A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou, nesta quarta-feira (24), seus primeiros conselhos sobre a atividade física para as crianças menores de 5 anos e pediu que elas passem menos tempo diante das telas, e mais se exercitando.

Essas recomendações podem parecer puro senso comum para as famílias, mas têm provocado polêmica, com alguns especialistas criticando a agência da ONU por formulá-las com base em testes insuficientes e adotando conceitos simplistas como "tempo de tela sedentário".

A OMS estima, no entanto, que essas instruções "preenchem uma lacuna" no esforço global para promover uma vida saudável, uma vez que esta faixa etária não foi levada em conta nas recomendações fixadas pela OMS em 2010.

Em um momento em que a obesidade representa uma ameaça crescente para a saúde pública e que 80% dos adolescentes "não são suficientemente ativos fisicamente", a OMS considerou necessário divulgar uma lista de bons hábitos para crianças com menos de 5 anos de idade, um período crucial para o desenvolvimento de um estilo de vida.

E, embora reconheça que esses conselhos se baseiam em "evidências de baixa qualidade", a agência de saúde diz que suas recomendações podem ser aplicadas a todas as crianças, independentemente do sexo, do ambiente cultural, ou de seu status socioeconômico.

Para os bebês com menos de 12 meses de idade, a OMS recomenda pelo menos 30 minutos de atividade física diária, inclusive na posição ventral para aqueles que ainda não andam.

Não é bom manter os bebês em um carrinho, em uma cadeira alta, ou no colo de alguém, por mais de uma hora sem interrupção. Além disso - recomenda a OMS -, eles têm de dormir entre 12 e 17 horas por dia.

Para crianças de 1 a 2 anos, a agência aconselha três horas de atividade física por dia, não mais do que uma hora de "tempo de tela sedentário" e pelo menos 11 horas de sono.

E, para os pequenos de 3 a 4 anos, as três horas diárias de atividade física devem incluir pelo menos uma hora de movimento "moderado a vigoroso". O tempo gasto nas telas não deve exceder uma hora também.

"Eu me pergunto como as instruções de política global de saúde pública, que afetam milhões de famílias, podem ser baseadas em 'evidências de baixa qualidade'", criticou Kevin McConway, professor emérito de estatística aplicada na Open University britânica.

"E, depois, o que significa exatamente 'tempo de tela sedentário'?", questionou McConway.

Em entrevista coletiva, a diretora do Programa para Prevenção de Doenças não transmissíveis da OMS, Fiona Bull, declarou que os autores do relatório têm total confiança na correção das recomendações.

Em referência à "baixa qualidade" das evidências, a OMS quis apenas ser "transparente sobre o fato de que ainda há muito trabalho científico a fazer em áreas importantes", explicou Fiona.

O diretor de pesquisa do Instituto Internet da Universidade de Oxford, Andrew Przybylski, disse que "as conclusões tiradas sobre as telas estão longe das evidências científicas do dano sofrido".

Przybylski pediu à OMS para realizar "estudos de melhor qualidade" sobre este assunto.

Juana Willumsen, encarregada da área de obesidade e atividade física infantil na OMS, explicou aos jornalistas que esta expressão fazia referência ao "tempo de tela passivo" em contraposição aos "jogos em tablets e programas de TV em que as crianças são incentivadas a se mexer".

Um membro da Organização Mundial da Saúde (OMS) morreu nesta sexta-feira em um ataque armado contra um hospital em Butembo, atualmente epicentro da epidemia de ebola no leste da República Democrática do Congo, indicou a OMS.

"Meus colegas e eu estamos em luto pela perda de um valente colega que salvava vidas para terminar com o ebola", informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no Twitter.

"Estamos escandalizados pelo ataque. Os trabalhadores de saúde não são alvos", acrescentou.

Segundo autoridades, a vítima era de Camarões e estava em uma reunião de trabalho sobre o ebola.

Até os 75 anos de idade, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 1 em cada 5 brasileiros deve desenvolver algum tipo de câncer. Estar bem informado é o primeiro passo para se prevenir. Por isso são tão importantes essas ações que envolvem diversos países na luta contra a doença, como o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, comemorado nesta segunda-feira, 8 de abril. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Informação e diagnóstico precoce fazem toda a diferença no tratamento. Os avanços recentes da medicina no combate a doenças que ainda não possuem cura ou que são de difícil tratamento apontam para novas perspectivas.

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Pesquisadores que atuam no aprimoramento de uma terapia que utiliza os recursos do próprio sistema imunológico para atacar as células cancerígenas, a chamada imunoterapia. A oncologista Paula Sampaio destaca que a imunoterapia é, de fato, um dos grandes avanços registrados no campo da oncologia. “A imunoterapia nada mais é do que estimular o seu próprio organismo a agir contra a doença, por isso ela é menos invasiva”, ressalta. “Infelizmente, não é todo mundo que responde à imunoterapia, mas aqueles que respondem, respondem muito bem”.

Os avanços no tratamento oncológico são relacionados ao que os médicos classificam como "medicina personalizada". "Antigamente a gente usava o mesmo tratamento para todo tipo de câncer. Hoje não é mais assim. Fazemos todo um estudo de cada paciente e se conseguimos verificar que ele responde melhor a uma determinada droga e outro, mesmo que tenha o mesmo tipo de câncer, pode responder melhor a outra droga”, explica a médica.

Essa conduta não se restringe exclusivamente ao tratamento quimioterápico. Paula Sampaio destaca que houve muitos avanços na radioterapia e na cirurgia, outros meios de tratamento oncológico tradicionais. “Tivemos grandes avanços na cirurgia. Antigamente, as melhores cirurgias eram as maiores. Hoje, mudou completamente: a gente tira o mínimo que a gente pode, mantendo a mesma eficácia.”

Diante do aumento das chances de cura e da obtenção de técnicas de tratamento que proporcionam uma melhor qualidade de vida ao paciente, a oncologista reforça que as perspectivas são de um avanço cada vez mais significativo na área. “As pesquisas não param. Então, a cada mês a gente tem novos lançamentos, novas drogas e novas indicações”, aponta Paula Sampaio.

“Nos casos de doença inicial, com o diagnóstico precoce, já temos a possibilidade de cura há muitos anos. O problema é quando a doença é diagnosticada em estágios avançados. Com as pesquisas, hoje já falamos em cura de pacientes com doença disseminada. Cada vez mais, temos conseguido a cura de mais pacientes e com tratamentos cada vez menos agressivos”, comemora.

Com cerca de 600 mil novos casos por ano estimados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para 2019, o câncer é a segunda causa de morte, por doença, na população brasileira, resultando na morte de 25 mil pessoas por ano.

Incidência em alta

A medicina reconhece mais de 200 tipos de câncer. De acordo com Atlas do Câncer, editado em 2016, a estimativa é de que em 2030 o mundo terá 22 milhões de pessoas com câncer. Os maiores índices de aumento devem ser registrados nos países da Ásia, África e América Latina, com 70% de crescimento na incidência da doença.

O INCA aponta os cinco tipos de maior incidência no Brasil (excetuando o câncer de pele não melanoma): 1) Próstata 2) Mama 3) Colo de útero 4) Traquéia, Brônquios e Pulmão 5) Colon e Reto. Juntos, esses cânceres são responsáveis por 211.580 novos casos por ano no Brasil. No Pará, os mais incidentes são próstata, mama, colo de útero e traquéia, brônquios e pulmão - responsáveis por 3.170 novos casos por ano (excetuando o câncer de pele não melanoma).

Durante o I Simpósio Amazônico de Câncer de Mama, realizado em Belém, em 2018, o oncologista Sérgio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), apresentou dados preocupantes. Enquanto a mortalidade por câncer de mama caiu 39% entre 1989 e 2015, nos Estados Unidos, a doença continua em crescimento no Brasil.

Ele lembrou que o tratamento do câncer de mama é responsável por 2/3 da redução de mortalidade, enquanto o rastreamento resulta em 1/3 da redução de mortalidade. Para melhorar esses índices, seria necessário ter registros de câncer mais completos, a fim de melhor entender as características, os tratamentos e os desfechos de câncer de mama no Brasil.

Mudança de hábitos 

A oncologista clínica Paula Sampaio ressalta que melhor do que tratar o câncer, obviamente, é não ter a doença. Por isso, antes de contar apenas com os avanços da medicina, as pessoas devem buscar a prevenção.

Mais de 30% dos cânceres são considerados evitáveis, pois possuem relação direta com o estilo de vida. A médica cita estatísticas oficiais, que comprovam os benefícios da chamada prevenção primária, que é aquela capaz de evitar o câncer. “De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 33% dos cânceres mais comuns podem ser evitados cortando o cigarro, diminuindo o consumo de álcool e adotando dietas mais saudáveis. Evitar a exposição ao sol sem proteção e o sedentarismo também são fatores fundamentais. A OMS estima que somente o abandono do hábito de fumar aumenta a proteção contra a doença em cerca de 50%”, destaca Paula.

A melhor maneira de diminuir as chances de ter câncer passa pela adoção de um estilo de vida saudável, o que significa seguir recomendações já bem conhecidas, como praticar atividades físicas e ter uma boa alimentação.

Quem se alimenta bem durante a vida toda dificilmente terá câncer de estômago. Para a prevenção do câncer de colo do útero, a vacinação contra o HPV e a prática de sexo seguro são recomendações extremamente importantes e os tumores de pulmão estão diretamente relacionados ao consumo de tabaco, que está na origem de 90% dos casos.

Por Dina Santos, especialmente para o LeiaJá.

 

 

A expectativa de vida no mundo aumentou 5,5 anos entre 2000 e 2016, revelou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, alertando que a desigualdade na renda e no acesso aos cuidados se traduzem em uma vida mais curta para muitos.

A agência de saúde da ONU constatou, além disso, diferenças de expectativa de vida entre gêneros.

Em média, uma criança nascida em 2016 pode esperar viver 72 anos, em vez dos 66,5 de 2000, segundo o informe anual de Estatísticas de saúde mundial.

Nas Américas, a expectativa de vida passou de 73,6, em 2000, a 76,8, em 2016, apesar de que nos Estados Unidos sofreu uma redução (de 79 anos a 78,5), atribuída em parte à obesidade.

Os primeiros 16 anos do século registraram uma queda dramática nas mortes de crianças menores de cinco anos, especialmente na África subsaariana, onde houve progressos na luta contra a malária, o sarampo e outras doenças contagiosas, explicou a OMS.

As estatísticas melhoraram também graças aos avanços contra o HIV/aids, que causou estragos na maior parte da África nos anos 1990.

Mas apesar dos progressos nos países mais pobres, a OMS destacou as diferenças significativas entre países em desenvolvimento e os já desenvolvidos.

Os habitantes de países de rendas baixas vivem em média 18 anos a menos que os de rendas altas, mostram as estatísticas.

Em Lesoto, por exemplo, as pessoas vivem em média 52 anos, longe dos 84 do Japão - o país mais longevo do mundo - e dos 83 da Espanha e da Suíça.

Enquanto a maioria dos habitantes de países ricos morrem de velhos, uma em cada três mortes em países mais pobres é de menores de 5 anos.

'Diferenças impactantes'

Pela primeira vez, a OMS separou suas estatísticas por gênero, mostrando claramente que as mulheres têm melhores perspectivas de viver uma vida longa do que os homens.

É mais provável nascer homem que mulher, e em 2019 se espera que nasçam 73 milhões de meninos e 68 milhões de meninas, segundo a OMS.

Mas, devido a uma maior fragilidade biológica e a comportamentos de maior risco, espera-se, entre os nascidos em 2016, que os meninos vivam 69,8 anos e as meninas, 74,2.

Uma das razões pelas quais as mulheres parecem viver mais é que tendem a usar melhor os recursos de saúde.

Assim, por exemplo, nos países com epidemias de HIV, as mulheres tendem mais a se submeter a exames e a acessar terapias antirretrovirais.

Ainda assim, nos países com escassos serviços de saúde, uma de cada 41 mulheres morrem por causas maternas, em comparação com uma entre 3.300 em países de altos rendimentos.

Há "diferenças impactantes", disse à imprensa a responsável de dados e análises da OMS, Samira Asma.

Em conjunto, as estatísticas demonstram que a expectativa de vida aumentou na maioria dos países, com saltos significativos em lugares como a Eritreia, onde se espera que as pessoas vivam 22 anos a mais que os 43 de 2000.

Na Síria, após oito anos de guerra, a expectativa de vida caiu uma década, dos 73 anos de 2000 para 63,8 em 2016.

Os índices globais de sedentarismo são alarmantes. Hoje, aproximadamente 3,2 milhões de pessoas morrem em decorrência disso no mundo, e quatro em cada cinco adolescentes são sedentários, segundo estudos feitos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A inatividade física é um fator de risco que pode provocar doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, o câncer e o diabetes. Para a OMS, o ideal é que uma pessoa pratique pelo menos 30 minutos de atividades físicas diárias, para não ser considerada sedentária.

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A professora e coordenadora do curso de Educação Física da UNAMA - Universidade da Amazônia, Nazaré Bello, alerta que não é suficiente realizar esses 30 minutos apenas para manter uma pessoa fisicamente ativa, mas exercer uma atividade que lhe dê prazer e por um maior período de tempo. “A pior coisa é fazer algo que você não gosta. As pessoas devem procurar uma atividade física na qual se sintam bem, seja dança, uma caminhada ou até mesmo atividades de vida diária”, conta a professora.

O sedentarismo é o quarto principal fator de morte no mundo. Realizar atividades físicas traz benefícios significativos e também contribui para a prevenção desse mal e das doenças crônicas não transmissíveis. “É necessário que sejam realizadas políticas públicas para combater esse sedentarismo e reduzir essa inatividade física entre as pessoas”, relata Nazaré.

A professora destaca ainda que o mais importante é se movimentar, independente do tipo de exercício. “Não interessa qual tipo de atividade física você faça, o importante é sair do sedentarismo realizando essa atividade de forma regular, no mínimo três vezes por semana”, conclui.

Por Lucas Neves.

 

O glifosato, herbicida mais utilizado do mundo, é acusado de provocar câncer, mas, até agora, poucos países proibiram o uso da substância.

Desde 2015, a substância é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como "cancerígeno provável". É usado sob distintas marcas, sendo a mais conhecida delas o Roundup, fabricado pela Monsanto, propriedade do grupo alemão Bayer.

Confira abaixo algumas das restrições vigentes em vários países e regiões do mundo:

ESTADOS UNIDOS

Na terça-feira, um júri americano considerou que o Roundup contribuiu para o linfoma não Hodgkin (LNH) de Edwin Hardeman, aposentado de cerca de 70 anos.

Em agosto passado, um tribunal de San Francisco condenou a Monsanto a pagar 289 milhões de dólares a Dewayne Johnson, que tinha o mesmo câncer.

A Justiça decidiu que o Roundup foi a causa de sua doença e que a Monsanto agiu de forma mal-intencionada, dissimulando riscos de seus produtos com glifosato.

A multa foi reduzida para 78,5 milhões de dólares por uma juíza, mas a Bayer apelou da decisão.

O grupo farmacêutico e de agroquímica alemão afirma que "a ciência confirma que os herbicidas à base de glifosato não geram câncer".

Nos Estados Unidos, há milhares de processos em curso contra a Monsanto, mas o que ocorrer no caso Hardeman, que ainda pode durar duas semanas, será crucial para o futuro.

AMÉRICA LATINA

No Brasil, a Justiça pediu em 2015 para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliar "urgentemente" sua toxicidade diante de uma possível proibição - uma decisão que não agrada ao poderoso lobby do agronegócio.

Na Colômbia, as pulverizações aéreas de glifosato foram proibidas em 2015 pela Corte Constitucional. Mas Iván Duque, presidente desde 2018, é favorável a retomá-las para fazer frente ao aumento recorde das plantações de drogas.

Em El Salvador, o glifosato integrava a lista de 53 produtos agrícolas proibidos em 2013, mas logo foi retirado, com outras dez substâncias. Há uma comissão encarregada de avaliar os riscos.

Na Argentina, os conflitos entre os habitantes e os agricultores que usam glifosato são constantes. O segundo grupo considera o produto indispensável para seu trabalho. Contudo, como não existe uma legislação nacional, as prefeituras devem tomar decisões locais para limitar a fumigação.

EUROPA

Após dois anos de debates especialmente intensos, em 2017 os Estados-membros da União Europeia (UE) decidiram renovar por cinco anos a licença do glifosato.

A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, justificou a decisão pela aprovação de suas agências científicas, a Efsa (segurança alimentar) e a Eccha (produtos químicos), que não consideraram a substância cancerígena.

Mas a independência da Efsa está em xeque. Vários jornais revelaram que seu relatório tinha trechos idênticos aos de um documento da Monsanto de 2012.

Já o governo francês prometeu que o glifosato seria parcialmente proibido em 2021, e totalmente, dentro de cinco anos.

SRI LANKA

O herbicida foi proibido no Sri Lanka em junho de 2015, porque foi considerado responsável por uma doença nos rins, que afeta moradores das zonas de produção de arroz.

A comunidade científica do país destacou, porém, que não existem estudos que associem o glifosato diretamente à doença renal crônica. Com isso, a proibição foi suspensa em maio de 2018, com uma autorização de utilização nas plantações de chá e da seringueira.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma nota para recomendar que estrangeiros se vacinem contra a febre amarela antes de ir para áreas consideradas de risco pelo vírus, como os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo.

A vacina deverá ser aplicada dez dias antes da viagem. Segundo a OMS, os turistas deverão portar os certificados internacionais de vacinação. Foram registrados 36 casos de febre amarela no estado de São Paulo e dois no Paraná, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

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"Embora seja muito cedo para determinar se este ano mostrará os altos números de casos humanos observados nos dois últimos grandes picos sazonais, há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional", informa o comunicado.

 

Mais de 1 bilhão de jovens no mundo corre o risco de desenvolver problemas auditivos diante de uma exposição prolongada e excessiva a sons em volume alto, principalmente por meio de fones de ouvido. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS) que, nesta semana, publica novos padrões para a produção de produtos tecnológicos que, segundo a entidade, estão contribuindo para a atual situação. A estimativa é de que o risco atinge 50% da população entre 12 e 35 anos de idade.

Em um projeto que colocou lado à lado a OMS e a União Internacional de Telecomunicações, especialistas do setor de saúde e de tecnologia estabeleceram parâmetros para que a indústria siga, inclusive na produção de celulares, smartphones e outros aparelhos.

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Hoje, cerca de 5% da população mundial, aproximadamente 466 milhões de pessoas, tem problemas auditivos, com um custo anual para a economia global de US$ 750 bilhões. Até 2050, a estimativa é de que esse número supere a marca de 900 milhões de pessoas.

Na avaliação da OMS, porém, chegou o momento de que padrões sejam adotados. A recomendação é para que as empresas passem a colocar opções de limite automático de volume nos aparelhos, inclusive com aplicativos que possam ser controlados pelos pais.

A outra recomendação é para que os aparelhos possam medir, por meio de softwares, a exposição do usuário ao som e que possam calcular o porcentual do dia diante desse risco.

"Hoje, não temos exatamente como saber se estamos ouvindo a música em um volume adequado ou não. É como dirigir um carro em uma estrada sem os ponteiros de velocidade nos carros", disse Shelly Chadha, especialista da OMS. "O que estamos recomendando é construir um ponteiro de velocidade para esse som", disse.

Segundo ela, são os governos que precisam estabelecer os padrões e, assim, exigir que os produtos possam seguir as recomendações.

Na Europa, alguns dos países já adotam exigências de que colocar cores nos volumes de celulares, mostrando em cores vermelhas sobre um eventual excesso. Mas isso, na avaliação da OMS, não seria suficiente.

"Dado que temos o know-how tecnológico para impedir a perda auditiva, não podemos simplesmente permitir que crianças sofram com isso ao escutar música", disse Tedros Ghebreyesus, diretor executivo da OMS. "Eles precisam entender que, uma vez perdida a audição, ela não retorna", alertou.

Ainda de acordo com a OMS, quanto mais alto o volume, menor é o tempo que a pessoa pode utilizar os fones de ouvido em segurança. Ao diminuir o volume, é possível continuar fazendo uso do dispositivo sem prejudicar a audição.

Um exemplo dado pela entidade é que, se o nível de som ficar abaixo dos 80 decibéis, é possível ouvir música em segurança por até 40 horas por semana. No caso de crianças, o índice cai para 75 decibéis.

Ao utilizar fones de ouvido, o ideal é que o volume seja ajustado em menos de 60% do máximo que pode ser alcançado. O equipamento deve estar ajustado e, se possível, ter cancelamento de ruído, como os fones que cobrem toda a orelha do usuário.

A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) é "segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero" anunciaram autoridades da área de saúde nesta segunda-feira, dia mundial de combate ao câncer.

"Os rumores infundados sobre as vacinas contra o HPV seguem adiando ou impedindo de modo desnecessário o aumento da imunização, que urgentemente necessário para a prevenção do câncer cervical", disse Elisabete Weiderpass, diretora do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC). 

O centro é vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com os dados do CIIC, em 2018 foram diagnosticados quase 570.000 novos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo. Mais de 300.000 mulheres morrem a cada ano vítimas da doença, principalmente em países de rendas baixa e média.

"Este é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres", recordou o CIIC. A organização calcula que se a prevenção não aumentar, a doença pode provocar 460.000 mortes por ano até 2040.

Há 30 anos, o vírus selvagem da poliomielite paralisava cerca de 350 mil crianças em mais de 125 países todos os anos. Dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, em 2018, apenas 30 casos da doença foram notificados em dois países – Afeganistão e Paquistão. O mundo, segundo a entidade, está à beira de um sucesso sem precedentes na saúde pública: a erradicação global da doença.

“A OMS e seus parceiros da Iniciativa Global para Erradicação da Pólio se comprometem a apoiar integralmente os governos do Afeganistão e do Paquistão para combater a doença em seus últimos redutos e livrar-se dessa doença debilitante de uma vez por todas”, destacou a organização, por meio de comunicado.

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De acordo com a nota, a erradicação da pólio exige altas coberturas vacinais em todo o planeta para que se consiga bloquear a transmissão de um vírus extremamente contagioso. Infelizmente, segundo a OMS, algumas crianças permanecem sem acesso às doses adequadas por motivos diversos, incluindo falta de infraestrutura, localidades remotas, migração, conflitos, insegurança e resistência à vacinação.

“A meta das equipes em solo no Afeganistão e no Paquistão é muito clara: localizar e vacinar todas as crianças antes que o vírus chegue até elas. Esses países alcançaram enorme progresso. Há 20 anos o poliovírus paralisava mais de 340 mil crianças em todo o Paquistão. Em 2018, apenas oito casos foram reportados em alguns distritos.”

A OMS destacou, entretanto, que o processo de erradicação da pólio deve ser um esforço no sentido “tudo ou nada” e que uma possível falha em acabar com esses últimos redutos poderia resultar no ressurgimento da doença, chegando a até 200 mil novos casos em todo o mundo num prazo de dez anos.

“Estamos no caminho certo para alcançar o sucesso. Um Paquistão e um Afeganistão livres da pólio significam um mundo livre da pólio”, concluiu a organização, citando que a erradicação da doença poderia economizar entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, sendo a maioria em países de baixa renda. “E os benefícios humanitários serão sustentados para as gerações futuras: nenhuma criança jamais seria afetada novamente por essa terrível doença”.

Estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta sexta-feira (7), mostra o aumento contínuo das mortes no trânsito. Pelos dados do relatório, mais de 1,35 milhão de pessoas perdem a vida todos os anos em decorrência de acidentes de trânsito. Os dados mais alarmantes estão na África. Para especialistas, os governos reduziram os esforços na busca por solução para o problema.

O Relatório da Situação Global da OMS sobre segurança no trânsito de 2018 destaca que as lesões causadas pelo trânsito são hoje a principal causa de morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos. O documento inclui informações sobre o aumento no número total de mortes e diz que as taxas de mortalidade da população mundial se estabilizaram nos últimos anos.

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"Essas mortes são um preço inaceitável a pagar pela mobilidade", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Este relatório é um apelo aos governos e parceiros para que tomem medidas muito maiores para executar essas medidas”, acrescentou.

Os relatórios de status global da OMS sobre segurança no trânsito são divulgados a cada dois ou três anos e servem como ferramenta de monitoramento para a Década de Ação para Segurança Viária 2011-2020.

Mortes

Pelo relatório, o risco no trânsito é três vezes maior nos países de baixa renda do que nos países de alta renda. As taxas são mais elevadas em países da África e as mais baixas na Europa.  Três regiões do mundo relataram um declínio nas taxas de mortalidade no trânsito: Américas, Europa e Pacífico Ocidental.

Os pedestres e ciclistas são responsáveis por 26% de todas as mortes no trânsito, enquanto os motociclistas e passageiros por 28%.

De acordo com o relatório, apenas 40 países, representando 1 bilhão de pessoas, implementaram pelo menos 7 ou todos os 8 padrões de segurança de veículos das Nações Unidas.

Investimentos

Para o fundador e diretor da Bloomberg Philanthropies e embaixador global da OMS, Michael R Bloomberg, é preciso investir mais na educação do trânsito, na prevenção e atenção à segurança nas estradas e pistas.

Segundo ele, é necessário adotar “políticas fortes” e fiscalização, repensar as estradas para que se tornem inteligentes e adotar campanhas de conscientização.

"A segurança no trânsito é uma questão que não recebe nem perto da atenção que merece. [E] é realmente uma das nossas grandes oportunidades para salvar vidas em todo o mundo", ressaltou.

Avanços

De acordo com o estudo, apesar do alerta, houve progressos, pois a legislação de forma geral foi aperfeiçoada, visando a redução de riscos, o excesso de velocidade e vetos à ingestão de bebida alcoólica antes da direção. Também há menção à obrigatoriedade quanto ao uso de cintos de segurança e capacetes.

Há, ainda, a citação da preocupação com os cuidados com as crianças, da adoção de infraestrutura mais segura, como calçadas e pistas exclusivas para ciclistas e motociclistas, melhores padrões de veículos, como os que exigem controle eletrônico de estabilidade e frenagem avançada e aprimoramento dos cuidados depois de uma colisão.

O relatório diz, ainda, que essas medidas contribuíram para a redução das mortes no trânsito em 48 países de renda média e alta. Porém, informa que não há dados sobre redução no total de mortes referindo-se aos países de baixa renda.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta segunda-feira (3) que convocará especialistas do mundo todo para discutir a edição de genes em humanos. Na semana passada, o cientista chinês He Jiankui afirmou ter conseguido utilizar a técnica em bebês para reduzir o risco de contrair aids. 

Ghebreyesus afirmou nesta segunda que essa edição "não pode simplesmente ser feita, sem que existam regras claras". Jiankui não é visto desde o anúncio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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O número de doses de antibióticos consumidas no Brasil está entre os maiores do mundo, superando a média da Europa, Canadá e Japão. Os dados estão em relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado na segunda-feira (12) que alerta para as consequências do uso indiscriminado desse tipo de medicamento. A principal preocupação da agência é que o consumo indevido favoreça o surgimento de bactérias multirresistentes causadoras de infecções difíceis de curar.

O levantamento da OMS incluiu os dados de 65 países onde as estatísticas são coletadas de forma rigorosa. O indicador utilizado foi o número de doses diárias (DD) consumidas para cada mil habitantes. No Brasil, o índice ficou em 22 DD para cada mil habitantes, o que coloca o País como o 17º maior consumidor do remédio entre as 65 nações pesquisadas.

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Na Europa, a média é de 18 doses, enquanto no Canadá e no Japão, o índice medido foi de 17 e 14 DD, respectivamente. O relatório mostra grande variação do consumo do medicamento entre os países. O índice variou de 4 no Burundi (África) a 64 DD na Mongólia (Ásia).

Discrepância

OMS e especialistas ressaltam, no entanto, que índices muito baixos de consumo também não são positivos. Segundo a agência, a grande diferença no uso de antibióticos no mundo indica que alguns países provavelmente estão abusando no consumo enquanto outros não têm acesso suficiente a esses remédios.

Diretora Médica do Serviço de Microbiologia do Laboratório Central do Hospital das Clínicas, Flávia Rossi concorda com a análise da organização. "Tanto o uso excessivo quanto o pouco uso são preocupantes", diz ela, que defende que, no caso do Brasil, medidas para reduzir o consumo inadequado.

"Uma das principais ações seria investir em melhorias nos métodos diagnósticos para que a prescrição do medicamento seja mais certeira. Precisamos, principalmente no sistema público, de mais investimentos nos laboratórios de microbiologia para que o médico e o doente saibam de forma mais rápida qual é o micro-organismo causador da doença", declarou Flávia, que faz parte de um grupo de especialistas convocados pela OMS para discutir protocolos para o uso racional de antibióticos tanto entre humanos quanto em animais.

Suzanne Hill, chefe da Unidade de Medicamentos Essenciais da OMS, afirma que é esse uso inadequado que tem levado a uma resistência cada vez maior das bactérias aos produtos. Segundo a entidade, isso acontece quando pacientes usam antibióticos em situações em que não necessitam ou quando não terminam o tratamento, dando a oportunidade para que parte das bactérias resistam e criem "imunidade" ao remédio.

Diante da situação, a Associação Panamericana de Infectologia, em parceria com a farmacêutica Pfizer, lançaram nesta semana uma campanha nas redes sociais para conscientizar pacientes sobre o uso racional dos remédios. "A ideia é mostrar que pequenas ações, como o uso conforme prescrito pelo médico e o descarte correto do medicamento, podem salvar milhões de vidas", diz Eurico Correia, diretor médico da Pfizer.

Vítimas

Apenas a resistência aos antibióticos que tratam de tuberculose causa atualmente a morte de 250 mil pessoas por ano. Além desse caso, a OMS já identificou outras 12 situações em que a resistência a produtos no mercado já representa uma ameaça.

No total, 51 novos antibióticos estão em diferentes etapas de avaliação e testes. Desses, porém, apenas oito estão sendo classificados pela OMS como "tratamento inovadores". Mesmo eles não são garantia total de esperança nessa área porque precisam passar por todas as fases de pesquisas clínicas para chegar ao mercado.

Agropecuária

O uso indevido de antibióticos não deve ser combatido somente entre os humanos, mas também no setor da agropecuária. Hoje, 70% dos medicamentos do tipo consumidos no mundo são utilizados no setor de alimentos e animais, o que fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciar discussões de medidas que levem à redução desse uso nos animais.

"No setor de agropecuária, os antibióticos têm sido usados tanto para tratar doenças nos animais quanto para aumentar o peso deles. Isso tem de ser reduzido ao mínimo possível", destaca Flávia Rossi, diretora médica do Serviço de Microbiologia do Laboratório Central do Hospital das Clínicas.

A brasileira integra um grupo internacional formado por especialistas convocados pela OMS para discutir formas de reduzir o uso indevido desses remédios. No ano passado, o grupo fez uma classificação de quais antibióticos devem ser usados em cada grupo (humanos ou animais).

"A partir dessas classificações e estudos, estamos criando protocolos e recomendações. Acredito que tanto o Brasil quanto outros países vão seguir essa tendência de redução porque é uma demanda mundial", afirma Flávia. "Nos Estados Unidos, por exemplo, grandes empresas de produção de carne já colocam em seus produtos selos mostrando se o produto teve ou não utilização de antibiótico", relata a médica.

Meta

A especialista destaca que a meta da OMS é alcançar níveis de uso adequado de antibiótico em humanos e animais até 2050. Se nada for feito até lá, a agência estima que o número de mortes em função da resistência bacteriana chegue a 10 milhões por ano, superando, por exemplo, o número de vítimas do câncer (8,2 milhões). Hoje, a estimativa é que 700 mil pessoas morram no mundo por infecções causadas por bactérias resistentes a cada ano.

De acordo com Flávia, a bactéria mais presente em infecções resistentes é a Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), conhecida por causar surtos em vários hospitais brasileiros. As pessoas mais vulneráveis às infecções resistentes são crianças, idosos e os pacientes com condições que tornam o sistema imunológico mais frágil, como doenças autoimunes, câncer ou HIV. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta segunda-feira (12) sobre o perigoso aumento do consumo de antibióticos em alguns países, como também sobre o baixo consumo em outras regiões, o que pode levar ao surgimento de "superbactérias" mortais.

O relatório da OMS, baseado em dados de 2015 recolhidos em 65 países e regiões, mostra uma importante diferença de consumo, que vai de 4 doses diárias definidas (DDD) em cada 1.000 habitantes por dia no Burundi a mais de 64 na Mongólia.

"Essas diferenças indicam que alguns países consomem provavelmente antibióticos demais enquanto outros talvez não tenham acesso suficiente a esses medicamentos", apontou a OMS em comunicado.

Descobertos nos anos 1920, os antibióticos salvaram dezenas de milhões de vidas, lutando de maneira eficaz contra doenças bacteriológicas como a pneumonia, a tuberculose a meningite.

No entanto, ao longo dos anos, as bactérias se modificaram para resistir a esses medicamentos.

A OMS advertiu em muitas ocasiões que o número de antibióticos eficazes se diminuindo no mundo.

No ano passado, a agência das Nações Unidas pediu aos Estados e aos grandes grupos farmacêuticos que criassem uma nova geração de medicamentos capazes de lutar contra as "superbactérias" ultrarresistentes.

"O consumo excessivo assim como o consumo insuficiente de antibióticos são as maiores causas de resistência aos antimicrobianos", afirmou Suzanne Hill, diretora de Medicamentos e Produtos Sanitários Essenciais na OMS, em um comunicado.

"Sem antibióticos eficazes e outros antimicrobianos, perderemos nossa capacidade para tratar infecções tão estendidas como a pneumonia", advertiu.

As bactérias podem se tornar resistentes quando os pacientes usam antibióticos que não precisam ou quando não terminam seus tratamentos. A bactéria tem assim mais facilidade para sobreviver e desenvolver imunidade.

A OMS também se preocupa com o escasso consumo de antibióticos.

"A resistência pode se desenvolver quando os doentes não podem pagar um tratamento completo ou só têm acesso a medicamentos de qualidade inferior ou alterados", diz o relatório.

Na Europa, o consumo médio de antibióticos é aproximadamente de 18 DDD por 1.000 habitantes por dia. A Turquia lidera a lista (38 DDD), ou seja, cerca de cinco vezes mais que o último da classificação, Azerbaijão (8 DDD).

A OMS reconhece, contudo, que seu relatório é incompleto porque inclui apenas quatro países da África, três do Oriente Médio e seis da região da Ásia-Pacífico. Os grandes ausentes deste estudo são Estados Unidos, China e Índia.

Desde 2016, a OMS ajuda 57 países com renda média e baixa a coletar datos para criar um sistema modelo de acompanhamento do consumo de antibióticos.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 93% das crianças e adolescentes respiram ar inadequado para a saúde. A situação é pior em regiões da Ásia e África, além de países com renda média e baixa.

Amanhã (30) começa a realização da Primeira Conferência Global da Organização Mundial da Saúde sobre Poluição do Ar e Saúde, na Suíça. O encontro tem o tema “Melhoria da Qualidade do Ar, Combate às Mudanças Climáticas”.

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Em países com renda baixa e média, 98% das crianças com menos de 5 anos estão sujeitas a níveis maiores do que o recomendado para a saúde. Já países de renda alta, a taxa é de 52%. Na África e Mediterrâneo Oriental, 100% dos menores de 5 anos respiram níveis acima do recomendado. Em países de renda baixa e média no continente americano, como o Brasil, 87% das crianças respiram ar inadequado.

A poluição do ar provoca a morte de 600.000 menores de 15 anos ao ano, em razão de graves infecções respiratórias, alertou a OMS nesta segunda-feira (29).

A poluição do ar é o "novo cigarro", afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Tedros Adhanom Ghebreyesus no site da organização, que realiza entre hoje e quinta-feira a primeira conferência mundial sobre "a poluição do ar e a saúde".

A OMS publicou um relatório em que alerta que 93% dos menores de 15 anos no mundo (1,8 milhão de crianças) respiram diariamente um ar contaminado que prejudica sua saúde e crescimento.

Em 2016, a poluição do ar causou a morte de 543.000 crianças menores de 5 anos e de 52.000 crianças com entre 5 e 15 anos em razão de infecções respiratórias, aponta o relatório.

Uma das razões que explicam a maior vulnerabilidade das crianças à poluição é que elas respiram mais rapidamente que os adultos e, por isso, absorvem mais poluentes, explica a OMS.

Segundo a OMS, 91% dos habitantes do planeta respiram ar contaminado, o que provoca 7 milhões de mortes a cada ano.

"Esta crise de saúde pública deve receber maior atenção, há um aspecto crítico que tem sido negligenciado: o fato que a poluição do ar afeta principalmente as crianças", ressalta a OMS no relatório.

Segundo a organização, as mulheres grávidas expostas ao ar poluído são mais propensas a dar à luz prematuramente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está oferecendo cursos online e gratuitos para profissionais atenderem pessoas em situação de urgência. São 34 cursos que serão ministrados em inglês e francês.

O curso é dividido em quatro partes: epidemias e pandemias, resposta, habilidades sociais de comunicação e mobilização e trabalho de campo.

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Para mais informações, acesse o site.

O consumo de álcool foi o responsável pela morte de mais de 3 milhões de pessoas no mundo em 2016, representando uma em cada 20 mortes. O alerta foi divulgado nesta última sexta-feira (21), pela Organização Mundial da Saúde (OMS).  O relatório global sobre o consumo global de álcool e suas consequências adversas para a saúde aponta que os homens representam mais de três quartos das mortes. No geral, o uso nocivo do álcool causa mais de 5% das doenças no mundo. 

Segundo a OMS, 28% das mortes relacionadas ao álcool são resultado de lesões, como as causadas por acidentes de trânsito, autolesão e violência interpessoal; 21% se devem a distúrbios digestivos; 19% a doenças cardiovasculares e o restante por doenças infecciosas, câncer, transtornos mentais e outras condições de saúde.

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Mundialmente, o álcool foi responsável por 7,2% das mortes prematuras (de pessoas com menos de 69 anos) em 2016. Além disso, 13,5% mortes entre pessoas entre 20 e 29 anos de idade são atribuídas ao álcool.

A estimativa da organização é que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram com transtornos relacionados ao consumo de álcool, com maior prevalência entre homens e mulheres na região Europeia (14,8% e 3,5%, respectivamente) e na região das Américas (11,5% e 5,1%, respectivamente). O relatório indica que os transtornos por uso de álcool são mais comuns em países de alta renda.

“Danos provocados por uma determinada quantidade de bebida é maior para os consumidores mais pobres e suas famílias do que para consumidores mais ricos. Este padrão de maior “dano por litro” é encontrado para muitos prejuízos causados pelo álcool”, aponta o relatório.

Consumo

A estimativa da OMS é que 2,3 bilhões de pessoas consumam álcool atualmente. O consumo representa mais da metade da população das Américas, Europa e Pacífico Ocidental.

O consumo médio diário de pessoas que bebem álcool é de 33 gramas de álcool por dia, o equivalente a dois copos (cada um de 150 ml) de vinho, uma garrafa grande de cerveja (750 ml) ou duas doses (cada uma de 40 ml) de bebidas destiladas. A Europa registra o maior consumo per capita do mundo, embora esse tenha diminuído em mais de 10% desde 2010. 

O estudo aponta que, nas regiões da África, Américas, Mediterrâneo Oriental e Europa, a porcentagem de consumidores diminuiu desde 2000. No entanto, aumentou na região do Pacífico Ocidental de 51,5% em 2000 para 53,8% hoje e permaneceu estável no sudeste da Ásia.

Perfil

Em todo o mundo, 27% dos jovens com idade entre 15 e 19 anos consomem álcool atualmente. As taxas de consumo são mais altas entre os jovens de 15 a 19 anos na Europa (44%), seguidas das Américas (38%) e do Pacífico Ocidental (38%). Globalmente, 45% do total de álcool é consumido na forma de bebidas alcoólicas. A cerveja é a segunda bebida em termos de consumo puro de álcool (34%), seguida do vinho (12%).

Por outro lado, o estudo indica que mais da metade (57% ou 3,1 bilhões de pessoas) da população global com 15 anos ou mais se absteve de consumir álcool nos últimos 12 meses.

A perspectiva da OMS é que até 2025, o consumo total de álcool per capita em pessoas com 15 anos ou mais de idade aumente nas Américas, no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental. 

“É improvável que isso seja compensado por quedas substanciais no consumo nas outras regiões. Como resultado, o consumo total de álcool per capita no mundo pode chegar a 6,6 litros em 2020 e 7,0 litros em 2025, a menos que as tendências crescentes de consumo de álcool na Região das Américas e no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental sejam interrompidas e revertidas”, afirma o relatório.

O consumo de álcool entre as mulheres diminuiu na maioria das regiões do mundo, exceto nas regiões do sudeste asiático e do Pacífico Ocidental, mas o número absoluto de mulheres que bebem atualmente aumentou no mundo.

Ao todo, 95% dos países têm impostos sobre o consumo de álcool, mas menos da metade deles usa outras estratégias, como a proibição de vendas abaixo do custo ou descontos por volume. A maioria deles tem algum tipo de restrição à publicidade de cerveja, com proibições totais mais comuns para televisão e rádio, mas menos comuns para a internet e mídias sociais.

O consumo de bebidas alcoólicas no Brasil sofreu uma queda entre 2010 e 2016, mas ainda é responsável por um número importante de mortes no País. A tendência de redução, porém, corre o risco de ser revertida e aumentar até 2025. Os dados constam de relatório publicado nesta sexta-feira, 21, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu levantamento anual do impacto das bebidas alcoólicas no mundo.

O consumo total de álcool por pessoa no Brasil caiu de, em média, 8,8 litros por ano em 2010 para 7,8 litros em 2016. No mundo, a média é de 6,4 litros por pessoa por ano. Na Europa, continente onde o consumo é o maior, a taxa chega a 9,8 litros. Mas o volume caiu em 10% desde 2010.

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A diferença entre homens e mulheres brasileiras é profunda. Em 2016, um homem bebia no País em média 13 litros de álcool por ano. Entre as mulheres, a média era de apenas 2,4 litros. A cerveja representa 62% de tudo o que é bebido no Brasil. Os destilados respondem por 34% e o vinho por apenas 3%.

Os últimos dados da OMS indicam que 1,4% da população brasileira era dependente do álcool, 59% afirmaram não terem bebido nos últimos 12 meses e 21%, que nunca bebem. Ainda assim, 6,9% das mortes no Brasil tem uma relação direta com o álcool.

Estimativa de alta

A OMS estima que medidas de prevenção adotadas nos últimos anos podem influenciado na queda do consumo brasileiro entre 2010 e 2016. Mas considera que a recessão na economia brasileira a partir de 2014 e a estagnação nos anos anteriores podem ter contribuído. O temor da entidade é que essa queda no consumo possa ser revertida até 2025 com uma eventual retomada do crescimento. De acordo com a OMS, há o risco de que a taxa volte a subir para 8,3 litros.

Para a organização, esse movimento de alta é esperado para o mundo todo nos próximos dez anos. Em todo o planeta, a entidade estima que 3 milhões morrem por ano por doenças ou acidentes relacionados com o álcool. Isso representa uma em cada 20 mortes. Para a entidade, a meta de reduzir o consumo em 10% até 2025 pode não ser atingida, diante do aumento dos índices em vários países, entre eles os das Américas.

O impacto tem sido maior em locais onde os recursos para saúde são mais escassos. Mais de três quartos dessas mortes ocorrem entre homens. Do total de mortes atribuídas à bebida, 28% estão relacionadas com acidentes ou violência; 21% delas têm relação com desordens digestivas e 19% com doenças cardiovasculares.

"Um número muito grande ainda de pessoas sofre as consequências do uso do álcool, por violência, acidentes, problemas de saúde mental e doenças como câncer", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Essa é a hora de agir para prevenir essa ameaça séria à sociedade", disse em coletiva à imprensa.

Apesar de uma tendência positiva no papel dos estados, a OMS considerada que o número de vítimas é ainda "inaceitavelmente alto" na Europa e Américas. No mundo, a estimativa é que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofrem com desordens relacionadas ao consumo.

Hoje, 2,3 bilhões de pessoas bebem álcool no mundo, e a taxa supera a marca de 50% nas Américas e Europa. Em média, cada pessoa bebe por dia o equivalente a dois copos de vinho de 150 ml, ou 750 ml de cerveja. Isso representa 33 gramas de álcool puro por dia.

O que também chama a atenção é que 27% dos adolescentes entre 15 e 19 anos bebem. Na Europa, esse índice chega a 44%. Nas Américas, é de 38%.

Na avaliação da OMS, governos precisam usar de forma mais proativa impostos sobre as bebidas para salvar vidas, além de promover proibições de publicidade.

Copa do Mundo

A entidade criticou o fato de que grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, são patrocinados por empresas de bebidas, o que permite que a publicidade sobre o álcool seja transmitida para bilhões de pessoas pelo mundo, furando proibições de comerciais nas televisões e regras estabelecidas sobre a publicidade.

No Brasil, a Fifa exigiu que o País suspendesse as regras que impediam a venda de bebidas alcoólicas durante a Copa do Mundo de 2014 nos estádios. Em 2022, o Catar promete também permitir a venda dos produtos e sua publicidade - mesmo com o Corão impedindo que álcool seja consumido no país.

Segundo o representante da OMS Vladimir Poznyak, existe um diálogo entre a organização e as entidades esportivas. Mas ele admite que uma decisão cabe aos organizadores dos eventos esportivos. "Esse patrocínio não é alvo que vemos como positivo", disse.

A cada cinco segundos, uma criança ou adolescente morre vítima de violência, doenças ou acidentes no mundo, informou nesta terça-feira (18) um relatório elaborado em conjunto pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Banco Mundial.

Segundo o documento, apesar dos avanços dos últimos 25 anos no combate contra a pobreza no mundo, o número de mortes de crianças ainda é "inaceitável". Somente em 2017, 6,3 milhões morreram e, de acordo com o relatório, grande parte dos falecimentos poderia ter sido evitada.

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Além disso, o boletim revelou que 5,4 milhões das vítimas eram crianças com menos de cinco anos de idade. Apesar da situação ser grave, o número é muito inferior às 12,6 milhões que morreram em 1990.

"Sem uma ação urgente, 56 milhões de crianças morrerão até 2030. Fizemos enormes progressos para salvar crianças desde 1990. Mas milhões ainda estão morrendo por quem são e onde nasceram. Soluções médicas fáceis, água limpa, eletricidade e vacinas podem mudar a vida de muita gente", alertou Laurence Chandy, responsável pelo levantamento.

Metade das mortes registradas em 2017 aconteceu nos países da África Subsaariana, como Níger, Burundi, Chade e República Centro-Africana, que são algumas das nações com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta.

Nos países da Europa, por exemplo, uma em cada 185 crianças morre com menos de cinco anos. Na África, por sua vez, essa proporção é de uma para 13.

Além disso, a pesquisa apontou que um recém-nascido na África ou em algum país do sudeste asiático possui nove vezes mais chances de morrer no primeiro mês de vida em comparação com crianças de países ricos.

"Devemos priorizar o fornecimento de acesso universal a serviços de saúde de qualidade para todas as crianças, particularmente no nascimento e nos primeiros anos, para que elas tenham a melhor chance possível de sobreviver e prosperar", disse Nono Simelela, diretora geral de saúde da família, da mulher e da criança da OMS.

Já o Brasil, por sua vez, registrou 25 mil mortes de crianças em 2017, nove para cada mil nascimentos. A taxa teve um pequeno aumento em relação a 2016, quando 23 mil mortes foram registradas.

Da Ansa

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