Desde o domingo (10), o pastor Silas Malafaia ameaça publicar vídeos para acusar dois ministros nomeados por Jair Bolsonaro (sem partido) de operar contra a intenção do presidente de tornar o ex-Advogado-Geral da União (AGU), André Mendonça, o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Religioso da vertente protestante, Mendonça seria o nome 'terrivelmente evangélico' de Bolsonaro ao STF.

Anunciada pelo dono da Assembleia de Deus Vitória em Cristo como uma denúncia "inacreditável" e "gravíssima", Malafaia promete revelar o conteúdo ainda hoje e adiantou em seu perfil no Twitter que "a questão que vou apresentar sobre ministros de Bolsonaro que perderam a condição moral de serem ministros, não tem nada a ver com corrupção, mas sim, com a questão política que envolve a indicação para o STF".

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Em um vídeo publicado na manhã desta segunda-feira (11), o pastor dá mais detalhes sobre a denúncia e afirma que os dois ministros estariam jantando com "gente inescrupulosa que quer atingir o presidente". Um dos envolvidos seria o presidente do PP e recém-nomeado ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Mendonça foi indicado ao STF em julho, mas enfrenta resistência do Senado para iniciar a sabatina no Congresso. Entre os corredores, a informação é de que o ex-AGU visita gabinetes e conversa com senadores de diversos partidos para tentar viabilizar seu ingresso à Corte.

Diante da falta de acordo com os parlamentares, o pastor promove uma evidente campanha virtual para pressionar que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), inicie o processo de Mendonça ao STF.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu que seu "time" de ministros está "indo bem", ao discursar em um evento do Ministério do Desenvolvimento Regional neste sábado (18). "Quando um time não está indo bem, a gente pensa logo em trocar o técnico. O meu time está indo muito bem. São 23 ministros, alguns aqui presentes", comentou.

Ele compareceu a um evento da Rota da Fruticultura, organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, acompanhado do ministro da pasta, Rogério Marinho, com a presença também de Paulo Guedes, da Economia. O evento contou com a entrega de caminhões pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

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Segundo Bolsonaro, a "iniciativa" é da deputada Bia Kicis, que atuou como mestre cerimônia do evento. Depois do evento, Bolsonaro passou na Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde falou com apoiadores.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na tarde desta sexta-feira, 17, ser impossível criticar seu "time" do primeiro escalão na Esplanada dos Ministérios. "Alguns podem criticar o técnico do time, que sou, mas não podem criticar meus 23 ministros", disse o chefe o Executivo na cerimônia de início das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO). A rota vai integrar Goiás a Mato Grosso.

Nas palavras do presidente, que retomou elogios ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, presente no evento, seus ministros são honestos e têm "grande capacidade" administrativa. "Não foi fácil formar um ministério, as pressões políticas foram muitas, mas formamos grande ministério", afirmou. Quem também elogiou Tarcísio foi o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), recebido por vaias no evento. "É um dos mais competentes ministros desse país que já passou na pasta da infraestrutura".

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Bolsonaro reconheceu os trabalhos da chamada "ala política" da Esplanada - citando nominalmente os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Secretaria de Governo, Flávia Arruda. "Aos políticos, o cargo político. Aos ministérios terminativos, as nossas pessoas competentes e preparadas para desempenhar essa função. É um casamento também perfeito", declarou. "Alguns ainda querendo a volta da velha política, isso deixamos para trás, todos nós ganhamos com isso".

Contudo, a chegada de Ciro Nogueira, um cacique do Centrão, à Casa Civil, o coração do governo federal, foi interpretada justamente como uma "rendição final" de Bolsonaro à velha política. "Quando se fala em corrupção, são poucos aqueles que chegam ao Executivo, municipal, estadual ou federal, e têm realmente coragem de botar essa promessa de campanha para frente", seguiu o presidente, no evento, deixando de lado aspectos delicados de seu mandato como as denúncias de corrupção envolvendo a compra de vacinas contra a covid-19 e o fim da Operação Lava-Jato.

Em uma insistência na retórica de combate à corrupção, Bolsonaro prometeu, mais uma vez, levar o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Gustavo Montezano, a uma de suas lives para comentar os supostos escândalos de corrupção na instituição em governos anteriores. Uma auditoria interna feita no BNDES em 2020, porém, não encontrou irregularidades ao abrir a "caixa-preta" prometida pelo chefe do Planalto na campanha de 2018.

No evento, o presidente elogiou a Vale, que será responsável pela construção da ferrovia. "O ressurgimento desse modal era sonhado por muitos no Brasil, mas ninguém faz nada sozinho. Sempre temos que ter alguém do nosso lado, nesse caso, a iniciativa privada, a Vale. A eles, nosso reconhecimento, nossa gratidão", declarou.

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, que discursou pouco antes de Bolsonaro, afirmou o compromisso da empresa com a "segurança das pessoas e o meio ambiente". A companhia era detentora das barragens de Mariana e Brumadinho, que romperam e causaram grande dano ambiental.

Ministros e aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usaram as redes sociais, neste domingo (12), para publicar fotos e vídeos ironizando as manifestações que acontecem pelo país após uma convocação de movimentos de centro-direita, como o MBL, o Vem Pra Rua e o Livres.

O ministro do Turismo, Gilson Machado, publicou um vídeo aos risos, pontuando a baixa adesão aos atos e criticando a imprensa. Ele não foi o único auxiliar do presidente a falar sobre as manifestações que pediram o impeachment de Jair Bolsonaro. Os ministros Fábio Faria e Damares Alves também comentaram sobre o assunto. Veja:

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Além dos ministros, outros políticos, como a deputada estadual de São Paulo Janaína Paschoal (PSL-SP), fizeram menção aos protestos convocados pelo MBL. 

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O ex-presidente Michel Temer acredita que os Poderes e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) podem ter chegado, finalmente, a um estado de resolução. Temer, que foi mediador de uma conversa entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Bolsonaro, nessa quinta-feira (9), diz que os ataques do mandatário ao STF já são coisa do passado. A declaração foi feita em entrevista à CNN, considerando o pronunciamento feito à nação no mesmo dia.

“Aquelas frases no estilo ‘não vou cumprir decisão judicial’, eu acho que a partir de hoje, pelo menos muito fortemente essa sensação na conversa muito objetiva que Bolsonaro teve comigo, eu sinto isto é coisa do passado. Como se diz, ‘olha, vamos contar o tempo a partir daqui’, é porque ele vai pautar-se por esse documento, por essa declaração que lançou no dia de hoje”, afirmou o ex-presidente.

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Em uma “declaração à nação” divulgada nesta quinta (9), Bolsonaro negou que tenha a intenção de atacar os outros Poderes ou não cumprir ordens judiciais. A ação ocorre dois dias após o presidente afirmar em discursos em Brasília e São Paulo que não acataria mais nenhuma decisão tomada por Moraes. Temer, uma outra vez, agiu como mediador e ajudou na redação da nota. O ex-presidente encontrou-se com Bolsonaro na tentativa do governo em tentar mediar as repercussões políticas após as manifestações de 7 de Setembro.

“Ao meu modo de ver, este documento que tivemos oportunidade de sugerir, colaborar, é um documento que revela um compromisso dele com a constituição, com a harmonia entre os Poderes. Faz até uma referência ao ministro Alexandre de Moraes, em face da fala que ele teve durante aquele encontro na Paulista”, continuou o emedebista.

Temer ainda afirmou que espera que este gesto sinalize um começo de pacificação na relação entre as instituições brasileiras.

“O que se espera é que os outros Poderes caminhem para a ideia da pacificação, da harmonia no nosso país. Se ocorrer, por exemplo, de um dos Poderes dizer ‘não acredito nele, não vai dar certo, nós vamos criticar’, eu penso que daí dá um pretexto para ele dizer que ‘eu tentei fazer, mas ninguém quer conversa'”, analisou.

"Nossa pauta é o impeachment dos ministros”: afirmação foi parte da declaração feita em vídeo pelo caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, na manhã desta quinta-feira (9). Nas imagens, o bolsonarista e espécie de liderança entre a categoria, pede para a população ir às ruas para apoiar a greve dos caminhoneiros. “Eu não sei o que vai ter que acontecer aí, não, mas o pau vai continuar torando", continuou o grevista.

Depois de uma semana foragido, Zé Trovão foi localizado pela Polícia Federal escondido em um hotel no México e deve ser preso ainda nesta quinta-feira (9), para então ser transportado de volta ao Brasil. O caminhoneiro deixou o país antes da ordem de prisão, expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após o bolsonarista incitar um ato antidemocrático no dia 7 de setembro.

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“Eu quero deixar um recado aqui para a população brasileira. Cadê a parte de vocês? Vocês estão em cima das pistas hoje ajudando os caminhoneiros? Porque a Polícia Federal está tentando a todo custo desmobilizar o movimento. Se vocês não estiverem nas pistas juntos, não forem pra cima juntos e não ajudarem esse movimento, fica difícil. Fica muito difícil”, disse Zé Trovão em vídeo.

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Zé Trovão se popularizou como um suposto líder dos caminhoneiros ao insuflar atos contra os ministros do STF. Segundo uma de suas postagens em redes sociais, os manifestantes só deixariam Brasília após todos os ministros do Supremo serem retirados. Até o início dessa tarde, o agitador mostrava ter ciência da sua prisão e dizia ter interesse em se apresentar à embaixada.

"Não tem moleque aqui, não. Nós não estamos brincando aqui, não. Não arredem o pé. Nós temos que segurar isso daí (...) Eu estou pedindo pelo amor de Deus, não abaixem a cabeça. Vamos para cima. Cadê o povo brasileiro? Ninguém foi às ruas para defender o presidente Bolsonaro, fomos às ruas para defender nossa bandeira verde e amarela. Nós não vamos cumprir ordem que não venha do presidente da República", disse.

O presidente Jair Bolsonaro gravou um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do país, segundo o G1. Na gravação, Bolsonaro diz que a ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, reúne ministros do governo no Palácio do Planalto no período da manhã desta quarta-feira, 8, após as manifestações do 7 de Setembro. A reunião do Conselho de Governo foi convocada na terça-feira pelo presidente, que ainda anunciou a pretensão de convocar o Conselho da República para "enquadrar" os demais Poderes.

O encontro ainda não entrou na agenda oficial do Planalto. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, não participa da reunião e deve cumprir agenda no Pará.

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O Conselho de Governo tem caráter consultivo, para discutir ações da gestão federal. É o próprio presidente quem convoca os membros para a reunião e designa um deles para presidir o encontro.

Dois ministros ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo na terça afirmaram que a pauta da reunião será a análise dos atos do dia 7 e negaram que a convocação do Conselho da República esteja entre os temas do encontro.

Citada pelo presidente em seu discurso durante as manifestações de 7 de Setembro em Brasília, a reunião do Conselho da República, que avalia pedidos de intervenção federal ou de decretos de estado de sítio, não está agendada.

No discurso em tom de ameaça aos outros Poderes, Bolsonaro disse que os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, também participariam da reunião, mas até agora nenhum foi convidado. Nos últimos meses, Lira e Pacheco têm sinalizado que não apoiarão tentativas de ruptura institucional por parte de Bolsonaro.

Fux, que não participa formalmente do Conselho da República, já afirmou por meio de sua assessoria que não iria a qualquer reunião do colegiado, uma vez que não faz parte dele, de acordo com a previsão constitucional.

Em seu discurso em São Paulo, onde manteve o tom de ataques ao Supremo, Bolsonaro não mencionou qualquer encontro com integrantes de outros poderes.

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutem uma estratégia jurídica que pode deixar o presidente Jair Bolsonaro inelegível para a eleição de 2022. O cerco judicial está se fechando a partir de um inquérito administrativo instaurado no TSE em resposta a uma transmissão ao vivo realizada pelo presidente, em julho, acusando o tribunal, sem provas, de fechar os olhos para evidências de manipulação em urnas eletrônicas.

Na visão desses magistrados, a depender do que acontecer e o tom adotado por Bolsonaro em seus discursos, os atos de 7 de Setembro poderão fornecer ainda mais provas contra o chefe do Executivo. O entendimento prévio é de que, uma vez configurado algum crime, o presidente poderá ter sua candidatura negada pela Justiça Eleitoral no ano que vem.

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De olho no feriado de 7 de Setembro, dia em que pretende fazer demonstração de força nas ruas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a "grande pauta" dos atos que devem ocorrer no País é a liberdade de expressão, em especial contra as recentes decisões tomadas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não pode uma pessoa do STF e uma do TSE se arvorarem como donas do mundo", defendeu o presidente à Rádio Rede Fonte de Comunicação, no início da tarde desta segunda-feira (30).

Os atos têm como principais motivações os alvos do inquérito que apura ofensas e fake news contra os ministros do STF. Entre os objetos das investigações estão o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, o deputado federal Otoni de Pauta (PSC-RJ) e blogueiro Allan dos Santos. "Não podemos admitir um deputado federal, um jornalista e um presidente de partido presos", disse o chefe do Executivo.

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Bolsonaro classifica as manifestações programadas como "espontâneas" e que contam como integrantes pessoas "pacíficas, ordeiras, trabalhadoras que querem o melhor para o País". Apesar de não ser a pauta principal, segundo Bolsonaro, o presidente afirma que as pessoas também podem se manifestar para defender a adoção no voto impresso nas eleições, bandeira defendida por ele. Mesmo assim, o chefe do Executivo pondera que os cidadãos "não estão pedindo nada além do normal, do que os Poderes deviam atender". Com presença confirmada, Bolsonaro garante que vai "onde o povo estiver''.

Presente na tradicional simulação da Marinha em Formosa, no estado de Goiás, nessa segunda-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou o compromisso das Forças Armadas com a democracia e sua importância para a 'tranquilidade' entre os Poderes. Ele garantiu que as instituições de Defesa jamais vão motivar qualquer ruptura institucional.

Em discurso aos militares que participaram do treinamento, Bolsonaro afirmou que "jamais nós seremos os motivadores de qualquer ruptura ou medidas que tragam intranquilidade para o povo brasileiro". Apesar de se incluir como integrante das Forças Armadas, o ex-militar acrescentou que elas "são de todos nós. Elas dão suporte aos três Poderes. Qualquer movimento nosso visa exclusivamente a defesa da Pátria".

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O chefe do Executivo destacou que o Brasil é uma potência democrática e ainda comentou que suas poucas horas de sono tranquilo se dão por "saber que em qualquer lugar do Brasil tem um militar atento ao que está acontecendo e pronto para trabalhar pela nossa democracia, pela nossa liberdade, pelas garantias dos Poderes. O Brasil precisa de paz, tranquilidade e harmonia. Precisa que todos, sem exceção, respeite a Constituição".

Apoio ao Haiti

O convite para acompanhar a instrução gerou controvérsia com o desfile de veículos militares em Brasília no dia da votação da PEC do voto impresso na Câmara. Porém, o presidente salientou a importância da operação simulada e disse que o país foi chamado para ajudar na reconstrução do Haiti, que perdeu mais de 1.400 pessoas e soma mais de 2.800 feridos após dois terremotos de 7.2 e 5.9 nesse fim de semana.

"Esse adestramento, feito a mais de 30 anos, passava-se de forma desapercebida. As nossas Forças Armadas têm dado operações práticas no mundo todo, como agora estamos novamente sendo solicitados a uma missão de socorro humanitário no Haiti", comunicou.

Ministros no evento

Além dos correligionários, o presidente foi acompanhado pelos ministros militares da Defesa, Braga Netto, que pressionou divulgou um comunicado para pressionar o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM), e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que nesta segunda (16) asseverou a possibilidade de intervenção militar pelo art. 142 da Constituição Federal.

A comitiva também foi composta pelo novo ministro da Casa Civil e presidente do PP, Ciro Nogueira, e pelos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, do Turismo, Gilson Machado.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), assinou uma carta em apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) diante das constantes ameaças e agressões sofridas. Câmara afirmou que "a democracia exige um Judiciário livre e independente, guardião da Constituição e das leis". 

O governador ainda salientou que em Pernambuco, continuará atento à preservação da dignidade desse poder. Além de Paulo Câmara, outros 13 governadores divulgaram nota em defesa do STF. 

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O manifesto foi divulgado nesta segunda-feira (16), após mensagem publicada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), no último sábado (14), no Twitter. Bolsonaro disse que pretende apresentar pedidos de impeachment contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, nesta semana. 

Leia a íntegra da carta

Os Governadores, que assinam ao final, manifestam a sua solidariedade ao Supremo Tribunal Federal, aos seus ministros e às suas famílias, em face de constantes ameaças e agressões.

O Estado Democrático de Direito só existe com um Judiciário independente, livre para decidir de acordo com a Constituição e com as leis.

No âmbito dos nossos Estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário. Renovamos o chamamento à serenidade e à paz que a nossa Nação tanto necessita.

O Supremo Tribunal Federal (STF) não pretende se manifestar sobre a ameaça feita pelo presidente Jair Bolsonaro de que pedirá o impeachment dos ministros Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes ao Senado. O Broadcast apurou que os ministros da Corte acreditam que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não embarcará no que vem sendo considerada mais uma aventura golpista por parte de Bolsonaro e apostam suas fichas numa pacificação liderada pelo Senado.

Nos bastidores, o STF considera que o mais estratégico, neste momento, é deixar o presidente sem resposta, falando ao vento - ou seja, apenas para seus apoiadores. A avaliação dos ministros é que é preciso confiar na política e nos políticos.

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Internamente, o Senado já está adotando essa prática. Filho 01 do presidente, Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ) mandou hoje, 14, uma mensagem ao grupo de senadores com o mesmo texto da publicação de Bolsonaro no Twitter. Ficou no vácuo.

No Twitter, porém, os senadores reagiram e desqualificaram a ameaça de Bolsonaro. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) lembrou que a Constituição também garante a defesa da democracia e estabelece o cumprimento do "sufrágio universal, direto, secreto e maioria de votos" para eleição presidencial e que, portanto, o próprio Bolsonaro pode ser alvo de processo de afastamento. " Quem pede pra bater no 'Chico', que mora no Inciso II, artigo 52, da CF, se esquece de que o 'Francisco' habita o Inciso I, do mesmo endereço", disse.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, pediu que Bolsonaro deixe de lado os "arroubos autoritários que serão repelidos pela democracia" e "vá trabalhar". Já o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que o pedido do presidente não passa de outra "cortina de fumaça" para desviar o foco de suas ações.

Em 9 de julho, quando o presidente da República ameaçou não realizar as eleições de 2022, se o voto impresso alegando não confiar na urna eletrônica e pregando o voto impresso, Pacheco reagiu publicamente e de forma bem diferente do que costuma fazer. Em um pronunciamento horas depois da afirmação de Bolsonaro, ele subiu o tom e disse que não aceitaria retrocessos à democracia do País.

"Todo aquele que pretender algum retrocesso ao estado democrático de direito esteja certo que será apontado pelo povo brasileiro e pela história como inimigo da nação e como alguém privado de algo muito importante para os brasileiros e para o Brasil, que é o patriotismo, neste momento em que nós precisamos de união, de pacificação, de busca de consenso", disse Pacheco na ocasião. A Câmara, por sua vez, derrotou o voto impresso em votação na última terça-feira, 10.

Dois dias antes, o ministro da Defesa, Braga Netto, e os comandantes das Forças Armadas haviam divulgado uma nota repudiando declarações feitas pelo presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM), sobre o envolvimento de militares que estavam na mira das investigações do Senado. Hoje, Braga Netto voltou a apoiar Bolsonaro durante uma cerimônia de cadetes realizada no Estado do Rio.

Aos alunos, Braga Netto disse que as Forças Armadas são responsáveis por garantir a "independência e harmonia entre poderes, manutenção da democracia e liberdade do povo brasileiro" e que o presidente é a "autoridade suprema" das Forças Armadas. Além disso, recomendou aos cadetes que confiassem na cadeia de comando das Forças Armadas, pois ela representaria a palavra oficial da instituição.

Na manhã deste sábado (14), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cedeu à cobrança da filha de Roberto Jefferson e disse que vai agir contra o Supremo Tribunal Federal (STF) por ordenar a prisão do amigo e presidente do PTB. Acusado de ameaçar o equilíbrio das instituições democráticas por meio de milícias digitais, nessa sexta (13), o ex-deputado foi encaminhado ao presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro.

De volta as grades após determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, Jefferson estava solto desde 2015, após ser condenado a sete anos por participar do Mensalão. Ele cumpriu pouco mais de um ano da pena em reclusão, quando o ministro Luis Roberto Barroso autorizou o regime aberto.

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Ataques às instituições democráticas

Com o apoio da base dita conservadora, o ex-deputado publicava vídeos com armas de fogo e insistia em atacar instituições, governadores e o próprio STF. Ativo nas redes sociais, ele chegou a gravar um ‘tutorial’ indicando disfarce e agressões para impedir o fechamento de igrejas na pandemia.

Processos contra o STF

Em protesto contra a nova passagem do pai no sistema carcerário, Cristiane Brasil cobrou que Bolsonaro reverta a decisão do STF. Em uma série de publicações, o presidente garantiu que vai processar ministros por meio do Senado, pontuou sobre as consequências de uma ruptura institucional e afirmou que ambos extrapolam os limites constitucionais.

Além da pressão contra o autor do pedido de prisão, os ataques sobraram para Barroso, o mesmo que havia liberto Jefferson em 2015 e, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), protagonizou recentes embates contra a movimentação pela obrigatoriedade do voto impresso.

"Na próxima semana, levarei ao Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, um pedido para que instaure um processo sobre ambos, de acordo com o art. 52 da Constituição Federal", escreveu Bolsonaro.

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Ele indicou que 'o povo brasileiro' não aceitará ‘passivamente’  o que entende como violação da liberdade de expressão e reiterou que a prisão do amigo é arbitrária. A posição foi endossada pelo filho e deputado Eduardo (PSL-SP), que comentou: “Muito bom. Não igual a eles, mas sim dentro das 4 linhas da constituição”.

As eleições de 2022 vão mudar a fisionomia do primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo indica que, até agora, 11 dos 23 ministros pretendem deixar a equipe em abril para disputar as eleições do ano que vem. O prazo é estipulado pela Lei Eleitoral, que obriga ocupantes de cargos públicos a entregar os postos seis meses antes das eleições, se quiserem ser candidatos.

Bolsonaro conta com vários deles para ajudar a montar palanques que deem sustentação à sua campanha pelo segundo mandato, principalmente em São Paulo, maior colégio eleitoral, e em Estados do Nordeste, reduto do PT do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, seu maior adversário político.

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"Acredito que um terço dos meus ministros se lance candidato" , disse Bolsonaro à Rede Nordeste de Rádio, no último dia 27, sem mostrar preocupação com a debandada. "Eu já falei com eles. Sabem muito bem que têm chance de vitória, se eu estiver bem."

Entre os nomes citados pelo próprio presidente para disputar as eleições estão ministros hoje sem partido, como o da Saúde, Marcelo Queiroga, que pode se candidatar ao Senado pela Paraíba, e o da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Bolsonaro quer lançar Tarcísio à sucessão do governador João Doria (PSDB), seu arqui-inimigo, em São Paulo, mas ele ainda resiste. "Está fazendo um brilhante trabalho. Se assumir um cargo no Executivo, dará um show", afirmou o presidente.

A ideia é que Queiroga, Tarcísio e o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto - hoje no PSC e com planos de se candidatar ao Senado, por Pernambuco -, migrem para o mesmo partido que Bolsonaro vai escolher para disputar a reeleição.

Até agora, a tendência é que o presidente se filie ao Progressistas, partido do novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e principal legenda do Centrão, mas o acordo ainda não foi fechado. "Eu sou do Centrão", disse Bolsonaro no último dia 22, minimizando as críticas à entrada do grupo no governo, ao lembrar que foi filiado por muitos anos ao PP (hoje Progressistas).

Recém-nomeado chefe da Casa Civil, Nogueira quer disputar o governo do Piauí. Aliados avaliam, porém, que ele pode desistir, caso considere que permanecer no governo é "uma missão maior". Há até quem faça planos para Nogueira ser vice na chapa de Bolsonaro à reeleição.

'Senado ou nada'

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, descarta disputar novo mandato de deputado ou tentar o governo do governo do Rio Grande do Norte. "É Senado ou nada", disse ele ao jornal O Estado de S. Paulo.

Faria é filiado ao PSD, mas está de malas prontas para o Progressistas. Este também poderá ser o partido do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, apontado por Bolsonaro como "um bom nome" para concorrer ao governo do Rio Grande do Norte. Marinho era do PSDB, mas se desfiliou.

No Distrito Federal, outros dois ministros se movimentam para concorrer. O titular da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, é filiado ao PSL, que quer lançá-lo à sucessão do governador Ibaneis Rocha. A chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (PL), atualmente deputada licenciada, pretende disputar uma vaga no Senado.

'Curinga'

Chamado por Bolsonaro de "curinga" na equipe por já ter ocupado três pastas, o novo ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, se movimenta desde 2019 para disputar o governo gaúcho. Isso é perceptível ao olhar agendas de Onyx nas pastas pelas quais passou - Casa Civil, Cidadania e Secretaria-Geral -, sempre lotada de compromissos com prefeitos do Rio Grande do Sul e espaço privilegiado para entrevistas à imprensa local.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já avisou ao comando do DEM que quer concorrer ao Senado por Mato Grosso do Sul. Tudo indica, no entanto, que ela mudará de partido. Trata-se de outro nome que pode ir para o Progressistas.

Na Bahia, onde o presidente do DEM, ACM Neto, vai disputar o governo, o Planalto estimula a candidatura do ministro da Cidadania, João Roma, pelo Republicanos.

Afilhado político de Neto, Roma foi chefe de gabinete da Prefeitura de Salvador, de 2013 a 2018, e depois se elegeu deputado.

Os dois romperam porque Neto não queria que ele aceitasse o ministério. Roma ainda não decidiu, porém, se enfrentará seu ex-aliado ou se disputará uma vaga para retornar à Câmara dos Deputados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Depois de participar da motociata realizada em Florianópolis, Santa Catarina, neste sábado (7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-presidente Lula, seu principal adversário. "Não continuem nos provocando, não queiram nos ameaçar", disse em discurso.

Bolsonaro insiste em falar de fraudes nas eleições e disse temer que um governo de esquerda volte ao Brasil e instaure uma ditadura. "Não pense o ladrão de nove dedos e seus amigos que vão contar os votos dentro de uma sala secreta", disse sem citar o nome do ex-presidente Lula. 

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Bolsonaro é o principal defensor de que haja votação com cédulas impressas nas urnas eletrônicas. O chefe do Executivo disse para a multidão que "não vão ser um ou dois ministros do STF que vão decidir o destino de uma nação". 

Disse ainda que "lutaremos com todas as armas disponíveis. Nós faremos tudo pela nossa liberdade, por eleições limpas e contagem pública dos votos. Eleição fora disso não é eleição", pontuou.

Confira o vídeo

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prevê que cerca de um terço dos ministros de seu governo sejam candidatos nas eleições de 2022. Para ele, a perspectiva de vitória no pleito do ano que vem serve como estímulo ao trabalho dos chefes das pastas. "Eu já falei com eles. Quem quiser vir candidato, boa sorte. Eles sabem muito bem que eles têm chance de vitória se eu estiver bem", declarou nesta terça-feira (27) em entrevista à Rede Nordeste de rádio.

Entusiasta da candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ao governo de São Paulo, Bolsonaro o elogiou pelo trabalho à frente da pasta e garantiu que teria sucesso em eventual gestão no Poder Executivo. "Está fazendo um brilhante trabalho. Depende dele. Se assumir um cargo no Executivo, dará um show", disse. Ao indicar Tarcísio, o presidente preteriria o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que deixou o governo após pressões e já manifestou interesse pelo cargo.

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Já quanto à possível disputa do ministro do Turismo, Gilson Machado, ao governo de Pernambuco demonstrou ceticismo, por considerar inviável vencer sem aliança com lideranças do Nordeste, mas projetou vaga no Congresso. "O Gilson talvez no Senado . Talvez. Não posso garantir porque não tenho conversado com ele sobre política."

Bolsonaro atribuiu o recente remanejamento nos ministérios, que resultou na substituição do general Luiz Eduardo Ramos pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) no comando da Casa Civil, à dificuldade do militar em negociar com o Congresso.

"(As reformas ministeriais) acontecem, não são programadas. O general Ramos é meu irmão. Agora, no linguajar com o parlamento, ele tinha dificuldade. É a mesma coisa que pegar o Ciro Nogueira para conversar com os generais do Exército Brasileiro", justificou.

Nogueira integra o chamado centrão, ala fisiológica do parlamento, e foi aliado de Lula, principal antagonista de Bolsonaro no horizonte eleitoral de 2022. Em 2017, às vésperas do pleito presidencial de 2018, chamou o atual presidente de fascista e declarou apoio ao petista, a quem se referiu como o melhor presidente da história. Enalteceu programas sociais de transferência de renda, como Bolsa Família, responsável, em sua avaliação, por melhorar indicadores socioeconômicos do Nordeste, e o programa de moradias populares Minha casa Minha Vida.

Após a grande repercussão da nota em tom de crítica ao senador Omar Aziz (PSD-AM), assinada por comandantes das Forças Armadas, foram divulgadas imagens de uma reunião realizada no Palácio do Planalto na terça-feira (6), um dia antes do episódio. Na ocasião, os mesmos comandantes estiveram com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para definir o alinhamento político dos militares com o governo. As informações foram publicadas no Correio Braziliense.

Além de nomes como Braga Netto, ministro da Defesa; André Mendonça, advogado-geral da União; e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional; estavam presentes o comandante do Exército, general Paulo Sérgio; da Marinha, Almir Santos; e da Força Aérea, Carlos Baptista Júnior. Ademais, integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também estiveram no encontro, que, supostamente, tinha como pauta um balanço dos 30 meses de governo.

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No entanto, de acordo com o Correio, a conversa tratou dos protestos contra Bolsonaro, registrados em inúmeras cidades do país no último mês. As imagens reproduzidas na reunião ressaltaram a presença de símbolos comunistas nos atos e o texto descrito pelo narrador fez referência a uma suposta tentativa de um golpe comunista no Brasil, similar a alegações usadas para instaurar a ditadura militar em 1964.

Em um dos vídeos reproduzidos na reunião, ouve-se a voz de um militante bolsonarista infiltrado nas manifestações que ocorreram na Avenida Paulista. O homem, que se diz ex-militante da União da Juventude Socialista (UJS), filmou bandeiras de partidos políticos e acusou os participantes de vestirem verde e amarelo como forma de “esconder” o vermelho do comunismo.

No Flickr (aplicativo de fotos) do Planalto ainda é possível visualizar a foto do momento em que os ministros olham fixamente para o telão enquanto o vídeo era reproduzido. As fontes do Correio Braziliense informaram também que o encontro foi precedido de pequenas conversas particulares com o presidente.

CPI da Pandemia e as Forças Armadas

Após o agravamento da chamada “militarização” do Executivo, com a presença ferrenha de militares da ativa e reserva em cargos centrais do governo, tudo indica que os posicionamentos pró-bolsonarismo das Forças Armadas tendem a se acentuar. A nota endereçada ao ministro e presidente da CPI da Covid-19 no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), publicada na quarta-feira (7), um dia após a reunião “obscura”, é uma importante sinalização do movimento.

Durante a sessão da CPI, Omar Aziz criticou o suposto envolvimento de militares com fraudes na compra de vacinas. Até agora, de acordo com as investigações conduzidas na Comissão, cerca de 10 integrantes e ex-integrantes das Forças Armadas aparecem ligados às denúncias de corrupção envolvendo a pandemia.

"Fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo. Eu não tenho nem notícias disso na época da exceção. O Figueiredo morreu pobre, o Geisel morreu pobre. Agora a Força Aérea Brasileira, o coronel Guerra, coronel Pazuello... Membros militares das Forças Armadas", disse Aziz.

Em seguida, uma nota assinada pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio, da Marinha, Almir Santos, e pelo da Força Aérea, Carlos Baptista Júnior, afirmou que os militares “repudiam veementemente as declarações do presidente da CPI da covid". No texto, eles dizem ainda que "não aceitarão qualquer ataque levado às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro".

Depois do episódio, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, chegou a afirmar que a Casa preza pela “harmonia e estabilidade”, e ressaltou que o parlamento não tentou ofender as Forças Armadas. Aziz reagiu, no plenário do Senado, e disse que esperava uma posição firme de Pacheco contra a nota de "intimidação" dos militares.

"A nota é muito desproporcional. Façam mil notas contra mim, mas não me intimidem. Se me intimidam, intimidam essa Casa aqui", declarou Aziz. "Muitos que estão aqui hoje, na década de 1970, 1980, estavam lutando para a gente estar aqui falando o que quer. Então, senhor presidente [Rodrigo Pacheco], o Senado somos nós", completou o parlamentar.

Nesta quinta-feira (8), a Associação Brasileira de Imprensa manifestou apoio ao presidente da CPI. Em nota, a ABI afirmou ser “lamentável” a manifestação dos comandantes e a entendeu como “uma tentativa de intimidar a CPI da pandemia”. No Twitter, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, ressaltou que “descabida é toda a tentativa de intimidar o Senado por estar cumprindo seu papel constitucional”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aplicou, na manhã desta segunda-feira (5), em Brasília, vacinas contra a Covid-19 nos ministros do governo Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e André Mendonça (Advocacia-Geral da União) e no ministro do Tribunal de Contas da União Jorge Oliveira, que já foi da equipe do presidente Jair Bolsonaro. Segundo dados da Secretaria de Saúde da capital, o Distrito Federal realiza agendamento da primeira dose das vacinas para pessoas de 44 a 59 anos. Os ministros vacinados estão nessa faixa etária.

Em conversa com jornalistas no local de vacinação, Queiroga ressaltou o avanço da campanha contra a Covid-19 e a importância da imunização para a retomada do desenvolvimento do País. "É necessário que a União e os entes subnacionais, as secretarias estaduais de Saúde trabalhem de maneira alinhada para que a campanha de vacinação aconteça de forma eficiente e traga resultados que todos nós desejamos", comentou o ministro da Saúde. Queiroga ainda atribuiu a queda na média de novas mortes por Covid-19 ao avanço da imunização.

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O perfil oficial do Ministério da Saúde no Twitter divulgou uma foto do momento da vacinação de Tarcísio Freitas. Segundo a publicação, Queiroga disse que Jair Bolsonaro pediu a ele que seja o "Tarcísio da Saúde", em referência ao desempenho de Tarcísio à frente da Infraestrutura sempre elogiado pelo presidente. "Estou me esforçando", disse Queiroga, conforme aponta a publicação.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou, nesta terça-feira (1º), que o Brasil vai sediar a Copa América. A competição está prevista para acontecer entre 13 de junho e 10 de julho. O fato tem gerado críticas ao governo, uma vez que o país está enfrentando o pior momento da pandemia da Covid-19. 

"No que depender de mim, de todos os ministros, inclusive o da Saúde, haverá. O protocolo é o mesmo da Libertadores, da Sul-Americana. Falei certo ou não? E das Eliminatórias. Temos jogo contra o Equador na sexta-feira", afirmou. 

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Bolsonaro contou que já conversou com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre o assunto e com os ministros do governo. 

A Conmebol anunciou, nessa segunda-feira (31), que o Brasil sediaria a competição e chegou a agradecer o presidente por "abrir as portas" para a realização do campeonato. O Brasil foi escolhido após a Colômbia e a Argentina desistirem de sediar a Copa América.

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