Levantamento aponta que 73,5% de famílias paulistanas estavam com dívida no mês de novembro, o percentual mais alto desde 2010. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da FecomercioSP.

Segundo o estudo, existem 2,93 milhões de famílias com dívidas na capital paulista, sendo 710 mil a mais desde o ciclo de 12 altas consecutivas com início em novembro do ano passado.

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Em novembro, o percentual de famílias inadimplentes (aquelas que além de terem contraído a dívida, não conseguiram pagá-las na data de vencimento) foi de 20,4%, o maior patamar desde abril do ano passado (21,6%). São 815 mil famílias atualmente que estão com contas em atraso.

A taxa de inadimplentes permaneceu praticamente estável ao longo do ano de 2021, oscilando próximo dos 19%. Nos últimos três meses, houve alta de 18,8% em agosto para 20,4% em novembro.

Do percentual de endividados, o cartão de crédito se destaca como o principal tipo de dívida, com pouco mais de 70% de inadimplentes no início do ano, e chegando a 85% em novembro, o maior patamar da série histórica.

O segundo maior tipo de dívida é o carnê com 21,7% dos endividados. No primeiro semestre do ano, o índice oscilou próximo a 14%. Essa modalidade é utilizada pelos consumidores para compras a prazo, parceladas, de maior valor, diretamente nas lojas do varejo.

*Por Thaynara Andrade

Foi divulgado o resultado do Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Erce), que é conduzido pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação (LLECE), ligado à OREALC. No Brasil, a responsabilidade de planejamento e aplicação do estudo fica a cargo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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Segundo o levantamento realizado em 2019, o Brasil avançou na aprendizagem do 4º e 7º ano do ensino fundamental. O comparativo revela que em relação ao último estudo realizado em 2013, o País teve melhorias em todas as áreas analisadas (leitura, escrita, matemática e ciências naturais).

Ainda de acordo com a pesquisa, as pontuações brasileiras estão acima da média alcançada pelos 16 países da América Latina e Caribe que foram examinados no estudo. Ao todo, 8.871 estudantes brasileiros participaram das avaliações, destes 4.552 cursaram o 4º ano e 4.349 o 7º ano do fundamental. Em ambas as séries, os resultados de proficiência foram melhores que a média das regiões analisadas.

O Erce 2019 também aponta que, no Brasil, os aspectos que levam aos melhores resultados de aprendizagem são o acesso à educação pré-escolar, os dias de estudo semanais, o envolvimento parental e as expectativas dos pais, além do maior nível socioeconômico das famílias. Em contraponto, de acordo com o estudo, os aspectos limitadores para a aprendizagem são a repetência e as faltas escolares.

A confirmação de dois casos da variante Ômicron do coronavírus em São Paulo e a suspeita de um terceiro fizeram com que o governador João Doria (PSDB) solicitasse novo parecer técnico ao Comitê Científico do Estado sobre a liberação do uso de máscaras faciais em locais abertos. A flexibilização da medida estava prevista para entrar em vigor no próximo dia 11.

"O nosso parâmetro sempre foi o cenário epidemiológico em São Paulo. E, por isso, precisamos saber o impacto da nova variante com a flexibilização do uso de máscaras em espaços abertos", afirmou Doria. A expectativa é de que o novo estudo esteja pronto ainda na próxima semana. "É necessário ter cautela e avaliar esse novo elemento. O nosso compromisso é com a saúde da população."

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Apesar da recomendação do Estado para a flexibilização, a decisão de liberar ou não o uso de máscara cabe, em última instância, às prefeituras. No interior de São Paulo, pelo menos 13 municípios já sinalizaram que pretendem manter a obrigação da proteção facial após o dia 11.

Além dos dois casos confirmados e outro suspeito em São Paulo, uma quarta paciente também foi diagnosticada com covid-19 em Belo Horizonte, após ter chegado de uma viagem ao Congo. Ela não estava vacinada contra o vírus e foi mantida em isolamento na capital mineira. O Distrito Federal também investiga um caso de um homem vindo da África do Sul.

A aprovação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou ao índice mais baixo nesta segunda-feira (29). A pesquisa publicada pela consultoria Atlas em parceria com o Valor Econômico aponta que, atualmente, menos de 20% dos brasileiros apoiam o presidente.

O estudo mostra que apenas 19% da população mantém apoio à gestão de Bolsonaro, mesmo com a condução controversa do Executivo. Há um ano atrás, a aprovação era de 31%, o que comprova o aumento da insatisfação com o presidente.

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Outros 20% consideram o governo é 'regular' e 60% desaprova totalmente as decisões do governo, de acordo com o levantamento. Em queda diante da movimentação dos concorrentes, Bolsonaro deve se filiar ao PL para tentar a reeleição.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 26 de novembro, e ouviu 4.921 entrevistados. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

É uma aposta de longo prazo, mas que começa a dar motivos de esperança. Vacinas terapêuticas para curar o câncer estão em pleno desenvolvimento e uma empresa francesa envolvida nesta corrida está confiante de que ela se tornará realidade.

Nos laboratórios do Transgene em Estrasburgo, os vírus não têm má impressão, muito pelo contrário. Os pesquisadores desta empresa de imunoterapia cuidam deles e os desenvolvem para atacar as células tumorais.

Sua estratégia é transformar esses vírus para produzir antígenos tumorais que permitiriam ao sistema imunológico ativar e produzir a resposta adequada em pacientes com câncer ou naqueles que correm o risco de recaída.

Os vetores virais usados pelo Transgene são de uma família de varíola bovina. É de certa forma um retorno às origens: foi com esse vírus que o médico britânico Edward Jenner fez a primeira vacina contra a varíola no final do século XVIII.

“Sabemos modificá-lo com muita facilidade e produzi-lo em grande escala”, explica Johann Foloppe, pesquisador da farmacêutica.

- Reeducar o sistema imunológico -

É um trabalho de engenharia que reflete os avanços na terapia gênica. E ainda há mais: os cientistas fornecem a esse vetor viral funções adicionais para ativar o sistema imunológico nas células cancerosas.

Em seguida, são necessárias inúmeras etapas para desenvolver esses vetores e verificar sua eficácia.

No laboratório de histologia, os cientistas observam se a imunidade é ativada ou não contra células tumorais previamente retiradas de pacientes.

Se tudo correr bem, em suas telas, essas células cancerosas, representadas em azul, são gradualmente cobertas por pontos vermelhos ou roxos que representam os linfócitos que matam o tumor.

As vacinas terapêuticas, que podem usar diferentes tecnologias, como o RNA mensageiro no qual as vacinas Pfizer / BioNTech ou Moderna covid se baseiam, são de interesse crescente para o setor de pesquisa e biotecnologia.

"Eles se baseiam no mesmo princípio: educar o sistema imunológico para procurar anormalidades nas quais ele não atue", explica o professor Christophe Le Tourneau, chefe do departamento de testes clínicos iniciais do Instituto Curie e principal pesquisador de um estudo com Transgene.

“Uma célula torna-se tumor pela modificação de seu DNA. Essas modificações deveriam ser detectadas, mas não são. Temos que fazer o sistema imunológico entender, graças à vacina, que são perigosas”, acrescenta o cientista.

É um setor competitivo em que também operam empresas como a Moderna ou a BioNTech. A sociedade americana Dendreon já começou a comercializar um tratamento para o câncer de próstata.

Transgene atua em vários projetos. Entre eles está um em testes humanos de fase 2, "TG4001", para combater o câncer causado pelo papilomavírus humano (HPV). Usando antígenos do HPV, eles educam o sistema imunológico para reconhecer e destruir células tumorais.

A empresa de biotecnologia também desenvolve "myvac", vacinas personalizadas especialmente contra o câncer de ovário que usam mutações genéticas do mesmo tumor. Para fazer isso, eles usam inteligência artificial que determina quais mutações genéticas devem ser integradas ao vetor viral.

Na segunda-feira, o Transgene publicou os primeiros resultados positivos para um ensaio clínico de fase 1, mostrando que o sistema imunológico dos primeiros pacientes havia sido ativado.

Mas "resposta imunológica não significa eficácia clínica", lembra sabiamente o professor Le Torneau que, mesmo assim, acredita que as vacinas terapêuticas podem ser uma revolução para os pacientes.

O risco de morte fetal é quase o dobro para mulheres com Covid-19 em comparação com aquelas sem a doença, e cresceu até quadruplicar-se durante o período em que a variante delta se tornou dominante, de acordo com um vasto estudo realizado por uma instituição estatal dos Estados Unidos, divulgado nesta sexta-feira (19).

A análise, conduzida pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), se baseou em mais de 1,2 milhão de partos ocorridos entre março de 2020 e setembro de 2021 incluídos em um banco de dados de hospitais.

Em geral, os casos de natimortos foram muito pouco frequentes, somando 8.154, 0,65% do total. Porém, o risco de morte fetal foi 1,9 vezes maior em mulheres infectadas pelo coronavírus.

Especificamente, nesse período, 1,26% dos nascimentos foram de natimortos entre mulheres com covid-19, contra 0,64% para o restante.

A variante delta aumentou esse risco, descobriram os CDC, que analisaram os períodos antes e depois que essa variante se tornou dominante no país, em julho de 2021.

Em relação às não infectadas, o risco era 1,47 vezes maior entre as mães com a doença antes do aparecimento da delta e 4,04 vezes maior depois que a variante se tornou dominante.

Os autores escreveram que pesquisas anteriores haviam sugerido que uma possível causa biológica do risco aumentado poderia ser a inflamação ou a diminuição do fluxo sanguíneo para a placenta.

Entre os partos com covid-19, foram associados a taxas mais elevadas de natimortos ter mais de um bebê ou condições como hipertensão crônica, lesão cardíaca, descolamento da placenta do útero, sepse, fluxo sanguíneo insuficiente resultando em choque, lesão pulmonar com risco de vida, estar em um unidade de terapia intensiva ou sob respiração artificial.

“São necessários estudos adicionais para investigar o papel das complicações maternas da covid-19” sobre esta questão, disseram os autores. Porém, o estudo está entre os mais sólidos até agora vinculando a covid-19 e as mortes fetais, apontaram.

Um estudo sugere que a proteção da CoronaVac, vacina contra a covid-19, é menor entre pessoas infectadas pelo HIV, vírus causador da aids. Diante disso, a orientação para vacinação tem que ser mantida, inclusive com prioridade para doses de reforço nesse grupo. No entanto, o estudo não analisou como se comportam as outras vacinas que vêm sendo usadas no Brasil. 

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) compararam a proteção da CoronaVac em pessoas infectadas pelo HIV e naquelas não infectadas. O estudo mostrou que, depois de receber a CoronaVac, uma pessoa sem o HIV tem 3,21 mais chances de desenvolver anticorpos contra a covid-19 do que uma não infectada por esse vírus.  “Significa que a resposta à vacina é um pouco pior entre pessoas que vivem com o HIV. Ela [a vacina] é muito importante, mas a potência dela para gerar resposta é inferior em pessoas que vivem com HIV, em comparação àquelas que não têm HIV”, disse uma das autoras do estudo, a professora da Faculdade de Medicina da USP Vivian Avelino-Silva. 

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Apesar de níveis de proteção menores, isso não quer dizer que pessoas com HIV devam deixar de se vacinar. De acordo com a professora, a menor proteção reforça que esse é um grupo prioritário e que pode precisar de maior reforço no esquema vacinal.  “É o tipo de situação que justamente esclarece para nós que, se tiver alguém para priorizar, seriam as pessoas com HIV. Isso sugere que talvez as pessoas que vivem com HIV precisem de mais reforços, mais precoces ou em maior número, em relação às pessoas que não têm HIV”, disse Vivian. 

O número de células de defesa do organismo, chamadas de CD4, pode ajudar a explicar a dificuldade na produção de defesas contra o novo coronavírus. Pessoas com HIV, mas com maior número de células de defesa, têm o dobro de chances (2,26 vezes mais) de desenvolver os anticorpos que pessoas em estágios mais avançados da infecção pelo HIV. 

O estudo foi publicado como preprint, que é uma espécie de esboço em que o trabalho permanece aberto para receber a contribuição de outros cientistas antes da publicação definitiva.   Procurado pela Agência Brasil, o Instituto Butantan informou que dois estudos científicos publicados por pesquisadores do Brasil e da China evidenciaram que a CoronaVac “é segura e capaz de gerar níveis elevados de proteção contra o SARS-CoV-2 em pessoas infectadas pelo vírus HIV, causador da AIDS”. Um desses estudo é o da FMUSP, citado acima. 

“Quatro semanas após a segunda dose da vacina, a porcentagem de participantes com positividade para anticorpos neutralizantes SC e NAb foi alta tanto para o grupo com HIV quanto no grupo controle. Nenhuma reação adversa séria foi relatada durante o estudo, seja entre pessoas com HIV ou nos participantes não imunossuprimidos”, diz o informe do instituto. 

O Butantan acrescenta, no informe, que os pesquisadores encontraram diferenças nos parâmetros de imunogenicidade entre as pessoas com HIV, sendo que o grupo com o sistema imunológico mais enfraquecido teve imunogenicidade mais baixa contra o vírus da covid-19 quando comparados àqueles com contagem maior de células de defesa, após a aplicação de duas doses da vacina. “Uma abordagem possível é usar uma dose de vacina de reforço ou mesmo administrar títulos de antígeno mais altos por dose de vacina”, divulgou o instituto sobre a conclusão dos pesquisadores.

Organizada pela Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, a feira virtual Career Fair acontece no dia 18 de novembro, das 13h às 15h. O evento on-line é gratuito e as inscrições são por meio de cadastro no site da iniciativa

Na ocasião, estudantes poderão ter contato com as principais instituições de ensino da Suécia. Além disso, profisisonais de diversas áreas terão a oportunidade de realizar network com empresas suecas no Brasil, como Scania, SAAB, SKF, Autoliv e outras.

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Cada processo eleitoral no Brasil ganha regras novas em relação ao anterior, e nas eleições de 2022 esta "tradição" será mantida. No ano que vem, as federações partidárias farão sua estreia no rito, os votos em mulheres e pessoas negras terão maior peso e os parlamentares eleitos terão um alívio na regra da fidelidade partidária.

Porém, o que chama atenção na reforma promovida ao longo de 2021 não são as mudanças sancionadas, mas a maneira como tramitaram no Congresso.

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É o que conclui um estudo do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB), núcleo sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj), que analisou os cinco principais projetos de reforma que dominaram as pautas na Câmara ao longo deste ano. Para os pesquisadores, os atropelos no regramento não caracterizam apenas o processo pré-eleitoral vigente, mas também a gestão do deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) à frente da Câmara.

Além das novidades citadas acima, que tramitaram nas formas da PEC 125/2011 e do PL 2522/2015, ainda foram discutidas propostas como a do voto impresso (PEC 135/2019), a reserva de vagas para mulheres na Câmara (PL 1951/2021) e o novo código eleitoral (PLP 112/2021). Segundo o estudo, os projetos tramitaram sem transparência ou participação popular e não tiveram o "resultado esperado" pelo grupo que os conduziu.

RITOS

O observatório analisa, por exemplo, a tramitação do novo Código Eleitoral, que propõe reunir em um único compilado toda a legislação e a regulamentação eleitoral. O texto apresenta, por exemplo, mudanças na quarentena eleitoral para ex-membros do Judiciário ou policiais militares, na rigidez da Lei da Ficha Limpa e no alcance da ação do TSE nos pleitos. O projeto ainda aguarda apreciação do Senado, mas não a tempo de valer para a votação de 2022.

Neste caso, o estudo do OLB destaca as tentativas de acelerar o processo de tramitação que passaram por cima de alguns ritos formais, como a admissão de regime de urgência para a discussão do projeto, o que é proibido em matérias relativas a códigos, e a discussão em grupo de trabalho, que deveria ter sido feita por uma comissão especial.

O tema, no entanto, não mobilizou os senadores ao longo do ano. Pesquisadores analisaram menções ao assunto em discursos no plenário e nas redes sociais dos parlamentares, mas foram poucas as discussões.

A mesma PEC que propôs a contabilização em dobro dos votos para candidatos negros e mulheres incluía também a volta das coligações e o Distritão, como é conhecido o modelo que adota o voto majoritário também para eleições de deputados e vereadores. Enquanto o novo modelo foi rejeitado ainda na Câmara, as coligações foram no Senado. Somente depois disso, os deputados resgataram a proposta das federações partidárias, já apreciada pelos senadores.

REGIMENTO

Nas redes sociais, Lira, ao tratar da PEC do voto impresso, já defendeu as votações e os devidos ritos, afirmando que a Câmara "sempre se pauta pelo cumprimento do Regimento e pela defesa da sua vontade que é a expressão máxima da democracia".

A Pfizer informou, nesta sexta-feira (5) que uma pílula desenvolvida pela farmacêutica teve eficácia de 89% na redução do risco de internação ou morte entre pessoas com casos graves de Covid-19. O anúncio é baseado em resultados preliminares de um estudo de fase 2/3 conduzido pela farmacêutica.

O antiviral, conhecido como Paxlovid, funcionou quando administrado três dias após o diagnóstico, de acordo com a empresa. Dos 1.219 adultos que participaram da pesquisa, dez que tomaram o placebo morreram, comparado com nenhum óbito entre os que receberam o remédio. Os testes também atestaram a segurança da substância.

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A Pfizer afirmou que pretende solicitar autorização para uso da droga à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos este mês.

Se autorizado pelas autoridades regulatórias, seriam dois comprimidos de covid-19 que as pessoas podem tomar em casa antes do final do ano para permanecer fora do hospital. Um antiviral da Merck e Ridgeback Biotherapeutics foi liberado para uso no Reino Unido esta semana e está para autorização nos EUA.

"As notícias de hoje são uma verdadeira virada de jogo nos esforços globais para deter a devastação desta pandemia", afirmou o CEO da Pfizer, Albert Boula. "Esses dados sugerem que nosso candidato a antiviral oral, se aprovado ou autorizado pelas autoridades regulatórias, tem o potencial de salvar vidas de pacientes, reduzir a gravidade de infecções de covid-19 e eliminar até nove em cada dez hospitalizações", acrescentou. Com informações da Dow Jones Newswires.

Em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (4), a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) relatou várias irregularidades em estudo feito com o uso da proxalutamida contra a Covid-19, inclusive a falta de detalhamento sobre a morte de 200 pessoas. O Ministério Público está investigando o caso.

Coordenador da Conep, Jorge Venâncio disse que havia um pedido do pesquisador Flávio Cadegiani para a realização de estudo com a droga em uma clínica em Brasília. A primeira irregularidade foi justamente a expansão do experimento, sem autorização, para outros estados, como Amazonas e Rio Grande do Sul.

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Venâncio disse que também não foi apresentada a composição do comitê independente que deveria acompanhar o estudo. O parecer recebido pela Conep teria sido assinado por um laboratório, que tem um pedido de patente do uso de medicamentos antiandrogênicos, como é a proxalutamida, no tratamento da Covid.

O coordenador da Conep informou que a representação no Ministério Público foi entregue em setembro, mas que agora em novembro foram feitos adendos porque um hospital do Amazonas que participou do estudo apresentou o termo de consentimento dado aos pacientes. O documento era diferente do aprovado pela comissão.

O termo usado no Amazonas não teria os direitos dos participantes e não fazia referência ao fornecimento de contraceptivos. Os pacientes precisariam usar esses medicamentos porque a proxalutamida pode causar problemas de má-formação em caso de gravidez.

Outra mudança feita na representação foi a inclusão de um processo judicial de parentes de uma paciente que faleceu e que, em seu prontuário, foi encontrada a prescrição de proxalutamida e nebulização com hidroxocloroquina. Venâncio afirmou que a prescrição explícita corrobora a suspeita de que o estudo não foi feito com cegamento, ou seja, sem que os participantes do grupo que toma o medicamento e do grupo que toma placebo sejam identificados.

Ataques

Na audiência, o repórter Pedro Nakamura, do portal de notícias Matinal, relatou suas reportagens sobre o estudo feito com a droga no Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre. Ele disse que sofreu diversos ataques após a reportagem.

“Pegaram uma mensagem que eu enviei para uma fonte da equipe clínica do hospital. Um dos médicos teve acesso a essa mensagem. Ele a cortou, publicou e começou a dizer que eu estava assediando o corpo clínico do hospital. Começou a me marcar no Instagram, no Twitter, em todas as redes sociais pessoais possíveis. E aí eu comecei a sofrer ataques de vários usuários”, denunciou.

Segundo Pedro, a proxalutamida, fornecida por fabricante chinês, é estudada para o tratamento de câncer, mas ainda não tem autorização de uso em nenhum lugar do mundo.

Ele contou que o estudo de Porto Alegre foi feito por Cadegiani em parceria com o médico Ricardo Zimerman, que esteve na CPI da Pandemia no Senado defendendo o chamado tratamento precoce contra a Covid-19. Os dois médicos e dirigentes do Hospital da Brigada Militar foram convidados para a audiência, mas não compareceram.

Conselho de medicina

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) deve sugerir a realização de uma comissão geral para debater a ética médica em face de denúncias feitas durante a pandemia.

Para o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), a situação é gravíssima: “Estamos diante, talvez, do maior escândalo ético-científico da história da medicina brasileira. E certamente um dos maiores escândalos vistos por essa Conep, que existe desde 1997. Estou absolutamente chocado. Como que alguém fez isso com vidas?”.

Anvisa

A diretora-adjunta da 5ª Diretoria da Anvisa, Daniela Cerqueira, disse que a agência reguladora suspendeu as pesquisas científicas com a proxalutamida em setembro e está investigando os centros que participaram do experimento.

Segundo ela, a agência constatou que foi importada uma quantidade de medicamentos superior à necessária para o estudo protocolado na Conep.

Da Agência Câmara

Grupos de proteínas tóxicas que se acredita serem responsáveis pelo declínio cognitivo associado à doença de Alzheimer chegam a diferentes regiões do cérebro precocemente e se acumulam ao longo de décadas, de acordo com um novo estudo publicado nesta sexta-feira (29).

A pesquisa, apresentada na revista Science Advances, é a primeira a usar dados humanos para quantificar a velocidade dos processos moleculares dessa doença neurodegenerativa e, eventualmente, pode ter implicações importantes para o planejamento de tratamentos.

Também altera a teoria de que aglomerados se formam em um local do cérebro quando uma reação em cadeia ocorre em outras áreas; um padrão visto em ratos. Essa disseminação pode acontecer, mas não é o principal motivador, segundo os pesquisadores.

"Duas coisas tornaram este trabalho possível", disse à AFP Georg Meisl, químico da Universidade de Cambridge e principal autor do artigo.

"Uma foram os dados muito detalhados obtidos por PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) e vários conjuntos de dados que reunimos, e a outra são modelos matemáticos que desenvolvemos nos últimos dez anos."

Os pesquisadores usaram cerca de 400 amostras de cérebro post-mortem de pacientes com Alzheimer, assim como 100 tomografias PET de pessoas que vivem com a doença para rastrear o acúmulo de tau, uma das duas proteínas-chave envolvidas na doença.

Na doença de Alzheimer, a tau e outra proteína chamada beta amilóide se acumulam em nós e placas - ambas conhecidas como agregados - que matam as células cerebrais e encolhem o cérebro.

Isso, por sua vez, resulta em perda de memória, alterações de personalidade e incapacidade de realizar funções cotidianas. Estima-se que 44 milhões de pessoas sofram da doença em todo o mundo.

- Crescimiento exponencial -

Pesquisas anteriores, conduzidas principalmente em animais, sugeriram que os agregados se formam em uma região e, em seguida, se espalham por todo o cérebro, da mesma forma que o câncer se espalha.

O novo estudo aponta que, embora essa disseminação possa ocorrer, ela não é de fato o principal fator para a progressão da doença.

"Uma vez que temos essas sementes, pequenos pedaços de agregados por todo o cérebro, eles simplesmente se multiplicam e esse processo controla a velocidade", explicou Meisl.

O estudo conseguiu determinar que os agregados levam cerca de cinco anos para dobrar de quantidade. Esse número é "encorajador", de acordo com Meisl, porque mostra que os próprios neurônios do cérebro são bons em neutralizá-los.

"Talvez se pudermos melhorá-lo um pouco, possamos atrasar significativamente o início de uma doença grave."

O grau da doença de Alzheimer é medido de acordo com a chamada "Escala de Braak". A equipe descobriu que leva cerca de 35 anos para progredir do estágio três, quando os sintomas leves começam a aparecer, para o estágio seis, o mais avançado.

Se os agregados dobram aproximadamente em cinco anos, em 35 anos eles teriam se multiplicado por 128. Esse crescimento exponencial "explica por que a doença demora tanto para se desenvolver e então a pessoa se deteriora rapidamente".

Usando o mesmo método, a equipe tenta investigar a demência frontotemporal e lesões cerebrais traumáticas.

"Tau é uma proteína culpada por vários tipos de demência e faria sentido explorar como ela se espalha em doenças como a demência frontotemporal", disse Sara Imarisio, do instituto Alzheimer's Research UK.

"Esperamos que este e outros estudos semelhantes ajudem a desenvolver tratamentos futuros que tenham como alvo a tau, de modo que tenham uma chance melhor de desacelerar o processo da doença e beneficiem pessoas com demência."

Um ensaio clínico publicado nesta quarta-feira (27) aponta que a fluvoxamina, um antidepressivo, pode reduzir as hospitalizações entre pacientes com Covid-19 com perfis de maior risco.

“A fluvoxamina, um medicamento que já existe e é de baixo custo, reduz a necessidade de cuidados avançados da doença em uma população de alto risco”, concluíram os pesquisadores desse estudo que saiu na Lancet Global Health, publicação vinculada à revista referência Lancet.

Este fármaco é usado como antidepressivo e contra o transtorno obsessivo-compulsivo.

Os autores do estudo realizaram os testes em uma dezena de hospitais brasileiros para estimar se o remédio permite evitar a hospitalização de pacientes com Covid-19 que o recebem rapidamente após a detecção do vírus.

Estudos anteriores já apontavam efeitos interessantes da fluvoxamina contra a Covid-19, mas foram realizados com amostras pequenas e uma metodologia que oferecia conclusões incertas.

Nesse caso, a análise foi feita com 700 pacientes e igual número tratado com placebos, sem que os médicos soubessem realmente que tratamento estavam administrando.

Todos apresentavam pelo menos um fator de risco: idade acima de 50 anos, tabagismo, diabetes, não estar vacinado etc.

O estudo mediu quantos pacientes em cada grupo acabaram hospitalizados após 28 dias ou tiveram que passar mais de seis horas em um pronto-socorro.

Encontraram-se em uma dessas situações 11% dos pacientes tratados com fluvoxamina, contra 16% do grupo do placebo.

"Este estudo sugere claramente que a fluvoxamina é uma opção eficaz, segura, barata e bem tolerada para tratar pacientes com Covid-19 não hospitalizados", disse o pesquisador Otavio Berwanger, não vinculado ao ensaio, em um comentário à revista.

Ao mesmo tempo, ele assinala os limites do estudo, como o fato de não abordar o efeito do medicamento sobre os óbitos e suas conclusões sobre as internações serem fragilizadas por ter misturado dois critérios.

Os autores explicam que levaram em consideração a permanência nos serviços de emergência porque os hospitais brasileiros estavam saturados pela pandemia e às vezes não conseguiam atender os pacientes que precisavam.

Um em cada dez brasileiros com mais de 60 anos faz uso abusivo de bebidas alcoólicas, indica estudo conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na conta dos pesquisadores, são cerca de 2 milhões de idosos (6,7%) que consomem várias doses em uma única ocasião - padrão de consumo abusivo, conhecido como binge drinking. Cerca de 1,16 milhão, 3,8%, bebe de 7 a 14 doses por semana, quantidade que pode pôr em risco a saúde. No total, um em cada quatro idosos (23,7%) admite consumir álcool eventualmente.

Para chegar a esses padrões, pesquisadores da Escola Paulista de Medicina (da Unifesp) analisaram os dados de um estudo com 5.432 brasileiros acima de 60 anos. E recorreram também a informações de 503 idosos atendidos em Unidades Básicas de Saúde de São José dos Campos. O trabalho, que virou tese de doutorado da pesquisadora Tassiane Cristine de Paula, é inédito no País e aponta que o consumo de álcool entre idosos já é problema de saúde pública.

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A bebida em excesso entre os mais velhos não é exclusividade dos brasileiros. Aos 95 anos e perto de completar 70 de reinado, a rainha Elizabeth II foi aconselhada por médicos do Reino Unido a parar com seus drinques diários. Fontes próximas à família real britânica falaram do caso à revista Vanity Fair.

O estudo brasileiro indicou que os homens idosos bebem mais que as mulheres, embora essas sejam mais vulneráveis aos efeitos da bebida. Mostrou também que a frequência e a quantidade diminuem com a idade - o consumo de risco é maior entre homens de 60 a 70 anos, sobretudo os que têm maior escolaridade (acima de 9 anos de estudo). A partir dos 70 anos, o consumo cai, principalmente entre as mulheres. O fenômeno é mais comum na Região Sudeste do País.

DIA SIM, OUTRO TAMBÉM

Dono de uma empresa de turismo de pesca em Sorocaba, Carlos Alberto Dias, o Charles, de 68 anos, toma de uma a duas taças de vinho "dia sim, outro também", como afirma. É uma rotina de 20 anos, iniciada por influência da mulher, de origem espanhola, apreciadora da bebida. "Antes eu tomava cerveja. Agora, uma garrafa de vinho dura três dias depois de aberta, pois cuidamos para que não oxide", disse. Charles acredita que a idade não deve impedir o cultivo de um hábito "gostoso", que ele não considera prejudicial. "Se tirarem os drinques da rainha (referência à monarca britânica), ela morre", comparou.

O empresário diz que só vai ao médico para os exames periódicos. "Não tenho pressão alta nem hipertensão e passo longe das farmácias. Faço atividade física regular. Tenho clientes médicos e eles desaconselham os destilados, não o vinho", disse. Sua mulher, Maria Josefa, de 65 anos, o acompanha nas taças bem servidas. "Somos um casal que bebe unido", avisa.

A dupla está no limiar do consumo de alto risco, já que o estudo considera de baixo risco menos que uma dose por dia para a mulher e menos que duas doses para o homem. Acima de uma dose diária para a mulher (ou 7 na semana) e duas para o homem (14 na semana) passa a ser consumo de alto risco. Mais que quatro doses para a mulher e cinco para o homem, em duas horas, caracteriza o consumo abusivo.

COMO REDUZIR

Segundo a pesquisadora Tassiane, é fundamental entender esse problema para propor estratégias visando à redução do consumo entre os idosos, de modo a evitar que se torne um problema de saúde pública mais grave. "É um fato preocupante, pois, com o aumento da expectativa de vida, a proporção de idosos na população é maior."

Os estudos indicam, segundo Tassiane, que o consumo prejudicial de álcool em adultos e idosos pode estar relacionado não só a problemas graves de saúde - doenças cardiovasculares, hipertensão, câncer e demência. "Aumenta também o risco de quedas e acidentes com fraturas", alerta a cientista, que foi orientada pela professora Cleusa Ferri. Financiada pela Fapesp, a pesquisa foi publicada recentemente em revistas internacionais.

Como parte do estudo, a pesquisadora e seu grupo entrevistaram 503 idosos atendidos pelas UBSs de São José dos Campos. Desses, 242 foram identificados como consumidores de álcool e 80 foram acompanhados até em sua rotina domiciliar. Esse trabalho, iniciado em janeiro de 2020, foi interrompido em março, pela pandemia. "Após três meses, verificamos que a metade reduziu o consumo e 25% pararam de beber. É claro que pode haver um efeito da pandemia, pois muitos idosos sequer puderam comprar bebidas e pararam as festas familiares. Mas o resultado nos anima a continuar esse trabalho logo que possível."

PROTOCOLO

A expectativa da pesquisadora é desenvolver para o sistema público de saúde um protocolo de intervenção em relação aos idosos que bebem. Conforme a ONG Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), os dados sobre o consumo de álcool por idosos ainda são escassos e subestimados no País, mas já se sabe que de 1% a 3% apresentam morbidade física e psiquiátrica relacionada ao uso de bebidas alcoólicas. Entre as consequências do álcool nessa população estão o déficit no funcionamento cognitivo e intelectual, prejuízos no comportamento social e aumento das comorbidades.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pela primeira vez na história, astrônomos observaram evidências de um planeta fora de nossa galáxia, a Via Láctea.

O astro seria tão grande quanto Saturno, cujo diâmetro é nove vezes maior que o da Terra, e fica na galáxia Messier 51 (também chamada de galáxia do Redemoinho devido a seu formato em espiral), a 28 milhões de anos-luz do nosso planeta.

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Publicada na revista Nature Astronomy, a descoberta foi feita por um grupo internacional guiado por astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, a partir do estudo de raios-x observados pelo telescópio espacial Chandra, da Nasa.

O candidato a planeta foi detectado em um sistema binário chamado M51-ULS-1, provavelmente formado por um buraco negro ou uma estrela de nêutrons que atrai o gás de uma estrela próxima.

Dessa forma, o material próximo ao buraco negro ou à estrela de nêutrons superaquece e emite ondas de raio-x. Ao passar em frente a essa região, o suposto planeta bloqueia os raios-x e se torna detectável por telescópios - no caso, o Chandra.

Esse astro bloqueou os raios-x durante três horas, o que permitiu aos astrônomos inferir seu tamanho. Ele também orbitaria o buraco negro ou a estrela de nêutrons em uma distância duas vezes superior à de Saturno em relação ao Sol.

Buracos negros e estrelas de nêutrons são o resultado da "morte" de estrelas com massas muito superiores à do Sol e se caracterizam pela densidade extrema.

Os primeiros são tão densos e possuem campo gravitacional tão forte que sequer a luz consegue escapar de seu interior, por isso não é possível enxergá-los. Já as segundas são o espólio de supernovas de estrelas bastante massivas, mas ainda assim sem massa suficiente para se tornar buracos negros.

Uma estrela de nêutrons tem diâmetro estimado entre 10 e 30 quilômetros, ou seja, é menor que uma cidade como São Paulo, mas uma colher de chá de sua matéria pesaria tanto quanto o Monte Everest.

Serão necessários novos estudos para comprovar que o astro visto em Messier 51 trata-se mesmo de um planeta, mas, devido ao tamanho de sua órbita, ele leva pelo menos 70 anos para voltar à mesma região.

Até agora, milhares de exoplanetas já foram descobertos por cientistas, mas todos eles na Via Láctea, a galáxia onde fica a Terra.

Da Ansa

Um vasto estudo internacional, que será desenvolvido durante vários anos, se propõe a individualizar a detecção do câncer de mama de acordo com o risco de cada pessoa.

O estudo, chamado MyPeBS ("My personal breast screening", "Minha detecção mamária personalizada" em tradução livre) e iniciado em 2019 na Bélgica, Espanha, França, Israel, Itália e Reino Unido, tem como objetivo avaliar o interesse de uma detecção diferenciada de acordo com a situação de cada mulher.

"Queremos que haja um uso razoável das mamografias: que sejam usadas mais quando for necessário e menos quando não for", resume à AFP a radiologista Corinne Balleyguier, encarregada da parte francesa do estudo.

Atualmente, o mesmo procedimento é usado nos programas de detecção mamária para todas as mulheres dentro da faixa etária de risco que, segundo os países, costuma ir dos 50 aos 74 anos.

"Mas sabemos que o risco não é o mesmo para todas", lembra Balleyguier.

De fato, já existem protocolos diferentes em países como a França para as mulheres que tenham pré-disposição hereditária a sofrer este tipo de câncer, embora sejam minoritários.

As mulheres que participam do MyPeBS são divididas em dois grupos: um que seguirá o programa habitual de detecção do país em questão e o outro um programa individualizado.

Para este segundo grupo serão considerados vários fatores de risco: densidade do seio (os mais densos têm mais riscos), antecedentes familiares, biópsias anteriores e, a partir do teste de saliva, a presença de marcadores genéticos não hereditários.

Depois, serão classificadas em quatro categorias, nas quais realizarão exames com variações de tempo: mamografias a cada quatro anos para as que apresentam menos riscos; mamografias a cada dois anos para as de risco médio; e uma ao ano para as de risco alto, além de uma detecção por IRM (Imagens de Ressonância Magnética) se o risco for muito alto.

Os resultados dessa estratégia diferenciada podem ter considerações muito importantes em questão de saúde pública.

A detecção em massa recebe críticas, já que não diferencia entre as pacientes, o que faz com que sejam realizados tratamentos geralmente inúteis.

No entanto, o estudo da MyPeBS só conseguiu reunir menos de 20.000 pacientes das 85.000 necessárias.

"É uma organização muito complicada de administrar, é muito mais complicado incluir (pacientes) do que parece", afirma Balleyguier.

A pandemia de covid-19 desacelerou o desenvolvimento do estudo. Por conta disso, as conclusões só estarão prontas a partir de 2026. As pacientes interessadas têm até 2023 para se apresentarem como voluntárias.

Para se inscreverem, as mulheres de entre 40 e 70 anos precisam acessar o site https://www.mypebs.eu/es/participe-en-el-estudio-mypebs/

Um estudo de pesquisadores brasileiros publicado no periódico internacional The Lancet apontou uma queda do atendimento de saúde mental durante a pandemia. O trabalho indicou o impacto da pandemia da Covid-19 sobre este tipo de cuidado, em um momento de crescimento de transtornos mentais, como ansiedade e depressão.

Segundo análise de pesquisadores da Universidade de Brasília, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, foram registrados nos primeiros seis meses da pandemia 1,18 milhão de atendimentos ambulatoriais relacionados à saúde mental.

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Esse número, segundo os autores, é 28% abaixo do que seria esperado. A expectativa a partir dos dados de períodos anteriores era de uma média de 1,66 milhão de procedimentos deste tipo.

Os atendimentos de grupo tiveram uma queda de 68%. Nos seis meses examinados pelo estudo, ocorreram 102,4 mil atendimentos coletivos. Entretanto, a expectativa a partir das médias de anos anteriores era de 317,8 mil.

A hospitalização psiquiátrica também sofreu com a pandemia, com uma redução de 33%. As internações entre março e agosto de 2020 totalizaram 289,2 mil. Mas a média esperada era de 430,3 mil.

A pesquisa também identificou procedimentos associados à saúde mental que cresceram durante a pandemia. As consultas de emergência nessa área subiram 36%. Já o atendimento domiciliar teve um acréscimo de 52%. Os dados sinalizam a opção das pessoas por evitar o ambiente de clínicas e hospitais e serem atendidas em seus lares.

“Nossos achados mostram uma mudança dramática na assistência à saúde mental durante a pandemia. Esse fenômeno pode agravar a crise de saúde mental e gerar uma pandemia paralela que pode durar por um tempo maior do que a pandemia da Covid-19”, concluem os autores no estudo.

O Guia Salarial 2022 da Robert Half, estudo que apresenta as principais tendências de recrutamento, setores em alta, habilidades técnicas e comportamentais, lançou os resultados apurados em meio a contexto pandêmico atual. O levantamento analisa as áreas de engenharia, finanças e contabilidade, jurídico, mercado financeiro, recursos humanos, seguros, tecnologia e vendas e marketing, 

Para o diretor-geral da Robert Half na América do Sul, Fernando Mantovani, apesar de estarmos num momento de aquecimento no mercado, não devemos observar grandes mudanças salariais no próximo ano. “Estamos passando por um período de aquecimento do mercado e retomada dos negócios. Notamos que o foco das empresas está nos novos modelos de trabalho e seus impactos no mundo pós-pandemia. Para o próximo ano, porém, não devemos observar mudanças gritantes nos salários, já que as companhias ainda estão atentas ao impacto da Covid-19 na economia”, pondera Mantovani, segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa.

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O estudou apontou que as indústrias que lideram as contratações são tecnologia, bens de consumo, varejo, agronegócio e logística (destaque, também, para as startups de diferentes segmentos). Já quando se trata de “Soft Skills”, ou características que vão além das habilidades técnicas, as mais valorizadas são comunicação, adaptabilidade, flexibilidade, perfil analítico/visão estratégica, senso de dono/visão do negócio.

Quando se trata de recrutamento, a pesquisa afirma que “é hora de olhar para dentro de casa e valorizar os profissionais internos”. Do total, 69% dos recrutadores apontaram que será cada vez mais difícil encontrar colaboradores qualificados. Esse quadro pede que as empresas reavaliem seus pacotes de remuneração e benefícios para que possam atrair novos talentos do mercado. A pesquisa também apontou que 49%, quase metade dos executivos, estão com receio de perder algum profissional chave no próximo ano, e os principais motivos são: abordagem mais agressiva da concorrência, aumento da pressão por resultados e insatisfação com o salário.

A modalidade de trabalho remoto transformou o mercado com possibilidades sem fronteiras. 91% dos profissionais afirmaram que trabalhariam remotamente para empresas tanto de outras cidades como para fora Brasil. Para Fernando Mantovani, essa é uma tendência que várias companhias, onde é viável o modelo, estão aderindo. “A projeção dessa tendência dependerá de como as empresas vão definir seus modelos de trabalho em um mundo pós-pandemia, mas podemos dizer que o mercado de trabalho caminha para um modelo híbrido nos segmentos e áreas em que essa modalidade é viável”, ressalta o diretor-geral da Robert Half.

O modelo híbrido se tornou o mais desejado entre funcionários, atualmente por valorizar as horas de trabalho flexíveis e as medidas de desemprenho baseadas em realização de objetivos. Entre os colaboradores, 63% afirmaram que preferem trabalhar de casa e 38% declaram que procurariam um novo emprego se a empresa não ofertasse, ao menos, a opção parcialmente remota.

Com o avanço da vacinação, cresce também a procura por capital humano por parte das empresas. O diretor-geral da Robert Half na América do Sul recomenda aos gestores a fazer o possível para manter seus melhores profissionais: “As companhias que foram capazes de se reinventar desde o início da pandemia saem em vantagem nesse momento de retomada. Muitas já voltaram a contratar, outras estão se organizando para retomar com força no ano próximo ano”, comenta Mantovani.

“Reitero que as pessoas são o bem mais valioso de qualquer organização. Por isso, a recomendação que faço aos gestores é de buscar reter seus melhores profissionais para não correr o risco de eles encontrarem a valorização e o acolhimento em outras empresas”, conclui. Confira os cargos, habilidades comportamentais e técnicas, assim como certificações mais exigidas e perspectivas de remuneração por área apontados pelo estudo:

Engenharia

Indústrias que lideram as contratações:

Saúde, Bens de consumo, Tecnologia / Logística, Infraestrutura, Mineração

Profissionais mais procurados:

Gerente de Supply Chain, Comprador, Engenheiro de Aplicação/Vendas, Gerente de projetos/PMO,

 Gerente de vendas técnicas, Coordenador de planejamento, Coordenador de Customer Service, Engenheiro de QSMS, Engenheiro de Produção/Processos

Habilidades técnicas:

 Idiomas, Domínio de sistema de gestão integrada, Tech skills, Inovação, Visão de negócios, Sustentabilidade

Habilidades comportamentais:

Perfil analítico, Facilitador, Equilíbrio emocional, Comunicação, Adaptabilidade

Carreiras do futuro:

Piloto de drone, Engenheiro de georreferenciamento, Engenheiro de dados, Engenheiro de inovação

Algumas perspectivas de remuneração para 2022:

Gerente de Supply Chain: P/M - 17.100 | 22.000 | 27.500; G - 21.700 | 28.000 | 34.900

Coordenador de Customer Service: P/M - 6.200 | 8.000 | 10.000; G - 7.800 | 10.000 | 12.500

Engenheiro de Aplicação/Vendas: P/M - 5.400 | 7.000 | 8.800; G - 7.800 | 10.000 | 12.500

Engenheiro de Produção/Processos: P/M - 4.700 | 6.000 | 7.500; G - 7.000 | 9.000 | 11.300

Finanças e contabilidade 

Indústrias que lideram as contratações:

 Tecnologia, E-commerce, Agronegócio, Logística, Infraestrutura, Farmacêutica/Healthcare, Bens de consumo 

Áreas mais demandadas:

M&A/RI/Tesouraria Estruturada, Controller, Contábil/Fiscal, Planejamento Financeiro/Controladoria, Tesouraria/Financeiro

Habilidades técnicas:

Automatização de processos, Excel e BI, Modelagem financeira e valuation, ERP de mercado

Habilidades comportamentais:

 Flexibilidade, Adaptabilidade, Dinamismo, Resiliência, Comunicação 

Algumas perspectivas de remuneração para 2022:

Analista de M&A/RI/Tesouraria Estruturada Pleno: P/M - 6.000 | 7.000 | 7.900; G - 6.950 | 8.000 | 9.450

Controller: P/M - 15.150 | 18.700 | 22.700; G - 22.850 | 28.500 | 35.150 

Coordenador de Planejamento/Controladoria: P/M - 9.350 | 12.000 | 14.250; G - 12.650 | 15.000 | 18.450

Analista Contábil/Fiscal Sênior: P/M - 5.350 | 7.000 | 8.050; G - 7.400 | 9.000 | 10.050

Jurídico

Indústrias que lideram as contratações:

 Tecnologia, Varejo/E-commerce, Serviços, Bens de Consumo, Agronegócios

Posições mais demandadas:

Para escritórios - Advogados especialistas em operações de M&A (pleno e sênior), Advogados de Societário

 e Contratos (pleno e sênior), Advogados de Consultivo Tributário (pleno e sênior), Advogados de Contencioso Cível (pleno e sênior) / Para empresas - Advogados generalistas (pleno a diretor), Advogados especializados em contratos (pleno), Advogados de compliance

Habilidades técnicas:

 Visão preventiva, Visão analítica, Inglês fluente, Perfil inovador, Habilidades híbridas aplicadas à área

Habilidades comportamentais:

 Visão de negócio, Adaptação/Flexibilidade, Agilidade, Resiliência/Inteligência emocional, Comunicação/Gerenciamento de conflitos, Senso de dono/Responsabilidade

Algumas perspectivas de remuneração para 2022:

Advogado Empresarial/M&A Sênior: P - 10.700 13.000 15.700; M - 14.800 | 18.000 | 21.750; G - 16.450 | 20.000 | 24.150

Advogado Consultivo Tributário Pleno: P - 7.400 | 9.000 | 10.850; M - 9.450 | 11.500 | 13.850 G - 9.850 | 12.000

 | 14.450

Advogado Contencioso Cível Sênior: P - 9.850 12.000 14.500 | M - 11.550 | 14.000 | 16.900; G - 12.300 | 15.000 |

 18.050

Advogado de compliance Pleno: M - 8.235 | 10.000 | 12.059; G - 9.050 | 11.000 | 13.300

Mercado financeiro

Indústrias que lideram as contratações:

Fundos de Private Equity, Assets, Bancos de Investimentos, Meios de Pagamentos, Fintechs

Posições mais demandadas:

 RM Private, M&A (analistas/associados/vp), Crédito corporate (analistas/especialistas), Finanças (diretores/gerentes), Profissionais de áreas regulatórias (analistas/especialistas/gerentes/diretores), Equity Research (analistas)

Habilidades técnicas:

Análise estratégica, Novas tecnologias, Idiomas

Certificações mais exigidas:

 CFA, CGA, CFP, Ancord

Habilidades comportamentais:

 Flexibilidade, Adaptabilidade, Senso de dono, Comunicação

Algumas perspectivas de remuneração para 2022:

Analista de Equity Research: 14.550 | 18.000 | 22.200

Analista de Fusões e Aquisições: 12.250 | 15.200 | 18.750

Analista de Compliance/Auditoria/Controles Internos: 11.300 | 14.000 | 17.300 

Gerente de Relacionamento Private: 21.000 | 26.000 | 32.100

Recursos humanos

Indústrias que lideram as contratações:

 Tecnologia e Telecom, Startups, Varejo, Bens de consumo, Serviços, Indústria

Posições mais demandadas:

Business Partner, Remuneração e Benefícios (analistas sênior/especialistas/coordenadores), Treinamento e

 Desenvolvimento (analistas sênior/especialistas/ coordenadores), Gerente generalista, Gerente com foco em desenvolvimento organizacional 

Habilidades técnicas:

 Programas de liderança, Estratégias de remuneração, Engajamento e ações de retenção dos profissionais, Inglês fluente, Estratégias de R&S

Habilidades comportamentais:

 Comunicação, Relacionamento interpessoal, Foco em soluções, Visão analítica, Visão de negócios; 

Profissões do futuro:

People Analytics, Change Management, Especialistas em DEI

Algumas perspectivas de remuneração para 2022:

Gerente Business Partner: G - 19.600 | 23.000 | 25.950; 

Coordenador/Especialista de Remuneração e Benefícios: P/M - 9.800 | 11.500 | 12.950; G - 10.600 | 12.500 | 14.100 

Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento: P/M - 6.400 | 7.500 | 8.400; G - 7.250 | 8.500 | 9.500;

Gerente de Recursos Humanos (P/M): P/M - 14.450

| 17.000 | 19.150; G - 19.600 | 23.000 | 25.950;

Seguros

Segmentos que lideram as contratações:

Operadoras de saúde, Seguradoras – grandes riscos, Corretoras, Insurtechs

Posições mais demandadas:

 Finanças (analistas e gerentes), Atuarial (analistas e especialistas), Comercial (gerentes), Produtos (analistas e gerentes)

Habilidades técnicas:

 Perfil multiproduto, Perfil comercial resiliente, Inglês fluente

Habilidades comportamentais:

Comunicação, Visão estratégica, Flexibilidade, Adaptabilidade

Algumas perspectivas de remuneração em 2022:

Analista de Inovação Digital: 8.300 | 11.200 | 12.500

Coordenador Atuarial: 10.400 | 13.000 | 14.600

Gerente de Produtos: 13.800 | 18.500 | 20.750

Analista de Finanças: 6.700 | 9.000 | 10.050

Tecnologia

Indústrias que lideram as contratações:

 Tecnologia, Mercado financeiro, Varejo, Startups, Logística

Posições mais demandadas:

 Desenvolvedor Front-End (sênior), Desenvolvedor Full Stack (pleno e sênior), Arquiteto de soluções, Tech Lead, Profissional de infraestrutura (analistas e coordenadores), Profissional de segurança da informação (especialistas a gerentes), Desenvolvedor Back-End

 (pleno e sênior), DeVops, Product Owner, Profissional de dados

Habilidades técnicas:

Para Desenvolvedores: Java, .net, phyton, react, angular, vue.js, Javascript, HTML, Kotlin, Flutter, Swift

 / Para Infraestrutura: Cloud, vmware, active directory, Windows server, VPN / Para Segurança da Informação: preventivo e gestão pós-ataque, conhecimento e adequação à LGPD, conhecimento da ISSO 270001, Metodologias ágeis, Inglês fluente

Certificações mais exigidas:

Infraestrutura: COBIT, CCPV / Redes: CCNA, CCNP, ITIL, CISCO/ Segurança: ISSO 270001, PCIDSS,

 CISSP, compPTIA/ Cloud: Azure, AWS, GoogleCloud

Habilidades comportamentais:

Comunicação, Autogerenciamento, Relacionamento interpessoal, Liderança, Flexibilidade

Habilidades comportamentais –

Visão de negócios, Comunicação, Relacionamento interpessoal, Agilidade e Inovação 

Profissões do futuro:

Desenvolvedor Front-End, Desenvolvedor Full Stack, Pentester, Arquiteto de Soluções, Machine Learning

Algumas perspectivas de remuneração em 2022:

Desenvolvedor Front-End Sênior: 11.550 | 15.000 | 19.350 

Desenvolvedor Full-Stack Pleno: 8.100 | 10.500 | 13.550 

Desenvolvedor Back-End Pleno: 6.900 | 9.000 | 11.600 

Especialista/Cientista de dados: 13.100 | 17.000 | 21.950

Gerente de Segurança da Informação: 20.050 | 26.000 | 33.550

Vendas e marketing

Indústrias que lideram as contratações:

Bens de consumo, Varejo, Tecnologia, Startups, Educação, Healthcare, Mídia e Publicidade, Agronegócio 

Posições mais demandadas:

Executivo de Contas, Coordenador de Marketing Digital, Gerente de e-commerce, Gerente de Marketing Digital,

 Analista de Marketing Digital, CRM-CX, Vendas internas, Gerente de Produtos Digitais, Analista de Marketing – Marketplace, Analista (CRO)/Martech

Habilidades técnicas:

Inglês, Gestão financeira/rentabilidade, Tech skills, Marketing digital, Funil de conversão

Habilidades comportamentais:

Comunicação, Equilíbrio emocional, Flexibilidade, Criatividade/Inovação, Teamwork

Profissões do futuro:

 Analista Martech, Líder Live streamer, Estrutura ligada a Produtos digitais

Algumas perspectivas de remuneração para 2022:

Analista de Marketing Digital: P/M - 4.100 | 6.000 | 7.400; G - 6.200 | 9.000 | 11.000

CRM/CX: P/M - 3.100 | 4.500 | 5.600; G - 4.800 | 7.000 | 8.600 

Gerente de e-commerce: P/M - 9.700 | 14.000 | 17.200; G - 13.800 | 20.000 | 24.600

Analista de CRO/Martech: P/M - 4.800 7.000 8.600; G - 7.600 | 11.000 | 13.500

Um estudo de fase 3 indicou que a terceira dose da vacina desenvolvida por Pfizer e BioNTech é 95,6% eficaz na proteção contra o coronavírus, informaram as duas empresas nesta quinta-feira (21), com base em resultados preliminares.

Os testes contaram com 30 mil participantes que já haviam completado o ciclo vacinal do imunizante. Parte deles recebeu 30mg de uma dose de reforço e o restante, um placebo, em um intervalo de aproximadamente 11 meses após a injeção anterior. Não houve eventos adversos severos, de acordo com o ensaio.

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Os dados ainda serão revisados por especialistas antes de serem publicados em revista médica. As farmacêuticas afirmam que pretendem submetê-los à Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outros reguladores "o mais breve possível".

"Além de nossos esforços para aumentar o acesso global e a aceitação entre os não vacinados, acreditamos que as doses de reforço têm um papel crítico a desempenhar no enfrentamento da ameaça contínua à saúde pública desta pandemia", disse o CEO da PFizer, Albert Bourla.

Os resultados são divulgados em um momento em que vários governos já começam a aprovar a aplicação de novas doses das vacinas, mesmo sem a conclusão das pesquisas. Nos EUA, a FDA concedeu autorização a doses de reforços dos profiláticos de Moderna, Johnson & Johnson e da própria Pfizer para pessoas com mais de 65 anos ou de 18 a 64 anos com alto risco de contrair o caso grave da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reiterado apelo aos países para que priorizem a vacinação global antes de começarem a reforçar a imunização de quem já está vacinado.

Na data de hoje (20), é celebrado o Dia Mundial da Estatística, que visa ressaltar a importância dos levantamentos estatísticos, suas principais contribuições com a sociedade e homenagear o trabalho dos órgãos que realizam esses estudos, entre eles o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

De acordo com a professora de estatística da Faculdade Impacta Tecnologia, Joyce Caetano, os dados estatísticos são medidas que apresentam a realidade de uma determinada situação. Mesmo quando o estudo ocorre de maneira amostral, ele tem a função de  possibilitar o entendimento.

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Atualmente, existem os estudos realizados pelo censo demográfico, que permitem indicar as principais analises estatísticas de uma determinada população. “Mas a estatística sempre se faz presente nas pesquisas em geral. São elas que impulsionam e direcionam as novas tendências mercadológicas e de pesquisas”, comenta Joyce.

A professora destaca que para construir uma analise estatística, é necessário compreender o sentido dos dados e a finalidade daquele estudo, para que seja possível compreender quais são as melhores métricas que se encaixam naquele estudo. “Na estatística temos várias técnicas de organização e estudo dos dados”, explica.

Segundo Joyce, um estudo é iniciado a partir do entendimento do dado e aplicação da parte de estatística descritiva. “Como o próprio nome sugere, vamos entender e descrever o comportamento dos dados. Após o seu entendimento, analisamos qual caminho dentro da estatística inferencial devemos seguir, para construir hipóteses e validar as métricas obtidas”, detalha.

Aos que desejam embarcar nos estudos estatísticos, a professora afirma que é fundamental gostar de trabalhar com números, ser crítico, analítico, ter boa comunicação verbal e visual, além de ser necessário desenvolver habilidades em programação. “A linguagem R é uma linguagem estatística que ficou por muitos anos apenas no mundo acadêmico e somente agora com o surgimento da área de ciência de dados, grandes empresas como a Microsoft, percebeu o seu potencial e agregou em suas soluções”, aponta Joyce.

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