Após Xuxa Meneghel elevar o tom das críticas ao Governo e pedir que apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido) deixem de segui-la nas redes sociais, nesta terça-feira (12), o próprio presidente rebateu a declaração da apresentadora em uma publicação no Twitter.

Diferente da habitual postura agressiva contra seus críticos, Bolsonaro respondeu ao pedido da Rainha dos Baixinhos ao responder um perfil de direita.

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"Se você apoia Xuxa, peço que nos siga. Seria uma satisfação apontar fatos omitidos para que possamos sempre melhorar e unir nosso país!", tuitou.

Ainda no confronto com o que chama de “Grande Imprensa”, Bolsonaro mantém seus canais diretos de comunicação com o eleitorado para manter o teor contraditório do seu discurso, como a proposta negacionista às medidas sanitárias de controle à Covid-19.

Após a investigação do Inquérito das Fake News no Senado encontrar indícios da atividade organizada do ‘Gabinete do Ódio’, veículos e blogueiros financiados pela ala bolsonarista sofreram um processo de desmonetização virtual por discursos de ódio e produção de notícias falsas.

Embora teça críticas contra profissionais do Jornalismo, por outro lado, o Governo Federal investe em repasses a apresentadores de emissoras alinhadas à gestão. Entre a lista de beneficiados estiveram Sikêra Jr. e Ratinho.

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Logo depois de postar uma foto de Patrick Pessoa, de 46 anos de idade, e assumir o novo relacionamento com o professor de filosofia, Camila Pitanga usou as redes sociais para rebater as críticas dos internautas que questionaram o fato da atriz estar namorando com um homem. Pitanga estava solteira desde dezembro de 2020, quando anunciou o término com a artesã Beatriz Coelho.

"Gente, a letra B da sigla não é de Beyonce não, tá?!", escreveu, referindo-se à sigla LGBTQIA+. "Amem e sejam felizes. Eu tô!", finalizou.

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Desde que foi expulso da 13ª edição de A Fazenda, Nego do Borel vem dividindo opiniões por algumas atitudes. Após ser dado como desaparecido pela família, nessa segunda-feira (4), o funkeiro acabou sendo encontrado. Nesta terça (5), ele foi até a Delegacia de Paradeiro de Desaparecidos (DDPA), no Rio de Janeiro, para esclarecer o caso. O artista estava em um motel com duas mulheres. Assim que o assunto veio à tona, diversas pessoas se manifestaram.

Internautas que usam diferentes plataformas detonaram o "sumiço" de Nego do Borel. "Que nojo da atitude desse moleque, mano. O cara fez o que fez e todo mundo viu, foi encoberto pela emissora lixo, pagou um de vítima do racismo ea agora, como se não bastasse, fez a mãe dele, mano, a mãe dele abrir um boletim de ocorrência enquanto tava no motel!", criticou uma usuária do Twitter. "Um bocado de burro pedindo empatia pelo Nego do Borel e ele estava em um motel com duas mulheres. Ainda bem que nunca me preocupei", disparou outra pessoa.

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Nego do Borel explicou sobre o motivo de ter sumido. Segundo informações do G1, o músico disse que queria apenas ficar só. "Saí ontem, não avisei minha mãe, quis me isolar porque estou passando por um momento muito difícil, muitas coisas acontecendo na minha vida, mas eu quis ficar sozinho. Não sabia que minha mãe ia na delegacia e ia dar toda essa repercussão", contou.

De acordo com o funkeiro, uma medicação o fez dormir: "Tomei muito remédio e aí dormi, dormi, eu queria dormir... Aí acordei e tava toda essa repercussão". Ainda em relação ao desaparecimento, Nego do Borel negou que estivesse acompanhado em um motel, embora a polícia tenha confirmado a informação de que ele estava na companhia de duas mulheres. A equipe de Nego do Borel garantiu que ele irá buscar acompanhamento psicológico. 

Regina Duarte vem se tornando uma 'persona non grata' na internet desde que declarou apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A atriz e ex-secretaria especial de Cultura do atual governo federal acabou gerando polêmica em uma rede social. Ela deu o que falar ao fazer uma publicação elogiando Caetano Veloso. Assim que os internautas detonaram sua atitude, Regina acabou excluindo o conteúdo.

Pouco tempo depois do imbróglio, a mãe de Gabriela Duarte voltou atrás e dedicou mais uma postagem ao músico baiano. Regina rebateu comentários por ter citado Caetano. "Apaguei o post anterior. Óbvio! Me deu um nervoso taquicárdico tão grande diante da reação da maioria de vocês! Aí, mais calma, decido voltar! Caetano forever, sim! Porque sou plural! Porque não costumo misturar alhos com bugalhos! E, porque Democracia é isso!", disse.

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E continuou: "Abaixo o fascismo de exigir que todo mundo pense igual! Não é real! Cada um tem todo o direito de ser como quiser! Meus cumprimentos a todos: os favoráveis e os contra. Voltei porque quero ser respeitada na minha admiração por este grande artista brasileiro. Respeito também vocês que não conseguem mais enxergar valores artísticos em quem pensa diferente politicamente. Polarização de merd*! Já sofri muito com isso".

Afirmando em seu desabafo que vai continuar exaltando a arte de Caetano, Regina Duarte voltou a colecionar duras críticas. Muitos seguidores não concordaram com a visão da atriz. "Ele [Caetano Veloso] não pensa igual a você e com certeza não te tratou da mesma forma quando você estava na secretaria de Cultura. Você foi apedrejada por esta classe [artística]. Lembra ?", indagou uma pessoa.

Em maio do ano passado, Regina deixou o comando da secretaria especial de Cultura. Ela ficou no cargo da pasta apenas por dois meses. Assim que a saída dela foi anunciada, Jair Bolsonaro garantiu que Regina Duarte estava pronta para assumir os desafios da Cinemateca Brasileira.

"Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em São Paulo. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", disse o presidente da República na ocasião. 

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Já está disponível nas plataformas de streaming a nova música de Pedro Sampaio. O DJ liberou para os fãs o resultado do single Galopa, seguido também de um videoclipe. Mas parece que a canção só agradou mesmo aos fãs do artistas. Nas redes sociais, muitas pessoas não curtiram muito bem o trabalho de Pedro. Usuários do Twitter acabaram fazendo críticas à produção da letra.

"Como estamos no setembro amarelo, não vou comentar sobre a nova música do Pedro Sampaio por consideração", disparou um dos internautas. "O Brasil começou a desandar quando deram uma carreira pro Pedro Sampaio", disse outro, alfinetando o clipe do rapaz. Pedro Sampaio também chegou a ser acusado de pegar algumas referências de Lil Nas X do álbum MONTERO.

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Confira algumas reações:

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou na tarde desta sexta-feira, 17, ser impossível criticar seu "time" do primeiro escalão na Esplanada dos Ministérios. "Alguns podem criticar o técnico do time, que sou, mas não podem criticar meus 23 ministros", disse o chefe o Executivo na cerimônia de início das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO). A rota vai integrar Goiás a Mato Grosso.

Nas palavras do presidente, que retomou elogios ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, presente no evento, seus ministros são honestos e têm "grande capacidade" administrativa. "Não foi fácil formar um ministério, as pressões políticas foram muitas, mas formamos grande ministério", afirmou. Quem também elogiou Tarcísio foi o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), recebido por vaias no evento. "É um dos mais competentes ministros desse país que já passou na pasta da infraestrutura".

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Bolsonaro reconheceu os trabalhos da chamada "ala política" da Esplanada - citando nominalmente os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Secretaria de Governo, Flávia Arruda. "Aos políticos, o cargo político. Aos ministérios terminativos, as nossas pessoas competentes e preparadas para desempenhar essa função. É um casamento também perfeito", declarou. "Alguns ainda querendo a volta da velha política, isso deixamos para trás, todos nós ganhamos com isso".

Contudo, a chegada de Ciro Nogueira, um cacique do Centrão, à Casa Civil, o coração do governo federal, foi interpretada justamente como uma "rendição final" de Bolsonaro à velha política. "Quando se fala em corrupção, são poucos aqueles que chegam ao Executivo, municipal, estadual ou federal, e têm realmente coragem de botar essa promessa de campanha para frente", seguiu o presidente, no evento, deixando de lado aspectos delicados de seu mandato como as denúncias de corrupção envolvendo a compra de vacinas contra a covid-19 e o fim da Operação Lava-Jato.

Em uma insistência na retórica de combate à corrupção, Bolsonaro prometeu, mais uma vez, levar o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Gustavo Montezano, a uma de suas lives para comentar os supostos escândalos de corrupção na instituição em governos anteriores. Uma auditoria interna feita no BNDES em 2020, porém, não encontrou irregularidades ao abrir a "caixa-preta" prometida pelo chefe do Planalto na campanha de 2018.

No evento, o presidente elogiou a Vale, que será responsável pela construção da ferrovia. "O ressurgimento desse modal era sonhado por muitos no Brasil, mas ninguém faz nada sozinho. Sempre temos que ter alguém do nosso lado, nesse caso, a iniciativa privada, a Vale. A eles, nosso reconhecimento, nossa gratidão", declarou.

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, que discursou pouco antes de Bolsonaro, afirmou o compromisso da empresa com a "segurança das pessoas e o meio ambiente". A companhia era detentora das barragens de Mariana e Brumadinho, que romperam e causaram grande dano ambiental.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 16, que "o excesso de professores atrapalha". Segundo ele, o Estado foi inchado após um concurso feito pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para a contratação de 100 mil docentes. "Não vou entrar em detalhes, mas o Estado foi muito inchado. Não estou dizendo que não precisa de professor, mas o excesso atrapalha", disse o presidente a apoiadores ao retornar ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

Na conversa sobre educação pública, Bolsonaro afirmou que não existem mais "livros que os pais não gostariam que os filhos tomassem conhecimento na escola e não é pouca coisa, não". Em seguida, antes de criticar seleção e o excesso de educadores, o presidente ouviu de um deles: "Tem muito comunismo na escola, tem muito comunista lá dentro".

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Apesar da apuração da série de denúncias pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado e do avanço nas investigações da Justiça sobre seus filhos, Bolsonaro repetiu aos apoiadores que não existe corrupção em seu governo. "Você não vê corrupção há dois anos e oito meses. Custa caro para mim. Quem perdeu me persegue, e não só a mim, persegue a família também", disse.

O cantor Latino se envolveu em uma nova polêmica e acabou se retratando após ser criticado nas redes sociais por fazer um comentário sobre autismo que foi considerado pejorativo por internautas. Em um comunicado enviado à colunista Fábia Oliveira, o artista afirmou que não teve a intenção de ofender ou menosprezar ninguém.

O problema teve início depois que um trecho de sua entrevista ao podcast Inteligência Ltda foi descoberto por internautas na tarde da última terça-feira (24). No recorte em questão, o cantor fala sobre as fases pela qual um artista passa em sua carreira, afirmando que o período em que alguém se recusa a ouvir a opinião dos outros é a fase do autismo.

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"O artista tem quatro fases e eu falo isso para todo mundo. A primeira fase é a humildade, onde o cara fala com todo mundo e o mais simpático do mundo. Vem a segunda fase que é a euforia. O artista entra em euforia e quer estar em todos os lugares, ele é o cara, quer chamar a atenção, quer ter o melhor carro e todo mundo quer bajular esse cara. Depois disso, ele entra na fase do autismo. Ele se fecha no mundo dele e não quer ouvir ninguém, não ouve empresário, não ouve gravadora e ele está autista. A quarta fase é a fase mais triste do artista que é quando ele cai na real", disse.

Alguns internautas e páginas que tratam sobre autismo se revoltaram com a fala do cantor, e criticaram a declaração nas redes sociais: "Latino calado é um poeta, que fala infeliz sobre autismo".

Diante disso, o cantor e sua equipe acabaram se pronunciando através de um comunicado enviado à colunista: "O cantor Latino pede desculpas a todos que possam ter se sentido ofendidos com a fala, que ressaltamos não ter sido intencional!", afirmou a equipe do artista.

"Respeito todos os tipos de pessoas, crenças, povos, etc. Não tenho nenhum tipo de preconceito!!! E deixo aqui o meu pedido de desculpas por uma fala ignorante (no sentido informação) de minha parte! Afirmando e destacando que não tive a intenção de ofender ou menosprezar ninguém!", lamentou Latino.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou, em suas redes sociais, a reputação internacional do Brasil e os problemas diplomáticos trazidos pela gestão de Jair Bolsonaro (sem partido). No comentário, o petista voltou a fazer paralelo do governo com o regime do Talibã, insinuando que pelas diversas feridas à diplomacia e democracia, os extremistas seriam os únicos interessados em manter relações públicas com o país.

“É lamentável que o Brasil tenha se tornado um pária internacional. Ninguém convida o Bolsonaro para visitar nenhum país. E nenhum chefe de Estado quer visitar o Brasil. Ninguém quer aparecer do lado dele”, declarou.

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“Se bem que agora é capaz que o Talibã convide o Bolsonaro”, acrescentou o petista, ao apontar a sintonia de ideias de Jair Bolsonaro com o grupo.

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Recentemente, o nome do ex-presidente voltou a ser associado ao Talibã, após redes bolsonaristas na internet circularem uma imagem falsa, com uma manchete afirmando que Lula teria comemorado a retomada do grupo no Afeganistão e que possuía interesses em se relacionar com as forças do regime. Compartilhada até mesmo pelo deputado Eduardo Bolsonaro, a notícia foi desmentida por veículos de checagem e se tratou de uma montagem (foto editada).

Em agenda de reunião para debater o cenário nacional, governadores reforçaram críticas ao presidente Jair Bolsonaro e pela defesa das instituições democráticas no País. Nas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), fez um balanço do encontro e reforçou a necessidade de que autoridades se posicionem contra as agressões do presidente "à democracia, ao meio ambiente e à economia".

O dirigente estadual comentou que Bolsonaro ataca "todos os espaços de contestação", como a imprensa e os Poderes Legislativo e Judiciário. "Democracia não é apenas a oportunidade da eleição de um governo, é também a necessidade de que os governantes eleitos saibam conviver com a contestação", afirmou. "Infelizmente, o atual presidente parece não saber disso", publicou.

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Na avaliação de Leite, o Brasil vive um momento crítico, que exige o posicionamento dos chefes dos Executivos estaduais. "Temos uma responsabilidade como governadores para além das nossas próprias populações dos Estados, para com a Federação, que é a soma dos nossos Estados. É algo que se impõe neste momento crítico que estamos vivendo da história nacional", afirmou.

De acordo com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), houve uma "preocupação geral" na reunião com as agressões e conflitos em série que ocorrem no Brasil nas últimas semanas. O consenso, para os governadores, foi a defesa da gestão democrática. "A democracia deve prevalecer e as polícias não serão usadas em golpes."

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Rival de Leite nas prévias do PSDB, o governador de São Paulo, João Doria, também se manifestou nas redes sociais e pediu para o governo federal "parar de sabotar" o Brasil. "O resultado dessa gestão está aí: inflação nas alturas, disparada do desemprego, aumento no preço dos alimentos e combustíveis, crescimento da miséria, desconfiança internacional e irresponsabilidade fiscal", afirmou. "O Brasil não merece isso", emendou.

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Ações climáticas

Além do debate sobre os ataques às instituições, estava na pauta do encontro a criação de um consórcio único de Estados, com fundo único, para propor ações climáticas. Doria aprovou a iniciativa e propôs que o consórcio seja batizado de "Brasil Verde". Diante do foco ambiental, o governador do Amapá, Waldez Goés (PDT), destacou que a reunião foi apenas mais um passo para reforçar ainda mais o diálogo entre os Estados brasileiros e a comunidade internacional. "Integrados e unidos, estaremos mais fortalecidos para dialogar com a comunidade internacional sobre as questões ambientais", declarou Góes no Twitter.

O encontro dos governadores sobre o tema não estava marcado, mas, diante dos últimos ataques do presidente Bolsonaro contra as instituições, Doria e o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), propuseram a reunião.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, teceu várias críticas nesta quinta-feira, 19, à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e disse que a entidade tem "boicotado" as propostas de reformas enviadas ao Congresso Nacional e também em várias outras áreas. Ele citou o que seriam obstáculos do empresariado a mudanças no ICMS, na reforma tributária, setor elétrico e no marco regulatório do saneamento básico.

Guedes também afirmou que a entidade precisa "tirar fantasias e parar de fazer ataques amistosos e sutis" e voltar para o jogo da vida real. "Boicotar as reformas não é bom para ninguém, nem para a indústria. Apenas para a CNI, que é uma entidade corporativa", bateu. "A inflação está subindo e temos que fazer um movimento de abertura", repetiu.

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Ao mesmo tempo, Guedes avaliou que se trata de um setor "valente" e que conseguiu "sobreviver ao massacre" de momentos de juros básicos de dois dígitos. No momento, as taxas estão em tendência de alta novamente, mas ele disse que "se baixarmos a bola e esperarmos a próxima eleição, o juro volta a cair".

Apesar de alguns afagos, o ministro não poupou o setor industrial. "É sempre a desculpa de que tem que fazer muito para não fazer nada", disse durante evento no Senado, que conta também com a participação de representantes da CNI. "Se mela a reforma tributária, não dá nem o primeiro passo.... É o passo inicial para fazer a grande simplificação. Diz que quer fazer a caminhada, mas nunca dá o primeiro passo", criticou.

Vários industriais já foram a público reclamar da proposta de reforma tributária enviada pelo Executivo ao Congresso e afirmaram, inclusive, que este não seria o melhor momento para colocar as mudanças em prática. "Eu entendo o receio da CNI de entrar o Vietnã na indústria têxtil ou dos coreanos na automotiva", considerou. É esse equilíbrio, no entanto, que precisa ser manobrado, de acordo com ele. "Estamos muito atentos."

O modelo protecionista, de acordo com o ministro, é equivocado e ruim. "O industrial está perdendo a importância há 15 anos, e não estão se dando conta disso", disse durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que debate o tema "Mercosul: tarifa externa comum e potencial de ampliação do bloco".

A Comissão de Relações Exteriores do Senado debate o tema "Mercosul: tarifa externa comum e potencial de ampliação do bloco". Também participam do evento realizado por videoconferência o ex-ministro das Relações Exteriores e embaixador Celso Lafer; o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França; o embaixador do Uruguai para o Brasil, Guilhermo Valles Galmes; e o gerente de Políticas de Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fabrízio Sardelli Panzini.

A fala do ministro da Educação, Milton Ribeiro, que crianças com deficiência "atrapalhavam" o ensino de outros estudantes, foi amplamento criticada. O gestor chamou o processo de aprendizagem de "inclusivismo". Nesta quinta-feira (19), na tentativa de explicar a declaração dada no programa 'Sem Censura', da TV Brasil, Ribeiro afirmou que seu discurso foi tirado de contexto.

O LeiaJá ouviu especialistas que explicam o porquê de a declaração do ministro da Educação ser considerada problemática e até mesmo preconceituosa. Para Rafaella Asfora, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Departamento de Psicologia e Orientação Educacionais, e docente da área de educação inclusiva, a declaração do ministro viola os direitos humanos das pessoas com deficiência.

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“A declaração recente do ministro da Educação Milton Ribeiro, ‘de que alunos com deficiência ‘atrapalham’ o aprendizado de outros estudantes’, configura uma violação aos direitos humanos das pessoas com deficiência. Fere os preceitos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2007), na qual o Brasil é signatário e que equivale à emenda constitucional. Tal convenção reafirma ‘a universalidade, a indivisibilidade, a interdependência e a inter-relação de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, bem como a necessidade de garantir que todas as pessoas com deficiência os exerçam plenamente, sem discriminação’.”, afirma a professora.

Segundo a educadora, uma escola inclusiva deve garantir a educação de todas as crianças, atender as necessidades específicas de qualquer criança, independente de ter deficiência ou não. Várias pesquisas apontam que pessoas com deficiência que tiveram acesso a ambientes escolares inclusivos passam a ter mais autonomia,  independência, inserção, participação social e qualidade de vida. “A inclusão na educação favorece o desenvolvimento humano. Nessa direção, as crianças devem aprender juntas com seus pares de igual idade, e precisam ser ensinadas a respeitar e valorizar a diferença, ter empatia e respeito ao outro”, completa Rafaella Asfora.

Vera Braga, gerente de políticas educacionais de educação inclusiva, direitos humanos e cidadania, da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, afirma: “Uma escola inclusiva é um local onde todos os estudantes se sentem pertencentes. Não existe estudante que atrapalha, a escola deve se adequar às singularidades do estudante, não o estudante que deve se adequar à escola. A gente compreende que os estudantes com deficiência devem ser vistos a partir das suas potencialidades. A escola e todos devem, antes de visualizar a deficiência do estudante, vê-lo como ser-humano”, pontua.

“Não tem como a gente primar por uma sociedade inclusiva se você estigmatiza e exclui qualquer pessoa. Não tem como pensar em uma educação ou escola democrática se a gente não inclui no processo todos os estudantes. Isso está ligado a capacitismo, o estigma, à discriminação de uma pessoa por ter deficiência não ser capaz. Eles possuem suas capacidades. Precisa apenas não ter barreiras e a pior barreira que existe para o aprendizado de um estudante, sobretudo aquele com deficiência, é a barreira atitudinal, aquela ligada aos comportamentos”, completa Vera Braga.

Luciana Góes, professora de inglês especializada em educação inclusiva, atua com alunos autistas. Ela reforça que a fala do ministro, além de ir contra ao inclusivismo, é preconceituosa. “Essa fala mostra também uma certa ausência ou lacuna de conhecimento sobre o que de fato é uma educação inclusiva e uma estrutra sócio-inclusiva para o aluno que necessita de ferramentas educacionais mais direcionadas. O termo deficiência por si só já é preconceituoso.”, afirma a professora.

Luciana também lembra que de fato as escolas não estão equipadas adequadamente e que não é a primeira vez que cometem esse erro nas declarações. “É fato que as escolas em sua grande maioria não estão preparadas para uma inclusão como deve ser, todavia, isso não é culpa da escola, é falta de preparo na grade curricular da educação hoje. Não é a primeira vez que as falas do ministério da Educação não vão de encontro a vários tópicos importantes ou valores, abrindo margem para pensar se de fato quem está no comando tem preparo na área de educação de uma maneira geral”, pontua Luciana.

A psicóloga especializada em atenção a pessoas com deficiência, Ivalda Marinho, destaca a importância da convivência entre alunos em prol das diferenças. De acordo com a especialista, reforçar a seletividade pode prejudicar e até retroceder o modelo de ensino.

“Lei da seletividade adicionada a um pensamento ultrapassado além do entendimento deturpado do que é inclusão. Como consequências, teremos o retorno daquela prática de 'normais', a velha discussão da separação dentro das escolas. O que avançamos, retrocede dentro de um modelo obsoleto do que é educação. Esqueceu-se ou se desconhece a riqueza da troca, do aprendizado com socialização, do conhecimento sobre deveres que temos uns com os outros, da criatividade dentro do ensino e, principalmente, que a criança não nasce com preconceito, ela aceita os outros como são”, afirma a psicóloga.

Rafaella Asfora pontua que a consequência da declaração vinda de um ministro pode fomentar a segregação e exclusão social. “Sobretudo, uma declaração vinda de um ministro que integra um governo que lançou uma nova Política Nacional de Educação Especial: equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida (2020), a qual se configura como um retrocesso para a inclusão educacional das pessoas com deficiência com perda de direitos adquiridos. Tal política propõe a volta às escolas e instituições especializadas para as pessoas com deficiência”, explica a professora.

Vera Braga completa: “Isso tem a ver com violência estrutural, a exclusão gera violência e a gente tem que aprender a trabalhar no coletivo, trabalhar de forma interdependente que todo mundo pode aprender com todo mundo. Esse posicionamento excludente gera violência e a gente tem que buscar incluir para construir uma sociedade mais equitativa, mais harmônica”.

Para Ana Claudia Palhares de Lima, licenciada em educação física, a fala do ministro já causa repulsa e indignação, mas se de fato ela estiver sendo colocada em prática, torna a situação mais grave. "Se além da fala houver uma prática que promova a exclusão desses estudantes, aí sim as consequências serão mais graves do que o sentimento desagradável que ele já causou, pois não apenas os estudantes sofrem as consequências, mas também os pais. É uma reação em cadeia", afirma Ana Claudia.

“A escola, além de desenvolver a sociabilidade e intelectualidade deles, mostra aos demais estudantes que qualquer pessoa é capaz de aprender, independente da deficiência. Então, além de educarmos, também aprendemos com eles e ensinamos a todas as pessoas envolvidas na instituição e na família que o aprender é inato ao ser humano. O único detalhe é que existem diferentes maneiras de aprender. Cada pessoa tem uma especificidade”, completa a profissional de educação física.

Com informações de Rachel Andrade

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira, 18, ser contra o uso obrigatório da máscara como medida de proteção à covid-19. Queiroga disse, em entrevista ao canal bolsonarista Terça Livre, que também é contrário à aplicação de multas a quem não usa o equipamento. Ao longo da pandemia, estudos científicos têm apontado a eficácia da proteção facial como estratégia contra o contágio - a medida foi adotada em grande parte dos países.

"Nós somos contra essa questão de obrigatoriedade (do uso de máscara). O Brasil é um país que tem muitas leis e que as pessoas, infelizmente, não as observam. O uso da máscara tem de ser um ato de conscientização", disse.

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"Não têm sentido essas multas. Não se pode criar uma 'indústria de multa'. Imagina, estão multando as pessoas porque não estão com máscara. Se está precisando fazer isso, é porque não estamos sendo eficientes em conscientizar a população sobre o uso desse equipamento de proteção individual", acrescentou.

Também segundo os estudos, a máscara é importante tanto para quem usa quanto para quem está ao redor. Desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro promove aglomerações e, rotineiramente, não usa a proteção no rosto. O presidente já foi multado mais de uma vez, em São Paulo, pela falta do equipamento.

Nesta terça-feira, 17, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não vê crime no fato de Bolsonaro sair sem máscara e causar aglomeração em eventos públicos durante a pandemia. Segundo Lindôra, não é possível confirmar a ‘exata da eficácia da máscara de proteção como meio de prevenir a propagação do novo coronavírus’, o que em sua avaliação impede o enquadramento do presidente pelo crime de infração a medida sanitária preventiva.

O posicionamento da subprocuradora contraria a comunidade científica, que já atestou a importância do equipamento de proteção individual como medida preventiva central para frear o contágio pelo novo coronavírus.

Em junho, Bolsonaro relatou ter pedido a Queiroga um parecer para desobrigar uso de máscara a vacinados e quem já foi infectado. O ministro da Saúde, que usa máscara rotineiramente, disse, na ocasião, que o presidente queira instigar as pesquisas.

A entrevista de Marcelo Queiroga ao canal bolsonarista durou cerca de meia hora. O Terça Livre é controlado pelo blogueiro Allan dos Santos, denunciado pelo Ministério Público Federal por ameaças a Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e incitação ao crime.

Ao Terça Livre, o ministro abordou diversos temas. Dentre eles, a volta às aulas. Queiroga declarou que falta de vacina para professores não é justificativa para as aulas presenciais não voltarem. "Vamos trabalhar forte imunizar a nossa população, acabar com essa pandemia, retomar a nossa economia, fazer com que os nossos alunos voltem às salas de aulas. Não justifica aluno fora da sala de aula. 'Ah, porque o professor não vacinou'. Isso não e justificativa. Daqui a pouco quer que o avô do professor se vacine", disse. Posição similar já foi adotada pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro.

O Ministério da Saúde tem sido alvo de críticas pela lentidão na entrega de doses das vacinas. Queiroga disse, na entrevista, que "as doses têm chegado com regularidade". Falou ainda sobre o passaporte sanitário. Ele disse não ver "conflito entre liberdade e saúde".

"Estamos numa pandemia. Vejo uma lei para criar um passaporte sanitário. Acabou a pandemia, o que é que vai se fazer com esse passaporte sanitário? Nada", disse. "Isso é diferente de um certificado que você tem quando você toma vacina. Tomou a vacina, recebe o certificado. Você vai usar da maneira que for adequada."

Tatá Werneck fez um comentário, nesta quarta-feira (18), sobre os rumores envolvendo a contratação de Marcos Mion pela Globo. No Instgram, a apresentadora demonstrou todo o seu apoio ao colega e declarou que quer vê-lo ser muito bem sucedido na emissora.

"Aff, eu que não fui. :) Pelo contrário, acho irado ver um homem como ele, mega bem sucedido e com dinheiro, etc, ficar feito criança de novo com um emprego novo. A gente fica animada mesmo quando vai para a Globo. A Globo faz parte do imaginário de todos os artistas. :) Que seja um sucesso o Mion.", escreveu.

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Em seu comentário, Tatá se referia aos boatos de que alguns artistas da Globo estariam insatisfeitos com a contratação de Mion, já que ele estaria sendo supervalorizado pela empresa.

Os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) condenaram a retomada das coligações proporcionais aprovada em primeira votação na Câmara. Para eles, a proibição das coligações é uma forma de aprimorar o sistema político brasileiro e reduzir o número de partidos no Congresso Nacional.

Mandetta, Ciro e Leite participaram, anteontem, do segundo debate da série Primárias, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com o Estadão.

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Ciro foi o mais enfático. Para o pedetista, a aprovação da volta das coligações proporcionais para a próxima eleição é um "brutal" retrocesso. Para Leite, o veto às coligações deveria ser mantido, assim como o voto distrital misto discutido e aprovado.

O governador, no entanto, evitou tecer críticas à postura adotada pelos parlamentares tucanos na votação. "Só vi o resultado por Estado", disse. Quatro anos depois de ser o principal partido a articular o fim das coligações, na reforma eleitoral aprovada em 2017, o PSDB votou agora em peso pela volta das alianças. Dos 32 nomes da bancada tucana, 21 votaram pela volta das coligações e 11 foram contra. O texto ainda precisa ser votado em segundo turno e analisado pelo Senado.

"O distritão, ficou parecendo, entrou como bode na sala para aprovar a volta das coligações", afirmou Mandetta.

Luísa Sonza falou sobre os ataques e a pressão que sofre nas redes sociais. A cantora esteve no programa Encontro com Fátima Bernardes desta quarta-feira (11) e falou dos comentários de ódio que recebe na internet.

"Eu acho que eu não estava preparada para essa conversa, literalmente, porque eu ainda não tenho como falar sobre isso. Ainda não é uma coisa que passou, que está lá atrás. Eu estou conversando com você e pensando: Deve estar todo mundo me xingando no Twitter. São gatilhos, sequelas que vão se criando com o passar dos anos e que é muito assustador, muito prejudicial", desabafou.

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A cantora ainda comentou sobre seu novo trabalho, que surgiu após um afastamento dela das redes sociais: "Tem dificuldade na minha vida pessoal, sempre fui uma pessoa fechada, tive que me mostrar muito forte em muitos momentos. Resolvi buscar, na fragilidade, a força".

Luísa ainda analisou sua trajetória artística: "Eu sempre quis colocar um lado meu mais profundo, mas eu não tinha tanta coragem e segurança como artista. Quanto mais você vai tendo maturidade como artista, se entendendo como pessoa, você consegue se aprofundar mais em você mesmo, e a partir disso, criar um trabalho artístico mais profundo. Eu acho que eu fui evoluindo."

Ao criticar ações de governadores e prefeitos durante a pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) se referiu ao ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, falecido em maio, como "o outro que morreu", ao conversar com apoiadores no Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira, 2.

"Um fecha São Paulo e vai para Miami. O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai ver Palmeiras x Santos no Maracanã", disse. A declaração foi criticada pelo PSDB e pelo governador de São Paulo, João Doria. "A desumanidade de Bolsonaro, agredindo de forma covarde Bruno Covas, só demonstra ainda mais sua falta de respeito pelos vivos e pela memória dos mortos", escreveu Doria no Twitter.

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Torcedor do Santos, Covas assistiu, em janeiro, a final da Copa Libertadores no Maracanã ao lado do filho ao mesmo tempo em que tinha determinado o fechamento de estabelecimentos comerciais e restaurantes para conter a disseminação do coronavírus. À época, Covas se defendeu em publicação feita no Instagram afirmando que era um "pequeno prazer" num momento que vivia "incertezas sobre a vida".

O PSDB afirmou que "Bolsonaro não respeita os vivos, os mortos, as instituições, a democracia, o bom senso. Agora ataca até a memória de Bruno Covas, prefeito eleito por milhões de paulistanos". Em seguida, o partido do ex-prefeito parafraseou Covas em imagem publicada no Twitter. "É possível fazer política sem ódio, fazer política falando a verdade".

Bruno Covas morreu no dia 16 de maio, em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica. Ele lutou contra a doença por um ano e meio e durante a campanha eleitoral.

Marina Ruy Barbosa pegou pra si o recado de Samantha Schmütz e resolveu publicar um desabafo sobre sua ida ao Festival de Cinema de Cannes neste ano. A declaração da ruiva foi ao ar algumas horas após a atriz e humorista criticar os famosos que estiveram no evento francês e mostrar indignação pelo incêndio na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

"O incêndio à Cinemateca é uma agressão à cultura do nosso país. Estamos vendo nossa história ser queimada há tempos, nossa cultura sendo completamente abandonada. Isso é inquestionável. E é sobre isso que devemos falar. E cobrar do governo, que é quem realmente pode fazer alguma coisa. A cobrança em relação à minha ida e participação no festival de Cannes, não deveria ser pauta e nem motivo de preocupação", começou ela em um texto divulgado no Instagram Stories.

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"Eu tenho muito orgulho de ser atriz, de trabalhar com o que eu amo desde os nove anos de idade, buscando meu espaço. O fato de ter ido para o festival, contratada por uma marca para trabalhar, e estar ao lado de mulheres incríveis como Sharon Stone e Melanie Thierry, não deveria causar tamanha indignação de alguns. Devemos respeitar todos os profissionais e todos os trabalhos, independentemente da nossa opinião. Não podemos nos achar no direito de desqualificar nossos colegas. Somos todos muito rápidos para cobrar. Mas lembremos: na rapidez que cobramos seremos cobrados também. A cobrança por um posicionamento imediato, que se traduz em um post sobre algo que aconteceu há algumas horas, não reflete o que alguém pensa ou com o que ela realmente se importa", continuou.

"Existe muita vida fora das redes sociais. As redes sociais são apenas um recorte de uma pequena parte da vida. Enquanto eu estiver viva e houver oportunidade, seguirei trabalhando com muita dedicação, como sempre fiz desde criança. Acabamos de enaltecer a sábia decisão tomada por Simone Biles, por exemplo, que abriu mão de competir nas olimpíadas para priorizar sua saúde mental. Ela declarou: Eu não confio mais tanto em mim mesma. Vamos começar a pensar no quanto estamos colaborando e sendo responsáveis por esse tipo de pressão nas pessoas? Vamos olhar para como estamos utilizando de forma equivocada as nossas cobranças? Devemos acreditar em nós mesmos - e isso vale especialmente para as mulheres -, levantar sempre a cabeça, fazer o que está ao nosso alcance e não deixar nunca ninguém nos desmerecer ou subjugar", finalizou a atriz.

Na sexta-feira (30), Samantha fez um enorme desabafo, mostrando indignação pela situação.

"Nossa cultura sendo queimada viva…. Que tristeza, pavor, revolta e quase na desesperança. E cadê as beldades que foram pra Cannes desfilar vestidos e joia?? Não vão defender o cinema? Pseudos artistas que usurpam a arte para fazerem coisas periféricas e no fundo não estão nem aí pro cinema nacional!!!! Ao invés de Cannes ano que vem deveriam ir em Cana!", disse em trecho da declaração.

Os internautas logo entenderam que se tratava de um recado à Marina, que fez inúmeras publicações durante sua participação no evento.

Marina ainda resolveu colocar fim à polêmica ao compartilhar post de Fernanda Montenegro sobre o incêndio na Cinemateca.

Depois do Supremo Tribunal Federal (STF) dizer que "uma mentira repetida mil vezes não vira verdade", em referência ao discurso do presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados de que a Corte teria proibido o governo federal de atuar contra a disseminação da Covid-19, o chefe do Executivo afirmou, nesta quinta-feira (29), que irá emitir nota para rebater a crítica do Supremo. "Não vai ser para peitar o Supremo, até porque eu estou por cima, eu tenho noção de judô", disse em conversa com apoiadores nesta manhã.

Bolsonaro classificou a informação do Supremo como "fake news". Ele novamente distorceu a decisão dos magistrados e manteve o discurso de que a Corte teria limitado sua atuação.

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"Nós vamos demonstrar tudo que nós fizemos em meia dúzia de pequenos parágrafos, para todo mundo entender, não só nessa questão financeira, o total do gasto do endividamento de vocês foi mais de R$ 700 bilhões no ano passado, não só para Saúde, bem como rolagem de dívida entre de municípios, antecipação de receita, auxílio emergencial, tudo foi feito nessa parte", afirmou.

Segundo o presidente, "o Supremo cometeu crime ao dizer que prefeitos e governadores, de forma indiscriminada, poderiam suprimir todo e qualquer direito previsto no inciso quinto da Constituição, inclusive o ir e vir". Em crítica às medidas decretadas por Estados e municípios para conter o vírus, Bolsonaro disse que os gestores fizeram "barbaridades autorizadas pelo STF".

Insistindo no discurso de acusações, Bolsonaro justificou que não fechou "nenhum botequim", uma vez que "não adianta tomar uma providência porque prefeitos e governadores tinham mais poder que eu". De acordo com o chefe do Executivo, os gestores "tentaram derrubar a economia". "Estado não pode parar por muito tempo", reforçou.

Em um vídeo divulgado no seu canal oficial nesta quarta (28), o Supremo reforçou o teor da decisão tomada por unanimidade pelos ministros da Corte em abril de 2020, pela qual determinou que Estados e municípios têm autonomia para executar as medidas necessárias para conter o avanço do novo coronavírus. A decisão da Corte, contudo, não retirou da União nem do presidente da República a responsabilidade pelas ações de combate à pandemia.

A decisão do Supremo foi usada, erroneamente, por Bolsonaro ao longo do ano passado como justificativa para a ausência de uma coordenação do governo central nas ações de combate ao vírus.

No vídeo de ontem, o STF rebateu Bolsonaro afirmando que uma "mentira repetida mil vezes não vira verdade". O presidente ficou insatisfeito com a publicação e disparou: "Isso é verdade, deveriam aplicar para a esquerda".

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