A cidade de Olinda pode passar a ter lei que proíbe práticas discriminatórias em razão da orientação sexual e identidade de gênero a partir do projeto de lei proposto pelo vereador Vinicius Castello (PT). O projeto foi aprovado na Câmara de Vereadores em segunda discussão e aguarda a sanção do prefeito Lupércio (Solidariedade). 

O autor do projeto salientou o avanço histórico que foi a aprovação da matéria para a cidade. “Apesar de tardio, infelizmente foi preciso um parlamentar LGBT assumir uma cadeira na Câmara para algo ser feito, é uma medida de combate contra a LGBTfobia muito bem-vinda. Com esta lei garantimos para a população o tratamento igualitário para todas as pessoas e punição dos que cometem este crime de ódio em nossa cidade”, disse Vinicius Castello. . 

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“São avanços importantes que nos fazem perceber que é preciso tornar essa cidade um lugar de todas as pessoas, sem qualquer discriminação e só garantiremos tais mudanças ocupando a política e modificando esses espaços. Muito obrigado a cada pessoa que confia nesse parlamentar que vos fala, pois sei que o intuito não é só ocupar, mas efetivar projetos que humanizem e que nos faça refletir sobre como esses espaços precisam da nossa interferência”, expressou o petista em publicação no Instagram. 

Uma briga entre vizinhos em Maria Farinha, na cidade de Paulista, acabou com o ex-prefeito de Olinda, Paulo Valença (PT), sendo hospitalizado. O professor reclamou que um vizinho havia autorizado a dedetização em áreas comuns do condomínio, ameaçando contaminar o poço artesiano coletivo. Em resposta, ele foi xingado pelo vizinho, que tentou acertar um vaso de planta na sua cabeça. O ex-vice-prefeito caiu, bateu a cabeça, desmaiou e, ainda assim, o vizinho seguiu o ataque com chutes. 

Valença é filiado ao PT, foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintepe), presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT Pernambuco) e foi vice-prefeito de Olinda de 2001 a 2008, na gestão da vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), além de secretário da Educação do município. 

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O homem que foi contratado para fazer o serviço de dedetização foi quem interrompeu a agressão, que “evitou um mal maior”. “Eu já estava caído, desmaiado e sangrando. Mesmo assim ele [o vizinho] me deu dois chutes, conforme informações de vizinhos. Agradeço muito a Deus por não ter acontecido o pior”, relatou Paulo Valença nas redes sociais. 

Valença passou a tarde da terça-feira hospitalizado e segue se recuperando na casa de um filho. De acordo com publicação, ele deve se submeter a um exame no Instituto Médico Legal (IML) para, nesta quinta-feira (19), registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Maria Farinha. 

O ex-vice-prefeito agradeceu, ainda, pelo atendimento que recebeu nos primeiros socorros, além de salientar a importância do SUS.. “Agradeço as manifestações de solidariedade e ratifico a importância do SUS, Samu, Sassepe e a competência e humanismo de todos os profissionais que me atenderam”, disse. Ele também precisou fazer uma sutura de um corte na cabeça, onde tomou três pontos, além de realizar tomografia da cabeça e radiografias do tórax, coluna cervical e lombar. 

Paulo Valença contou, em publicação, que o vizinho contratou um serviço de dedetização para áreas comuns do prédio sem combinar com os outros moradores, e “passou a colocar veneno no jardim e no local onde há poço artesiano, onde armazenamos água da Compesa, arriscando contaminar todo mundo. Eu fui abordar ele”, lembrou.

A pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (SD) recebeu, nessa quinta-feira (12), o título de cidadã da cidade de Olinda, em evento realizado na Câmara Municipal. A honraria foi entregue pelo vereador Ricardo Sousa (PSL), autor da proposta de entrega da cidadania, que elogiou e parabenizou a ex-deputada durante a solenidade.

"Olinda inspira em momentos que a gente precisa ter coragem. Fiquei muito emocionada em receber o título de cidadã. Olinda é uma cidade que é mãe. Mãe da cultura e de nossas revoluções. E para ser mãe numa sociedade tão difícil, é preciso ter coragem. É isso que a vida quer da gente. Coragem e ousadia para fazer o bom combate. E é essa coragem que aprendi com Arraes", declarou Marília.

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Estiveram no evento o prefeito Yves Ribeiro (PSB), o deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC), além de vereadores ex-líderes da política do Agreste e da Zona da Mata do estado.

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Para colher informações, reclamações e sugestões da sociedade civil, além de oportunizar ao município de Olinda a apresentação das providências já adotadas para o cumprimento integral da legislação relativa ao sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania de Olinda, convoca audiência pública sobre o tema, no dia 16 de maio, às 9h, no Auditório da sede das Promotorias de Justiça de Olinda, localizado na Av. Pan Nordestina, 646, Vila Popular.

A discussão tem como objetivo coletar dados e informações sobre a instituição e implementação, na rede de proteção de Olinda, das políticas de proteção a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, nos termos do Decreto 9603/2018 e Lei 13.431/2017. 

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Segundo a promotora de Justiça Aline Arroxelas Galvão de Lima, no texto da convocação, “até o presente momento, a gestão Municipal não vem adotando as providências para a instituição e implementação das referidas políticas de proteção no âmbito da rede municipal, e que o Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (Comdaco) ainda não estabeleceu parâmetros mínimos para a atuação intersetorial prevista na referida legislação, mesmo decorridos cinco anos desde a aprovação da Lei n. 13.431/2017, e esgotado o prazo previsto no Decreto n. 9.603/2018”.

Serviço: 

Audiência Pública para coletar dados e informações sobre a instituição e implementação, na rede de proteção de Olinda, das políticas de proteção a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, nos termos do Decreto 9603/2018 e Lei 13.431/2017.

Dia: 16/05

Hora: 9h

Local: Auditório da sede das Promotorias de Justiça de Olinda, localizado na Av. Pan Nordestina, 646, Vila Popular.

A Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Olinda (Semapu) resgatou 29 cavalos abandonados nas vias públicas do município durante o mês de abril. Três deles foram doados para novos lares e seis foram resgatados pelos tutores.

A Prefeitura de Olinda afirma que esses animais transitando em ruas e avenidas colocam em risco a própria integridade física e da população por causa da possibilidade de acidentes.

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Os equinos recolhidos na cidade são levados para a Base Rural de Olinda, onde são tratados, alimentados e ficam disponíveis para os tutores resgatarem ou para adoção. Os responsáveis têm um prazo de até cinco dias para providenciar a retirada dos animais resgatados.

Para tanto é preciso ir à Secretaria da Fazenda, na Avenida Santos Dumont, no bairro do Varadouro, e pagar uma taxa correspondente ao Código Tributário de Olinda. 

Terminado esse prazo, os animais podem ter sua tutela cedida a particulares cadastrados na Semapu. Para ter o direito, a pessoa precisa fazer um cadastro no órgão, apresentando documentos como identidade, CPF e comprovante de residência. 

A prefeitura detalha que esse comprovante tem que atestar que o candidato é produtor rural e possui uma área onde um animal de grande porte possa ser criado. Em março foram adotados cinco animais e outros 20 resgatados. 

Um jovem de 18 anos, cujo nome não foi revelado, morreu atropelado, no último sábado (30), enquanto “surfava” em um ônibus na saída de uma integração em Olinda, na Região Metropolitana do Recife.

O caso aconteceu por volta das 23h, em um veículo da linha TI Xambá/Águas Compridas, na saída do Terminal Integrado Xambá. De acordo com testemunhas, o homem se desequilibrou e caiu de cima do ônibus, em um ponto cego para o motorista.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, no entanto, o jovem já estava sem vida no momento em que os socorristas chegaram. O corpo foi velado nesta segunda-feira (2) no Cemitério de Águas Compridas.

Prática arriscada

“Surfar” nos ônibus significa subir na parte externa do veículo e simular exatamente a prática de surfe, só que utilizando o ônibus como “prancha”. Geralmente, as pessoas envolvidas nessa prática retornam ao veículo pelas saídas de emergência e ventilação.

O surfe nos ônibus foi pauta de protesto dos rodoviários recentemente. A categoria denuncia medo e insegurança no transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife, além de condições de trabalho ruins.

O que dizem as empresas?

O LeiaJá entrou em contato com o Consórcio Grande Recife, que afirmou estar apurando o ocorrido. A empresa ressaltou que a prática é proibida, além de colocar em risco a vida do “surfista”, do motorista e dos passageiros.

Confira a nota na íntegra:

O Grande Recife informa que está investigando as circunstâncias do acidente do último sábado (30). A prática de surfar e/ou morcegar nos ônibus do Sistema de Transporte Público de Passageiros é proibida, pois coloca em risco a vida de quem o faz e a dos demais usuários. O Consórcio informa que, segundo seu Regulamento, ao perceber essas situações, o motorista deve parar o ônibus e solicitar que a pessoa desça do veículo. Em caso de acidente, o condutor deve parar o veículo e acionar o Samu, salvo em situações em que ele se sinta ameaçado. Em caso de dúvidas ou para enviar sugestões e queixas, o usuário pode entrar em contato via Central de Atendimento ao Cliente (0800 081 0158) ou pelo WhatsApp (9.9488.3999), exclusivo para reclamações.

A reportagem também entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (Urbana-PE). A Urbana lamentou a morte do jovem e pediu maior participação das famílias e do poder público para orientar e coibir o tipo de prática que levou à morte do rapaz no último sábado. Confira abaixo a nota completa:

“A Urbana-PE lamenta profundamente o acidente ocorrido na noite do último sábado (30), no TI Xambá, envolvendo um veículo de uma das suas associadas, a Rodoviária Caxangá. Informações iniciais apontam que o acidente ocorreu quando um jovem se pendurou na porta de um ônibus que manobrava para sair do terminal.

A Urbana-PE esclarece que as suas associadas orientam os operadores a não seguirem viagem com pessoas penduradas nas portas, nos pára-choques ou sobre os ônibus e a solicitarem apoio policial sempre que for identificado qualquer indício de atividade ou comportamento que possa comprometer a segurança dos passageiros ou motoristas. O sindicato destaca ainda que empresas do setor têm promovido campanhas e ações educativas e de conscientização sobre o correto procedimento de embarque e normas de segurança do transporte coletivo, incluindo ações de sensibilização contra o surf nos ônibus.

Para que esses esforços surtam efeito e novas fatalidades sejam evitadas, é imprescindível o apoio da população, em especial dos familiares de jovens que praticam tais atos, no sentido de orientar sobre os riscos envolvidos. Também é indispensável a atuação do poder público para coibir a prática e zelar pela segurança de todas as pessoas que fazem uso do sistema viário.

A Urbana-PE e a Caxangá se solidarizam com os parentes e amigos da vítima e se colocam à disposição das autoridades competentes a fim de prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar com a investigação sobre o caso”.

Por fim, o LeiaJá buscou também a Associação dos Rodoviários, mas não houve sucesso no contato. O espaço segue aberto.

Um homem foi preso por tentativa de feminicídio, neste domingo, no bairro da Torre, Zona Norte do Recife. Segundo a polícia, ele tentou matar a ex-esposa com onze facadas em Olinda, na Região Metropolitana.

Ele responde por tentativa de homicídio doloso com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A Polícia Civil informou que o crime aconteceu no dia 8 de abril deste ano, por volta das 22h.

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A mulher foi surpreendida quando saía do trabalho e fechava o estabelecimento. O ex-marido a abordou portando uma faca tipo "peixeira". A vítima foi ferida em várias partes do corpo.

O suspeito vai ser investigado pela 9ª Delegacia de Polícia de Homicídios. A Polícia Civil não deu mais informações do caso, mas uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira (2) detalhará a ocorrência.

Para se construir uma cidade, é necessário muito concreto. Casas, ruas e edifícios dão forma a qualquer polis, no entanto, nenhuma localidade seria completa sem a presença de pessoas. São elas que, de fato, constroem o lugar, através de suas histórias, sonhos, lutas e memórias. Muitas vezes, talvez em sua maioria, gente comum, como por exemplo, Dona Valdira, vendedora ambulante, e o artesão Paulo Cesar, mais conhecido como Rasta de Olinda. 

Como o apelido do último já entrega, esses são alguns entre os mais de 390 mil moradores (segundo dados do IBGE) da histórica Olinda. Cidade irmã da capital pernambucana (Recife), conhecida pelos títulos de Patrimônio Histórico e  Cultural da Humanidade (Unesco - 1982) e primeira Capital Brasileira da Cultura (CBC - 2005); sem falar, é claro, no Carnaval, quando aos milhares de moradores somam-se milhões de foliões de todo o mundo. 

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Atento a todo esse movimento de convivência, um morador da cidade resolveu ampliar os limites das janelas de sua residência com a ajuda das ondas da internet. Jornalista de formação, Leokarcio Cavalcanti, o Leo, assumiu a missão de anfitrião e através do perfil @anfitriaodeolinda tem compartilhado com o mundo um pouco de como é morar no lugar onde tantos vão para se divertir e 'turistar'.

A página parece mesmo uma extensão da janela da casa de Leo. Os posts trazem um pouco da paisagem do Sítio Histórico olindense, com seu casario colorido e ruas de paralelepído; e também o movimento dos ambulantes que trafegam pelo bairro, os sons das procissões que por ali passam, das orquestras que ensaiam próximo, e até mesmo o da chuva quando molha a cidade. 

Em entrevista ao LeiaJá, o Anfitrião de Olinda conta que a ideia de criar o perfil veio da vontade “de mostrar a cidade a partir do olhar do morador”. O trabalho começou no período pré-carnavalesco de 2020 e, de lá para cá, com uma pandemia no meio,  já conquistou quase 10 mil seguidores, só no Instagram, com belas imagens, histórias e até prestação de serviços - essa muitas vezes feita a pedido dos seguidores e de forma não publicizada. 

Todo o conteúdo é produzido pelo próprio Leo, sem qualquer tipo de patrocínio, e contando apenas com a ajuda de quem “estiver por perto”. “Às vezes é painho que sobe na Sé comigo e me auxilia. Sempre que eu vou gravar na casa de alguém eu peço pra um vizinho segurar a câmera, sempre conto com a ajuda de quem tá na hora”, conta.

Assim, o conteúdo vai saindo de forma orgânica, bem ao sabor do ritmo no qual a vida acontece na cidade e com a amistosa colaboração da vizinhança. Os vizinhos, aliás, são o carro-chefe do perfil. Leo gosta mesmo é de contar suas histórias e, através delas, acaba ilustrando temas sensíveis e urgentes, muitas vezes entrelaçados à suas lutas e vivências. 

Foi o que aconteceu com a entrevista de Dona Valdira, a vendedora mencionada no início desta matéria. "(Ela) é um personagem real, que faz parte da nossa sociedade, que tá dentro da margem de esquecimento mas, por trás tem todo um exemplo vivo de uma estrutura social que preserva ainda o racismo, a desigualdade, tudo isso se faz muito presente e a gente não percebe. Eu não quero levantar bandeiras, nada que influencie na opinião, quero que nos relatos, por si só, as pessoas compreendam a mensagem e tirem suas próprias conclusões".

Assim como Dona Valdira, outros tantos personagens olindenses já passaram pela janela do Anfitrião, sempre dividindo espaço com algum evento cotidiano, de forma um tanto despretensiosa e até pouco ou nada planejada. O objetivo é emprestar ao seguidor o olhar de quem vive na cidade, desmistificando e humanizando suas edificações  históricas. "Sem pessoas, não existe vida. A partir do momento que eu tenho só fotos de uma cidade, eu não tenho muito o que falar", diz Leo.

A paixão por Olinda faz o jornalista encontrar poesia desde o badalar de sinos da igreja próxima à sua casa até à ‘danação' carnavalesca que irrompe com a multidão. "As pessoas quando vêm de fora elas precisam de um motivo para chegar aqui, se encontrar em algum ponto (...) Como a gente já mora aqui, talvez o maior evento do dia seja às vezes ir na padaria comprar um pão, ir ali comprar um sorvete, fazer as coisas do dia a dia mesmo", brinca.

Porém, ao contrário do que muitos podem pensar, Leo não é natural da cidade. Nascido em Timbaúba, no interior de Pernambuco, ele já morou em diferentes municípios do Estado e até na capital, o Recife. O flerte com a Marim dos Caetés começou ainda na infância, quando ele era apenas visitante no lugar. 

A reunião dos dois deu-se, de fato, há 12 anos e, se depender dele, não haverá mais mudanças de CEP em sua vida. "Olinda passou uma época pouco valorizada, muitas pessoas que nasceram aqui a abandonaram, se eu tivesse nascido aqui naquela época talvez eu não tivesse essa visão, talvez eu também teria ido embora". Ouvindo o Anfitrião falar assim, a impressão é a de que o destino o fez nascer fora de Olinda só para que ele pudesse 'voltar' e se encontrar nela. Uma verdadeira prova de que ser olindense independe do local de nascimento, é coisa mesmo de "alma". 

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O gosto de mostrar sua cidade move Leo e ele quer abrir ainda mais as janelas da sua 'casa'. Para o futuro próximo do Anfitrião de Olinda, o jornalista planeja conteúdos sobre temas como gastronomia e religiões. Além disso, a perspectiva da realização do Carnaval em 2023 o faz pensar em mostrar o que há por trás de uma das festas mais badaladas do país, sobretudo seus fazedores. O objetivo é sempre oferecer a "experiência de morador" ao visitante, valorizando a cidade e seus habitantes, para que aqueles que estão longe possam, também, compreender a riqueza que só quem é local consegue perceber. 

Fotos: Júlio Gomes/LeiaJáImagens



 

Pernambuco anunciou para o próximo sábado (30) a realização do Dia D da vacinação contra os vírus da influenza e do sarampo. Com isso, os municípios da Região Metropolitana estão em mobilização para atender a demanda.

Na vacinação contra a influenza, as crianças de seis meses até quatro anos, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais da saúde atuantes na cidade, gestantes, puérperas, professores, pessoas com comorbidades, deficientes permanentes, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, trabalhadores portuários, trabalhadores de forças de segurança e salvamento, forças armadas e adolescentes em medidas socioeducativas integram o público alvo.

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Já a imunização contra o Sarampo continua com o grupo de crianças de seis meses a quatro anos de idade e profissionais da saúde dos municípios.

Recife

Na capital pernambucana, as mais de 150 salas de vacina da prefeitura estarão abertas para a imunização. Além disso, também serão montados dois pontos volantes, sendo um no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, Zona Sul da capital pernambucana, e outro no Sítio Trindade, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife. 

Os locais funcionarão das 8h às 17h e também vão aplicar todas as doses da vacina contra a Covid-19 nas pessoas a partir de 5 anos, sem necessidade de agendamento.

Olinda

Na cidade histórica, todos os 47 postos de saúde e oito policlínicas estarão funcionando, das 8h às 17h. 

Camaragibe

As 45 unidades de saúde da cidade estarão funcionando das 8h às 16h. Quem não conseguir no sábado pode procurar o ponto fixo localizado no Camará Shopping, que funciona de segunda à sábado, das 10h às 17h, e aos domingos das 12h às 19h.

Documentos

Para agilizar a vacinação, as Secretarias de Saúde recomendam que os usuários levem um documento de identificação, a carteira de vacinação e o cartão SUS (se tiverem esses dois últimos). 

Parte do público-alvo precisa apresentar também documentos que provem a necessidade da imunização. Os profissionais das redes públicas e privadas de saúde, por exemplo, devem levar comprovantes laborais, como crachás ou carteira de trabalho.

A Guarda Municipal de Olinda resgatou uma jiboia nesta quarta-feira (27), na Rua Cícero Rufino Marques, no bairro do Alto da Conquista. A serpente, medindo 1,80m, foi recolhida pelos agentes e encaminhada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, o CETAS Tangará, que fica no bairro da Guabiraba, Zona Norte do Recife e é ligado à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

A Secretaria de Segurança Cidadã de Olinda adverte que populares não devem tentar capturar os animais silvestres, muito menos maltratá-los. A orientação é ligar para a Guarda Municipal de Olinda, que atende pelo telefone 153.

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Eleito com 2007 votos em Olinda, Vinicius Castello (PT), de 27 anos, é o primeiro vereador LGBTQIA+ a ocupar uma vaga na Casa Legislativa e se mostra como uma forte liderança política que vem movimentando não apenas a Câmara de Vereadores, mas também a própria Marim dos Caetés. Além de vereador, ele é ativista em direitos humanos, advogado, vice-presidente da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados de Pernambuco (CIR-OAB/PE) e coordenador do Quilombo Marielle Franco, um coletivo de estudantes negras e negros da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). 

Ele também é o primeiro parlamentar a proibir homenagens a escravocratas e ditadores em todo o Brasil e coleciona, até este primeiro um ano e meio de mandato, o título de parlamentar que mais aprovou leis antirracistas em Pernambuco. 

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Ao LeiaJá, o vereador contou que não trabalha com “pautas específicas”, mas que é pautado pelas “subjetividades humanas na área dos direitos humanos”. “Temos a pauta periférica, LGBT, que me perpassa como ser humano. Eu gosto de estar evidente não enquanto figura representativa de determinada área, gosto de ser visto como ativista dos direitos humanos. Gosto que as pessoas consigam entender que o meu corpo está para além de uma discussão racial, e isso me deixa confortável para dizer que o que eu me preparo e defendo são as pautas universais dos direitos humanos”. 

->> No plenário: ‘Eu sou bicha mesmo’, diz vereador de Olinda

“Acredito que as perspectivas que eu tive dentro da favela conseguem determinar mudanças estruturais que movem toda a sociedade. Com esses olhares, consigo interferir em pautas referentes às mulheres, pessoas com deficiência, LGBT. O mandato o qual ocupo não é de maneira autônoma quanto a voz que se fala. Boto o mandato para discussões coletivas e, a partir desse momento de escuta, é onde me sinto com competência para abordar todas as questões dentro dessa visão de construção coletiva, entendendo que esse espaço é de diálogo e de escuta. Assim, eu consigo entender o instrumento de transformação de demandas coletivas muito complexas, amplas e me coloco na defesa dos direitos humanos para que eu possa interferir em tudo o que envolva os nossos direitos”, disse. 

História de vida

Vinicius Castello iniciou na militância dos 15 para os 16 anos, a partir de um curso promovido pelo GTP+ (Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo), e com a luta estudantil ele teve contato com movimentos sociais. “Pude me formar num curso promovido pelo GTP+ que me trouxe várias visões de direitos humanos e de sociedade. Foi um espaço onde tive muito acesso a travestis, transsexuais, e pude entender muitas visões e olhares que ainda não tinha acesso, e também começar a entender sobre a luta coletiva e a sociedade de modo geral. Foi a partir da luta estudantil que pude ter acesso a questões que perpassam a sociedade, e através dos movimentos sociais, que sempre estive muito presente enquanto construção de militância, muito de maneira autônoma, porque sempre preservei a minha autonomia dentro dos espaços por me entender como uma pessoa que interferia tanto como as outras do movimento”. 

Coletivo Quilombo Marielle Franco

A criação do Coletivo Quilombo Marielle Franco, um grupo de estudantes negras e negros de acolhimento e aquilombamento para outros estudantes da Unicap é um dos feitos que mais orgulha o petista. “Ele trouxe uma pauta antirracista muito gigante para a Universidade e acredito que se hoje a Unicap, a universidade mais elitista e mais branca de Pernambuco, quiça do Nordeste, tem maior representatividade de pessoas pretas, é muito da interferência que o Quilombo teve nessa construção de diálogo”. Dentre as ações feitas pelo coletivo dentro da universidade, a aquisição de 100 bolsas para pessoas pretas, indígenas e de baixa renda é uma das principais, destaca Castello. 

Vinicius Castello conseguiu ocupar a cadeira de vereador de Olinda na primeira eleição que disputou, mesmo sem ser conhecido politicamente. “Mesmo não sendo conhecido no cenário político, consegui, na primeira oportunidade, reunir um grande grupo de pessoas que, de forma consciente, puderam se juntar a mais de dois mil votos para dar apoio a um perfil totalmente diferente aqui na cidade. Conseguimos fazer uma construção e credibilidade que foi construída durante esses anos, e foi a partir disso que conseguimos chegar em conjunto e apoio a todas essas pessoas aqui, na primeira Câmara do Brasil”. 

“Uma mudança efetiva na Câmara de Olinda”

Dentre vários projetos de transformação e modificação social no município de Olinda, que sempre foi vista como “conservadora, retrógrada, ultrapassada”, projetos como a mudança do nome social de pessoas trans e travesti, o primeiro Estatuto Étinico de Desigualdade do País e a proibição de nomes escravocratas e de ditadores são feitos na vereança em destaque pelo parlamentar. “São projetos que muito me orgulham porque, apesar de muitas resistências, a gente pôde conseguir aprová-los por unanimidade projetos que não eram vistos como possibilidade real. E tudo isso foi feito a partir de uma construção de diálogo e muito pedagógica com meus pares; são projetos para fazer repensar e trazer uma mensagem de mudança efetiva na Câmara de Olinda, trazendo diálogos impetrados por mim enquanto mandatário, mas acredito que a função que estamos tendo nesta cidade é de humanizar e fazer com que as pessoas consigam enxergar e fazer com que a população não se sinta apagada”. 

“É importante fazer refletir o nosso impacto, principalmente porque é um mandato extremamente respeitado pelos outros parlamentares, não temos conflitos, mas acho que o fato dos nossos corpos e pautas serem trazidas nesses espaços trazem mudanças mais importantes”, afirmou. 

->> Olinda proíbe homenagens a ditadores e escravistas 

De acordo com o vereador, a atual legislatura bateu recorde de emendas orçamentárias. “Essa Câmara não colocava nenhum tipo de emenda para projetos orçamentários, e a gente hoje bate recorde. Se colocassem nove projetos de lei durante toda a legislatura era muito; com projetos que interferem em políticas públicas, acredito que temos mais de 170 protocolados (ao total na Casa). A pauta mudou, a qualidade mudou, o modo que transmitimos para as pessoas mudou, e acredito que isso é muito impacto que trouxemos para a política, que é algo humanista”, observou. 

Com o reforço de que locais de poder podem e devem ser ocupados por pessoas pretas, periféricas, LGBTQIA+, deficientes, Castello comentou que o mandato não é “único e exclusivamente sobre a pessoa que encabeça qualquer tipo de projeto”. “É o entendimento mais puro de que qualquer tipo de espaço e poder precisa refletir em pensamento, ideias, vivências, experiências, determinadas situações de que as pessoas com capacidade técnica podem ter a oportunidade de entender e, em conjunto, implementar políticas”. 

Não à toa, o mandato do petista é composto por pessoas que representam vários segmentos da sociedade. “Para mim, é um compromisso ter um mandato com equidade de gênero, raça e sexualidade que realmente consiga trazer outros atores que vieram da mesma vivência e realidade que a minha, não na sua totalidade, mas acredito e enxergo que as vivências interferem diretamente para que a gente consiga entender que esse universo é importante, que a gente possa lidar com as limitações que a burguesia traz, com o privilégio. Preciso trazer pessoas reais que vivenciaram e vivenciam, mas respeitando e tentando, de maneira audaciosa, tornar equânime espaços que precisam ser de todas as pessoas”. 

Resistência e existência 

Com consciência do que o seu corpo representa na Casa Legislativa, o vereador Vinicius Castello se mostra totalmente como deve ser: desamarrado de possíveis tentativas de constrangimento e perseguição. Muito pelo contrário, ele ressalta ter uma boa relação com seus pares, que faz com que ele tenha um bom diálogo e resulta na aprovação por unanimidade de projetos importantes para a cidade e para o mandato. 

No entanto, recentemente, o parlamentar foi à tribuna em resposta a “ataques” sofridos na Casa por ser gay, ele disse não se sentir acuado por ser chamado de “travesti, de gay, de lésbica”, e evidenciou: “eu sou bicha mesmo e não estou preocupado com isso, não”

"Eu não entendo essa necessidade, esse tesão, essa vontade de querer constantemente me evidenciar enquanto uma pessoa LGBT como se eu tivesse vergonha disso ou fosse algo desprezível. Isso acontece porque, eu acredito que quando a direita conservadora nota que existe um parlamentar muito comprometido com a população e o nome dele é espalhado de uma maneira boa em relação a tudo o que se é feito e os trabalhos, a única maneira de me atacar é falando sobre a minha sexualidade”, afirmou. 

Na ocasião, que ocorreu no início de abril deste ano, ele  relembrou o que disse no seu primeiro discurso na Câmara após tomar posse da cadeira de vereador de Olinda. “Não sei se vocês se recordam, mas eu cheguei a falar no dia do meu primeiro discurso, em alto e bom tom, que eu sei o que o meu corpo acarreta nesses espaços, que eu sei a quem estou defendendo e, principalmente, sei quem são as pessoas que irão se incomodar com a minha presença nesses espaços”, cravou. “E volto a repetir que não devo satisfação para quem tem preconceito e acha que eu tenho que ficar acuado porque estão me chamando de travesti, de gay, de lésbica, de tudo, sabe. Eu fico rindo porque isso não me atinge. Já me atingiu quando eu tinha 16 anos e era um adolescente que não entendia sobre a vida”. 

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“Superem isso, estamos em um ano e meio de mandato e ainda tem gente preso na sua ignorância, na sua prepotência, e a única coisa que eu tenho a dizer é que essa bicha vai continuar avançando, essa bicha vai continuar trabalhando e eu não estou preocupado com as caras feias, comentários e qualquer tipo de gente preconceituosa, porque vão continuar me engolindo e eu estou super tranquilo em relação a isso”, assegurou. Ao finalizar seu discurso, o parlamentar fez um apelo “a quem quer cuidar”. “Vá cuidar da sua vida, porque a minha está bem cuidada, consolidada e não vão ser os comentários que vão parar a minha existência e a minha luta”. 

A atuação acessível para quem ele representa não acontece apenas no plenário da Câmara, nas propostas e na atuação meramente política, mas também nas redes sociais. Também recentemente ele postou dois stories (publicações que duram apenas 24 horas) no Instagram falando sobre trabalho, militância e diversão como uma forma de trabalho efetivo “eu milito, trabalho, e depois vou rebolar a raba, porque assim a gente consegue reparar dano”. “Não sei se vocês notaram, mas esse ano eu adotei a filosofia de reparação de danos, porque no passado eu estava frenético - não que eu não esteja esse ano -, mas ano passado eu estava demais, era tudo voltado para a militância”. 

“Estou aqui trabalhando, aí de noite vou fazer o que? Já vou rebolar a raba. E amanhã? Militância. Depois, sair um pouquinho, tem que ser assim. Tem que mesclar, tem que reparar danos, senão a militância consome (a mente)”, brincou. 

A Prefeitura de Olinda, no Grande Recife, informou nesta terça-feira (12) que intensificou a orientação e fiscalização nos estabelecimentos que comercializam pescados. Essa medida se deve ao aumento do consumo de peixe durante a Semana Santa.

Na área conhecida como Mercado do Peixe, no Carmo, a diretora da Vigilância Sanitária, Aline Leite, destacou que o trabalho já vem sendo realizado e que os comerciantes estão atentos e seguindo as regras como "fardamento, com luvas e máscara, até a necessidade de colocar o peixe em um saco específico para que o consumidor leve para casa a maior qualidade possível", afirmou. 

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A Vigilância Sanitária de Olinda detalha que cheiro, textura e cor são algumas das características que precisam ser observadas na hora de escolher os pescados.

O pescado começa a alterar imediatamente após a captura. Por essa razão, a manipulação cuidadosa é fundamental, o que implica cumprir três princípios gerais como resfriar imediatamente, evitar abusos de temperatura e manter elevado o grau de limpeza.

Outro fator importante que o consumidor deve observar são as características sensoriais do produto como cor, aparência e odor. Também é importante atentar para os olhos, que devem estar salientes e brilhantes. As escamas devem estar bem firmes e úmidas junto ao corpo. Aderente também precisa estar a carne aos ossos e cartilagens.

Quem encontrar alguma irregularidade pode fazer a denúncia pelo WhatsApp 81 992-0816, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. 

Nesta sexta-feira (8), crianças entre 5 e 11 anos de idade que moram em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, vão contar com mais um posto de vacinação contra a Covid-19 na cidade. A Secretaria de Saúde do município montou nas proximidades do Fortim do Queijo, no Carmo, um posto volante no modelo drive thru, que vai funcionar das 9h às 22h.

O mini mutirão tem o objetivo de reforçar a vacinação para este público e aumentar o índice de vacinados na cidade. A Secretaria de Saúde lembra que não é preciso fazer agendamento, sendo necessário apenas apresentar o CPF ou cartão do SUS da criança, comprovante de que mora em Olinda e um documento da mãe/pai ou responsável.

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Cinco pontos de imunização infantil, sem a necessidade de agendamento, também são disponibilizados pela Prefeitura de Olinda, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.

Os locais são: Shopping Patteo, em Casa Caiada; Centro da Moda, em Peixinhos; Policlínica da Mulher, no Varadouro; além dos Caps infantil, em Bairro Novo, e Nise da Silveira, em Rio Doce.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Olinda acolheu integralmente a tese do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e condenou Jonata Zoberto Verçosa de Lima a 24 anos e seis meses de reclusão, pelo homicídio triplamente qualificado da namorada Carolline Marry de Oliveira, no dia 23 de outubro de 2016, após saírem do show “Festeja”, nas dependências do estacionamento do Centro de Convenções. O julgamento se encerrou nesta quarta-feira (6).

Jonata Lima foi condenado no art.121, § 2º, incisos I (motivo torpe), IV (recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido) e VI (feminicídio), combinado com o §2º-A, inciso I(violência doméstica e familiar) e II (menosprezo ou discriminação à condição de mulher), todos do Código Penal.

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Para o MPPE, Jonata Zoberto Verçosa de Lima simulou o latrocínio para cobrir o crime, mas as provas levantadas durante a investigação feita pela Polícia Civil desconstruiu a narrativa e corroborou para reunir elementos suficientes para a materialidade do crime e a autoria do réu do homicídio da vítima, com quem se relacionava há quatro anos. A defesa do réu sustentou a versão do latrocínio, negando que a autoria do crime seja de Jonata Lima.

O julgamento que durou dois dias, iniciando-se no dia 5 de abril, foi presidido pela juíza Flávia Figueira e teve como a parte da acusação (MPPE) desempenhada pelas promotoras do Júri Maria Carolina Miranda Jucá, Eliane Gaia e pelo promotor Mário Gomes de Barros.

Relembre os fatos

Conforme trecho da denúncia, na noite do crime, 23 de outubro de 2016, Jonata Lima e a vítima encontravam-se juntos nas dependências do Centro de Convenções assistindo ao show denominado “Festeja”. Por volta das 2h, o casal retornou ao automóvel que se encontrava no estacionamento interno do estabelecimento, quando adentraram no veículo, Jonata, utilizando-se de sua arma de fogo, efetuou disparo mortal contra a vítima indefesa.

À época, as notícias da imprensa chegaram a narrar latrocínio (roubo seguido de morte), que era a versão de Jonata Lima, mas após as investigações policiais, foi denunciado pelo MPPE, em 18 de fevereiro de 2017, por homicídio triplamente qualificado de Carolline Marry de Oliveira.

Na sessão ordinária da Câmara dos Vereadores de Olinda desta terça-feira (5), o vereador Vinicius Castello (PT), em resposta a ‘ataques’ sofridos na Casa por ser gay, disse não se sentir acuado por ser chamado “travesti, de gay, de lésbica” e evidenciou: “Eu sou bicha mermo e não estou preocupado com isso, não”. 

“Eu não entendo essa necessidade, esse tesão, essa vontade de querer constantemente me evidenciar enquanto uma pessoa LGBT como se eu tivesse vergonha disso ou fosse algo desprezível. Isso acontece porque, eu acredito que quando a direita conservadora nota que existe um parlamentar muito comprometido com a população e o nome dele é espalhado de uma maneira boa em relação a tudo o que se é feito e os trabalhos, a única maneira de me atacar é falando sobre a minha sexualidade”, afirmou. 

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O petista é o primeiro negro LGBTQIA+ a ocupar uma vaga na Casa e, em 2021, antes de completar um ano de mandato, ele conquistou o título de parlamentar que mais aprovou leis antirracistas em Pernambuco. Vinicius também é responsável por ser autor da primeira lei no Brasil que proíbe homenagens a escravocratas e ditadores, acatado por unanimidade.

Na ocasião, ele relembrou o que disse no seu primeiro discurso na Câmara após tomar posse da cadeira de vereador de Olinda. “Não sei se vocês se recordam, mas eu cheguei a falar no dia do meu primeiro discurso, em alto e bom tom, que eu sei o que o meu corpo acarreta nesses espaços, que eu sei a quem estou defendendo e, principalmente, sei quem são as pessoas que irão se incomodar com a minha presença nesses espaços”, cravou. 

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“E volto a repetir que não devo satisfação para quem tem preconceito e acha que eu tenho que ficar acuado porque estão me chamando de travesti, de gay, de lésbica, de tudo, sabe. Eu fico rindo porque isso não me atinge. Já me atingiu quando eu tinha 16 anos e era um adolescente que não entendia sobre a vida”. 

O parlamentar afirmou que o seu mandato não se resume à sua sexualidade, mas ao seu trabalho, que é o que importa. “Se vocês quiserem me criticar, por gentileza, analisem o meu trabalho, critiquem a minha atuação”, pediu. Em seguida, ele ressaltou que “se você estiver me chamando de bicha por aí, eu vou agradecer. Eu sou bicha mermo e não estou preocupado com isso, não. Só que eu estou aqui constantemente falando de políticas públicas, e existem pessoas que normalmente não tem segurança sobre a sua sexualidade e precisa ficar reforçando que existe um vereador LGBT na Câmara de Olinda. E daí?”, questionou. 

“Superem isso, estamos em um ano e meio de mandato e ainda tem gente preso na sua ignorância, na sua prepotência, e a única coisa que eu tenho a dizer é que essa bicha vai continuar avançando, essa bicha vai continuar trabalhando e eu não estou preocupado com as caras feias, comentários e qualquer tipo de gente preconceituosa, porque vão continuar me engolindo e eu estou super tranquilo em relação a isso”, assegurou. 

Ao finalizar seu discurso, o parlamentar fez um apelo “a quem quer cuidar”. “Vá cuidar da sua vida, porque a minha está bem cuidada, consolidada e não vão ser os comentários que vão parar a minha existência e a minha luta”. 

Foi inaugurado em Olinda, o Ambulatório de Saúde Integral Rafaella Cicarelly dedicado ao atendimento da população LGBTQI+. O espaço funciona na Policlínica da Mulher Sony Santos, Avenida Presidente Kennedy, em Peixinhos, de segunda a sexta, das 8h às 16h. 

O ambulatório conta com uma equipe composta por multiprofissionais, que possuem um olhar voltado para esse segmento, com escuta qualificada com atendimento médico, apoio psicológico, profissionais de enfermagem, testagens rápidas e farmácia, além de citologia e hormonoterapia.

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O atendimento é feito por demanda espontânea, mas é preciso apresentar documento de identificação com foto, cartão SUS, CPF e comprovante que reside em Olinda.

A militante e presidente da ONG Mães da Resistência, presente em 14 estados, Gi Carvalho, 49 anos, elogiou a iniciativa. “Nosso reconhecimento é de gratidão e conquista. Esse cuidado da Prefeitura de Olinda faz muita diferença na qualidade de vida dessa população”, afirmou.  

Para mais orientações a Secretaria de Saúde de Olinda disponibiliza o telefone (81) 9.9998.9268.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) abriu as inscrições para quatro casamentos coletivos, um no formato online, e três na modalidade presencial, através do Núcleo de Conciliação Nupemec.

O casamento virtual será em Olinda e terá as inscrições abertas a partir desta terça-feira (5), das 7h às 13h, com 100 vagas disponíveis. Já as cerimônias presencias, acontecerão em Fernando de Noronha, com número de vagas ilimitado para casais, em Caruaru, e Vitória de Santo Antão, sendo, respectivamente, 50 e 100 inscrições. 

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As datas da realização da cerimônia em Fernando de Noronha são 13 de maio, em Caruaru, 19 de maio e, na cidade de Vitória de Santo Antão, 26 de maio. O casamento virtual em Olinda será no dia 09 de junho, e ocorrerá por meio da plataforma Cisco Webex.

Para a inscrição é necessário que pelo menos um dos noivos apresente comprovante de residência confirmando que é morador da cidade em que o casamento será realizado. 

Documentação 

Os interessados devem apresentar no dia da cerimônia cópias de identidade, CPF, certidão de nascimento original, e os mesmos documentos de duas testemunhas. Já os divorciados precisam apresentar também o documento original do registro do divórcio, e as cópias da sentença do divórcio. De lá, sairão com o encaminhamento para o cartório, onde deverão comparecer com os mesmos documentos no dia marcado acompanhados das testemunhas escolhidas. 

Unidades Judiciárias da Nupemec/TJPE 

As unidades que organizam os  quatro casamento coletivos desta primeira série de 2022 são: a Casa da Justiça e da Cidadania (CJC) de Fernando de Noronha; a CJC - Centro Universitário Asces-Unita de Caruaru; o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc); a CJC de Vitória de Santo Antão, a Câmara Privada de Conciliação e Mediação TJPE-Unifacol  e, por fim, o Cejusc de Olinda, a Câmara .  

Até o momento, 5.710 vacinas da dose adicional de reforço contra a Covid-19 foram aplicadas em Olinda, de acordo com a Prefeitura. Dez locais de vacinação estão disponíveis nos dias de semana, sem a necessidade de agendamento, para o público a partir dos 65 anos.

A segunda dose de reforço é aplicada nos idoso que tomaram a última dose há pelo menos quatro meses. Para a receber a vacina, é preciso apresentar cartão de vacinação, documento de identificação com foto e comprovante de residência.

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Os pontos de imunização atendem de segunda a sexta das 9h às 16h, exceto no Shopping Patteo e na Vila Olímpica, que funcionam das 9h às 20h nos dias de semana, e das 9h às 16h aos sábados.

Confira os pontos de vacinação em Olinda

Faculdade Facho, Ouro Preto;

Vila Olímpica, Rio Doce;

Shopping Patteo, Bairro Novo;

Clínica da Pessoa Idosa, Peixinhos;

USF Tabajara 1;

USF Águas Compridas 3;

USF Jardim Brasil 1;

USF Jardim Brasil 5;

Policlínica São Benedito;

Policlínica Martagão Gesteira, Salgadinho.

Jonata Zoberto será julgado nesta terça-feira (5) pela morte da sua ex-companheia  Carolline Marry, dentro de um carro durante a saída de um show no Complexo de Salgadinho, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, em 2016. O julgamento será realizado na Vara do Tribunal do Júri do Fórum de Olinda, às 9h, pela juíza de Direito Flávia Fabiane Nascimento Figueira.

Após cinco anos do crime, Jonata será julgado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, não dar chance de defesa à vítima e feminicídio).

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Na ocasião, três testemunhas serão ouvidas, em seguida o réu será interrogado e após a fase de depoimentos terá início a fase de debates entre acusação e defesa, com 1h30 de duração para cada. Em seguida, haverá espaço para réplica da acusação com duração de 1h e tréplica da defesa também com 1h de duração. 

Encerrado o debate, os jurados reúnem-se em uma sala reservada para decidirem pela culpa ou inocência do réu. 

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) irá ofertar 20 vagas no curso gratuito de extensão em Desenho Descolonial Afro-Indígena, no campus Olinda. As inscrições estarão abertas entre os dias 7 e 11 de abril, por meio do preenchimento do formulário disponibilizado pelo Instituto.

No ato da  inscrição os interessados deverão apresentar cartão de vacinação digitalizado ou certificado nacional de vacinação, emitido pelo Conecte SUS. Também será preciso apresentar dois desenhos artísticos em formato A4, feitos em qualquer material ou suporte, também digitalizados.

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A capacitação tem como finalidade inserir as morfologias corporais de origem indígena e afrodescendente no desenho artístico, propondo outras concepções estéticas que não sejam o modelo tradicional europeu, enraizado na história do ensino de  artes no Brasil. Para isso será adotada uma metodologia experimental conectada com as demandas sociais dos estudos culturais pós-colonial.

Com carga horária de 60 horas, os alunos terão acesso a aulas sobre os modos de ver e desenhar rostos afrodescentes e indígenas, além de reflexões sobre o período colonial e decolonial brasileiro. Nas aulas práticas, serão ensinadas as técnicas das diversas partes do rosto, como olho, boca, sorriso nariz e cabelos, além do corpo como membros e troncos femininos e masculinos e desenho de poses.

As aulas serão ministradas de forma presencial entre os dias 19 de abril a 15 de outubro, durante as terça-feiras, das 9h às 12h. O Campus do IFPE em Olinda, fica localizado na Avenida Fagundes Varela, nº 375, no bairro Jardim Atlântico.

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