O levantamento do PoderData divulgado neste sábado (22) mostrou que o governador de São Paulo João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) são os pré-candidatos à Presidência com o maior índice de rejeição. Ciro Gomes (PDT) apareceu como segunda opção dos eleitores.



A pesquisa analisou três cenários: "o único em que votaria", "poderia votar nele" e "não votaria de jeito nenhum".



Na lista de cancelados, Doria assume a primeira posição com 59%, seguido por Bolsonaro (56%), Sergio Moro (Podemos) com 51%, Ciro Gomes (50%) e o ex-presidente Lula (PT), que não será a escolha de 38% dos entrevistados.



Em contraposição, o petista surge como o pré-candidato mais bem avaliado. Ele representa a única opção de 39% do eleitorado. Bolsonaro é o segundo mais bem cotado com 26% e ficou na frente de Moro (15%), Ciro (10%) e Doria (6%).



Ciro Gomes entre o embate Lula x Bolsonaro



Ciro Gomes ganhou destaque como a segunda opção de voto de 33% dos eleitores. Moro (29%), Doria (26%), Lula (16%) e Bolsonaro (12%) completam a lista. O recorte acentuou ainda mais a polarização política entre os dois principais concorrentes.



O PoderData ouviu três mil eleitores de 511 municípios em todo o Brasil de 16 a 18 de janeiro. O estudo tem a variação de dois pontos percentuais para mais ou menos.

As pré-candidaturas ao Palácio do Planalto do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e da senadora Simone Tebet (MDB-MS) têm enfrentado pressões de alas dos dois partidos para que se unam em uma candidatura única ou deixem a disputa. Com desempenho considerado fraco nas pesquisas de intenção de voto até agora - Tebet tem 1% e Doria tem 2%, de acordo com levantamento do Ipec -, os dois chegaram a conversar no mês passado, mas ainda não há uma definição sobre eventual aliança.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) é um dos que tentam atrair Doria para a campanha da correligionária. Em dezembro, ele esteve com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que perdeu para o paulista a indicação nas prévias presidenciais.

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Na semana passada foi a vez de o ex-presidente receber o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que, segundo relatos de integrantes do PSDB e do MDB, disse que Tebet pode ser "uma surpresa positiva" na corrida eleitoral. O parlamentar foi um dos apoiadores de Simone quando ela tentou ser presidente do Senado, no início de 2021. Procurada, a assessoria do senador evitou dar detalhes sobre o que foi discutido com Temer.

Defensores do apoio à candidatura de Simone argumentam que ela tem menos rejeição que Doria e, portanto, teria mais chances de se consolidar como um nome da terceira via - ela tem 5%, enquanto o tucano registra 23% no levantamento do Ipec. A senadora, porém, enfrenta resistência de setores do próprio partido - especialmente do Nordeste e do Norte - que preferem uma aliança do MDB em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Simone Tebet disse ao Estadão que tem proximidade com Tasso, mas afirmou desconhecer articulações do PSDB para apoiá-la. "Com Tasso falo sempre. Somos colegas, mas não sei de movimento algum", afirmou. Os dois atuaram juntos na CPI da Covid, que ajudou a projetar a emedebista.

Do outro lado, a campanha de Doria trata Simone como opção de vice. A avaliação interna é de que a campanha do governador de São Paulo deve ganhar tração nos próximos meses, quando a população começar a associar as conquistas na área de vacinação e na economia do Estado à candidatura presidencial. O tucano tem dito que deseja ter uma mulher na sua chapa. Procurado, o governador afirmou, por meio de sua equipe de pré-campanha, que ele e a senadora estarão juntos na eleição.

Em São Paulo, as duas legendas fazem parte do mesmo grupo político. O PSDB é da base do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o MDB integra o governo Doria. Nunes diz estar esperançoso que Tebet ganhe musculatura e atraia o apoio de outras legendas. "Estou confiante que a população verá as qualidades da Simone, ela irá crescer. As consequências são naturais", afirmou ao Estadão.

No plano nacional as duas siglas também já foram aliadas. O MDB fez parte da base de apoio do governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e indicou a ex-deputada Rita Camata como vice de José Serra (PSDB) na eleição presidencial de 2002. No governo de Michel Temer (MDB), tucanos exerceram cargos importantes, como os ministérios das Relações Exteriores, das Cidades e da Secretaria de Governo.

Pós-prévias do PSDB

Doria venceu a eleição interna do PSDB em novembro após uma disputa agressiva, que mostrou publicamente as divisões internas do partido.

No último dia 13 de janeiro, em entrevista à rádio O Povo CBN, de Fortaleza, Eduardo Leite declarou que Doria deve desistir da eleição caso não decole nas pesquisas. Ao Estadão, Leite reforçou a avaliação de que o paulista não deve buscar ser obrigatoriamente candidato ao Planalto. "Não pode a aspiração pessoal de qualquer pessoa, por mais legítima que seja, prejudicar a viabilização de uma alternativa à polarização que aí está", disse ele.

Considerado o principal opositor do governador de São Paulo dentro da legenda, o deputado Aécio Neves (MG) deu o tom que agora é repetido por Leite. "Se nós chegarmos extremamente isolados, obviamente que o PSDB vai discutir a conveniência ou não de ter essa candidatura", disse o mineiro em entrevista ao Estadão menos de uma semana após o resultado das prévias.

O futuro União Brasil é peça fundamental para o arco de alianças projetado pelo presidenciável do PSDB, João Doria. O governador paulista trabalha para apresentar ao eleitor uma chapa formada também por MDB e Cidadania. Com os quatro ou cindo partidos reunidos - a fusão entre DEM e PSL precisa ser oficializada -, Doria ganharia capilaridade nos Estados, recursos para a campanha, tempo de rádio e TV e ainda isolaria seu principal adversário no centro expandido, o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos).

A menos de três meses da data-limite para deixar o cargo e se dedicar exclusivamente à eleição, Doria tenta se aproximar dos partidos usando sua própria sucessão como ponta pé para a negociação nacional. Com o União Brasil, a estratégia deu certo e o apoio da futura sigla à reeleição de Rodrigo Garcia (PSDB) em São Paulo - ele assumirá o governo em abril - já foi anunciado.

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Filiado ao DEM por 27 anos, o vice-governador é figura central na tarefa de atrair seus antigos correligionários para a campanha de Doria. Em dezembro, durante o jantar que selou a aliança para o governo paulista, o presidente nacional do DEM, ACM Neto, reconheceu disponibilidade para conversar com os tucanos, mas ressaltou que dará o mesmo tratamento aos demais pré-candidatos, como Moro e a senadora Simone Tebet (MDB).

A parlamentar é outra peça importante no xadrez de Doria. Sempre elogiada pelo governador, ela é apontada por aliados do tucano como um nome a compor a chapa e, quem sabe, ajudar a afastar o MDB do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Nordeste, especialmente, há uma ala disposta a pedir votos para o petista na eleição deste ano.

Federação

Já com o Cidadania, há a possibilidade de os partidos se reunirem em uma federação - modelo no qual as siglas mantêm sua autonomia, mas seguem juntas nas eleições e também depois delas, por um período mínimo de quatro anos.

Presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire diz que a executiva tratará do tema em reunião no dia 19. "Temos algumas alternativas as serem avaliadas, inclusive conversas com outros partidos, como o Podemos. Mas acredito que hoje a ala que apoia a federação com o PSDB seja majoritária."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a afirmar que o governo não vê a necessidade de estabelecer novas medidas restritivas ao setores de comércio e de serviços no Estado. Mesmo com o aumento no número de casos de Covid-19, alavancados pela variante Ômicron, Doria disse que "até o presente momento estamos numa situação sob controle".

Durante entrevista no Hospital das Clínicas, Doria pontuou que todas as decisões relativas ao combate à pandemia no Estado são amparadas no comitê científico.

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Ele reforçou que o governo recomenda apenas que comércios aumentem a fiscalização dos protocolos de segurança, além de reforçar a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Contudo, o tucano ressaltou que qualquer nova decisão sobre o tema será informada na próxima quarta-feira, "ou extraordinariamente se houver necessidade".

Na quarta-feira (12), o governo de São Paulo recomendou que municípios do Estado reduzam em 30% a capacidade de público para grandes eventos, como shows, festas e atividades esportivas.

A sugestão ocorre após a alta de 58% no número de pessoas internadas em UTI por síndromes respiratórias nas duas últimas semanas.

O pré-candidato do Podemos à Presidência, Sérgio Moro, intensificou as conversas com o PSDB do governador de São Paulo, João Doria, e vai investir em viagens pelo interior paulista no fim deste mês. O objetivo de Moro é afunilar o campo da terceira via na disputa ao Palácio do Planalto.

A ideia do grupo do ex-juiz da Lava Jato é convencer Doria, também presidenciável, a ser vice da chapa. Em conversas reservadas, interlocutores do governador dizem, porém, que ele não aceitará ocupar outra posição que não a de candidato ao Planalto. Até agora, Moro e Doria firmaram apenas um pacto de não agressão.

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Pesquisa divulgada nesta quarta (12), pela Genial/Quaest mostrou que, se a eleição fosse hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria no primeiro turno. No primeiro levantamento do ano eleitoral, Lula aparece com 45% das preferências e o presidente Jair Bolsonaro vem em segundo, com 23%. Moro ocupa o terceiro lugar, com 9%; Ciro Gomes (PDT) tem 5% e Doria, 3%.

Aliados de Moro avaliam que a única forma de quebrar a polarização entre Lula e Bolsonaro é investir em uma dobradinha do Podemos com o PSDB. Moro e Doria combinaram de avaliar as pesquisas até maio.

Agendas conjuntas

Organizador das viagens e espécie de porta-voz da pré-campanha de Moro em São Paulo, o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) pretende fazer com que Doria acompanhe parte dos encontros do ex-juiz, que foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

Bozzella defende a união entre Moro e Doria. "Os dois estão habilitados para ser chefes da Nação. Agora, pode ser um em um primeiro momento e outro, no segundo momento. Até porque os dois defendem o fim da reeleição", afirmou.

Entre os dias 31 deste mês e 2 de fevereiro, o pré-candidato do Podemos vai a Ribeirão Preto, Barretos, São José do Rio Preto e Bebedouro. Bozzella, que já foi do PSDB, tenta agendar encontro entre Moro e o tucano Duarte Nogueira, prefeito de Ribeirão. Doria não decidiu se vai aceitar o convite para acompanhar a ida de Moro às cidades paulistas. A equipe do tucano fará uma reunião na segunda-feira, para discutir cenários eleitorais e o assunto deve ser avaliado.

Convenções

No domingo (9), em entrevista ao Canal Livre, da Band, Doria afirmou que uma definição sobre candidaturas de terceira via deve ficar mais clara em junho, período próximo das convenções que definirão os candidatos a presidente.

"Haverá um juízo para se encontrar a melhor via. Em junho vamos ter essa concretude para que a terceira via possa ser expressada em um ou dois candidatos. Lembrando que Ciro Gomes (PDT) será candidato até o final", disse. Apesar do discurso, tanto o tucano quanto o ex-juiz descartam abrir mão da candidatura presidencial, mas a campanha de Doria trabalha com a possibilidade de Moro desistir da disputa.

O comando da pré-campanha do ex-juiz admite que não tem sido fácil atrair aliados no mundo político. Na avaliação de Bozzella, para chegar ao segundo turno o ex-ministro da Justiça terá de conquistar parcerias com partidos grandes. "Precisa ter mais estrutura, partido. Sozinhos, ele e o Podemos vão ter dificuldades. Se Doria for para um lado, o Moro for para outro e não tiver o União Brasil (fusão entre o DEM e o PSL) nessa equação, dificulta muito o enfrentamento", afirmou.

Pelo país

Em São Paulo, o presidenciável do Podemos tem sinalizado apoio à pré-candidatura de Arthur Do Val (Patriota) ao governo (mais informações nesta página). Um grupo de aliados do ex-juiz, porém, tenta negociar a abertura de palanque para o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), que é pré-candidato à sucessão de Doria. O União Brasil, por exemplo, já anunciou apoio a Garcia.

Em fevereiro, Moro viajará pelo Nordeste, região onde o PT, tradicionalmente, domina o eleitorado. Estão previstas agendas no Ceará e Piauí. O ex-ministro já visitou Pernambuco e Paraíba. Nos encontros, tem sido ciceroneado por ex-bolsonaristas, como o deputado Julian Lemos (PSL-PB).

No Sul e no Sudeste, Moro tem se aproximado de governadores. No fim do ano passado, ele esteve com Romeu Zema (Novo), de Minas, e Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul. Em seu Estado natal, o Paraná, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, já liberou o governador Ratinho Júnior para abrir seu palanque para Moro. Mas o espaço também deve ser dividido entre Bolsonaro e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). "Vai ter muito voto no Moro (no Paraná)", disse Kassab.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (10) o governador de São Paulo, João Doria, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, após o tucano dizer que estará no segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL). "Vou falar o que para esse cara? Esse cara está no mundo da lua?", questionou o chefe do Executivo, durante uma entrevista à Jovem Pan.

"No Estado dele, ele perde até para o Cabo Daciolo. Vou discutir o que com esse cidadão aí? Ele conduziu muito mal a questão da pandemia, os próprios números mostram isso", acrescentou Bolsonaro, com críticas às medidas restritivas tomadas por Doria para tentar conter a pandemia de Covid-19 em São Paulo.

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Neste domingo (9), Doria disse à Band que Bolsonaro não deve chegar ao segundo turno. "Eu vejo ele em declínio. Evidentemente, o tempo vai dizer se estou certo ou errado", disse o tucano. "E vejo Lula disputando o segundo turno das eleições. Ele tem mantido uma estabilidade no seu comportamento das pesquisas", acrescentou. Na visão do tucano, a disputa ficará entre o petista e ele.

Na entrevista desta segunda, Bolsonaro voltou a dizer que o Ministério da Defesa encontrou "inconsistências" na urna eletrônica. O chefe do Executivo também repetiu que o governo espera uma resposta do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre essas supostas "vulnerabilidades".

O governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, João Doria, afirmou que a terceira via ainda será capaz de dialogar e se concentrar em menos nomes do que no atual cenário. "Haverá um juízo para se encontrar a melhor via. Em junho vamos ter essa concretude para que a terceira via possa ser expressada em um ou dois candidatos. Lembrando que Ciro Gomes (PDT) será candidato até o final", disse Doria em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, na noite deste domingo (11).

Doria mantém em aberto a possibilidade de uma aliança com Sergio Moro (Podemos), com quem se reuniu em dezembro na casa da presidente nacional do partido do ex-juiz, Renata Abreu. "O encontro com Moro foi bom. Eu gosto dele, o mundo da política não gosta. Vamos manter o diálogo até maio, junho, e lá ver quem tem maior viabilidade para disputar em nome da terceira via."

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Bolsonaro sem chances

Apesar de Jair Bolsonaro (PL) aparecer em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, o governador paulista acredita que o presidente perderá a chance da reeleição ainda no primeiro turno. Para Doria, apesar de as alternativas da terceira via ainda terem desempenho fraco nas pesquisas, uma dessas opções enfrentará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

"Nenhuma pesquisa antecipa resultado, ela revela apenas o retrato momentâneo. Mesmo com 20% ou 25% nas pesquisas, não acredito que Bolsonaro vá para o segundo turno, o vejo em declínio. Ele se autodestrói, é o seu maior adversário", afirmou.

Além do desempenho nas pesquisas, Doria citou outros dois fatores essenciais para que se chegue a um consenso sobre o candidato da terceira via: resiliência para enfrentar a "campanha suja" de Bolsonaro e Lula e questionamento sobre a capacidade de administrar o Brasil.

"O País vai fazer um novo teste? Olha o que deu o teste com Bolsonaro. Desastre na economia, no plano social, na saúde. Testamos errado, erramos na mosca. Imaginamos eleger um sonho e ganhamos um pesadelo", declarou o governador.

Os pré-candidatos à Presidência da República João Doria (PSDB) e Sérgio Moro (Podemos) criticaram nesta sexta-feira, 7, o "revogaço petista", que, como mostrou o Estadão, planeja rever a reforma trabalhista, privatizações e teto de gastos caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volte ao Palácio do Planalto.

"O emprego não voltará ressuscitando leis ultrapassadas, mas sim com crescimento econômico", disse o governador de São Paulo, em nota. O "revogaço petista", afirmou Doria, "vai aumentar o desemprego e manter a inflação elevada". "E com desemprego e inflação altos, quem mais sofre são os mais pobres."

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Sérgio Moro, por sua vez, contrastou sua proposta de reforma com as dos líderes nas pesquisas de intenção de voto: Lula e Jair Bolsonaro (PL). "Há três propostas postas na mesa da pré-campanha presidencial", escreveu, no Twitter. "Uma que fará as reformas necessárias ao País (a nossa); outra de um governo que desistiu completamente de implementar reformas (governo atual); e a terceira que quer revogar reformas já consolidadas (PT)", disse o ex-juiz, que está em viagem pelo Nordeste.

O tucano afirmou que pediu um estudo para o time de economistas da campanha ao ver o que PT está atuando para o que ele chama de "pacote do atraso". Segundo Doria, o estudo será publicado nos próximos dias. Doria se reuniu com a presidenciável do MDB, a senadora Simone Tebet, nesta sexta-feira, em São Paulo, com o objetivo de discutir propostas no plano econômico.

Como noticiou o Estadão, o PT planeja imitar a Espanha, que revogou recentemente a reforma trabalhista feita em 2012. A revisão da autonomia do Banco Central é uma das outras discussões que ocorrem entre os petistas. O freio do programa de desestatizações e o fim do teto de gastos são tratados como consenso dentro da campanha do ex-presidente Lula.

"É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na reforma trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores", escreveu Lula nas suas redes sociais.

Uma ala da sigla defende ainda incluir na lista do "revogaço" a autonomia do Banco Central, aprovado no ano passado pelo Congresso. Essa discussão, porém, está num estágio menos amadurecido. Nomeado pelas novas regras, o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem mandato até 31 de dezembro de 2024.

Interlocutores do ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), alimentam a versão de que, além do fator eleitoral, a operação aberta nesta quarta-feira, 5, pela Polícia Civil pode ter relação com um processo movido contra o governador João Doria (PSDB).

Em outubro, França entrou com uma notificação para o tucano se explicar por atribuir a ele a divulgação do vídeo íntimo que circulou nas eleições de 2018, quando Doria foi eleito para o Palácio dos Bandeirantes. Desde que a gravação veio a público, o governador questiona sua autenticidade e atribui as cenas ao que se chama de deepfake - quando técnicas de inteligência artificial são usadas para criar vídeos falsos, mas realistas.

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"Foi o tal do Márcio Cuba, esse o Márcio França. Esse é um desqualificado completo", diz o governador ao podcast Inteligência Ltda em julho do ano passado. "E tem um vereador, um outro, desculpa, um idiota que é amigo dele, que fez essa, essa, maldade, nos provamos inclusive com especialistas que aquilo era uma produção, era fake", acrescenta Doria no programa.

A declaração levou França a acionar a Justiça. O pedido foi para obrigar Doria a responder sete perguntas, incluindo em quais provas sustenta a afirmação sobre o vídeo. Caso não houvesse explicação, alerta o documento, o pessebista poderia entrar com uma queixa-crime por calúnia e difamação, 'com o fim de resguardar sua honra'.

Pré-candidato ao governo de São Paulo, França não parece encampar a tese e, segundo apurou o blog, insiste que o fator definidor para a deflagração da operação foi mesmo a proximidade das eleições. Em nota divulgada mais cedo, após ser alvo de buscas da Polícia Civil, ele disse que a operação foi baseada em 'fatos produzidos por autoridades com medo de perder as eleições' e apontou abuso de poder político na investida.

"Já venho há tempos alertando que um grupo criminoso em SP tenta me impedir de expressar a verdade. Sabem que não compactuo com eles, que querem tomar conta do Estado de SP. Se depender de mim, não vão conseguir. Aliás, já enfrentei adversários muito mais qualificados. Não vão ser os meus atuais concorrentes, notórios mentirosos, que me farão recuar" , diz o texto.

De olho na corrida pelo Palácio do Planalto, Doria tem evitado comentar os ataques. Até o momento, ele avalia que a melhor estratégia é deixar as acusações sem resposta. Procurado, o governo não se manifestou.

Desdobramento da Operação Raio X, que investiga suspeitas de desvios em contratos firmados entre prefeituras e organizações sociais na área da Saúde, a ofensiva aberta na manhã de hoje apura se Márcio França recebeu doações de campanha do grupo sob suspeita.

Único pré-candidato ao Palácio do Planalto com cargo no Executivo - além do próprio presidente Jair Bolsonaro -, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prepara uma série de inaugurações de impacto local, mas com potencial de projeção nacional, para 2022. O pacote de bondades prevê a conclusão de obras de saneamento, como a despoluição do Rio Pinheiros; a duplicação de rodovias, com destaque para o trecho de serra da Tamoios; e a entrega de helicópteros, drones, pistolas e submetralhadoras para a Polícia Militar.

Com prazo apertado - a legislação eleitoral exige que candidatos a outros cargos públicos deixem os atuais mandatos até abril -, Doria corre para priorizar iniciativas que possam servir de vitrine durante a campanha ao Planalto. Além de se vender como político realizador de obras em plena pandemia, o tucano também já lista programas sociais passíveis de adaptação ou mesmo replicação no território nacional.

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O vale-gás, por exemplo, já foi incorporado até mesmo pelo governo federal, ainda que tardiamente. Bolsonaro sancionou em novembro projeto que concede repasse de pelo menos 50% do valor médio do botijão a famílias de baixa renda. Em São Paulo, Doria se orgulha de ter iniciado a ação em junho.

AUXÍLIOS

Com o discurso liberal adaptado diante do aumento da pobreza no País, o presidenciável criou 11 ações direcionadas a públicos específicos e reunidas na chamada Bolsa do Povo, que teve orçamento anunciado de R$ 1 bilhão neste ano. Assim como seus potenciais adversários, o tucano incorporou a defesa de auxílios financeiros em sua plataforma eleitoral, baseada em outros dois focos: geração de renda e defesa do meio ambiente.

Ao Estadão, Doria ressaltou que, sob seu comando, o Estado gerou um milhão de empregos em 2021. "São Paulo criou uma a cada três vagas de trabalho disponíveis no Brasil. As obras de infraestrutura e saneamento receberam investimentos de mais de R$ 13 bilhões. Temos atualmente 8 mil obras públicas e 200 mil empregos vinculados", afirmou. Segundo o governo, a economia paulista cresceu 7,9% nos primeiros nove meses do ano em relação ao mesmo período de 2020.

PINHEIROS

Considerado destaque da gestão, o programa Novo Rio Pinheiros alcançou, de acordo com números oficiais, a marca de 487 mil imóveis ligados à rede de esgoto, o que equivaleria a mais de 90% da meta estipulada. Desde 2019, a ação teria ainda retirado quase 53 toneladas de lixo do leito do rio.

Diferentemente de outras grandes obras em andamento no Estado - parte delas iniciada pelo ex-governador Geraldo Alckmin, cotado para ser vice de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 -, a despoluição do Pinheiros tem a marca de Doria, assim como a Coronavac, os centros de inovação em educação básica e as unidades móveis recém-lançadas do Bom Prato.

Classificado pelo vice-governador, Rodrigo Garcia (PSDB), como um "pronto-socorro do combate à fome", o primeiro food truck do programa foi inaugurado anteontem no distrito de Anhanguera, extremo norte da capital. Outras sete regiões com altos índices de vulnerabilidade receberão a visita de caminhões com marmitas a R$ 1 em ação pronta para ser apresentada ao País.

POLÍCIA

Até abril, Doria ainda planeja entregar uma série de equipamentos para modernização da Polícia Militar, uma das principais bases bolsonaristas. O governo prevê melhorar as condições de trabalho da corporação com dois helicópteros, dez drones e mais de 39 mil armas, incluindo 1,4 mil submetralhadoras. O plano contempla a reforma de 166 unidades policiais e a entrega de três centros de operações.

Determinado a avançar na construção de alianças dentro do chamado centro expandido que possam ajudá-lo a subir nas pesquisas - o tucano aparece em quinto nos levantamentos mais recentes, atrás de Ciro Gomes (PDT), Sérgio Moro (Podemos), Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) -, Doria mostra disposição de retomar seu primeiro slogan político, o de gestor eficiente.

"Nossa gestão melhorou a vida dos brasileiros que vivem no nosso Estado. Geramos emprego, renda, vacina e protegemos a saúde e o meio ambiente. Fizemos programas vigorosos de combate à fome e à pobreza. E criamos o Bom Prato Móvel especialmente para atender a população em situação de rua. O desafio continua em 2022", disse o governador.

E continua mesmo no Estado. Apesar dos avanços em diversas áreas, Doria não vai terminar o Rodoanel nem o trem intercidades, ambos projetos relevantes de uma outra lista de obras tucanas que, de novo, vai ficar para depois.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), comemorou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso que determina que o governo federal deve exigir comprovante de vacinação para viajantes que entrarem no País.

A decisão é liminar e foi tomada na tarde deste sábado (11). O julgamento dela ocorrerá no plenário virtual do Supremo de quarta-feira (15) a quinta-feira (16).

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"Parabéns ao Ministro do STF Luís Roberto Barroso, por determinar a obrigatoriedade do passaporte vacinal contra Covid-19 para todo viajante que vier do exterior para o Brasil. Temos que proteger os brasileiros. Decisão acertada do Ministro", escreveu o governador paulista no Twitter.

Nesta semana, Doria defendeu a adoção do passaporte vacinal no Estado de São Paulo, o que gerou ataques do presidente da República, Jair Bolsonaro, contrário à medida. "Já um governador aqui da região Sudeste quer fazer o contrário e ameaça: 'ninguém vai entrar no meu Estado'. Teu Estado é o cace porr..!", gritou o chefe do Executivo federal na quinta-feira, 9.

O governador João Doria (PSDB/SP) disse que, se a gestão Jair Bolsonaro não criar o passaporte da vacina até o próximo dia 15, ele vai implementar a exigência do comprovante de imunização para a entrada de viajantes em São Paulo. A ideia tem o apoio de entidades do setor de saúde, especialistas e da prefeitura de Guarulhos (onde fica o maior aeroporto internacional do País), mas deve enfrentar dificuldades jurídicas. Isso porque cabe à União decidir sobre portos e aeroportos.

Nesta quarta-feira, 8, Doria mencionou o aeroporto de Guarulhos, que movimentou 2,5 milhões de passageiros só em outubro, e o Porto de Santos. Autoridades têm manifestado preocupação com o espalhamento da variante Ômicron, cujos estudos preliminares mostram risco maior de contágio. Bolsonaro, porém, tem atacado o passaporte da vacina e diz que é melhor "perder a vida do que a liberdade".

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Na terça-feira, 7, o prefeito de Guarulhos, Guti (PSD), enviou ofício ao governo federal solicitando endurecimento do controle para entrar no País pelo aeroporto. Ele pede que todos os passageiros aéreos que desembarquem na cidade apresentem comprovante de imunização e teste, com quarentena quando preciso.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) adotaram posição similar: exigiram o certificado de vacinação para a entrada de viajantes no Brasil, apoiando comunicados técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em meio a uma queda de braço com a Anvisa, o governo Bolsonaro anunciou nesta terça a edição de portaria determinando quarentena de cinco dias para quem chegar ao Brasil sem estar vacinado. O País, portanto, não vai adotar efetivamente o passaporte de vacinas para estrangeiros.

Ao Estadão, a GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto de Guarulhos, e a Santos Port Authority, responsável pelo porto, afirmaram, em nota, que a implementação de protocolos higiênicos, sanitização e comportamento é de responsabilidade Anvisa. Já o órgão federal informou que "não cabe à Anvisa avaliar a competência referente a outros entes da federação".

Prerrogativa federal

Para o médico e advogado sanitarista Daniel Dourado, a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080/1990), estabelece que a vigilância sanitária e a criação de regras para aeroportos, portos e fronteiras são atribuições federais. "Por outro lado, tanto a Lei do SUS quanto a Lei da Anvisa abrem a possibilidade de atuação suplementar de Estados e municípios nos casos em que Estado não define as regras", diz. "O Ministério da Saúde, Casa Civil e Justiça vão definir uma portaria sobre o tema. Aí não caberia mais o termo suplementar. Se eles disserem qual será a regra, no meu entendimento, o Estado não pode fazer algo que contraria a determinação federal", afirma.

"Durante a pandemia, nós observamos algumas decisões do STF que claramente garantiram maior poder de atuação para Estados e municípios, como nas medidas de isolamento social, por exemplo", diz Daniel Wang, professor de Direito da FGV. Doria mencionou a decisão do Supremo que permite regras mais restritivas por prefeitos e governadores, de abril de 2020, como base para adotar o passaporte da vacina paulista. "Mas, no caso específico de aeroportos e transporte internacional, no meu entendimento, a legislação dá competência para o governo federal", pondera Wang.

"Tivemos duas decisões do STF que barraram tentativas do governo da Bahia de impor medidas sanitárias na área de transporte. Elas só poderiam ser realizadas pela União". prossegue o especialista da FGV.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) xingou nesta quinta-feira (9) o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por sua decisão de adotar o passaporte da vacina no Estado a partir de 15 de dezembro caso o governo federal não o faça antes disso. Apesar de receber apoio de sanitaristas, a promessa de Doria pode esbarrar em questões jurídicas, já que o Executivo federal é o responsável por fiscalizar as fronteiras. Isso impediria o tucano de cobrar o passaporte da vacina, por exemplo, no pouso de passageiros no aeroporto internacional de Guarulhos.

Antes de disparar contra Doria, Bolsonaro disse que o governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), vai sancionar lei que proíbe a cobrança do comprovante de imunização. "Já um governador aqui da região Sudeste quer fazer o contrário e ameaça: 'ninguém vai entrar no meu Estado'. Teu Estado é o cace… porr..!", gritou o presidente durante a cerimônia alusiva ao Dia Internacional contra a corrupção, no Palácio do Planalto, na presença de ministros e parlamentares. "Tem que lutar, poxa", clamou, por protestos contra as restrições.

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Bolsonaro ainda disse que não poderia aceitar a obrigação do cartão vacinal no País, já que ele mesmo não se imunizou. Hoje, o governo publicou portaria em que estabelece quarentena de cinco dias para quem entrar em território nacional por via aérea sem ter se vacinado. Os imunizados estão livres de quarentena. As regras valem a partir de sábado.

O governador João Doria (PSDB) cobrou nesta quarta-feira, 8, que o governo federal passe a exigir a comprovação de vacinação contra a covid-19 a todos os passageiros que entrem no País. Segundo ele, caso o Planalto não adote esta medida até o próximo dia 15, ela será implementada no Estado.

"Caso não seja implantado pelo governo federal a obrigatoriedade do passaporte vacinal para entrada de viajantes no Brasil até 15 de dezembro, São Paulo adotará para todo Estado", reforçou o governador em suas redes sociais. Ele afirma também que enviou nesta manhã um ofício com a solicitação "imediata" ao Ministério da Saúde. A Prefeitura de São Paulo fez o mesmo pedido à Anvisa e ao Planalto no último dia 24, graças ao avanço da variante Ômicron no País.

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"O Brasil não pode sr o paraíso do negacionismo. Aqui, turismo de negacionismo só na mente desse ministro da Saúde e do presidente", reforçou Doria, durante a coletiva. Paulo Menezes, coordenador do Centro de Combate à Covid-19, frisou que a exigência da vacinação é uma forma de diminuir a taxa de transmissibilidade do coronavírus e suas variantes.

Questionado sobre a competência para adotar essa medida, uma vez que o gerenciamento de fronteiras fica a cargo do governo federal, Doria alegou que se basear na decisão do Supremo Tribunal Federal, que ainda no ano passado conferiu aos Estados e municípios a autonomia para gerenciar as formas de combate à covid-19. "Seja território fisicamente administrado pelo governo federal ou municipal, por lei e endosso do STF, cabe aos governos estaduais o gerenciamento da pandemia. E para proteger vidas, sim, faremos isso nos aeroportos mesmo sendo de administração federal. E o mesmo no Porto de Santos."

A declaração de Doria marca um novo embate com o presidente Jair Bolsonaro, que na segunda-feira declarou a intenção de assinar uma medida provisória para estabelecer que apenas o governo federal possa decidir sobre a obrigatoriedade do passaporte vacinal contra a covid-19. No mesmo dia, ele desmarcou uma reunião com a Anvisa para tratar do assunto e se exaltou ao criticar os pedidos da agência.

Estamos trabalhando com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, p…? De novo vai começar esse negócio?", disse Bolsonaro.

Logo após vencer as prévias do PSDB, o governador de São Paulo, João Doria, embarcou para uma viagem a Nova York organizada pela Investe SP para encontrar investidores e autoridades na qual se apresentou com um presidenciável moderado.

Em seguidas reuniões ao lado de seu secretário da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), defendeu o teto de gastos e fez um contraponto ao presidente Jair Bolsonaro. No plano partidário, modelou o discurso. Na condição de presidenciável tucano, passou a defender a pacificação com a ala bolsonarista da legenda e desistiu de brigar pela expulsão de seu maior desafeto, o deputado federal Aécio Neves (MG). Em entrevista ao Estadão/Broadcast, disse que acredita que ele e o ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) estarão "no mesmo campo em 2022, mas não necessariamente na mesma candidatura". Doria afirma também que os cinco anos de mandatos públicos o fez incluir o social em sua visão liberal da economia.

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Como será o processo de recolher os cacos no PSDB após um processo tão acirrado de prévias?

Toda campanha é dura. Vivi essa experiência em 2016 e 2018. Venci as duas prévias e as duas eleições na sequência. Não será diferente agora. O pós prévias funciona como um imã. Isso é gradual.

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, teria sugerido a ideia de que os partidos do centro eventualmente façam um movimento para escolher um candidato único deste campo. Seria o caso de fazer prévias do centro?

Não conversei com Bruno Araújo sobre isso, nem ele comigo. Desconheço essa proposta.

Como será a conversa com os partidos do centro?

É uma conversa que começa agora e vai até abril do ano que vem. Vamos ter um bom diálogo para definir não apenas qual candidato terá mais chances eleitoralmente, mas também capacidade de enfrentamento com o Lula e o Bolsonaro.

O deputado Aécio Neves defende que a prioridade do PSDB deve ser eleger uma grande bancada em vez do presidente da República em 2022. Depois das prévias, como fica a situação dele no partido? Como está o clima na legenda?

O PSDB deve prioritariamente ter sim um candidato a presidente da República e fazer uma grande bancada.

Mas como fica a situação do Aécio? O sr. já defendeu a expulsão dele do PSDB, o que não aconteceu, sendo uma derrota política naquele momento...

Melhor você perguntar a ele.

O sr. está agora mais paz e amor?

O PSDB deve estar integrado e harmonizado. Se não com a unidade, muito próximo dela. O PSDB é um partido sem dono. Tem muitas cabeças, muitas sentenças e muitas posições que precisam ser consideradas. O tempo vai ajudar a destilar e permitir que o PSDB se fortaleça ainda mais depois das prévias.

Mas há dentro do PSDB um número grande parlamentares que são bolsonaristas. Como o sr. vai tratar essa questão?

O comportamento de ontem e hoje não será necessariamente o de amanhã. Por isso o diálogo e o respeito ao tempo.

Então não prevê uma depuração no partido?

Não é esse sentimento e essa sentença. O comportamento do PSDB naturalmente vai verter em torno de sua candidatura à Presidência da República, mas isso de forma natural, e não na força e na imposição.

O apresentador José Luiz Datena rompeu com o PSD e declarou apoio ao sr. Ele é um potencial candidato a vice em sua chapa?

Vejo Datena com mais disposição de ser candidato ao Senado por São Paulo. Se assim for, tem grandes chances de ser eleito. Já estamos juntos, e para isso não é necessário que ele se filie ao PSDB.

Como vê esse movimento do ex- governador Geraldo Alckmin de aproximação com o ex- presidente Lula, enquanto ainda permanece no PSDB?

Essa é uma análise que cabe ao próprio governador Geraldo Alckmin definir as motivações para essa aproximação com o ex-presidente Lula, que ele e o PSDB sempre combateram nos últimos 20 anos.

O ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) se reuniu com Eduardo Leite no Rio Grande do Sul. Como o sr avalia esse encontro?

Com absoluta naturalidade. Não vejo nenhum inconveniente. Ele (Moro) é pré-candidato do Podemos. Todos nós estamos no mesmo campo democrático liberal.

O sr. enxerga alguma possibilidade de estar na mesma chapa de Moro em 2022?

Estaremos juntos no mesmo campo, mas não necessariamente na mesma candidatura. Temos o mesmo objetivo, que é defender o Brasil e os brasileiros.

Mesma chapa é mais difícil?

É muito cedo ainda para fazer uma definição sobre isso. O tempo vai dizer se isso é possível. Mas estaremos no mesmo campo e longe dos extremistas.

Henrique Meirelles foi anunciado porta-voz do seu futuro plano econômico, mas ele segue com o projeto de disputar o Senado em Goiás pelo PSD, que planeja lançar Rodrigo Pacheco à Presidência em 2022. Como o sr. vai administrar essa divisão?

Vamos trabalhar com a informação que é sólida. Ele foi convidado e aceitou ser o porta-voz do comitê econômico da nossa candidatura.

Qual seria o modelo ideal de negócio da Petrobras? Meirelles defendeu privatizá-la, mas só depois de fatiá-la.

A ideia não é transferir um monopólio público para outro privado. Haverá uma modelagem bem feita e profunda para garantir que a Petrobras possa cumprir um novo papel em sua história nas mãos da economia privada. Ela não terá o mesmo tamanho que tem hoje. Será fatiada. As empresas que vencerem o leilão terão que mensalmente aportar recursos a um fundo de compensação que será um colchão a cada vez que tivermos aumentos mais expressivos no barril de petróleo no plano internacional.

Tem expectativa de contar com apoio de partidos do Centrão em sua chapa?

Não temos nenhuma restrição a alianças, desde que sejam republicanas.

Qual será o papel de Eduardo Leite na sua campanha?

Espero que seja digno e respeitoso, mas quero esclarecer que nunca o convidei para ser coordenador. Nem faria sentido. Ele é governador do Rio Grande do Sul. Teremos uma conversa nos próximos dias.

Faz hoje alguma autocrítica sobre seu estilo de fazer política?

O que me coloca distintamente em relação ao João Doria de 2016 é o sentimento social. Hoje, dada a realidade do País e de São Paulo, estou muito mais vinculado a uma política liberal e social do que quando eu era apenas um empresário. Minha visão era que uma postura liberal resolveria tudo. Não resolve.

*O repórter viajou a convite da InvestSP

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O governador João Doria (PSDB) defendeu nesta quarta-feira (1°) que prefeitos paulistas suspendam festas de réveillon no Estado. Com a chegada da variante Ômicron e a quarta onda da Covid-19 na Europa, ao menos 14 capitais no Brasil já desistiram de eventos públicos no fim do ano. A cidade de São Paulo, porém, ainda mantém o planejamento da festa.

"Vamos no caminho da cautela e do zelo para proteger vidas. Não era hora de fazer festas de réveillon", disse Doria, em viagem oficial a Nova York para encontro com investidores organizada pela InvestSP. "Embora seja decisão dos municípios, não me parece a hora adequada", acrescentou.

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também está em Nova York, mas até agora manteve o planejamento da tradicional festa da virada na Avenida Paulista. "Os prefeitos podem tomar medidas mais duras que o Estado, mas não mais facilitadoras", disse Doria.

"O sentimento que tenho é que os prefeitos estão na mesma índole, que é proteger vidas. Garantir a vida das pessoas é mais importante que a celebração festiva", acrescentou Doria. Ele disse ainda que pediu novos estudos ao comitê científico do Executivo paulista para definir os rumos da flexibilização no Estado, diante da confirmação de três casos da Ômicron em São Paulo.

"Temos que ter muito cuidado também em relação ao carnaval para que prefeitos e prefeitas possam reavaliar. A vida é mais importante que festa", disse Doria. Pelo menos 70 cidades paulistas já cancelaram o carnaval de 2022, entre elas São Luiz do Paraitinga.

Doria visitou nesta quarta investidores ao lado do secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, da secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, do presidente InvestSP, Gustavo Junqueira, e de Ricardo Nunes. Na programação de visitas, estão representantes do Bank of America, Bloomberg, Goldman Sachs e da Cornell Tech.

* O repórter viajou a convite da InvestSP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), escreveu, em publicação no Twitter, sobre a solicitação de um novo estudo para a liberação das máscaras no Estado diante da disseminação da variante da Covid-19 Ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul.

"A chegada de uma nova variante ao Estado de São Paulo exige cautela. Precisamos saber o impacto que ela pode causar e avaliar como devemos proceder. O nosso compromisso é com a saúde da população", afirmou nesta quarta-feira (1º) o governador paulista.

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De acordo com anúncio de Doria feito na semana passada, a desobrigação do uso de máscaras ao ar livre está prevista para ocorrer a partir do dia 11. Nesta quarta-feira, o Estado de São Paulo registrou seu terceiro caso pela variante.

Dois dias após vencer as prévias presidenciais do PSDB, o governador João Doria confirmou nesta segunda-feira, 29, que seu secretário da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), aceitou o convite para participar da equipe que vai coordenar seu plano de governo na área econômica.

Numa referência ao atual ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não terá um "posto Ipiranga" no time. Na campanha presidencial de 2018, Jair Bolsonaro usou essa expressão para apresentar o economista chefe de sua equipe.

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Segundo o tucano, o grupo dedicado à elaboração de seu plano de governo econômico terá seis nomes de destaque da área "com o mesmo protagonismo". A composição completa do grupo deve ser anunciada até o fim desta semana. A economista Ana Carla Abrahão é um dos nomes cotados, assim como o de Armínio Fraga. O ex-presidente do Banco Central é bem visto entre os principais interlocutores de Doria e mantém relação próxima com o governador.

Em entrevista coletiva no diretório do PSDB-SP, Doria exaltou o presidente do PSDB, Bruno Araújo, e os adversários Eduardo Leite e Arthur Virgílio, mas negou que tenha convidado o governador gaúcho para coordenar sua campanha em 2022.

Questionado sobre uma possível aliança com o ex-ministro Sérgio Moro (Podemos), Doria fez elogios ao ex-juiz da Lava Jato e disse que tem um encontro marcado com ele e a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), quando voltar de uma viagem a Nova York no domingo, 5.

O governador embarca nesta terça, 30, para os Estados Unidos, onde inaugura escritório da InvestSP (Agência Paulista de Promoção e Investimentos).

A vitória de João Doria nas prévias do PSDB para disputar a Presidência da República em 2022 lançou ainda mais pressão política e dúvidas sobre os próximos passos de dois ex-presidenciáveis do partido, Aécio Neves e Geraldo Alckmin. Rivais de Doria, ambos se opuseram à ascensão do governador de São Paulo e, derrotados internamente, se veem agora com pouco espaço de poder, às voltas com especulações de que deixarão o partido.

No tucanato, as alas aecista e alckmista trabalharam majoritariamente pelo triunfo de Eduardo Leite, governador gaúcho suplantado por Doria nas prévias. Aécio e seus aliados rejeitam a debandada, apesar do ambiente hostil e das cobranças por expurgo. Mas Alckmin pode ter sua decisão precipitada.

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Aliados dizem que não há mais condições de ele permanecer na legenda. Ele já conversava com partidos de centro-direita, como o PSD, e até de esquerda, como o PSB, sendo considerado peça-chave no xadrez eleitoral das disputas pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio dos Bandeirantes.

O PSDB concluiu suas prévias inéditas com mágoas não cicatrizadas e desentendimentos explícitos. Um cenário de "união" pregado pela direção nacional é visto como distante para integrantes da velha guarda do PSDB. Durante os últimos meses, a troca de farpas mais dura foi protagonizada por Doria e Aécio - identificado pelo entorno do governador como incentivador da rebeldia da bancada bolsonarista no PSDB da Câmara.

Doria já defendeu publicamente a expulsão do mineiro por causa das suspeitas de corrupção no caso JBS. Aécio reagiu. Ele acusou o rival de liderar um projeto pessoal e disse que o PSDB correria risco de se tornar um "partido nanico" com a candidatura do governador de São Paulo à Presidência.

Influenciado por Aécio, o diretório de Minas Gerais apoiou Leite, que se vencesse poderia ter fortalecido o poder atualmente exercido por Aécio de forma discreta na sigla. Com o cenário oposto, sua influência no partido pode se ver fragilizada. Mesmo diante desse quadro, o mineiro nega a possibilidade de deixar o PSDB.

A posição foi reafirmada neste domingo (28), por um de seus aliados, o presidente da sigla em Minas e deputado federal, Paulo Abi-Ackel (MG). Ao Estadão/Broadcast Político, Abi-Ackel afirmou que "nenhum de nós" pensa em sair do PSDB. "E sei que posso falar pelo ex-governador Aécio Neves. Não cogitamos deixar o PSDB, até porque fomos nós que o construímos ao longo dos últimos 30 anos", afirmou o deputado.

Embora ninguém cogite hoje que Aécio atue na campanha de Doria, seus aliados calculam que o agora pré-candidato do PSDB precisará do apoio de Minas para pacificar o partido e evitar defecções na rota das eleições. Abi-Ackel também reforçou o desafio que Doria terá nos próximos meses para demonstrar ter "condições de liderar uma candidatura viável na terceira via" nos próximos meses. "A bola está com ele", disse o deputado, para quem a ala de apoio a Eduardo Leite "de certa forma" se sente vitoriosa com os 45% de votos conquistados pelo gaúcho nas prévias.

Um dos temores correntes entre aliados de Doria é que seus inimigos na legenda trabalhem para que o PSDB desista de ter candidato próprio a presidente. Questionado se o êxito de Doria na eleição interna concretizaria a candidatura própria, Abi-Ackel indicou que ainda há muitas discussões internas ao longo da fase pré-eleitoral e destacou o protagonismo da seção de Minas Gerais.

"Vamos imaginar que Doria seja capaz de unificar o partido e tornar-se viável. Para isso, Minas será fundamental, porque provamos ter força, unidade e entusiasmo com o partido. Demos para Eduardo quase 100% dos votos de filiados, militantes, prefeitos e vices, vereadores, deputados. Foi uma bela demonstração de força", disse.

Já para o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, a definição de Doria como pré-candidato deve selar seu destino fora do PSDB. Alckmin guarda o desejo de concorrer mais uma vez ao Palácio dos Bandeirantes no próximo ano, a contragosto de Doria. O atual governador apoia os planos eleitorais do vice-governador Rodrigo Garcia, egresso do DEM, e queria forçar uma disputa de primárias locais, o que Alckmin rejeita. Alckmin foi padrinho político de Doria, mas sofreu o que considera um processo de "traição" ao ver Doria tentar disputar o Planalto ainda em 2018, furando a fila tucana, e depois apoiando Bolsonaro na mesma campanha, quando Alckmin naufragou.

Aliados apostam que não existem mais chances de Alckmin permanecer no partido e que ele deve seguir para outro para viabilizar sua candidatura ao governo de São Paulo. Alckmin, que encabeça a corrida eleitoral em São Paulo de acordo com pesquisas eleitorais, já flerta com alguns, como o PSD, de Gilberto Kassab.

O União Brasil, fusão do DEM com o PSL, também entrou na disputa para abrigar o ex-governador. Recentemente, ele passou a ser cortejado para uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Seria filiado ao PSB e disputaria como candidato a vice-presidente. Apesar de já ter declarado que se sente "honrado" com o aceno petista e até elogiado Lula, algo que provoca ruídos no tucanato, a composição é considerada improvável por alckmistas.

Doria tem sido cauteloso ao falar sobre ambos. Ele tem elogiado a trajetória política do ex-governador e neste domingo citou as incertezas sobre a permanência do tucano na legenda. "Resta saber qual seu destino. Se for ficar no PSDB, será muito bem-vindo e será respeitado nos seus objetivos, obviamente, na dimensão que possui como homem público", disse em entrevista na CNN. Sobre Aécio, o governador de São Paulo se esquivou de comentários. A reportagem tentou contato com Aécio, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. Alckmin também não retornou.

Um dia após vencer as prévias no PSDB para disputar a Presidência em 2022, o governador de São Paulo, João Doria, falou neste domingo (28) em uma "possível" aliança com o ex-ministro Sérgio Moro, que se filiou este mês ao Podemos, e fez elogios aos senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Congresso.

"É possível. Eu tenho boas relações com Sérgio Moro e tenho respeito por ele, não haveria nenhuma razão para não manter relações com alguém que ajudou o Brasil, com alguém que contribuiu com a Lava Jato, assim como Simone Tebet, uma brilhante senadora, e o senador Rodrigo Pacheco, com boa postura e equilíbrio", disse o governador em entrevista à CNN Brasil.

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Doria busca se viabilizar como alternativa eleitoral em espectro político já congestionado, com outros nomes já colocados, como Moro, Pacheco, Simone, que deve ser lançada nos próximos dias, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e Luiz Felipe D’Avila (Novo).

À CNN, Doria afirmou que já iniciou conversas com alguns pré-candidatos e vai mantê-las nas próximas semanas. "Temos que estar juntos para termos projetos para os brasileiros. Não vejo condições de um projeto do PSDB, mas um projeto de Brasil. Temos que ter humildade, capacidade, bom diálogo e propostas claras e objetivas", afirmou, repetindo o tom do discurso após a vitória nas prévias no sábado (27).

Na ocasião, ele pregou a união interna do partido e pediu ajuda das demais siglas de centro para a "consolidação" de um "melhor projeto" para o Brasil. "Ninguém faz nada sozinho. Precisaremos da ajuda de todos. Da união do Brasil. Da união do PSDB. Da união com outros líderes e partidos", disse.

Após derrotar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio nas prévias tucanas, o governador paulista pregou a união interna do partido e pediu ajuda das demais siglas de centro para a "consolidação" de um "melhor projeto" para o Brasil. siglas de centro para a "consolidação" de um "melhor projeto" para o Brasil. "Ninguém faz nada sozinho. Precisaremos da ajuda de todos. Da união do Brasil. Da união do PSDB. Da união com outros líderes e partidos", afirmou no discurso da vitória.

Doria obteve 53,99% dos votos, superando o governador Eduardo Leite (RS), que somou 44,66%, e o ex-senador Arthur Virgílio (AM), com 1,35%. Cerca de 30 mil tucanos votaram.

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