar a vulnerabilidade conhecida como "PrintNightmare", que permitiria o controle do computador por meio do sistema de impressão usado em locais de trabalho com impressoras de rede.

"Um invasor que consegue explorar esta vulnerabilidade pode manipular arbitrariamente o código com privilégios de sistema", afirmou a Microsoft em uma mensagem divulgada na noite de terça-feira. “Um intruso poderia então instalar programas; visualizar, alterar ou excluir dados; ou criar novas contas com direitos totais de usuário”, completou a empresa.

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A Microsoft pediu para que a atualização seja instalada imediatamente e indicou que todas as versões do Windows são vulneráveis, mas não há atualizações de segurança para todas elas ainda. O problema envolve o programa da impressora e foi explorado por hackers, de acordo com pesquisadores de segurança cibernética.

O "kit covid", tratamento sem eficácia comprovada que combina o uso de azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina, está sendo consumido por parte da população contra a covid-19, muitas vezes com prescrição médica, mas vem sendo questionado por profissionais de saúde e contestado pela comunidade científica internacional. Isso porque o uso equivocado pode provocar hepatite medicamentosa.

Hepatite medicamentosa é uma grave inflamação no fígado causada pelo mau uso e pelo excesso de medicamentos. Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta que, além do kit não ter resultados positivos para o tratamento da covid-19, ainda pode causar graves riscos à saúde.

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Segundo o médico hepatologista Rafael Ximenes, o kit é um fator preocupante principalmente pela falta de eficácia das medicações, que não ajudam a prevenir nem a tratar a doença.”Esses remédios possuem efeitos colaterais, inclusive lesões no fígado. A azitromicina, por exemplo, causa lesão no fígado em torno de 1 a 2% das pessoas que a usam. O risco da ivermectina é menor e a hidroxicloroquina parece ser nesse aspecto a mais segura, mas pela escala que essas medicações estão sendo usadas, milhares, talvez milhões de pessoas estejam usando, mesmo com o risco de 1% passam a ser muito alto e muitas pessoas, infelizmente, vão ter lesões no fígado por isso”, afirma.

A manifestação da doença é variável. Os sintomas podem aparecer em poucos dias ou até depois de alguns meses após o início da medicação. “Os primeiros sintomas podem ser leves e inespecíficos, como fraqueza, desânimo, falta de apetite, desconforto no abdome e enjoos. Nos casos mais graves, após alguns dias da semanas destes sintomas, podem aparecer a icterícia e depois a encefalopatia hepática”, explica o doutor.

 Ainda de acordo com o hepatologista, já foram registrados casos fatais de pessoas que optaram pelo tratamento. “Já têm casos de pessoas que precisaram de transplante por causa do kit covid e alguns pacientes até faleceram por isso. Então recomendamos que a população tome muito cuidado e não se automedique”, alerta Rafael Ximenes.

Sobre o tratamento para a doença, o doutor conta que a principal medida é a suspensão imediata dos medicmentos. “Na maioria dos casos, o tratamento é suspender a medicação que causou a lesão e esperar o fígado se recuperar. Vale lembrar que o fígado é um órgão com alta capacidade de regeneração. Em alguns casos, há tratamento específico para a lesão por aquele medicamento. Vale ressaltar que este tratamento deve ser feito por médico hepatologista com experiência neste tipo de lesão, e nunca por conta própria”, relata.

Por Rebeca Costa.

 

 

 

A Anvisa divulgou nessa segunda-feira (5) o Comunicado 3/2021, que trata dos riscos à saúde da população causados pelo uso indiscriminado de medicamentos, sem orientação profissional, e também do processo de notificação de eventos adversos.

A automedicação, principalmente neste momento de pandemia, tem preocupado ainda mais as autoridades sanitárias em todo o mundo. É preciso que as pessoas se conscientizem dos riscos reais dessa prática, que pode causar reações graves, inclusive óbitos.

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Todo medicamento apresenta riscos relacionados ao seu consumo, que deve ser baseado na relação benefício-risco. Ou seja, os benefícios para o paciente devem superar os riscos associados ao uso do produto. Essa avaliação é realizada a partir de critérios técnico-científicos, de acordo com o paciente e o conhecimento da doença.

Para se ter uma ideia da dimensão e da gravidade do problema, a Organização Mundial da Saúde, a OMS, calcula que mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada. Além disso, metade de todos os pacientes não faz uso dos medicamentos corretamente.

Notificação

É imprescindível que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem as suspeitas de eventos adversos, mesmo sem ter certeza da associação entre o evento adverso e o medicamento. A notificação torna possível identificar novos riscos e atualizar o perfil de segurança dos medicamentos.

Os eventos adversos a medicamentos devem ser notificados pelo VigiMed. A qualidade dos dados inseridos no sistema é fundamental para subsidiar a análise pelas equipes especializadas. Importante identificar o produto e informar o fabricante e o número do lote.

Acesse a íntegra do Comunicado 3/2021.

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Com o passar dos anos, o acesso à tecnologia se tornou cada vez mais fácil e muitos se utilizam dela diariamente para várias finalidades, seja para trabalhar ou estudar, como também para momentos de lazer e diversão. Porém, em alguns casos, o consumo excessivo de internet pode gerar a chamada dependência digital, que é caracterizada pela extrema necessidade que uma pessoa tem de estar o tempo inteiro conectada a qualquer tipo de aparelho eletrônico pelo prazer instantâneo causado.

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De acordo com especialistas, algumas causas associadas à dependência digital são a depressão, dificuldade de interação com outras pessoas, problemas de autoestima, entre outros. A utilização excessiva dos aparelhos tecnológicos também pode fazer com que os usuários adquiram a nomofobia – medo irracional de ficar longe do celular e eletrônicos no geral.

Médicos também apontam que o uso abusivo de tecnologias pode causar insônia e dores nas costas, nas mãos, nos punhos, no pescoço e outras inflamações no corpo, humano devido à repetição de movimentos.

A psicóloga Carolina Fernandes associa a dependência digital ao fato de vivermos em uma sociedade imediatista. Segundo ela, as gerações mais novas, crianças e adolescentes, vão crescendo com a necessidade de que as coisas aconteçam e sejam resolvidas o mais rápido possível. O celular é um dos maiores responsáveis por isso.

“Tudo, absolutamente tudo, a gente já consegue resolver na palma da mão pelo celular. Esse é um dos motivos da dependência digital. Cada vez mais os meios digitais favorecem para que a gente não perca tempo e que as coisas aconteçam mais rápido”, observa Carolina.

A psicóloga diz que outra possível causa é a mudança de rotina. As crianças, explica, estão tendo acesso a tablets, computadores, aos canais do YouTube na internet cada vez mais cedo e isso acaba mantendo-as em casa. “A rotina dos pais da nossa sociedade é muito diferente da rotina de antigamente. Pais passam mais tempo na rua, a criança passa mais tempo na escola, com babá, com outro membro da família e, querendo ou não, também por causa da violência que a gente vive atualmente que é muito maior do que a violência de antigamente”, esclarece. 

Carolina diz que é possível identificar que o vício se torna algo fora do normal e disfuncional quando uma criança, um adolescente ou um adulto passa muito tempo fazendo uso de mídias sociais e de ferramentas digitais, a ponto de atrapalhar a sua rotina, e quando se sente irritado ao ficar sem elas. “Quando você começa a perceber que aquilo vira uma parte essencial na vida desse sujeito, já é um sinal de alerta”, informa.

A psicóloga também fala que a dependência digital pode afetar o estilo de vida de alguém a partir do momento em que a pessoa passa a preferir o cenário digital ao real, substituindo um pelo outro. “Ambiente sociais, pessoas reais e espaços em que você vai conversar 'olho no olho' perdem o sentido e essa pessoa prefere o estilo de vida em que ela conversa pelo celular”, explica.

Carolina afirma que, apesar de vivermos em uma sociedade extremamente digital e a nossa vida girar em torno disso, existe a possibilidade de transformar o uso excessivo dos meios digitais e plataformas virtuais em algo mais funcional. A psicóloga também alerta, em casos de crianças e adolescentes que ainda estão em processo de formação da personalidade, que os pais podem ajudar nessa fase de construção sendo referência para os filhos dentro de casa. No momento que surgirem os primeiros sinais de relação disfuncional com os meios digitais, orienta, é válido ligar o sinal de alerta e procurar ajuda.

“Acredito que inicialmente é muito pelo espelho mesmo que essa criança vê qual a referência que ela tem do uso dos meios digitais. Quando um pai ou mãe percebe um comportamento disfuncional do seu filho, a ajuda nesse processo é procurar terapia, um psicólogo que possa acompanhar essa criança e também encontrando meios de ressignificar o tempo dela”, complementa Carolina.

A dependência na juventude

Brena Patrícia Viana, 22 anos, estudante de Publicidade e Propaganda, conta como a relação com o mundo digital teve impacto na vida dela desde muito cedo. “Já fui ter celular a partir da pré-adolescência em diante. O uso da internet, ter redes sociais, ter uma dependência já foi mais na minha adolescência para a juventude por questões de estudos e outras necessidades”, revela.

Brena diz que percebeu que o consumo da internet era algo fora do normal quando a rede caía, quando ia para algum lugar sem acesso a ela ou quando ia passar muito tempo sem usá-la e ficava preocupada por causa disso, sentindo-se dependente da internet. “Mesmo que não fosse pra postar algo ou necessariamente pra falar com alguém, se comunicar. Era uma questão de realmente estar ultrapassando os limites, de ficar com o comportamento totalmente diferente por não ter internet, achar entediante”, conta.

A estudante relembra que já teve a experiência de ficar ansiosa ao ir para locais onde não teria acesso às redes. “Acabo mexendo no celular sem ter no que mexer, começo a olhar arquivos, fotos, vídeos, músicas. Mas você tem aquela dependência e você está mexendo mesmo sem ter o acesso à internet. Tem um lado bom, porque acabo tentando focar em outras coisas, tipo a leitura ou alguma outra coisa que tire aparelhos eletrônicos do caminho”, diz.

Brena destaca o período da pandemia como o momento em que mais se sentiu prejudicada e com o emocional afetado pelo uso excessivo de tecnologias. Por estar em casa, mesmo que tivesse outros afazeres, passou a estar ainda mais ativa nas redes sociais. “Fui percebendo que o excesso de informações, principalmente com a quantidade de fake news, me deixou completamente mal a ponto de ter crises de ansiedade, medo e vários transtornos por causa do uso da internet. Eu não estava sabendo equilibrar e fazer aquilo ser bom, procurar coisas boas”, explica.

Brena conta que, para contornar o vício, costuma organizar os horários que vai precisar para estudar ou para fazer trabalhos e que busca alternar os momentos em que faz o uso do celular durante o dia. A estudante também revela que tenta focar em outras coisas que não envolvam a internet, como a leitura.

“Claro que hoje, com a pandemia, dependo muito dos aparelhos eletrônicos pra ter acesso aos estudos, mas eu procuro outras formas para estudar que eu não tenha que usar nenhum dos dois (celular e internet). Então ler alguma coisa que for acrescentar, fazer outra coisa como arrumar a casa, o guarda-roupa, alguma coisa que tire totalmente do foco e deixe o celular de lado ao ponto de não precisar pegar nele pra fazer algo que vai me distrair”, complementa.

Os benefícios e malefícios da era digital

Wendel Castro, professor e coordenador dos cursos de computação da UNAMA - Universidade da Amazônia, explica que existem vários estudos indicando que os vícios tecnológicos tiveram início a partir do surgimento da internet, principalmente com o "boom" dos smartphones, e estão muito associados à presença das pessoas no meio digital e ao medo que elas têm de se sentirem excluídas digitalmente.

O professor cita a Organização Mundial da Saúde (OMS) que reconheceu, em junho de 2018, o vício em jogos, ou "gaming disorder", como um dos transtornos que afetam a saúde mental. Ele explica que os usuários da internet são sempre estimulados, de alguma forma, a estarem jogando ou a criarem redes sociais que podem ser divulgadas, curtidas e compartilhadas. “Isso vai pro ego das pessoas e faz com que elas fiquem viciadas nas informações, nas vidas das pessoas, dos famosos, o que estão fazendo, o que estão comendo”, complementa.

Wendel comenta que a internet em si é uma das maiores criações de todos os séculos e tem muitas vantagens, como a informação, conhecimento e aprendizagem. “Antigamente nós precisávamos ir a uma biblioteca pra achar um livro. Hoje nós conseguimos através de uma pesquisa, uma palavra-chave, buscar todos os livros possíveis. Teríamos que nos deslocar pra assistir aula, hoje a gente consegue assistir aula e cursos pelo YouTube”, exemplifica.

O professor também cita como benefícios da era digital a conectividade, o compartilhamento e a rapidez da comunicação, além da facilidade que as pessoas têm para realizar as coisas através da internet. “O vender e ganhar dinheiro também são benefícios voltados para a internet, onde as pessoas estão utilizando suas redes sociais como loja virtual”, diz.

Apesar de existirem inúmeras vantagens, Wendel alerta para os malefícios que vão além da dependência digital, como a invasão de privacidade, informações soltas devido ao aumento de popularidade em redes sociais, dados compartilhados de maneira muito mais rápida e que acabam deixando as pessoas cada vez mais expostas, entre outros. “Quando estou tendo acesso a tudo, esse tudo pode fazer com que eu tenha muitas vulnerabilidades”, complementa.

O professor também comenta como a própria tecnologia pode intervir no uso excessivo dela e que existem sites, programas e aplicativos de intervenção para tratar transtornos e vícios. “Existem, dentro desses sites, intervenções para educar essas pessoas em relação a tudo que elas estão vivendo de uma forma menos invasiva, menos agressiva e permitem que os clientes consigam acessar informações sobre o que eles estão passando, sintomas, distúrbios, e vão ter um diagnóstico, uma estratégia pro tratamento como um todo”, explica.

Wendel finaliza dando destaque para os sites e aplicativos que auxiliam as pessoas no tratamento de outros vícios, como o alcoolismo, por exemplo. “Temos hoje em dia essa intervenção terapêutica com um suporte mais humano em que, através de uma rede social, através de um feedback no e-mail, videochamada ou uma mensagem instantânea, conseguem estar conversando com essas pessoas – então a tecnologia ajuda mais uma vez nisso”, diz.

Por Isabella Cordeiro.

 

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A cadeia produtiva do açaí movimenta a economia de Curralinho, município localizado ao sul da ilha do Marajó, no Pará, a 139 quilômetros de Belém. No rio Canaticu os peconheiros coletam o fruto para consumo e venda. Em 2016, o Instituto Peabiru e parceiros fizeram um estudo na localidade e constataram que a extração do produto é uma das atividades mais perigosas do Brasil. Veja o vídeo acima.

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Mais da metade dos quase 34 mil habitantes mora em comunidades ribeirinhas. Muitos vivem do açaí. 

Na pesquisa do Instituto, 89% dos entrevistados disseram que alguém da família ou vizinho já sofreu um acidente de trabalho no açaizal (propriedade onde a palmeira açaizeiro é plantada). 

Picadas de insetos, espetadas nos olhos com a ponta de galhos e folhas, fraturas por conta de queda, escoriações pra descer do açaizeiro, corte nos braços pela faca, rasgadura, distensão muscular são algumas sequelas deixadas pela coleta artesanal.

Depois dos acidentes, as dificuldades para conseguir benefícios sociais aumentam devido à informalidade da atividade na relação de trabalho, pois não há vínculo empregatício. Mais difícil ainda é encontrar dados sobre os acidentes.  

Segundo a pesquisa do Peabiru, em 54% dos casos a consequência do acidente causou a internação do paciente. Depois de cirurgias ou melhora no quadro, alguns procuram atendimento no Centro de Reabilitação de Curralinho.

Na tentativa de mudar essa realidade, o mecânico Trajano José, de Tucuruí, sudeste do Pará, inventou a Colheitadeira de Açaí, uma máquina que dispensa a subida do apanhador até o cacho, evitando a queda repentina. O equipamento já foi testado pelos extrativistas de açaí do rio Canaticu, que não se acostumaram com a colheitadeira. Uma das reclamações é quanto à quantidade do fruto que é retirado, pois, com o equipamento, o volume de açaí colhido é muito menor se comparado à coleta pelo método tradicional.

Por Jesiel Farias.

 

 

No último domingo (13), diversos órgãos ligados ao governo dos Estados Unidos sofreram um ataque hacker que pode ter comprometido informações importantes do país. Um dos sistemas atacados pertence ao Departamento de Energia e Segurança Nacional Nuclear dos EUA, que controla, entre outros elementos, o arsenal nuclear do país norte-americano.

De acordo com o site Politico, o próprio departamento conseguiu coletar evidências que confirmam o acesso não autorizado às suas redes internas. O acesso teria sido possível por meio de um código embutido em um software da SolarWinds, companhia que prestava serviço a diversos órgãos afetados. 

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No total, a ação afetou ao menos seis agências governamentais em três estados norte-americanos. A porta-voz do Departamento de Energia, Shaylin Hynes, afirmou em comunicado oficial que até o momento, o malware teria atingido apenas redes de trabalho, sem afetar funções essenciais de segurança. Apesar disso, foi possível armazenar dados e ver comunicação por e-mails de usuários das plataformas internas.

Possível alvo dos cibercriminosos, a Microsoft também afirmou ter encontrado códigos maliciosos em seu sistema, o que pode apontar que a gigante dos computadores também seria uma vítima em potencial.  A empresa emitiu uma nota informando que mais de 40 grandes clientes em todo o mundo foram afetados pelo ataque, 80% deles nos Estados Unidos. 

O órgão mais atingido foi a Comissão Federal de Regulamentação de Energia (FERC), porém, o Departamento de Tesouro, de Segurança Interna e do Comércio, a Administração Nacional de Telecomunicações e outras agências federais também foram afetadas. A Rússia foi apontada como possível base dos hackers, mas o país negou participação no ataque. 

Recentes ataques de baleias a diferentes tipos de embarcação ao longo do litoral de Portugal e Espanha têm deixado cientistas surpresos.

Os incidentes, protagonizados pelas orcas, comumente chamadas de "baleias assassinas", têm sido relatados desde finais de julho.

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Desde então, pelo menos dois barcos já tiveram seus lemes danificados, enquanto outros apresentaram danos consideráveis devido a investidas das orcas, segundo publicou o jornal The Guardian.

O último dos incidentes se deu próximo de Coruña, na Espanha, na última sexta-feira (11). Na ocasião, a empresa Halcyon Yachts conduzia um barco de dez metros para o Reino Unido quando uma orca se chocou com a popa pelo menos 15 vezes. No vídeo abaixo é possível ver o momento em que a orca atingiu a embarcação.

Quase que simultaneamente, alertas por rádio foram feitos após orcas terem sido vistas a cerca de 110 quilômetros de Vigo, na Espanha, próximo de uma área de outras duas colisões.

Em 30 de agosto, um navio de bandeira francesa solicitou ajuda à Guarda Costeira espanhola relatando estar "sob ataque" de um grupo de orcas.

Enquanto isso, em 29 de julho, um barco próximo do cabo de Trafalgar ficou cercado por nove orcas. Batendo no casco da embarcação por cerca de uma hora, as baleias lograram fazer o barco girar 180 graus, danificando motor e leme da embarcação.

Segundo Victoria Morris, que estava no barco, a ação das baleias foi "totalmente orquestrada". Outros ataques semelhantes também foram reportados.

'Gangue de baleias'?

Embora não se saiba se os incidentes são protagonizados pelo mesmo grupo de baleias, de acordo com a especialista em baleias Ruth Esteban, é muito improvável que tal comportamento esteja sendo apresentado por dois grupos de baleias.

Por sua vez, Alfredo López, biólogo da Coordenação para o Estudo de Mamíferos Marinhos na Galícia, Espanha, as baleias vão para a costa no mês de setembro a partir do golfo de Cádiz para buscar atum na baía de Biscaia.

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Da Sputnik Brasil

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, só neste ano já foram registradas cerca de 669 ocorrências de incêndios em edificações no Estado. Na Região Metropolitana de Belém, esse número chegou a 412, seguido por Santarém, com 34, Marabá, que registrou 30, Altamira e Castanhal, com cerca de 25 situações. Na RMB, por exemplo, a corporação estima um aumento de 2,74% do número de casos em relação ao ano passado, enquanto em Santarém há um aumento de 9,68%.

Os Bombeiros informam que as principais causas de incêndio ainda estão relacionadas aos chamados fenômenos termoelétricos em aparelhos eletroeletrônicos, como curto-circuito, sobrecarga de energia e instalações elétricas em mau estado de conservação.

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O executivo da área de Segurança da Equatorial Pará, concessionária de energia do Estado, Alex Fernandes, faz um alerta para a situação. “A gente tem que começar lembrando que as instalações elétricas internas de qualquer imóvel são de responsabilidade do cliente e somente um profissional habilitado deve ser chamado para fazer os reparos nessas fiações. É de extrema importância que essa manutenção seja realizada a cada cinco anos”, ressalta o executivo.

Além dos cabos elétricos que podem ficar deteriorados com a ação do tempo, há também a necessidade de cuidados com alguns hábitos do dia a dia, que se não forem feitos de forma correta podem causar prejuízos e acidentes graves. Um exemplo é o uso de benjamins com vários aparelhos ligados, o que pode causar superaquecimento e incêndios.

Confira algumas orientações sobre segurança:

- Usar protetores de tomadas sempre que estiverem fora de uso para evitar a exposição de crianças pequenas ao risco de contato com a eletricidade.

- Desligar o disjuntor no quadro de distribuição, antes de qualquer serviço que envolva o contato com a eletricidade em casa.

- Não fazer uso de eletrodomésticos e/ou eletroeletrônicos conectados à tomada durante tempestades e vendavais.

- Manter sempre limpos os ventiladores para que não haja acúmulo de resíduos, travando e gerando superaquecimento do aparelho.

- Evitar o uso permanente de benjamins, extensões e ts, preferindo a instalação de novas tomadas.

- Chamar sempre um profissional qualificado, que entenda os perigos e riscos da eletricidade, para realizar serviços no imóvel.

- Ao sair de casa, trancar as portas de todos os cômodos, pois caso ocorra um incêndio, na ausência de pessoas, as portas servirão como barreiras, retardando a propagação do incêndio.

Serviço

Em caso de incêndio, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado mediatamente, pelos números 190 e 193.

Com informações da assessoria da Equatorial Pará.

 

A volta às aulas pode representar um perigo a mais para cerca de 9,3 milhões de brasileiros (4,4% da população total) que são idosos ou adultos (com 18 anos ou mais) com problemas crônicos de saúde e que pertencem a grupos de risco de Covid-19. Isso porque eles vivem na mesma casa que crianças e adolescentes em idade escolar (entre 3 e 17 anos). A quantidade de pessoas que pode passar a se expor ao novo coronavírus foi calculada por análise da Fiocruz feita com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), que foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Laboratório de Informação em Saúde (LIS) da Fiocruz.

São Paulo é o estado com maior número absoluto de pessoas nessa situação, cerca de 2,1 milhões de adultos e idosos em grupos de risco com crianças em casa, seguido por Minas Gerais (1 milhão), Rio de Janeiro (600 mil) e Bahia (570 mil). O Rio Grande do Norte é o que possui a maior percentagem da população nesses grupos: 6,1% do total.

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Pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz) analisaram dados da PNS 2013 sobre dois grupos populacionais que se encontram nos chamados grupos de risco da Covid-19: os adultos com idade entre 18 e 59 anos que têm diabetes, doença do coração ou doença do pulmão, e os idosos (com 60 ou mais anos). Em seguida, cruzou os dados para verificar quantos desses dois grupos residem em domicílio com pelo menos um menor entre 3 e 17 anos – ou seja, em idade escolar. 

O resultado do estudo trouxe números preocupantes. Quase 3,9 milhões (1,8% da população do país) de adultos com idade entre 18 e 59 anos que têm diabetes, doença do coração ou doença do pulmão residem em domicílio com pelo menos um menor em idade escolar (entre 3 e 17 anos). Já a população idosa (60 anos e mais) que convive em seu domicílio com pelo menos um menor em idade escolar chega a quase 5,4 milhões de pessoas (2,6% da população). 

De acordo com o estudo, o retorno da atividade escolar, que vem sendo anunciado de forma gradativa por vários estados e municípios, coloca os estudantes em potenciais situações de contágio. Mesmo que escolas, colégios e universidades adotem as medidas de segurança (e elas sejam cumpridas à risca), o transporte público e a falta de controle sobre o comportamento de adolescentes e crianças que andam sozinhos fora de casa representam potenciais situações de contaminação por Covid-19 para esses estudantes. O problema é que, se forem contaminados, esses jovens poderão levar o vírus Sars-CoV-2 para dentro de casa e infectar parentes de todas as idades que tenham doenças crônicas e outras condições de vulnerabilidade à Covid-19, representando uma brecha perigosa no isolamento social que essas pessoas mantinham até agora.

Divulgado através da nota técnica 'Populações em risco e a volta as aulas: Fim do isolamento social', da plataforma MonitoraCovid-19, o estudo alerta para o fato de que “a discussão sobre a retomada do ano letivo no país não segue um momento em que é clara a diminuição dos casos e óbitos e ainda apresenta um agravante, que é a desmobilização de recursos de saúde e o desmonte de alguns hospitais de campanha”. 

Epidemiologista do Icict/Fiocruz, Diego Xavier, que participou do estudo, destaca que, até agora, a maioria desses milhões de brasileiros em grupos de risco e que têm algum estudante dentro de casa vinha se mantendo em isolamento social. “Mas a volta às aulas pode representar uma perigosa brecha nesse isolamento. Nós estimamos, no estudo, que se apenas 10% dessa população de adultos com fatores de risco e idosos que vivem com crianças em idade escolar vierem a precisar de cuidados intensivos, isso representará cerca de 900 mil pessoas na fila das UTIs. Além disso, se aplicarmos a taxa de letalidade brasileira nesse cenário, estaremos falando de algo como 35 mil novos óbitos, somente entre esses grupos de risco”, analisa Xavier. 

Christovam Barcellos, sanitarista e vice-diretor do Icict/Fiocruz, acha que seria recomendável que estados e municípios oferecessem aos pais informações necessárias para os cuidados que devem passar a adotar dentro de suas casas. “Se isso não for feito, muitos pais se sentirão inseguros frente à decisão de retomar os estudos presenciais dos seus filhos. Com a expansão da população exposta à infecção pelo vírus, deveriam também ser ampliadas as atividades de vigilância epidemiológica desses grupos vulneráveis por meio de testagens e acompanhamento clínico permanente”, afirma.

Da assessoria da Fiocruz

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A prefeitura de Bragança, no Pará, iniciou a campanha "Não corte uma vida", visando combater o uso de cerol e linhas chilenas, para evitar acidentes contra aves que têm sido vítimas frequentes dessa prática proibida. O crime está previsto no artigo 132 do Código Penal e resulta em detenção. 

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Administrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), a campanha contará com o acompanhamento dos fiscais ambientais. Quem empinar papagaio de papel, pipa ou artefato congênere fazendo uso de cerol, linha chilena ou qualquer outro material cortante, nas proximidades de via pública, pode ser responsabilizado de acordo com os termos do Art. 132 do Código Penal, por exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto e iminente. A pena aos infratores é a detenção de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave. 

O prefeito Raimundo Nonato, responsável pela efetivação da campanha, disse que a medida pretende evitar que brincadeira cause danos ambientais. "Somente na sexta-feira, 19 de junho, uma coruja e um gavião foram vítimas de linhas cortantes. Isso não pode continuar. A SEMMA, agora, não somente estará pronta para socorrer os animais vítimas dessa infração, mas, também, para atuar no combate a esse tipo de crime ao meio ambiente. Os fiscais da SEMMA estarão de prontidão para autuar quem estiver empinando pipas ou similares usando linha chilena ou com cerol e os responsáveis pelo crime receberão punição prevista no Código Penal Brasileiro”, concluiu o gestor. 

Para denúncias, entre em contato com os seguintes números: SEMMA: (91) 99916-6872 e Polícia Militar: 190.

Ascom/PMB

 

Nos primeiros seis meses do ano, já foram contabilizados em todo o Pará mais de 3.200 casos de falta de energia motivados por pipas em contato com a rede elétrica. Um levantamento feito pela Equatorial Pará mostra que a capital, Belém, foi a cidade que registrou o maior número, com 485 casos; seguida de Santarém, oeste do Pará, com 300 casos, e Ananindeua, na Região Metropolitana, com 171 casos contabilizados. 

Nesse contexto de pandemia, a energia elétrica tornou-se um item ainda mais essencial, principalmente para unidades básicas de saúde, hospitais e residências. A interrupção do fornecimento é preocupante.

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O executivo da área de segurança Alex Fernandes alerta para os cuidados que precisam ser tomados. "Sabemos que, com a suspensão das aulas, muitas crianças e jovens acabam indo brincar na rua, principalmente com as pipas, por conta da chegada do verão em nosso Estado. Mas é extremamente importante ficar em casa para manter o isolamento social e evitar soltar pipas. A brincadeira precisa ser feita com cuidado para resguardar o fornecimento de energia e principalmente a vida das pessoas", destaca.  

A distribuidora alerta para que ninguém tente resgatar uma pipa enroscada na rede. Além de causar desligamento de energia, um eventual acidente ou pode gerar vítimas fatais.

Veja recomendações

- Se as linhas das pipas ficarem presas em um fio elétrico, não tente resgatar. A recomendação sempre é brincar em espaços abertos, em que não exista nenhum cabo de energia. 

- Evite soltar pipas em canteiros centrais das ruas e locais em que existe fluxo de veículos e não utilize "rabiolas", pois elas podem enroscar nos fios elétricos, podendo ocasionar choque.

- Jamais utilize cerol, linha "chilena" ou papel alumínio na confecção da pipa, pois estes materiais podem provocar curtos-circuitos e colocam em risco à vida de quem brinca e de pessoas que circulam pelo local.

Da assessoria da concessionária Equatorial.

 

 

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) publicou, nesta segunda-feira (22), uma carta elaborada por um grupo de professores do Departamento de Estatística da instituição. O texto, direcionado à sociedade pernambucana, é contra o retorno às aulas presenciais dos ensinos fundamental e básico neste momento da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a carta, são dez cidades de grande risco atualmente: Recife, Jaboatão, Olinda, Paulista, Cabo, Camaragibe, Vitória, São Lourenço, Igarassu e Ipojuca. O documento, baseado em dados da Secretaria de Saúde do Estado, destaca o problema da transmissão da Covid-19 por meio de crianças e adolescentes assintomáticos. O texto informa que a taxa de mortalidade de Pernambuco é o dobro da do Brasil e a letalidade (óbitos por confirmados) é 50% superior.

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A Região Metropolitana do Recife responde por cerca de 75% dos óbitos do Estado, mas há uma tendência de interiorização do vírus, com o aumento dos casos no interior. “Atualmente, Recife, com 1.545.227 habitantes, tem mais mortes que as cidades de Teresina, Natal, João Pessoa, Aracaju, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Cuiabá, Campo Grande, Brasília, Goiânia e Palmas juntas (total de 15.983.951 habitantes)”, explica o posicionamento.

Os professores calcularam as estimativas das probabilidades de óbito por faixa etária em Pernambuco, sem levar em conta as morbidades dos infectados, e estimou as seguintes probabilidades de um infectado morrer: abaixo dos 30 anos, uma chance em 500; de 30 a 50 anos, uma chance em 125; de 50 a 60, uma chance em 75; e de 60 a 80, uma chance em 25. “É importante destacar que estamos falando de indivíduos saudáveis”, ressalta o professor Gauss Cordeiro, conforme a nota publicada pela instituição.

O texto ainda alerta que a chance de complicações em crianças é baixa, mas elas podem transmitir para os pais ou pessoas idosas, que podem ter problemas sérios. Integram o grupo de docentes Abraão D. do Nascimento, Aldo W. Medina Garay, Alex Dias Ramos, Audrey H. Mariz Cysneiros, Betsabé G. Blas Achic, Caliteia Santana de Sousa, Carla C. da R. Rego Monteiro, Francisco José de A. Cysneiros, Fernanda de Bastiani, Francielly de Lima Medina, Gauss Moutinho Cordeiro, Geiza Cristina da Silva, Getúlio J. de Amorim Amaral, Maria Cristina Falcão Raposo, Maria do Carmo S. de Lima, Pablo Martin Rodriguez, Patrícia L. Espinheira Ospina, Roberto Ferreira Manghi e Vinicius Q. Souto Maior.

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O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) enviaram manifestação à Justiça Federal na terça-feira (2) em que voltam a pedir a suspensão de atividades do comércio e serviços não essenciais em todo o Pará. 

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Ao relaxar as regras do isolamento, o governo do Estado ignorou informações de um dos estudos utilizados e não respeitou critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), ressalta a manifestação. As informações estão no site do MPF Pará. 

PF e DPU também citaram outros fatores desconsiderados pelo governo e pesquisas científicas que indicam ser precipitado considerar que a taxa de contágio no Pará está estável ou em diminuição. E mesmo que tenha ocorrido redução da taxa de contágio, a taxa ainda é alta no Pará, tornando inviável e perigosa qualquer medida de abertura, destacam procuradores da República e defensores públicos federais.

Assim como haviam feito na ação ajuizada em abril e em diversas outras manifestações no processo, o MPF e a DPU pediram, ainda, que o Estado do Pará seja obrigado a apresentar motivação técnica para todas as suas futuras decisões relacionadas à pandemia da covid-19. Também voltou a ser pedida decisão que ordene melhoria da transparência sobre os dados relativos à elaboração e execução de políticas públicas de enfrentamento do novo coronavírus.

DPU e MPF destacam que um dos estudos que o governo paraense considerou para decidir pela redução do isolamento em nenhum momento recomenda essa reabertura. Pelo contrário: inclui itens importantes que aparentemente não foram considerados pelo estado. Denominado Redes Neurais Artificiais e Modelagem Matemática nas Previsões Epidemiológicas para os Casos de Infecção por Covid-19, o estudo da Universidade Federal do Pará (Ufra) adverte que “a subnotificação de casos e óbitos altera a realidade da pesquisa, devendo haver o reprocessamento constante dos dados”. 

O estudo também registra que “o avanço da pandemia para o interior do Estado, somado à taxa de adesão da população às medidas de combate ao vírus, influenciará a projeção do tempo de duração da pandemia”.

Segundo ainda o MPF e a DPU, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que a flexibilização segura do isolamento social depende do controle efetivo da transmissão, o que não ocorre no Pará. "No mínimo, novos casos devem estar reduzidos a um nível que o sistema consiga absorver, com base na capacidade dos serviços de saúde”, diz trecho de documento da OMS destacado na manifestação.

Os membros do MPF e da DPU ressaltam que o número real de casos e mortes pela doença pode ser pelo menos sete vezes maior que os números contabilizados oficialmente conforme estudos de pesquisadores da Ufra, UFPA, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em Belém, com o comércio reaberto, o Comitê de Segurança Municipal, composto pela Ordem Pública, Guarda Municipal de Belém (GMB) e Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (SeMOB), realiz fiscalização para garantir o cumprimento das medidas de segurança determinadas pelo Decreto Municipal nº 96.378, para evitar a disseminação da covid-19.

A coordenadora da Ordem Pública, delegada Elizete Cardoso, afirma que pessoas e empresas ainda estão desobedecendo às medidas de segurança como o uso obrigatório de máscara, a higienização em estabelecimentos comerciais, nem evitando a aglomeração pessoas nestes espaços.

Com informações do site do MPF e da Agência Belém.

Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que as partículas do novo coronavírus (Sars-CoV-2) podem permanecer até 16 horas suspensas no ar. O comportamento é completamente diferente dos vírus da mesma família que causaram as epidemias da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars-CoV) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers-CoV).

Coordenado por Alyssa Fears, o estudo foi publicado no site "MedRxiv" e foi conduzido pela Universidade de Tulane em colaboração com a Universidade de Pittsburgh e com o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid) do Instituto Nacional de Saúde (NIH).

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Os pesquisadores observaram que a transmissão do novo coronavírus através das gotículas no ar pode ser mais importante do que se acreditava até agora, pois os resultados mostram que "as pessoas infectadas com o Sars-CoV-2 são capazes de gerar um aerossol viral que podem manter os ambientes infectados por um longo período de tempo".

Os especialistas dizem que essa possibilidade deve ser considerada para fins de medidas de prevenção que estão sendo adotadas contra a doença.

Os experimentos conduzidos dentro do laboratório, todos em situações controladas, mediram a persistência no ar das partículas virais encontradas nas gotículas em suspensão com um diâmetro variável de um a três milímetros.

A análise em microscópio eletrônico indicou que tanto a forma, como as dimensões e os aspectos do Sars-CoV-2 são mantidos no ar e que "mantém sua infecciosidade quando está disperso no ar em curtas distâncias contrariamente aos outros dois coronavírus examinados", seja o que causou a Sars em 2003 ou a Mers em 2015.

Segundo o portal "MedRxiv", o estudo publicado ainda é preliminar e está passando por validação de outros profissionais especialistas para verificar a precisão das informações coletadas na pesquisa. 

Da Ansa

Ainda que eles tenham sintomas parecidos, como tosse e febre, especialistas alertam para a crença de que o novo coronavírus se parece com a gripe. Tudo mostra que o primeiro é mais mortal, pode gerar mais casos graves e precisa de uma vacina.

Mortalidade

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Segundo os números mundiais, o COVID-19, doença provocada pelo coronavírus e que já foi elevada à categoria de pandemia pela OMS, tem taxa de mortalidade estimada em 3,5%, com algumas diferenças entre os países com casos registrados.

É mais grave que a gripe, já que mata um paciente infectado a cada mil casos, ou seja, com taxa de mortalidade de 0,1%, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.

"Continuam existindo grandes incógnitas sobre a taxa de letalidade do COVID-19 que varia provavelmente em função da qualidade dos sistemas de saúde. Dito isso, a estimativa é de que a taxa de mortalidade seja de 2%, ou seja, 20 vezes mais que os vírus da gripe que circulam atualmente", explicou recentemente o professor François Balloux, do University College de Londres.

Mas deve-se levar em consideração que a taxa de mortalidade é pouco confiável, porque ignora quantas pessoas estão realmente infectadas. Sabendo que muitos pacientes apresentam pouco sintomas ou até mesmo não manifestam nenhum, o número de contágios é muito maior do que o detectado e, portanto, a taxa poderia ser mais baixa.

Casos graves

Os especialistas temem que as formas graves do COVID-19 afetem mais pessoas que a gripe, principalmente pessoas em idade avançada e com outros problemas de saúde (cardíacos, respiratórios, entre outros), que são fatores do risco.

O COVID-19 "não é uma gripe simples, pode manifestar-se gravemente em pessoas não tão mais velhas", alerta o número dois do ministério francês de Saúde, Jérôme Salomon.

A análise mais completa até o momento, sobre 45 mil casos confirmados na China, demonstrou que a mortalidade aumenta principalmente com a idade (14,8% entre os maiores de 80 anos frente a 0,4% entre os quadragenários).

Segundo um outro estudo chinês, que analisou 1.099 pacientes, 41% dos casos graves tinham entre 15 e 49 anos, e 31% entre 50 e 64 anos (frente os 0,6% para os menores de 14 anos e 27% para os maiores de 65 anos).

"Claro que os mais velhos são mais frágeis e estão mais expostos a formas mais graves, mas ele também pode afetar pessoas relativamente jovens sem doenças crônicas", afirmou Salomon.

Contágio 

Os especialistas concordam que cada infectado pelo COVID-19 contagiam entre duas a três pessoas caso não seja tomada nenhuma medida para combater a epidemia.

O COVID-19 é mais contagioso que a gripe, cuja taxa é estimada em 1,3.

Vacina/tratamentos

"Conhecemos o vírus da gripe há 100 anos (...) Este é realmente um novo vírus que se parece com a gripe por causa dos sintomas (dor de cabeça, dor generalizada, febre...), mas há grandes diferenças", diz Salomon.

Uma delas é que "não estamos protegidos" contra o COVID-19: "Não há vacinas, não há tratamento", e o homem não está naturalmente imunizado contra o vírus, que seu organismo nunca antes experimentou.

O seu tratamento consiste em tratar os sintomas. Alguns pacientes recebem antivirais e outros tratamentos experimentais, cuja eficácia está sendo avaliado.

Em relação à vacina, há algumas pesquisas em andamento, mas só se poderá contar com ela após vários meses.

Ações importantes

Os vírus da gripe e do COVID-19 também tem esse ponto em comum: sua propagação se combate da mesma forma a nível individual.

É o que se denomina método de barreira: evitar apertar as mãos e beijar, deve-se lavar as mãos com frequência, tossir e espirrar na parte interna do cotovelo, usar uma máscara quando estiver doente...

Esses são gestos higiênicos que são frequentemente ignorados, apesar de que são eficazes para várias infecções de inverno como a gripe, o resfriado, a bronquite e a gastroenterite.

"Você sabia que a cada duas entre 10 pessoas não lava as mãos depois de ter ido ao banheiro? E que apenas 42% não cobre a boca com o cotovelo ou um lenço quando tossem ou espirram?", disse o ministério de Saúde francês.

Após uma madrugada de chuvas na Região Metropolitana do Recife (RMR), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta de chuvas intensas com possibilidade de ventos fortes até a manhã desta sexta-feira (14).

O grau de severidade apontado pelo órgão é de 'perigo potencial", com ventania entre 40 e 60 km/h. Dentre as precauções, o INMET sugere que aparelhos ligados à tomada sejam evitados.

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Não satisfeitos com as mãos, os homens descobriram uma maneira - um tanto quanto bizarra - para se masturbar: a casca de banana. Essa 'técnica' está viralizando nas redes sociais depois que os adeptos começaram a relatar as suas experiências. No entanto, estudiosos alertam que a prática pode terminar não sendo tão prazerosa como se espera e causar danos ao pênis.

Infecções, erupção cutânea e feridas no órgão pode ser algumas das consequências. Ao site The Sun, a médica Diana Gill alerta que pessoas que são alérgicas a preservativos de látex também podem ser alérgicas a casca de banana. 

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Mesmo diante da contraindicação médica, esse tipo de masturbação tem se popularizado, principalmente, entre os adolescentes que comentam que o uso da casca diminui o atrito entre a mão e o pênis e a sensação é de um sexo oral.

Uma ameaçadora espuma branca cobria nesta segunda-feira uma das praias mais famosas da Índia, em Chennai, sudeste do país, pelo quarto dia consecutivo e provoca um novo risco de contaminação para o país.

As crianças brincavam e faziam selfies nas bolhas brancas de Marina Beach, apesar do que aroma azedo e das advertências para que os pescadores não entrem no mar nesta região.

Os médicos advertiram que a espuma, que se forma a cada temporada de monções e que este ano é particularmente prejudicial, pode provocar problemas na pele.

Mas as palavras não abalaram as centenas de famílias que vivem nas imediações da maior praia urbana da Índia e que permitiram a seus filhos brincar na espuma tóxica.

O Conselho de Luta contra a Poluição de Tamil Nadu informou que está analisando mostras da espuma, que ocupa vários quilômetros ao longo da costa.

"Definitivamente não é bom que as pessoas entrem, mas não entendem os riscos", afirmou Pravakar Mishra, cientista do Centro Nacional de Pesquisas Costeiras de Chennai, que registrou o aumento da espuma nos últimos anos.

As autoridades estavam em alerta após o incidente de 2017, quando milhares de peixes morreram em consequência da contaminação que afetou as praias no mesmo período do ano.

Um pescador que se identificou apenas como Jeyaseelan, de 30 anos, afirmou que os fregueses não querem comprar nem a pouca quantidade de pescado que conseguiu capturar nos últimos dias. "Todos pensam que está contaminado. Meu salário caiu a nada", disse.

Marina Beach é uma local fundamental para a vida de Chennai durante mais de um século. Durante os fins de semana, milhares de pessoas visitam o que já foram praias de água cristalina, onde hoje a poluição representa mais um indício da luta da Índia para seguir o ritmo de uma economia em expansão.

Os especialistas culpam as chuvas torrenciais dos últimos dias, que teriam levado resíduos sem tratamento e fosfatos ao mar. Mishra afirmou que grande parte da espuma procede de resíduos de detergentes que se misturam a outros dejetos.

Apenas 40% das águas residuais de Chennai e de outras grandes cidades são tratadas de maneira apropriada, informou o cientista. "O restante é vertido no mar e isto é o que acontece", disse.

"Atualmente a contaminação representa uma ameaça maior para as praias indianas que o aumento do nível do mar", completou Mishra, que ressaltou as águas residuais, microplásticos que acabam com a vida de peixes e as bolsas e resíduos que cobrem a areia da praia.

 Quando moradores da região iniciaram o trabalho espontâneo de limpeza, pela manhã, não havia EPI's disponíveis. (Chico Peixoto/LeiaJá Imagens)

No fim da manhã desta quarta-feira (23), o óleo que já se alastra há pelo menos 55 dias no litoral nordestino chegou à praia do Janga, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Na tentativa de recolher o material do mar, jovens do bairro estão entrando no mar, sem nenhum tipo de proteção. Voluntários presentes na área tentam convencê-los a utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), como botas, luvas e máscaras. Morador do bairro, Williams Silva, se expõe ao óleo desde o fim da manhã, quando ficou sabendo da chegada da substância. Vestido apenas uma bermuda para banho, o jovem tem as costas e os braços cobertos de óleo.

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“Graças a Deus, o óleo está duro, dá para a gente pegar e jogar dentro do saco. A gente está sabendo dos riscos, mas agora não tem como fazer nada, já melou”, comenta. Outro voluntário, André Reias afirma que também chegou cedo ao local, quando não havia nenhum tipo de EPI disponível. “A situação estava difícil até duas horas da tarde. Depois disso, os voluntários vieram e trouxeram os equipamentos, mas a gente já estava sujo”, lamenta.

Williams retirou óleo de dentro do mar vestindo apenas uma bermuda. (Chico Peixoto/LeiaJá Imagens)

De acordo com o coordenador da Defesa Civil do Paulista, Laurindo Neto, o Conselho Tutelar foi acionado para conter a presença de crianças e adolescentes no local. “Estamos buscando isolar a área, mas a população está agindo no calor da emoção, retirando o óleo com as próprias mão. Queremos identificar os voluntários com pulseiras e cadastrar no plano de contingência aqueles que querem trabalhar com consciência, utilizando os equipamentos de proteção”, destaca.

Riscos

Segundo a presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), Sheylane Luz, hidrocarbonetos poliaromáticos (HPA) presentes no petróleo bruto e seus derivados pertencem a um grupo de compostos orgânicos semi-voláteis que estão entre os compostos mais tóxicos do óleo nesse estado e podem causar sérios problemas de saúde, como câncer. Sheylane ressalta ainda que, a intoxicação por HPAs pode ocorrer por diferentes vias, como a pele ou a ingestão das substâncias. Assim, a entrada no mar para limpeza é desconselhada mesmo com uso de luvas e botas. “Por possuírem baixo peso molecular, alguns HPAs podem ser solubilizados em água, aumentando os riscos de contaminação, ou seja, apenas indivíduos devidamente treinados e com equipamentos e vestimentas seguras podem manusear esses compostos”, informa.

Entrada no mar, mesmo com a utilização de luvas e botas, é desaconselhada pelo Conselho Federal de Química. (Chico Peixoto/LeiaJá Imagens)

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