Após a flexibilização na obrigatoriedade no uso de máscaras contra a Covid-19 no Brasil, houve uma grande queda na sua produção. No início da pandemia os locais de venda, tais como farmácias e lojas não conseguiam dar conta da grande procura pelo produto de segurança.

A artesã Iraneide Ferreira, contou que com a pandemia passou a produzir e vender máscaras, mas desde o início deste ano notou uma baixa procura, tendo em vista que em 2020 e 2021 produzia em média 80 máscara por dia. "Antes não dava conta da quantidade de máscaras que as pessoas pediam por encomenda para mim. A procura por máscaras de tecido era muito alta quando era obrigatório o uso nos lugares. Agora as pessoas não procuram tanto, as vendas de máscaras estão bem baixas", explicou.

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Em relação ao valor, Iraneide informou que no início vendia as máscaras de adulto por R$ 4, e devido ao aumento no valor do tecido precisou aumentar para R$ 6. Porém com o cenário atual, o preço baixou para R$ 5 para adultos, e R$ 4 as infantis.

*Farmácias e Supermercados *

Outro principal ponto de venda de máscaras nessa pandemia foram as farmácias, nelas eram vendidas principalmente as descartáveis. O valor de um pacote com 50 máscaras descartáveis comuns no início da pandemia, na farmácia Independente, localizada na avenida Caxangá, chegou custar R$ 50. Hoje, com essa baixa demanda o mesmo pacote está custando R$ 20.

Por fim, no supermercado Carrefour, localizado no bairro de Boa viagem, um pacote com 20 unidades da máscara dupla proteção, chegou a custar R$ 20, na última quarta-feira (20). O valor anterior era de R$ 54,99.

A farmacêutica Sanofi Medley anunciou nesta semana o recolhimento de remédios com losartana do mercado. A medida foi tomada após serem encontradas impurezas nos comprimidos que podem causar mutações e aumentar o risco de câncer. Losartana é usada para tratar pressão alta e insuficiência cardíaca, já a hidroclorotiazida é um diurético.

O recolhimento afeta todos os lotes dos seguintes remédios: losartana potássio 50 mg e 100 mg; losartana potássica + hidroclorotiazida 50 mg + 12,5 mg; losartana potássica + hidroclorotiazida 100 mg + 25 mg.

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Em comunicado, a Sanofi Medley afirmou que o recolhimento é uma medida preventiva e que não ocorreu apenas no Brasil. “Até o momento, não existem dados para sugerir que o produto que contém a impureza causou uma mudança na frequência ou natureza dos eventos adversos relacionados a cânceres, anomalias congênitas ou distúrbios de fertilidade. Assim, não há risco imediato em relação ao uso dessas medicações contendo losartana”, afirmou a empresa.

A farmacêutica também indicou que a “interrupção abrupta do tratamento” com losartana possui riscos. “O risco para a saúde de descontinuar abruptamente estes medicamentos sem consultar os seus médicos ou sem um tratamento alternativo é maior do que o risco potencial apresentado pela impureza em níveis baixos”, apontou a empresa. 

Por Camily Maciel

 

 

Um idoso de 62 anos foi morto ao reagir a um assalto em sua farmácia, no Pacheco, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife (RMR). O comerciante foi baleado no peito na noite dessa segunda-feira (14).

A vítima trabalhava no momento em que o suspeito cometeu o latrocínio e fugiu. A Polícia Civil não deu detalhes sobre o produto do roubado.

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O comerciante ficou gravemente ferido e chegou a ser socorrido ao Hospital Otávio de Freitas, no bairro de Tejipió, Zona Oeste do Recife, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia informou que já iniciou as investigações para identificar o suspeito.

Nesta sexta-feira (28), a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a possibilidade de comercialização de testes de covid-19 que podem ser aplicados por leigos, em si mesmos ou amigos e familiares, os chamados autotestes.

Até agora, os testes só poderiam ser aplicados por profissionais de saúde ou trabalhadores de farmácias. Há no mercado diferentes tipos de teste, dos laboratoriais mais precisos, como o RT PCR, aos de anticorpos, passando pelo de antígeno, que fornece um diagnóstico rápido mas possui menos índice de acerto do que o RT-PCR.

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Nesta matéria, a Agência Brasil explica o que foi aprovado e como será possível o uso dos autotestes pelos cidadãos.

O que são os autotestes?

Segundo a Anvisa, os autotestes são um procedimento “orientativo”. Eles indicam que alguém pode estar infectado com o novo coronavírus. Contudo, o diagnóstico efetivo só pode ser realizado por um profissional de saúde.

A Anvisa explica que o autoteste de covid-19 deve ser usado como triagem, para permitir o auto isolamento precoce e, assim, quebrar a cadeia de transmissão do vírus o mais rápido possível, "mas o diagnóstico depende de confirmação em um serviço de saúde”, alerta a publicação da agência sobre o tema.

Assim, o autoteste não se resume apenas à coleta. Neste tipo de exame, o indivíduo realiza todo o procedimento, da coleta à interpretação dos resultados.

O autoteste já pode ser comprado?

Não. Os fabricantes desse produto terão de entrar com pedido de registro junto à Anvisa. Segundo a decisão tomada, esses requerimentos serão avaliados com prioridade pelo órgão.

A Anvisa disponibilizou um site onde estarão listados os testes (veja aqui). Assim, quando os autotestes começarem a ser vendidos no mercado, é importante que o cidadão se informe se aquela marca obteve, de fato, o registro da Anvisa para aquele produto.

Qual o tipo de teste utilizado por leigos?

Pela decisão da Anvisa, apenas os tipos de teste de antígeno poderão ser autorizados para uso por leigos como autoteste. Não serão permitidos para uso pela população, portanto, os testes de anticorpos.

O resultado do autoteste vale como documento oficial?

Não. Em locais que exigem resultados negativos de testes para covid-19, será preciso realizar os exames conforme as exigências (podendo ser RT-PCR ou de antígeno, a depender do caso) em um posto de saúde, hospital, farmácia ou outra unidade de saúde autorizada.

Quais os requisitos para o registro de autotestes?

A diretoria da Anvisa estabeleceu uma série de requisitos para os fabricantes de autotestes que entrarem com pedido de registro. As instruções para uso, guarda e descarte devem ser claras. Será preciso usar ilustrações para exemplificar as formas de aplicação e a interpretação dos resultados (se positivo, negativo ou inconclusivo).

Os fabricantes devem disponibilizar também um canal de atendimento para orientar consumidores e tirar dúvidas. Os atendentes devem ser capacitados para responder a demandas sobre o uso do produto e para orientar o cidadão sobre os procedimentos a partir dos resultados dos testes. Os canais devem informar também o telefone do disque saúde, serviço oficial do Ministério da Saúde.

Quem poderá vender autotestes?

Apenas farmácias e estabelecimentos de saúde licenciados para comercializar dispositivos médicos. Ao buscar um desses comércios, certifique-se de que ele possui o registro adequado para essas atividades junto à vigilância sanitária.

Não será permitida, portanto, a venda por outros tipos de estabelecimentos ou a oferta de autotestes na Internet, em plataformas ou sites de empresas ou de qualquer outro tipo que não se enquadrem nas modalidades autorizadas.

Quando usar os autotestes?

Os autotestes são indicados para aplicação quando uma pessoa apresenta sintomas de covid-19. Nessa situação, o recomendado é realizar o teste entre o 1º e 7° dia de seintoma.

Também é recomendado realizar o autoteste quando houve contato com alguém que teve resultado positivo para um exame de diagnóstico. Nesse caso, o autoteste deve ser aplicado a partir do 5º dia do contato.

Posso usar como autoteste os testes de antígeno profissionais?

Não. Os testes de antígeno profissionais, ofertados em farmácias ou unidades de saúde, são diferentes dos autotestes que poderão ser ofertados quando fabricantes obtiverem os registros da Anvisa.

Os exames de antígeno de uso profissional podem ter diferenças de desempenho quanto, por exemplo, ao tipo de amostra. Isso requer a presença de um profissional de saúde para executar o exame.

Qual será o procedimento utilizado para fazer o autoteste?

Cada autoteste vai ser de um jeito. Não há um procedimento padrão. Cada fabricante deverá explicar como funcionará o seu autoteste.

O que fazer em caso de resultado positivo?

Se uma pessoa tiver o resultado positivo para covid-19 ao se testar, ela deve se isolar imediatamente, mesmo se não apresentar sintomas. Além disso é recomendado pela Anvisa usar máscara e avisar as pessoas com quem teve contato recente.

Como os autotestes podem dar resultados errados (falso positivo ou falso negativo), é importante procurar um exame de diagnóstico para confirmar o resultado positivo.

O que fazer em caso de resultado negativo?

Como o autoteste possui limitações quanto à eficácia, em caso de resultado negativo a orientação da Anvisa é que se não houver sintomas a pessoa deve manter as medidas de prevenção. Se os sintomas aparecerem, ela deve realizar um novo autoteste ou um exame de diagnóstico.

O que acontece caso haja alguma reação?

Como em qualquer medicamento ou procedimento médico, pode haver eventos adversos. A pessoa que teve a reação deve comunicá-la pelo serviço de atendimento ao consumidor do fabricante ou pode fazer a notificação diretamente no site da Anvisa.

Para esses casos, há o Sistema de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária (Vigipós). O fabricante do autoteste tem que repassar informações de queixas técnicas e eventos adversos ao sistema.

Caso a Anvisa determine o recolhimento de um lote ou até mesmo do conjunto do produto, a empresa também deve se responsabilizar pela logística deste tipo de recall.

Quem vende o produto também tem responsabilidade de notificar reclamações e eventos adversos. Mas esse tipo de informação deve ser inserida no Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária (Notivisa).

O autoteste será oferecido em postos de saúde e hospitais públicos?

Até o momento, o Ministério da Saúde não anunciou uma política pública de disponibilização de autotestes para a população. Portanto, ainda não há previsão se este tipo de exame será colocado gratuitamente para a população.

Uma pesquisa feita pelo Procon-PE constatou uma diferença de até 289% nos preços cobrados pelos medicamentos antigripais no Recife. A maior diferença do preço cobrado é do Ácido Acetilsalicílico, utilizado para febre. Em uma farmácia o produto custavar R$ 5,00, em outra o preço saltou para R$ 19,45. A pesquisa foi realizada em 14 farmácias de diversos bairros da capital.

O genérico do mesmo produto teve diferença de 276%, R$ 0,75 num estabelecimento e R$ 2,82 em outro. Em segundo lugar vem o Paracetamol, também para febre, com 250,63% de diferença entre o menor e o maior valor, R$ 3,99 em uma farmácia e R$ 13,99 em outra. Além desses dois produtos, o anti-inflamatório Nimesulida teve um percentual de diferença correspondente a 248% de um local para outro no genérico. 

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Nos outros produtos, a diferença chegou a 226,48%, como é o caso do genérico do Maleato de Dexclorfeniramina, para doenças alérgicas. O Cloridrato de Fenilefrina, utilizado para sintomas gripais, foi de 26,40%, de R$ 8,90 passou para R$ 11,25 em outro estabelecimento. O que menos variou de preço foi o xarope para tosse, visto por R$ 10,10 em uma farmácia e R$ 11,30 em outra.

Os resultados positivos dos testes de detecção da Covid-19 realizados em farmácias tiveram um salto na última semana de 2021, em comparação à semana anterior. Segundo os dados nacionais da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), 283.763 testagens foram realizadas entre os dias 27 de dezembro e 2 de janeiro, número 50% superior aos 188.545 atendimentos ocorridos de 20 a 26 de dezembro. A quantidade de resultados positivos pulou de 22.283 (11,8% do total) para 94.540 (33,3%).

“As celebrações de Natal certamente colaboraram para esse avanço surpreendente. Embora os números ainda estejam distantes do pico que observamos de maio a junho, os dados são preocupantes e exigem mais medidas preventivas e de contenção”, disse o CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

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Segundo os dados divulgados, a quantidade de resultados positivos dos testes aumentou de janeiro a junho do ano passado; no mês de julho ocorreu o início de uma tendência de recuo, em função dos avanços no processo de imunização. Em novembro, o percentual de casos positivos esteve pela primeira vez abaixo de 10%. No entanto, dezembro registrou uma evolução de 188%, com 17,4% dos testes resultando positivo.

Capital

O levantamento da Abrafarma vai ao encontro dos dados divulgados pela prefeitura de São Paulo, que apontaram a mesma tendência. Os casos positivos de Covid-19, registrados na capital paulista, tiveram alta de 32,7% em dezembro de 2021, em comparação com o mês anterior. Segundo a administração municipal, no último mês de 2021, o número de pessoas infectadas foi de 21.520, ante 16.215, em novembro.

A procura por testes de Covid-19 em farmácias em todo o Brasil teve aumento de 44% em um intervalo de duas semanas. A informação é da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). A alta na testagem coincide com o surto de gripe provocado pelo vírus da influenza.

Entre 13 e 19 de dezembro, foram 137.618 atendimentos, que representam 9% a mais do que o verificado entre 6 e 12 do mesmo mês. Em relação ao intervalo de 29 de novembro a 5 de dezembro, no entanto, o aumento chega a 44%. A média de testagem em farmácias, segundo a associação, estava em queda desde junho, mas voltou a crescer nos últimos dois meses. 

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Em relação aos positivados, dos mais de 137 mil atendimentos feitos na terceira semana de dezembro, foram confirmados 10.982 casos de Covid-19. Na semana anterior, eram 8.278. O percentual de diagnósticos de coronavírus em relação ao total de atendimentos passou de 6,56% para 7,98%. Mas, de acordo com o levantamento, “se considerada a média diária de casos, o índice segue em viés de baixa”.

A Abrafarma reúne as 26 maiores redes de farmácias do país, somando mais de 8,5 mil unidades em todos os estados e no Distrito Federal. A associação aponta que representa cerca de 45% das vendas de medicamentos no país. 

Dados do dia 30 de dezembro do Ministério da Saúde apontam 13.405 novos casos registrados nas últimas 24 horas. Foram 167 mortes registradas no mesmo período.  

A Universidade Estadual de Londrina divulgou um edital com 147 vagas para seleção em residência nos Programas de Residência em Fisioterapia, Enfermagem, Farmácia (Análises Clínicas e de Farmácia hospitalar e Clínica), Odontologia (Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial), Multiprofissional em Saúde da Família e Multiprofissional em Saúde da Mulher. As inscrições iniciam em 1º de setembro a partir das 8 horas com encerramento no dia 10 de outubro.

Os interessados devem acessar canal próprio de cada especialidade para formalizar a inscrição: FisioterapiaEnfermagemFarmáciaMultiprofissionalOdontologia.

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As oportunidades têm valor único de inscrição de R$ 323, podendo ser pago até o dia 11 de outubro. Nos casos de Fisioterapia, Enfermagem e Farmácia a prova objetiva ocorrerá dia 7 de novembro, em Odontologia, a prova será realizada dia 7 de dezembro, já o Programa Multiprofissional não terá prova, e a Saúde da Mulher será totalmente remota. O resultado classificatório será divulgado em 20 de dezembro 2021.

Para mais informações, acessar o edital de cada especialidade.

 

O balconista de uma farmácia foi preso em flagrante pela Polícia Federal ao tentar vender um remédio de intubação exclusivo para hospitais. O homem, de 32 anos, negociava a medicação que compõem o 'kit intubação' por R$ 3,5 mil, em Boa Vista, capital de Roraima.

Ele foi autuado com uma caixa de besilato de atracúrio, com 25 ampolas, nessa segunda-feira (29) e disse que o alto valor é resultado da escassez do remédio na rede pública. A crise de insumos se estende por outros estados e pressiona o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que sugeriu economizar oxigênio nos hospitais.

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Sem procedência comprovada, a caixa garante dois dias de tratamento a um paciente intubado. O balconista foi autuado pela venda de medicamento com procedência ignorada e pode pegar até 15 anos de prisão.

Quatro assaltantes invadiram e roubaram uma farmácia localizada na cidade de São Vicente, em São Paulo. Durante a ação, que aconteceu nesta última terça-feira (27), um dos suspeitos arrancou a aliança do dedo de uma cliente com a boca.

Segundo informações de um site local, um dos suspeitos estava com uma arma de fogo apontando para as pessoas que estavam na farmácia. No momento do crime, que durou menos de um minuto, um outro criminoso tenta pegar a carteira que está na mão da cliente, mas depois desiste e tenta puxar a aliança com força - como não consegue - retira o anel do dedo da vítima com a boca.

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Além disso, cerca de R$ 500 foram roubados do estabelecimento. O crime foi registrado no 2º Distrito Policial de São Vicente e deve ser investigado pela Polícia Civil.

O Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE) promoverá, nos dias 20 e 21 de janeiro, às 19h, um simpósio gratuito voltado para os profissionais e estudantes da área. O encontro será realizado virtualmente e os interessados em participar podem se inscrever por meio do endereço eletrônico da ação.

Conforme a programação, nesta quarta-feira (20), a doutora Ana Flavia Pessanha falará da atuação do farmacêutico na saúde estética. Já a doutora Lídia Leite abordará o farmacêutico na perícia criminal: do local de crime ao laboratório.

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Na quinta-feira (21), o doutor Rafael Araújo explanará o serviço HomeCare farmacêutico; e a doutora Ivana Glaucia Barroso da Cunha abordará a atuação do farmacêutico na acupuntura.

O simpósio ainda contará com a participação dos membros da diretoria, como o presidente Aldo Passilongo, e a vice-presidente Aexalgina Tavares. Ao fim do encontro, os participantes ainda receberão seus certificados. Confira mais detalhes sobre a programação e as temáticas que serão abordadas no site do evento.

A Receita Federal publicou o edital de um novo concurso público, no Diário Oficial da União (DOU). A seleção oferece 56 vagas temporárias para peritos no aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo. Poderão participar candidatos com formação em farmácia, medicina, engenharia de alimentos, odontologia, entre outros cursos. 

De acordo com o edital, além de possuir curso superior, os participantes devem comprovar experiência mínima de dois anos na área de especialização pretendida, entre outros requisitos especificados no edital da seleção.

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As inscrições poderão ser realizadas no período de 13 a 19 de janeiro de 2021, mediante envio de mensagem para o e-mail peritos.sp.alfvcp@rfb.gov.br, solicitando no corpo da mensagem a abertura de dossiê digital para junção da documentação relativa à inscrição no processo seletivo para credenciamento de peritos informando nome, CPF e área de atuação pretendida.

O método de seleção será feito por meio de avaliação do tempo de atuação como perito credenciado pela unidade local: um ponto a cada dois anos, limitado a cinco pontos; e a participação em cursos diretamente relacionados à área de atuação. 

Quanto ao salário, o edital esclarece que a remuneração pelos serviços prestados, em todos os casos, é de inteira responsabilidade do importador, exportador, transportador ou depositário interessado e deve obedecer aos limites e condições estabelecidos nos artigos 34 a 40 da IN RFB nº 1.800 de 21 de março de 2018, que trazem um valor inicial de R$ 3.088,85.

Além disso, as entidades privadas candidatas ao credenciamento deverão formalizar a inscrição dos profissionais constantes do seu quadro de funcionários ou de dirigentes, que realizarão as perícias, para serem credenciados nos termos do concurso.

Um jovem de 18 anos foi baleado por uma policial militar à paisana durante tentativa de assalto em frente a uma farmácia em Santo Amaro, no Centro do Recife, na noite da quarta-feira (11). Ele foi socorrido e está internado no Hospital da Restauração (HR), no centro do Recife. Um segundo suspeito está foragido.

De acordo com a polícia, os dois homens com arma de fogo anunciaram o assalto a duas mulheres em um carro na frente da farmácia. Uma das vítimas era uma policial militar, que reagiu à abordagem. 

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Policiais militares do 16º Batalhão foram acionados para acompanhar a ocorrência. A policial que atirou no suspeito seguiu para a Central de Plantões da Capital para prestar esclarecimentos.

Baleado, o suspeito foi levado ao HR, na área central do Recife, e permanece custodiado. Ele passou por cirurgia e está na sala de recuperação em quadro grave. O caso será conduzido pela 1ª Delegacia de Homicídios.

A Farmácia Pague Menos desistiu de interpor recurso ordinário em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e deverá pagar uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos pelo incêndio em uma loja em Camaçari, na Bahia, em 2016, que resultou na morte de dez pessoas. A sentença, proferida pela juíza substituta designada da 26ª Vara do Trabalho de Salvador, Michelle Pires Bandeira Pombo, em setembro do ano passado, também determinou que a indenização deverá ser destinada a quatro instituições sem finalidade lucrativa, de renomado comprometimento com a assistência à saúde, ou à educação, ou de fomento ao emprego e à profissionalização na localidade mais próxima do local da tragédia

A rede de farmácias ainda deverá cumprir uma série de normas de saúde e de segurança em todo o território nacional sob pena de multa de R$ 10 mil por item descumprido.

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Segundo a juíza Michelle Pombo, o MPT-BA deverá indicar as instituições a serem beneficiadas. “A medida é importante para que a comunidade diretamente atingida por essa tragédia sinta os efeitos da efetiva prestação jurisdicional, visualizando a concretização da compensação indenizatória pelo dano moral sofrido”.

A magistrada também afirmou estar feliz “pela atitude ética e sensível da empresa Pague Menos, especialmente neste tormentoso momento de miséria e desemprego decorrentes do coronavírus, em acatar a decisão judicial, que era passível de inúmeros recursos e poderia durar muito tempo para se efetivar, e se dispor a cumprir integralmente a decisão condenatória. Condutas assim são raras e devem ser valorizadas, pois põe fim ao conflito e possui uma a maior efetividade social”.

Segurança

De acordo com o MPT-BA, houve uma série de falhas graves de segurança durante a realização de uma reforma na loja da rede localizada no centro de Camaçari, que resultou no incêndio que vitimou fatalmente dez pessoas, incluindo trabalhadores e clientes que estavam no local no momento do acidente. Destaca o fato de o estabelecimento não ter interrompido sua atividade no dia marcado para a manutenção do ar-condicionado e do reparo do telhado, sendo negligente com a segurança do trabalho e cominando em erro gravíssimo que resultou no número elevado de vítimas.

As perícias indicaram que o estabelecimento não poderia funcionar durante a realização da obra, pois não contava com sistema de ventilação, era propício para a ocorrência do incêndio, com substâncias inflamáveis em forma de gases, vapores, névoas, poeiras ou fibras, além de fontes de energia de ativação, como maçarico, lixadeira e outros equipamentos geradores de fagulha. 

As consequências da tragédia também foram agravadas pela presença de materiais inflamáveis comercializados no próprio estabelecimento, como éter, álcool e acetona. Constatou-se, ainda, que em desacordo com a NR 18 do MTE, que trata das Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção, não havia pisos provisórios para evitar a projeção das partículas quentes e as substâncias inflamáveis não foram removidas do local. Também não havia andaime ou plataforma que permitisse a movimentação dos trabalhadores na execução dos serviços no telhado. Na visão do Ministério Público, o descumprimento de diversas normativas de segurança do trabalho afrontou a ordem jurídica e os interesses sociais, além de atacar os direitos de uma coletividade de trabalhadores.

Recurso

Após os embargos de declaração opostos pelo MPT, a empresa entrou com recurso ordinário contra a decisão da juíza auxiliar da 26ª Vara do Trabalho de Salvador em 11/11/2019. No entanto, a Pague Menos comunicou ao Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA), no último dia 6 de outubro, a desistência do recurso ordinário que estava em pauta para julgamento no Tribunal. Nesse intervalo, o MPT-BA interpôs recurso adesivo e houve tentativas de conciliação no Centro de Conciliação da Justiça do Trabalho (Cejusc).

*Da assessoria.

Nesta sexta-feira (28), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aprovou, por meio do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), uma resolução que permite a antecipação da colação de grau de estudantes dos cursos de enfermagem, farmácia, fisioterapia e odontologia, em decorrência do estado de calamidade pública ocasionado pela pandemia de Covid-19. A antecipação está em conformidade com o Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020 e a  Lei 14.040, de 18 de agosto de 2020.

Segundo a diretoria de Gestão Acadêmica, professora Kátia Cunha, “a UFPE entende que cada curso conhece o perfil dos estudantes, o percurso acadêmico vivenciado e os objetivos formativos da profissão específica, desta forma são os cursos que validam a qualidade acadêmica e profissional desenvolvida pelos estudantes. A resolução ratifica essa compreensão”.

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Caberá ao colegiado do curso, que é o órgão com poder decisório sobre cada graduação, determinar se é adequada ou não a antecipação da colação de grau dos estudantes que têm, no mínimo, 75% da carga horária de estágio concluída. 

Segundo o texto da resolução publicada no Boletim Oficial da UFPE, os cursos vão garantir que os estudantes cumpram, no mínimo, 75% da carga horária do internato, no caso de medicina, e dos estágios curriculares, para os alunos de enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Odontologia. “Os demais componentes curriculares obrigatórios são inegociáveis, ou seja, devem ser cumpridos na íntegra”, lembrou Kátia.

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--> Formatura mais cedo: estudantes trocam aulas por hospitais

Entre as diversas mudanças que a pandemia de Covid-19 causou nas nossas vidas, a necessidade de ampliar o número de profissionais de saúde no mercado de trabalho foi decididamente uma das mais urgentes, uma vez que a demanda de doentes nos hospitais se tornou muito maior do que em tempos normais.

Com a chegada da pandemia, uma das formas encontradas pelo Governo Federal para solucionar o problema foi a edição de uma Medida Provisória, posteriormente regulamentada em portaria, permitindo antecipar a formatura de alunos de graduação matriculados no último semestre do curso com pelo menos 75% do período de internato concluído.   Desde que a medida entrou em vigor no dia 9 de abril, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), mais de 90 instituições de ensino superior possibilitaram que seus estudantes optassem pela antecipação da formatura. 

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Ao todo, 5.352 médicos, 1210 enfermeiros, 490 fisioterapeutas e 387 farmacêuticos se formaram mais cedo para auxiliar no combate à Covid-19. O Estado com mais formaturas antecipadas é Minas Gerais, com 1.103, seguido de São Paulo (952) e Rio de Janeiro (659). No Nordeste, o Ceará é o campeão com 469 estudantes. No que diz respeito à rede de ensino, 5.111 são alunos de instituições privadas e 2.328 de universidades públicas. 

Nesta terça-feira, 11 de agosto, celebra-se o Dia do Estudante, que no ano de 2020 ganha uma nova conotação diante de todos os desafios impostos pela Covid-19 aos alunos em todos os níveis de ensino. Para marcar a data, o LeiaJá publica a série de reportagens especiais “Estudante, você também é herói”, trazendo vários aspectos da rotina dos alunos durante a pandemia. Neste texto, você conhecerá as histórias de duas heroínas que anteciparam suas formaturas no curso de medicina para ajudar a enfrentar uma contagiosa e potencialmente letal, aceitando junto com suas famílias todos os riscos envolvidos nessa decisão.

O peso da responsabilidade de uma vida na sua mão

Thayse Pinheiro de Sales Croccia, de 28 anos, estava cursando o 12º semestre de medicina na Universidade de Pernambuco (UPE) quando o Governo Federal divulgou a Medida Provisória e uma primeira Portaria (posteriormente tornada sem efeito) autorizando a antecipação da colação de grau para estudantes de cursos de saúde. Repleta de anseios sobre sua formatura, com os estágios do internato paralisado e temerosa com a possibilidade de atrasar a conclusão de seu curso, Thayse viu ali uma oportunidade de, enfim, se tornar médica e exercer a sua profissão em um momento em que o País realmente estava precisando.   

“Queria poder contribuir nesse momento de dificuldades, mas ao mesmo tempo havia um medo grande, já que o começo da vida médica é sempre desafiador e nesse contexto o desafio seria ainda maior, pois estaríamos lidando com uma doença até então desconhecida e a cada semana surgiam novos dados. Além disso, o temor de contaminar a família com uma doença potencialmente letal principalmente para os mais velhos, como nossos pais e avós, sempre nos acompanhava. Nesse contexto, o apoio dos meus pais, que apesar de temerosos com a situação deixaram claro que estariam comigo independente do que eu escolhesse, foi essencial, pois me deu segurança em meio a tantas incertezas”, conta ela.

Foto: Cortesia 

Antes da pandemia e de antecipar sua formatura, Thayse explica que sua rotina era muito intensa com os últimos momentos do internato de medicina no último semestre de curso. “Eu era estagiária, estava próxima do fim da faculdade, último período. Era uma rotina de estágio de segunda a sexta, já lidava com pacientes e todos os desafios incluídos”, diz a médica. 

A primeira experiência profissional de Thayse foi e ainda é no sistema público de saúde, dando plantões em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusiva para pacientes com Covid-19. “Apesar do medo e ansiedade iniciais, eu pude aprender muito, já que os livros não ensinam a prática ainda mais nesse contexto novo. Pude ainda me sentir útil aplicando meus conhecimentos, retribuindo a formação que recebi em uma universidade do Estado e fazendo parte do SUS, que acolhe tantos brasileiros que de outra forma não teriam atendimento”, relata a jovem. 

Perguntada sobre como é o dia a dia de trabalho dentro de uma UTI COVID, onde chegam os pacientes mais graves e o risco de contaminação é o mais alto possível, Thayse relata que tudo é sempre muito intenso e as responsabilidades das decisões são muito mais pesadas do que nos estágios desenvolvidos durante o curso de medicina. “É sempre um choque sentir o peso da responsabilidade de uma vida na sua mão. Antes você treina, mas não sente o peso total em você porque a decisão final não cabe a você. Sem decisão, você não tem tanta responsabilidade. Nessa situação do coronavírus, a responsabilidade foi agravada por estarmos lidando com uma doença que não conhecíamos, que não tínhamos visto na faculdade, era nova para nós e para todos, na verdade. Estava provocando um caos em todos os aspectos na nossa sociedade. Além do medo da contaminação própria e da família, porque sair para trabalhar era não só assumir um risco, era sua família que estava com você também assumir, tanto que houve muitas pessoas que saíram de casa nesse período para proteger a família”, afirma ela.

“Eu achei e sinto que estou preparada”

Maria Eduarda Valadares Santos Lins, 25 anos, se formou pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) quando estava no 12º semestre de medicina. Atualmente, trabalha em postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Ela conta que, já no último semestre e tendo aulas a distância apenas de uma disciplina, sua turma começou a solicitar à Universidade que realizasse a antecipação. “Estávamos tendo EAD de aulas já vistas durante a faculdade e como já estávamos no final achamos que a melhor solução seria adiantar do que esperar. Não acho que interferiu no meu aprendizado de forma significativa”, conta.

Além de considerar que não haveria ônus na antecipação, Eduarda não estava satisfeita com a rotina de estudos a distância, uma vez que não gostou do formato. “Para mim foi péssimo! Achei ruim o formato de aula EAD. Alguns colegas também não estavam gostando. Mas outros gostaram de revisar os assuntos. Apesar de estar isolado em domicílio, era cansativo, até porque estávamos acostumados com o internato, onde temos contato direto com paciente e discussões presenciais. Na minha opinião, perde um pouco do aprendizado”, opina Eduarda. Questionada sobre o que lhe desagradava nas aulas remotas, a jovem listou motivos como “muita gente na sala, quando você falava outra pessoa também falava, as pessoas com câmera ligada distraiam sua atenção", entre outras questões. À

A transição de estudante para a vida profissional em meio a uma pandemia, segundo Maria Eduarda, foi difícil, pois ela faz parte do grupo de risco da doença. “Sou asmática de difícil controle e tive duas crises no início do ano, mas estava usando as medicações regularmente para não ter crises. Minha família pesou muito, mas comecei trabalhando em posto onde o risco de contaminação é menor por ser grupo de risco e recentemente estou dando plantão em emergência”, relata ela. 

Além disso, a médica explica que há outras questões além da saúde envolvidas, como o emocional e as novidades da vida de profissional formada. Apesar disso, Eduarda se sente confiante para encarar as novidades impostas pela vida profissional, mesmo em meio ao medo do desconhecido trazido pela pandemia de Covid-19. 

“Tem a insegurança e ainda mais nessa época de Covid, mas eu achei e sinto que estou preparada, pelo menos tenho conseguido lidar com a maioria das situações. Percebo como a importância do estudo continuado para relembrar das coisas e se atualizar e uso corretamente os EPIs para minha segurança e do paciente”, afirma.

Confira, abaixo, as demais matérias do especial “Estudante, você também é herói”. Nossos repórteres mostram as rotinas de alunos, da educação infantil à pós-graduação, durante a pandemia do novo coronavírus:

--> Pequenos 'grandes' estudantes e o ensino remoto

--> Isolamento social e a ansiedade na preparação para o Enem

--> A perseverança de Ana e o carinho pela pedagogia

--> Pós-graduação sofre os efeitos da Covid-19

--> O que o futuro reserva para os estudantes após a pandemia?

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) acaba de lançar um panorama de resultados de testes rápidos da Covid-19 realizados pelas 26 redes associadas. Os dados foram colhidos nas lojas das maiores varejistas do país entre os dias 28 de abril – data da autorização do serviço pela Anvisa – até o dia 14 de junho. 

De acordo com o estudo, 349 farmácias estão ofertando o serviço no País, das quais 68,48% estão concentradas em São Paulo (136) e Minas Gerais (103). Até o momento, foram realizados 62.660 testes rápidos para detecção de anticorpos contra o vírus, por meio da coleta de sangue com furo na ponta do dedo. Dessa quantia, 9.584 (15,30%) testaram positivo, enquanto em 53.076 pessoas (84,70%) o resultado foi negativo.

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Metade desses estabelecimentos oferta o serviço por meio do sistema de drive-thru. Em quase 60% dos casos, as demandas são atendidas de forma espontânea ou por agendamento. Outros 40%, somente por agendamento. Cerca de 17% desses estabelecimentos oferecem o serviço a domicílio.

Recorte regional

Minas Gerais é o estado que mais realizou o procedimento. Ao todo, 22.222 pessoas foram testadas. O Ceará registrou o maior número de casos positivos: 35,7% dos 5.002 testes indicaram a contaminação pelo vírus. O Espírito Santo é o único onde os resultados deram negativos para todas as 13 pessoas testadas. Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima ainda não disponibilizaram o serviço nesses estabelecimentos.

O maior volume de testes ocorreu até o dia 7 de junho, quando 42.874 pessoas se submeteram ao procedimento. Dessas, 6.436 testaram positivo e 36.438 negativo. De 8 a 14 de junho, dos 19.786 resultados gerados, 3.148 foram positivos e 16.638 negativos.

A atriz Fernanda de Freitas, que está atualmente em A Escolinha do Professor Raimundo e esteve em O Sétimo Guardião, afirmou que foi acusada de roubo em uma farmácia no Rio de Janeiro, em seu Instagram, nessa quinta-feira, dia 28.

Fernanda postou o nome da farmácia e desabafou:

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A sua funcionpária veio tomar a minha sacola retornável da minha mão e disse que eu estava roubando. Ela não me perguntou nada. Chegou me intimidando. Sem nem antes me perguntar. O que é isso?! Jၠtinham me pedido meu CPF, eu dei sem nem perguntar o por quê daquilo, aí em seguida, a mulher vem querendo tirar a sacola da minha mão? #eunãosoubandido #faltaderespeito #meaguardem #justiça.

Ela postou também um vídeo, onde diz que não usa sacolas de plástico e que colocou os produtos que ia comprar em sua sacola retornável - e muitos seguidores a questionaram sobre o por que de ela não usar a cestinha própria para isso:

Não é lei isso... por lei, eu posso colocar na minha sacola, minha bolsa, minha mochila... Aonde eu quiser...

O medo da Covid-19 culminou na busca pela cura milagrosa e fez certos medicamentos sumirem das farmácias. Embora ainda não exista vacina ou tratamento comprovado cientificamente que seja eficaz contra a infecção, a sensação de incapacidade por parte da população intensificou a cultura da automedicação.

A docente do departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sueli Moreira, alerta sobre as consequências de tomar remédios sem prescrição ou acompanhamento. Além dos efeitos adversos, "os sintomas podem ser mascarados, levando à confusão nos diagnósticos e retardando a definição correta do tratamento", explica.

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O consumo indiscriminado também pode gerar outras doenças e agravar o quadro clínico, como a especialista exemplifica: "o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) pode levar a complicações renais [...] no caso de antibióticos temos sérios riscos como a piora da infecção, que favorece a resistência bacteriana”.

 Outra questão a ser considerada são as interações entre substâncias, ou seja, a mistura de remédios. "Alguns medicamentos podem interferir na ação de outros e implicar em alterações de exames", esclarece. O conselheiro do Conselho Federal de Farmácia e chefe do departamento de farmácia do Hospital das Clínicas do Recife, Arimatea Filho, também fez um alerta para o consumo sem acompanhamento médico.

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O próprio armazenamento inadequado pode trazer danos. Fora o risco de trocar os medicamentos e tomá-los fora da validade, crianças e idosos podem fazer uso por engano. "O medicamento pode representar um risco baixo para o adulto, mas para o idoso o mesmo medicamento pode ter relação de risco X benefício desfavorável", complementou.

Sem certeza da beneficie, hidroxicloroquina foi estocada

Incentivados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), antes mesmo do protocolo apresentado nesta quarta-feira (20), algumas pessoas já estocavam caixas de hidroxicloroquina em casa sem saber que podem ser vítimas de uma arritmia cardíaca.

Mesmo sem a eficácia comprovada contra a Covid-19, outras duas substâncias entraram no rol das supostas curas da doença. Assim, o antibiótico azitromicina e o antiparasita ivermectina tornaram-se escassos devido ao aumento da procura. Tal cenário dificultou ainda mais a condição dos pacientes que cumpriam tratamento com as substâncias sob recomendação médica.

"Pacientes que respondem bem ao tratamento vivem com poucos sintomas e são acompanhados frequentemente por reumatologistas, que avaliam os riscos", especificou Moreira sobre a prescrição da hidroxicloroquina. O remédio é recomendado contra o Lupus Eritematoso Sistêmico e, a interrupção do tratamento pode resultar na piora renal e de sintomas como a artrite. Em um quadro mais grave, o paciente luta pela vida após ser internado na UTI, concluiu.

Pacientes portares de Parkinson lamentam a falta no repasse de dois dos principais medicamentos para o tratamento da doença. Segundo a Associação de Parkinson de Pernambuco (ASPPE), a farmácia do Governo do Estado deixou de garantir a entrega e as substâncias estão em falta para mais de 180 associados.

"O Estado precisa fazer a parte dele. Diante dessa situação que está se repetindo, iremos acionar o Ministério Público de Pernambuco”, garantiu a presidente da ASPPE, Maria José. A indignação é resultado do atraso de seis meses do remédio Mantidan e, da falta de repasse de aproximadamente uma semana do Propola 200mg/50mg. De acordo com a representante, uma unidade do Prolopa custa cerca de R$ 100 e, por mês, os pacientes precisam de pelo menos três doses.

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Procurada pela reportagem do LeiaJá, a Secretária de Saúde de Pernambuco (SES) informou que os medicamentos ainda estão em processo de aquisição e não deu prazo para que a Farmácia do Estado os disponibilize. Apenas o Propola está abastecido, porém na apresentação de 100mh/25mg. Confira a resposta da SES na íntegra:

"A Farmácia de Pernambuco informa que está abastecida do medicamento ledovopa + cloridrato de benserazida (nome comercial Prolopa) na apresentação 100mg/25mg. Em relação à apresentação 200mg/50mg do fármaco, tramitam, atualmente, processos de aquisição do medicamento. Sobre o cloridrato de amantadina 100mg (nome comercial Mantidan), os últimos processos de compra para o medicamento deram fracassado, ou seja, as empresas não atenderam as especificações do certame. Com isso, a SES precisou iniciar outro processo de aquisição, que está em fase final de andamento."

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