O número de mortos no desabamento de um prédio no centro da China subiu para 53, informou a imprensa estatal nesta sexta-feira, ao encerrar os trabalhos de resgate.

"As pessoas presas e incomunicáveis após o acidente foram todas encontradas", destacou a emissora estatal CCTV. "Dez pessoas foram resgatadas, e 53, morreram", acrescentou.

A oficial municipal Wu Guiying pediu desculpas à sociedade pelo acidente nesta sexta-feira, e disse que estava "extremamente angustiada".

A 10ª pessoa resgatada foi retirada dos escombros por volta da meia-noite desta quinta-feira, após passar quase seis dias soterrada. O número de mortos no desabamento divulgado anteriormente era de 26.

A estrutura destruída abriu um buraco na paisagem urbana densa de Changsha.

Desabamentos de prédios não são incomuns na China, devido aos padrões fracos de segurança e construção, bem como à corrupção entre os funcionários encarregados da fiscalização.

Representantes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) foram cobrar explicações ao diretor do Hospital da Restauração (HR), na área Central do Recife, nessa quarta-feira (4), dois dias após parte do forro do teto da ala de traumas desabar. Devido ao incidente, pacientes foram transferidos às pressas, mas ninguém ficou ferido, garantiu o gestor.

A promotora Eleonora Marise Rodrigues e os analistas ministeriais Gilberto Abreu e Ana Carolina Thé (Medicina) e Alice Pereira da Silva (Engenharia Civil) ouviram do diretor do HR, Miguel Arcanjo dos Santos, que um cano estourado causou o alagamento que resultou no desabamento.

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Conforme foi repassado à 11ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, o buraco no teto foi fechado, no entanto, ainda falta o acabamento com massa corrida. A área já funciona normalmente. 

"Fazemos manutenção prévia, mas sempre haverá defeitos. Temos problemas estruturais sim. Estão dizendo que o hospital está caindo e isso não é verdade", assegurou o gestor do HR.

Riscos a estrutura do prédio serão realtados 

Os analistas vão produzir um laudo de engenharia e a diretoria da unidade ficou incumbida de encaminhar um levantamento com as urgências estruturais do edifício.

“A vistoria foi proveitosa para conferirmos o funcionamento da ala onde houve o incidente. A Promotoria de Justiça fará o exame dos documentos técnicos produzidos pelos analistas ministeriais e a documentação a ser enviada pela direção do hospital para, em seguida, adotar as medidas necessárias sobre o caso", destacou a promotora Eleonora Marise Rodrigues.

Superlotação

A superlotação da ala também chamou atenção do MPPE pela limitação ao trânsito dos profissionais de saúde entre as macas acumuladas.

Aumento da rede de atendimento

Um inquérito civil acompanha a requisição administrativa do Hospital Nossa Senhora do Ó e as tratativas para incorporar o Hospital Alfa - Boa Viagem à rede assistencial do SUS.

A audiência deve ocorrer ainda neste mês, com a participação dos secretários de Saúde e da Fazenda.

Com informações da assessoria

O sentimento de medo pelo que aconteceu no Hospital da Restauração, no centro do Recife, na última segunda-feira (2), quando um cano estourou e o gesso da unidade cedeu, permanece para alguns familiares. É o caso da cuidadora Solange Maria da Silva, 41 anos, que acompanha sua mãe há quase um mês no hospital. “Minha mãe me informou que minutos antes [do desabamento] tinham tirado ela pra varrer. Se não fosse isso, teria sido em cima da minha mãe”, contou.

A mãe de Solange deu entrada no dia sete de abril no HR após sofrer um derrame. Desde então, com um quadro delicado, ela vem sendo cuidada no hospital. Com tanto tempo acompanhando a matriarca, a cuidadora conta que já tinha visto água caindo do teto uma semana antes do ocorrido.

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“Era bem na área onde minha mãe estava, então eu conversei com a assistente social que me disse que a infiltração não era nada”, revelou. O problema é que esse “nada” afirmado anteriormente acabou resultando no rompimento na tubulação de água do hospital, que causou a queda de parte do teto da unidade.

“Na segunda-feira, quando aconteceu a situação, a gente estava aqui fora. Eles colocaram o maior guarda impedindo a gente de entrar e fecharam as portas”, lembrou Solange Maria, que só pôde ver a sua mãe por algumas horas na terça-feira (3). “Parecia que eu estava em outro setor. Vi limpeza, organização e a área mais branda. Estava tudo bem organizado”, disse. 

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Paulo Câmara diz que vai redobrar cuidado

Na terça-feira (3), o governador Paulo Câmara (PSB) declarou que serão autorizados os recursos financeiros necessários para "qualquer tipo de intervenção necessária para a Saúde". 

Ele garantiu que depois do desabamento começou a manter contato com a Secretaria Estadual de Saúde para verificar se havia outros pontos de fragilidade. "A gente não pode ter mais riscos como o que nós sofremos", comentou.

O que diz a Secretaria de Saúde

Sem citar o desabamento, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) afirmou em nota que reconhece a grande demanda das emergências de Pernambuco e que a situação do HR, maior emergência do Norte e Nordeste, "é mais grave pela complexidade e grau de especialização da unidade. No entanto, o serviço não recusa atendimento, garantindo assistência a todos os pacientes."

A SES informou ainda que o orçamento de 2022 da Secretaria de Saúde para reformas, obras e equipagem das unidades da rede estadual de saúde é de mais de R$ 200 milhões. "A requalificação do HR está em fase de projeto e também está entre as prioridades da SES. Por enquanto, a equipe de manutenção predial já foi reforçada e atua de forma permanente na unidade", acrescentou.

A nota ressalta que, no começo deste ano, o Governo de Pernambuco realizou a requisição administrativa do prédio onde hoje já funciona o Hospital de Retaguarda de Neurologia, localizado no Prado, Zona Oeste do Recife. A unidade conta atualmente com 55 leitos e está recebendo pacientes encaminhados pelo HR.

O deputado estadual Antonio Coelho (União Brasil) quer que o desabamento da ala de traumas do Hospital da Restauração seja apurado em audiência pública. Parte do forro do teto da unidade de referência caiu na tarde dessa segunda-feira (2) e pacientes tiveram que ser retirados às pressas. 

A proposta foi apresentada pelo líder da Oposição na reunião da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta terça (3), mas o pedido esbarrou na base governista e contou apenas com apoio do deputado Romero Sales Filho (União Brasil). 

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Mesmo assim, Antonio garantiu que vai seguir defendendo a realização da audiência pública em outras comissões e no plenário da Casa. 

“O incidente no Hospital da Restauração não pode ser normalizado e esquecido como tantos outros já foram. Esse incidente tem que servir como fator de mobilização para a melhoria da gestão do hospital. O sofrimento dos pacientes não pode continuar invisível”, apontou o deputado. 

Uma mulher foi retirada com vida nesta terça-feira (3) dos escombros de um edifício que desabou na sexta-feira passada na cidade de Changsa, centro da China, informou a imprensa estatal, que considerou o resgate um "milagre".

O edifício comercial de Changsha, na província de Hunan, que abrigava apartamentos, um hotel e um cinema, desabou no dia 29 de abril e provocou uma grande operação de resgate.

O canal estatal CCTV exibiu imagens de uma pessoa enrolada em um cobertor em uma maca, a nona pessoa retirada dos escombros em quatro dias.

"Esperando mais milagres", escreveu a CCTV em suas redes sociais.

O Diário do Povo, jornal do Partido Comunista, informou que a mulher estava consciente e conseguiu conversar com os socorristas por um buraco antes de ser resgatada. "Os sinais vitais eram estáveis", afirmou a publicação.

As operações prossegue nesta terça-feira na área da tragédia. As autoridades anunciaram que pelo menos 14 pessoas estão presas nos escombros e não conseguiram estabelecer contato com outras 39.

Nove pessoas, incluindo o dono do edifício e inspetores de segurança, foram detidas no âmbito da investigação do acidente.

As autoridades afirmaram que os inspetores falsificaram um relatórios de segurança do prédio.

O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou uma investigação profunda do desabamento, segundo a imprensa estatal.

Um rompimento na tubulação de água do Hospital da Restauração, localizado na área central do Recife, causou a queda de parte do teto da unidade de trauma, que é feito de gesso.

Em um vídeo que circula nas redes sociais - que o LeiaJá optou por não publicar para não expor os pacientes - a cena é caótica. Médicos e enfermeiros correm para retirar os pacientes, enquanto parte do teto e equipamentos desabam em meio a "bicas" jorrando água através dos spots de luz. Um dos médicos chega a grita que uma paciente teve que ser extubada. "Preparem a intubação", berra conduzindo a maca de um paciente.

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A assessoria confirmou que o rompimento aconteceu por volta das 13h30 desta segunda-feira (2), na sala "laranja um", o que provocou a transferência de pacientes. 

"A equipe de manutenção já consertou o vazamento desta tubulação e retirou algumas placas de gesso, por medida de prevenção e segurança. Por volta das 15h30, os pacientes que foram removidos voltaram para a sala Laranja 1", detalha a assessoria do HR.

Por conta da situação, visitas foram suspensas durante esta segunda (2). A assessoria garante que a equipe de manutenção da unidade de saúde trabalha 24h e já estava no local quando aconteceu o imprevisto.

Uma pessoa foi resgatada com vida nesta segunda-feira (2) entre os escombros de um prédio que desabou na sexta-feira na China, anunciou a televisão pública, mas a esperança de encontrar mais sobreviventes é muito pequena.

Um edifício de oito andares, que abrigava um cinema, um hotel e apartamentos desabou na sexta-feira (29) na cidade de Changsha, região central da China, por razões ainda desconhecidas.

Nesta segunda, o canal estatal CCTV mostrou as imagens de uma pessoa envolvida em uma manta branca, sobre uma maca, cercada por integrantes das equipes de emergência, antes da transferência para um hospital.

A emissora não divulgou informações sobre o estado da oitava pessoa encontrada.

Quinze pessoas estão presas nos escombros e 39 não foram localizadas após o acidente.

Não está claro se as autoridades consideram que as pessoas que não puderam ser contactadas poderiam estar debaixo dos escombros.

No domingo, uma sétima pessoa foi encontrada pelas equipes de resgate, mais de 50 horas depois do desabamento.

As autoridades não apresentaram até o momento explicações sobre as causas da catástrofe.

Nove pessoas, entre elas o proprietário do imóvel, foram detidas no domingo.

Suspeita-se de falsificação em uma inspeção de segurança, segundo a agência oficial Inhuma.

Dezenas de pessoas estão desaparecidas ou presas entre os escombros de um edifício que desabou na sexta-feira na cidade de Changsha, no centro da China, onde prosseguem as operações de resgate, informou a imprensa estatal.

Vinte e três pessoas estão presas e 39 não foram localizadas após o desabamento, que aconteceu na tarde de sexta-feira, do prédio de seis andares, informou o canal CCTV.

"Estamos avaliando a situação dos desaparecidos", disse o prefeito Zheng Jianxin.

O complexo imobiliário abrigava um cinema, um hotel e apartamentos. Até o momento não foi anunciada nenhuma vítima fatal e as autoridades afirmaram que cinco pessoas foram resgatadas dos escombros durante a noite.

Um alto funcionário do Partido Comunista foi enviado ao local para coordenar as operações de resgate, afirma um comunicado oficial divulgado neste sábado, o que pode ser um indício da gravidade do desastre.

Imagens publicadas pela imprensa chinesa mostram o teto desabado, móveis e aparelhos de ar condicionado entre os escombros e as equipes de resgate tentando se comunicar com as pessoas presas.

Tragédias deste tipo são frequentes na China, devido às violações das normas de segurança.

Em janeiro, uma explosão provocada por um suposto vazamento de gás provocou o desabamento de um edifício na cidade de Chongqing, a 1.700 km de Xangai, um acidente que deixou mais de 10 mortos.

Uma explosão em uma linha de gás em uma área residencial em junho de 2021 matou 25 pessoas na província central de Hubei.

Um prédio desabou na cidade de Vila Velha, na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, o acidente, na noite de quinta-feira (21), deixou três mortos. Uma pessoa ficou ferida.

Os bombeiros e a prefeitura da cidade iniciaram as buscas por vítimas no local logo após o desabamento. A procura seguiu ao longo da noite e terminou na madrugada desta sexta-feira (22) quando as vítimas foram localizadas.

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A primeira foi uma mulher, retirada com vida. Ela informou aos bombeiros que haveria outras três pessoas no prédio desabado. Uma das vítimas, uma adolescente, ainda estava viva enquanto as equipes de resgate tentavam retirá-la dos escombros. Mas também não resistiu e morreu.

Uma outra mulher e um homem de 70 anos também foram encontrados pelos grupos de resgate, ambos sem vida. Prefeitura e Corpo de Bombeiros ainda não divulgaram informações sobre possíveis causas do desabamento. Os nomes das vítimas também não foram informados.

Um motociclista de 22 anos foi atingido por uma marquise que desabou na manhã desta quarta-feira (16), em um trecho da Avenida Norte, na Zona Norte do Recife. A vítima, identificada como Silas Emanuel dos Santos Silva, é um vendedor de materiais de construção e, no momento do acidente, estava se abrigando da chuva em frente a um estabelecimento. A estrutura acima da marquise despencou e a parede acima caiu sobre o jovem. 

A ocorrência foi registrada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por volta das 10h. O Corpo de Bombeiros também auxiliou no resgate de Silas, primordialmente socorrido por populares, que ajudaram a retirar os pedaços de concreto para evitar que a situação se agravasse. O homem sofreu uma fratura exposta na perna direita e escoriações no corpo. 

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A Defesa Civil compareceu ao local e constatou que a parede atrás da estrutura não suportou o peso da marquise.  

Silas Emanuel foi transferido para a Unidade de Trauma do Hospital da Restauração, no Centro do Recife acompanhado de um familiar. O estado de saúde da vítima não foi informado. 

Parte de uma passarela localizada no bairro de Valéria, em Salvador, desabou na tarde deste sábado (12). A ViaBahia informou que ao menos três pessoas ficaram feridas. Todas foram levadas para hospitais em ambulâncias e ainda não se sabe o estado de saúde delas. 

Através de nota, a ViaBahia, a Concessionária de Rodovias, disse que a causa do acidente está sendo apurada.

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“A ViaBahia está apurando as causas do acidente ocorrido neste sábado (12), por volta das 13 horas, que deixou três pessoas feridas após o piso de uma passarela no bairro de Valéria, situado no município de Salvador, ceder. A empresa está prestando todo o apoio necessário às vítimas, e as equipes do SAMU acionadas foram deslocadas para o local para o atendimento imediatamente. A passarela foi interditada e a ViaBahia está investigando o que provocou o acidente. Recentemente, toda a estrutura passou por vistoria de uma empresa especializada e não apresentou qualquer irregularidade”.

AS IMAGENS SÃO FORTES:

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Por Alice Albuquerque

Parte do teto do Shopping Caruaru caiu nesta sexta-feira (28), após fortes chuvas no Agreste pernambucano. Ruas e avenidas também ficaram alagadas. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) informou que choveu cerca de 20mm durante 30 minutos. 

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A reportagem do LeiaJá tentou contato com a assessoria de imprensa do shopping por telefone, mas não conseguiu retorno até a publicação desta matéria. Nas redes sociais, internautas brincaram e fizeram memes com a situação da cidade. Além disso, compartilharam vídeos do teto do shopping caindo e relataram ser uma ocorrência “comum” quando chove forte. 

Confira vídeos do teto caindo:

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Dos dez mortos pela queda de rochas nos cânions de Capitólio (MG), no sábado (8), cinco eram de um mesmo núcleo familiar. Outras duas vítimas eram mãe e filha; ambas com os namorados. Além deles, as vítimas são dois amigos e um marinheiro. Todos estavam na lancha chamada Jesus, que foi diretamente atingida pelo deslocamento de pedras. Segundo familiares e marinheiros, a embarcação havia alterado a rotina, indo diretamente para o cânion, em vez de fazer uma parada turística comum, a pedido dos viajantes.

Neste domingo (9), em Passos, a 100 km de Capitólio, a dor dos que foram ao Instituto Médico-Legal (IML) identificar os corpos e fazer exames de DNA (para os que não eram possíveis de ser identificados), era por rostos conhecidos. Pais, mães, padrastos, filhos, primos, sobrinhos e amigos. Quase todos, de uma forma ou outra, tinham relação.

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Entre os cinco mortos da mesma família, o policial militar reformado Sebastião Teixeira, de 68 anos, era casado com Marlene Teixeira. Eles eram pais de Geovany Teixeira da Silva, de 41, e avós de Geovany Gabriel Teixeira da Silva, de 14. Além deles, Thiago Teixeira, de 30, era sobrinho do casal. Outras duas vítimas, Carmen Pinheiro da Silva, de 41, e Camila da Silva Machado, de 21, eram mãe e filha. Carmen era namorada de Geovany, filho de Sebastião e Marlene. Camila também embarcou na lancha com o namorado: Maycon Douglas Deosti, de 25 anos.

Também morreram no acidente o marinheiro Rodrigo Alves dos Santos, de 40 anos, e os amigos Rodrigo Marinho e Júlio Antunes. O acidente deixou 32 feridos, 23 liberados na Santa Casa de Misericórdia de Capitólio. A unidade da Santa Casa de Passos recebeu duas vítimas, ainda em quadro estável. Já a Santa Casa de Piumhi atendeu duas com fraturas abertas, mas já liberadas. Outros quatro foram levados para a Santa Casa de São José da Barra e também tiveram alta.

Perda

Sentado em um banco do IML, olhar perdido em um ponto do teto, o pai de Maycon, Jânio Rodrigues, de 49 anos, reunia o que lhe restava de forças para perguntar ao legista se o corpo do filho seria liberado ainda ontem. O trabalho é lento. A maior parte das vítimas precisa ser reconhecida pelo exame de DNA: o impacto da rocha sobre o barco tornou o trabalho forense quebra-cabeças. "Ele era tudo…tudo. A mãe está lá em casa inconsolável", diz o homem que saiu de Sumaré, na região de Campinas, às 5 horas, para fazer "a pior viagem de sua vida".

Ao seu lado estava Eleandro Pinheiro da Silva, de 39 anos, irmão de Marlene e tio de Camila, a namorada do filho de Jânio. Olhos vermelhos, cabeça baixa, precisaria colher sangue para o exame de identificação. Tentava falar algo, mas não conseguia. Apenas balançava a cabeça e esperava.

Do lado de fora, Marileide de Fátima Rodrigues, de 37 anos, era amparada pela família. Ela é mulher do marinheiro Rodrigo, que pilotava a lancha. Havia 5 anos o casal se mudou de Betim para Capitólio. Agora, ela fará sozinha o caminho de volta. "Aquilo era a vida dele. Morreu fazendo o que mais amava. Não sei o que dizer."

Fora de lugar

É o cunhado dela, Leandro Eduardo, que tenta, então, explicar o que ouviu de marinheiros e funcionários do píer de onde partiu a lancha. "Não era para ele estar naquele barco. Normalmente ele pilotava outra. Ele pediu para ir na Jesus", diz. Segundo ele, a ordem das paradas também foi alterada. "O primeiro lugar que ele pararia seria a Lagoa Azul, mas um dos turistas pediu para ir para a região dos cânions antes. Ele foi."

Já os familiares tiveram de ir a Passos ontem. Entre eles, a mãe de Giovany Gabriel, de 14 anos, Vanessa Oliveira Ferreira, de 33. A família mora em Serrania, na região de Poços de Caldas. No sábado, o menino deixou a cidade para o passeio ao lado dos avós, do pai e da namorada. Agora, nada parecia capaz de segurar a mãe em pé. "Ele era um menino doce."

No início da noite, uma equipe do IML de Belo Horizonte chegou ao local para auxiliar na identificação dos corpos. O trabalho pode se estender por até 30 dias. A dor dessas famílias ainda vai se arrastar. "Não sei como vai ser. Não, sei", dizia a mulher do marinheiro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Defesa Civil não identificou danos estruturais em edifício de Belo Horizonte, no bairro Buritis, cuja parte da área de lazer desmoronou hoje (9). Segundo os técnicos, não será necessária a interdição do prédio, e será mantido apenas o isolamento de áreas onde materiais ainda poderão se desprender.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o desmoronamento – que ocorreu em uma parte íngreme do terreno onde o prédio foi construído – não causou vítimas. Os moradores do edifício chegaram a ser retirados do local, mas já puderam retornar aos apartamentos.

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A Defesa Civil orientou os moradores a manter o isolamento das áreas afetadas e a providenciar ações para mitigação dos riscos e recuperação do local.

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A Polícia Civil de Minas Gerais informou a identificação de oito mortos no acidente de Capitólio, um deslizamento de rochas que atingiu lanchas de passeio. O único identificado formalmente foi Julio Borges Antunes, de 68 anos, nascido em Alpinópolis (MG). O corpo já foi liberado para sepultamento. Houve também a qualificação de outras 9 pessoas que estavam na mesma lancha de Antunes.

Um homem de 40 anos, natural de Betim, que seria o piloto da lancha. Uma mulher de 43 anos, de Cajamar (SP) e sua filha de 18 anos, natural de Paulínia. Um homem de 67 anos, nascido em Anhumas (SP), sua mulher de 57 anos, seu filho de 37 anos e seu neto de 14 anos - ambos desaparecidos até o momento da entrevista. Um homem de 24 anos, natural de Campinas e um homem de 24 anos, nascido em Passos.

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Segundo o médico legista Marcos Amaral, de Passos, as identificações serão feitas por meio de amostras de DNA, raios-X de arcadas dentárias e outros recursos, com o apoio do Instituto de Identificação de Belo Horizonte. "Como foi um impacto de altíssima energia, os corpos estão bastante prejudicados, o que dificulta o trabalho".

Todos os turistas da lancha estavam em uma pousada em São José da Barra, em Minas Gerais. Segundo Marcos de Souza Pimenta, delegado regional de Passos, o foco do trabalho será continuar a identificação das vítimas, por meio da coleta de material genético dos familiares de primeiro grau, para confrontá-los com os corpos e fragmentos corporais encontrados.

Pimenta informou que esteve no local do acidente no sábado, junto com o perito criminal Rogério Chibata, que segue trabalhando no local junto com o Corpo de Bombeiros e a Marinha. Chibata passou a tarde de ontem coletando e identificando fragmentos corporais.

Causas do acidente

Sobre as causas do desprendimento da rocha, o delegado disse que seria prematuro fazer qualquer declaração. "Uma rocha daquele tamanho não cai de uma hora para outra. É uma ação que leva muito tempo", disse Pimenta. Segundo ele, a Polícia Civil continuará em interlocução com geólogos especialistas no tema.

"Com relação às lanchas, fizemos uma investigação preliminar e constatamos que elas estão aptas a transportar turistas na região", afirmou. Segundo o delegado, se o tempo não estivesse chuvoso, poderia haver entre 50 e 100 pessoas nadando naquele trecho, inclusive crianças.

"Não descartamos a possibilidade da erosão da rocha ter sido provocada pela chuva ou até por um choque pelo som das lanchas que param ali e fazem um escarcéu naquele local", disse Pimenta. "É de conhecimento público que há aglomerações de turistas lá. Esse assunto será analisado pela Marinha, que fiscaliza as águas da Represa de Furnas", disse.

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O Corpo de Bombeiros encontrou, na manhã do domingo (8), o corpo de outra vítima do desabamento de rocha no cânion do Lago de Furnas, em Capitólio-MG. Com isso, sobre para oito o número de mortos no acidente.

A informação foi confirmada pelo major Rodrigo Casto, comandante da 1ª Companhia de Bombeiros. "A primeira equipe de buscas localizou o corpo submerso, inteiro, e ele já foi trazido ao posto de comando. A Polícia Civil faz agora o trabalho de identificação", disse.

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A corporação segue fazendo buscas por duas pessoas desaparecidas. Ao todo, 32 pessoas ficaram feridas após as pedras atingirem lanchas turísticas no sábado (8).

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O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou, no sábado (8) à noite, que são sete os mortos no desabamento de rocha no cânion de Capitólio (MG). Três pessoas estão desaparecidas.

Em nota, a corporação explicou que a mudança no número de óbitos se dá em decorrência da própria característica do acidente, já que muitas pessoas foram socorridas por embarcações que estavam na região e levadas por meios próprios para unidades hospitalares. A informação anterior é de que havia seis mortos.

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O Corpo de Bombeiros diz ainda, na nota, que inicialmente as vítimas foram classificadas como desaparecidas, mas que ao longo do dia, graças à força-tarefa em atuação na região, foi possível fazer contato com as pessoas.

A estimativa inicial de 20 desaparecidos inclui, portanto sete mortos, dez pessoas localizadas por telefone e três que continuam desaparecidas.

A queda ocorreu por volta do meio-dia do sábado e atingiu pelo menos quatro barcos de turistas. As vítimas foram levadas para hospitais das cidades de Passos, Piumhi e São José da Barra. Segundo os bombeiros, pelo menos 30 pessoas ficaram feridas.

Os trabalhos de busca pelas pessoas desaparecidas foram retomadas neste domingo (9), às 5h.

Três pessoas morreram e seis estavam desaparecidas após o desabamento de um prédio de quatro andares por uma explosão na ilha italiana de Sicília, segundo as autoridades.

Duas mulheres foram resgatadas com vida do imóvel da cidade de Ravanusa, após o desabamento no sábado (11) à noite.

O saldo de mortos do desastre mudou ao longo da manhã.

A unidade regional de proteção civil de Sicília confirmou às 10h07 GMT (7h07 no horário de Brasília) deste domingo em sua página do Facebook a morte de três pessoas e não quatro, como informou anteriormente.

Equipes de resgate com cães especializados buscavam neste domingo (12) entre os escombros para tentarem encontrar as pessoas desaparecidas.

Imagens da televisão mostravam grandes quantidades de escombros na área onde antes se encontrava o prédio, com os imóveis vizinhos também danificados.

Segundo as autoridades, que abriram uma investigação, a explosão pode ter sido causada por um vazamento de gás.

"Provavelmente o gás encontrou uma cavidade", disse o responsável de bombeiros da província de Agrigento, Giuseppe Merendino, à rede Rainews24.

"Esta bolsa de gás teve depois um gatilho acidental: um carro, um elevador, um eletrodoméstico", explicou.

Pouco depois da explosão no sábado à noite, o prefeito de Ravanusa, Carmelo D'Angelo, fez um apelo no Facebook para todos os que tivessem "pás e tratores."

"Foi uma catástrofe", disse.

Cerca de 50 pessoas foram deslocadas, segundo D'Angelo à Rainews24, após comprovar que os prédios adjacentes também foram atingidos pela explosão.

Por volta das 11h35 desta sexta-feira (19), equipes de suporte avançado do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para uma ocorrência de desabamento na rua Manoel Carneiro Leão, em Dois Carneiros, Jaboatão dos Guararapes. Segundo apurado pelos socorristas, a laje de uma obra desabou sobre dois pedreiros que trabalhavam no local. Três viaturas de salvamento e cães farejadores foram utilizados para auxiliar nas buscas, mas não foram encontradas mais vítimas. 

Um dos atingidos, o pedreiro da obra, sofreu escoriações leves e foi atendido no local pelo Samu. Já o segundo atingido, ajudante de pedreiro, teve ferimentos mais graves e foi socorrido por populares, que improvisaram uma maca para a retirada do homem dos escombros. O estado de saúde da vítima e a unidade para a qual ela foi encaminhada não foram informados. 

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Até o momento desta publicação, as equipes estavam atuando em conjunto com a Neoenergia/Celpe para garantir o isolamento e segurança do local. 

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Um homem morreu e pelo menos três pessoas ficaram feridas devido ao desabamento de um prédio de quatro andares no morro do Salgueiro, na Tijuca (zona norte do Rio), por volta das 20 horas da quarta-feira (17). Até a publicação desta reportagem, a causa do desabamento não era conhecida. Não choveu na região na quarta-feira.

A construção ficava nos fundos de uma casa na rua Francisco Graça. Após o desabamento, bombeiros dos quartéis da Tijuca e de Vila Isabel, também na zona norte, foram ao local e iniciaram o trabalho de busca pelas vítimas, usando cães farejadores e drones.

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Até as 22 horas, três pessoas haviam sido resgatadas com vida. Duas foram levadas para o hospital municipal Salgado Filho, no Méier (zona norte), e segundo a secretaria municipal de Saúde estão "estáveis, em observação".

A terceira foi conduzida ao hospital municipal Souza Aguiar, no centro, e será submetida a cirurgia, informou a secretaria.

Às 22h15 os bombeiros confirmaram que um homem, que estava preso sob os escombros, morreu. Seu nome não havia sido divulgado até a publicação desta reportagem.

A prefeitura não informou se o prédio tinha licença para ser habitado. A região é de moradias simples, muitas delas construídas pelos próprios moradores e sem fiscalização do poder público.

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