Pernambuco confirmou, nesta quarta-feira (29), 3.421 novos casos da Covid-19. Segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), entre os confirmados hoje, 24 (0,7%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 3.397 (99,3%) são leves. 

Agora, Pernambuco totaliza 972.784 casos confirmados da doença, sendo 58.841 graves e 913.943 leves.

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Também estão sendo contabilizados cinco óbitos, ocorridos entre 20/05/2021 e 28/06/2022. Com isso, o Estado totaliza 21.861 mortes pela Covid-19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) registrou mais de 25 casos da nova cepa do Coronavírus, no início do mês de junho. A XQ Covid-19 é a conclusão da fusão do genoma de duas linhagens da variante Ômicron: a BA.1.1 e BA.2. Com o número de casos e mortes da Covid-19 aumentando no Brasil, é importante se atentar às mudanças dos sintomas da nova cepa.

O LeiaJá entrevistou a médica infectologista, Marcela Vieira Freire, que esclareceu sobre os sintomas dessa nova cepa. Segundo a especialista, uma das mudanças mais significativas foi que a perda de olfato e paladar não são sintomas que prevalecem na XQ.

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"Atualmente as variantes e subvariantes mais prevalentes não possuem a anosmia (ausência de olfato) e ageusia (ausência de paladar) como sintomas característicos. Os sintomas mais importantes são coriza, espirros, obstrução nasal, cefaléia, tosse e febre", esclareceu.

Por fim, a infectologista alerta sobre a importância da testagem para a diminuição de transmissibilidade. "Os sintomas são semelhantes ao de um resfriado ou quadro gripal ou seja, cefaléia, coriza, dor de garganta, espirros, febre e tosse; por isso a ampla disponibilização do teste é fundamental para conseguirmos atuar de forma coordenada e reduzir transmissibilidade", enfatizou.

Os mapas de saúde pessoal, popularizados nos equipamentos com “health trackers”, comuns em relógios inteligentes, poderão detectar a infecção por Covid-19 dias antes que os sintomas apareçam, de acordo com pesquisa americana. Esses rastreadores monitoram mudanças na temperatura da pele, frequência cardíaca e respiratória e podem ser combinados com inteligência artificial (IA) para fornecer um diagnóstico. 

Uma equipe que escreve no jornal BMJ Open testou a pulseira AVA, um rastreador de fertilidade que as pessoas podem comprar online para identificar o melhor momento para conceber. Ele monitora a frequência respiratória, frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca, temperatura da pele do pulso e fluxo sanguíneo. Outros rastreadores de saúde, como Fitbit ou Apple Watch, ainda não têm a capacidade de executar essas funções, mas no futuro pode ser possível e extremamente útil, disseram os pesquisadores. 

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A pesquisa sobre a assertividade do dispositivo analisou mais de 1,1 mil pessoas adeptas da pulseira. Dentre elas, 68% demonstraram mudanças nos parâmetros corporais e 127 tiveram casos de Covid-19 confirmados. 

Lorenz Risch, presidente dos Laboratórios Dr Risch da Suíça, disse ao The National que a pulseira AVA é um produto médico certificado, que também é liberado para rastreamento de fertilidade. 

"Até agora, nem o Apple Watches nem o Fitbit podem ser considerados produtos médicos", disse ele. "Como um rastreador em si, a pulseira AVA também inclui monitoramento de temperatura do pulso, que está incluído apenas em uma minoria de outros rastreadores de saúde. 

Pode teoricamente parecer viável que os algoritmos de IA identificados com a pulseira AVA possam ser adaptados a outros rastreadores de saúde, monitorando os mesmos parâmetros fisiológicos ou semelhantes. No entanto, espera-se que isso leve em consideração questões técnicas, regulatórias e de padronização. 

"Diante do fato de que mais de 100 milhões de rastreadores de fitness foram vendidos globalmente em 2021, tentar aplicar o algoritmo AVA a outros rastreadores de saúde acabaria permitindo um aumento no alcance e uso da tecnologia de rastreador de saúde orientada por IA para apoiar poderosamente o domínio de situações de pandemia”, continuou o representante. 

 

Uma mulher, de 49 anos, foi presa em flagrante no ponto de vacinação contra a Covid-19 do Shopping Recife, na Zona Sul da capital, no último domingo (26). Ela foi encaminhada a Delegacia de Boa Viagem após proferir ofensas raciais contra um enfermeiro e desacatar um policial. 

Em nota, a administração do shopping informou que acionou os órgãos competentes assim que tomou ciência da confusão no posto de imunização da Prefeitura do Recife.

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"O centro de compras esclarece ainda que não compactua com nenhuma atitude desse tipo e que toda a sua equipe passa por treinamentos constantes para proporcionar o bem-estar e a segurança de todos os seus clientes", frisou.

A prefeitura do Recife, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), explicou que as ofensas ocorreram após a quarta dose ser negada a uma adolescente que acompanhava a agressora. A pasta lembra que o reforço só está liberado para pessoas a partir de 40 anos, imunossuprimidas, trabalhadores da saúde e aquelas com IMC maior ou igual a 40.

"A Sesau esclarece que repudia todo e qualquer ato de discriminação e que prestou toda assistência ao enfermeiro agredido verbalmente por uma usuária", ressaltou. O caso foi registrado pela Polícia Civil como injúria qualificada racial.

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) atualizou, nesta terça-feira (28), os números da pandemia do coronavírus em Pernambuco. Foram confirmados 2.288 novos casos da Covid-19, além de sete óbitos.

Dos novos registros, 15 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.273 são leves. Pernambuco totaliza 969.363 casos confirmados da doença, sendo 58.817 graves e 910.546 leves.

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No boletim de hoje também constam sete mortes, ocorridas entre o dia 9 de janeiro de 2021 e a última sexta-feira (24). Com isso, o Estado totaliza 21.856 mortes pela Covid-19.

A Europa vive atualmente uma sétima onda de Covid-19, que se explica em grande parte pela capacidade das novas variantes de escapar da imunidade, a partir de sua resistência às proteções fornecidas pela vacinação e contágios anteriores.

- Erosão da imunidade com o tempo -

No início do verão (hemisfério norte, inverno no Brasil), a Europa caiu em uma sétima onda de coronavírus marcada por uma alta dos casos em quase todos os países. Entre as razões está um relaxamento das medidas de distanciamento, mas também uma redução da imunidade.

Sabe-se atualmente que a proteção concedida pelas vacinas e pelas infecções anteriores se perde após alguns meses.

"As pessoas que se contagiaram com ômicron BA.1 em dezembro estão muito menos protegidas do que no início do ano", resume à AFP Samuel Alizon, diretor de pesquisa no Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS).

"O mesmo ocorre com a imunidade concedida pelas vacinas: mesmo que permaneça robusta contra as formas graves da doença, diminui um pouco contra as infecções menos graves".

- Subvariantes BA.4 e BA.5 -

Esta nova onda se explica também pelo avanço de novas subvariantes da ômicron, a BA.4 e principalmente a BA.5, segundo os cientistas.

Essas subvariantes se propagam ainda mais rápido porque parecem se beneficiar de uma vantagem dupla de transmissibilidade e escape imunológico.

Esse já era o caso da subvariante da ômicron BA.1, que era muito mais capaz que a delta de contagiar pessoas vacinadas ou infectadas anteriormente.

- Reinfecções -

Durante muito tempo se pensou que um contágio fornecia proteção, ao menos durante algum tempo. No entanto, com a família ômicron parece que não é assim, de acordo com um estudo do Imperial College britânico publicado em meados de junho.

Os cientistas analisaram amostras de sangue de mais de 700 profissionais da saúde do Reino Unido. Todos receberam três doses das vacinas contra a Covid-19 e foram infectados pela cepa histórica ou por variantes.

Os resultados destacaram que as pessoas já infectadas pela ômicron apresentavam uma boa resposta contra a cepa inicial do coronavírus e suas primeiras variantes, mas fraca contra a própria ômicron.

Pensava-se que a infecção com a ômicron poderia ser quase "benéfica, como um tipo de 'reforço natural'", afirmou à AFP Rosemary Boyton, co-autora do estudo. "O que descobrimos é que estimula mal a imunidade e contra si mesma, ou até mesmo nada em alguns casos. Isso, e o declínio imunológico após a vacinação, podem explicar o aumento maciço que vemos novamente nas infecções, com muitas pessoas reinfectadas em curtos intervalos".

- Aumentar o nível de proteção -

"Estamos enfrentando variantes altamente contagiosas, que são agentes um pouco sorrateiros que passam por baixo do radar das defesas imunológicas. É uma complexidade real do grupo ômicron", destacou Gilles Pialoux, chefe de serviço do hospital Tenon, em Paris, na semana passada.

Essas variantes "muito contagiosas precisam que aumentemos o nível de proteção dos mais frágeis", acrescentou.

Porque - e isso é uma boa notícia - as vacinas ainda são eficazes contra as formas mais graves da doença. Para a maioria dos países europeus, a prioridade absoluta é que as pessoas mais velhas e imunossuprimidas recebam uma segunda dose de reforço.

"Atualmente, o nível de imunidade da população é bom, mas não é perfeito", destacou no domingo Alain Fischer, presidente do conselho de orientação da estratégia de vacinação francesa. "É por isso que é necessário recomendar um reforço aos maiores de 60 anos e às pessoas frágeis cujo sistema e memória imunológicos são menos robustos".

Chegou a Pernambuco uma nova remessa de doses de vacinas contra a Covid-19 destinadas ao público infantil. Na noite desta segunda-feira (27), mais 50.000 doses do imunobiológico da Pfizer foram entregues na sede do Programa Nacional de Imunizações (PNI-PE) e já estão sendo separados para o envio aos municípios pernambucanos. O montante recebido deve ser utilizado para atualização dos esquemas vacinais, com aplicação de primeira e segunda dose, em crianças dos 5 aos 11 anos.

"É importante reforçar que a vacina é segura, eficaz e que a proteção só está garantida com a aplicação das duas doses. Não podemos esquecer que com a chegada da variante ômicron e subvariante BA.5, em território pernambucano, a necessidade de buscar proteção aumentou, ainda mais entre todos os públicos. Sabemos que a maior contribuição da imunização é evitar os casos graves da doença e complicações, e não devemos dar brecha para criação de bolsões de crianças desprotegidas”, alerta a superintendente de Imunizações, Ana Catarina de Melo.

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O esquema vacinal em crianças deve ser feito em duas doses, com intervalo de oito semanas entre elas. No Brasil, podem receber a vacina Coronavac as crianças de 6 a 11 anos, exceto as imunossuprimidas, que devem receber exclusivamente a vacina Pfizer. As crianças de 5 anos, também só podem receber o imunizante da Pfizer.

Doses recebidas

Do início da campanha, em 18 de janeiro de 2021, até o momento, Pernambuco já recebeu 23.606.633 doses de vacinas contra a Covid-19. O detalhamento completo por fabricante pode ser acessado no link: https://bit.ly/3MRTlnQ.

Da assessoria

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) atualizou, nesta segunda-feira (27), os números da pandemia do coronavírus em Pernambuco. Foram confirmados 373 novos casos da Covid-19, além de quatro óbitos.

Dos novos registros, quatro são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 369 são leves. Pernambuco totaliza 967.075 casos confirmados da doença, sendo 58.802 graves e 908.273 leves.

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No boletim de hoje também constam quatro mortes, ocorridas entre o dia 11 de maio de 2021 e o último dia 28 de janeiro. Com isso, o Estado totaliza 21.849 mortes pela Covid-19.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) atualizou, neste domingo (26), os números da pandemia do coronavírus em Pernambuco. Foram confirmados 545 novos casos da Covid-19, além de quatro óbitos.

Dos novos registros, quatro são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 541 são leves. Pernambuco totaliza 966.702 casos confirmados da doença, sendo 58.798 graves e 907.904 leves.

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No boletim de hoje também constam quatro mortes, ocorridas entre o dia 8 de fevereiro de 2020 e a última sexta-feira. Com isso, o Estado totaliza 21.845 mortes pela Covid-19.

 

A atriz Elizangela teria sido deixada de fora do elenco próxima novela das 21h da TV Globo, Travessia, após não querer se vacinar contra a Covid-19. A trama está sendo escrita por Glória Perez e marcará a estreia de Jade Picon no ramo da teledramaturgia.

Elizangela e a escritora já haviam trabalhado juntas em outras produções, como A Força do Querer. Segundo informações do colunista Gabriel Perline, a atriz teria sido convidada pessoalmente pela autora para integrar o elenco de sua nova obra. Contudo, o jornalista informa que ela foi barrada pela emissora.

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A TV Globo teria vetado a decisão devido aos seus rígidos protocolos de segurança sanitária da emissora em relação a imunização. A artista não teria apresentado a carteira de vacinação com os comprovantes das quatro doses da vacina contra a covid-19 dentro do prazo estabelecido pela emissora e acabou sendo dispensada de sua participação na trama. Quem deverá ficar agora com o papel é Luci Pereira.

O Brasil registrou 28.169 novos casos de covid-19 neste sábado, 25, conforme dados do consórcio de veículos de imprensa. A média móvel de testes positivos, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 52.556. Acima de 50 mil há dois dias, o número aumento 22,4% em duas semanas. Desde meados de maio, o País vive nova alta de casos puxada pelas subvariantes BA.4 e BA.5 da Ômicron.

O País também notificou 136 novas mortes pelo coronavírus nesta quarta, enquanto a média móvel de óbitos ficou em 194. Este já é o terceiro dia consecutivo em que o número cresce. Em duas semanas, houve aumento de 24,3%.

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No total, o Brasil acumula 670.418 vítimas e 32.058.898 casos da doença.

UTI covid

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Na sexta, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 60.384 novos casos e mais 334 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 32.023.166 pessoas infectadas e 670.229 óbitos.

A pasta não havia atualizado os dados deste sábado até a publicação deste texto. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

A atriz Elizângela perdeu um papel na novela Travessia, substituta de Pantanal, após negar-se a tomar a vacina contra contra a Covid-19. As informações são do colunista do IG Gabriel Perline. Segundo ele, a atriz havia sido convidada pela autora Glória Perez para atuar na próxima novela das 9.

Contudo, a emissora não permitiu pelo fato de Elizângela recusar-se a tomar a vacina, indo contra as regras da empresa. Em janeiro deste ano, Elizângela contraiu Covid-19 e foi internada com problemas respiratórios. Na época, a própria atriz revelou que não tinha tomado nenhuma dose do imunizante contra o novo coronavírus.

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Mais 2.048 casos de Covid-19 foram registrados em Pernambuco, nessa sexta-feira (24). Do total, 2.041 são quadros leves e sete foram classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), informou a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Quatro óbitos também foram confirmados. Segundo a pasta, os pacientes foram dois homens e duas mulheres, que morreram entre 28 de maio de 2020 e 11 de fevereiro deste ano.

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A taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública atingiu 84%, com 695 pacientes hospitalizados. Outros 778 estão em enfermarias.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) atualizou, nesta quinta-feira (23), os números da pandemia do coronavírus em Pernambuco. Foram confirmados 2.358 novos casos da Covid-19, além de seis óbitos.

Dos novos registros, 12 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.346 são leves. Pernambuco totaliza 963.248 casos confirmados da doença, sendo 58.782 graves e 904.466 leves.

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No boletim de hoje também constam seis mortes, ocorridas entre o dia 2 de junho de 2020 e o último dia 20 de abril. Com isso, o Estado totaliza 21.832 mortes pela Covid-19.

 

Novo sequenciamento genético feito pelo Instituto Aggeu Magalhães em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) detectou que a subvariante BA.5 da Ômicron já circula em Pernambuco. De 146 amostras positivas para a Covid-19 analisadas pelo instituto entre janeiro e junho deste ano, nove positivaram para a BA.5.

Os genomas foram identificados em pacientes de Macaparana (1), Recife (7) e São Bento do Una (1), sendo 7 mulheres e 2 homens com idades entre 15 e 85 anos. Apenas dois deles estavam com o esquema vacinal completo. Um paciente havia tomado apenas uma dose da vacina contra a Covid-19 e os demais estavam com doses de reforço em atraso. Seis foram assintomáticos e outros três apresentaram sintomas.

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Na semana passada, Pernambuco já havia confirmado a circulação da subvariante BA.4 da Ômicron no Estado. Neste novo sequenciamento, 38 amostras foram identificadas como da sublinhagem BA.4.

"Continuamos atentos à vigilância genômica do novo coronavírus, monitorando frequentemente a circulação das variantes no território pernambucano. A entrada das sublinhagens BA.4 e BA.5 reforça ainda mais a importância da vacinação contra a Covid-19, inclusive das doses de reforço. Estas doses proporcionam o aumento da quantidade de anticorpos no organismo, ampliando a proteção e reduzindo a chance de infecção ou reinfecção, assim como formas graves da doença e óbitos", alerta a secretária executiva de Vigilância em Saúde da SES-PE, Patrícia Ismael. 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) atualizou, nesta quarta-feira (22), os números da pandemia do coronavírus em Pernambuco. Foram confirmados 2.417 novos casos da Covid-19, além de seis óbitos.

Dos novos registros, 15 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 317 são leves. Pernambuco totaliza 960.890 casos confirmados da doença, sendo 58.770 graves e 902.120 leves.

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No boletim de hoje também constam seis mortes, ocorridas entre o dia 17 de outubro de 2020 e a última terça-feira (21). Com isso, o Estado totaliza 21.826 mortes pela Covid-19.

 

O verão chega à Europa coincidindo com um aumento de casos de coronavírus, causado por novas subvariantes da ômicron, o que obriga as autoridades a aumentar as precauções.

- Casos em ascensão na Europa -

Muitos países europeus enfrentam há algumas semanas uma nova aceleração das contaminações.

O primeiro país afetado é Portugal, que viu em maio um aumento de novos casos, chegando a quase 30 mil diariamente no início de junho. A onda então começou a diminuir.

No Reino Unido, as infecções diárias estão novamente no nível mais alto desde o início da pandemia.

Também afetada, a Itália registrou 30.526 novos casos em 24 horas (de sábado a domingo), com aumento de 63,4% em 7 dias, segundo o último relatório do Ministério da Saúde.

A Alemanha experimenta o mesmo e a França também não é poupada, com uma circulação acelerada do SARS-CoV-2 há cerca de dez dias e uma taxa de contaminação de mais de 44.000 casos (em média ao longo de sete dias).

- Novas subvariantes -

O aumento de casos é explicado pela conjunção de dois efeitos, disse à AFP Mircea Sofonea, professor de epidemiologia da Universidade de Montpellier.

Por um lado, uma "baixa imunitária", ou seja, "a proteção conferida pela infecção ou as doses da vacina diminuem com o tempo".

Por outro lado, a chegada de novas linhagens da ômicron, BA.4 e principalmente BA.5.

"BA.5 e, em menor grau, BA.4, estão se espalhando na Europa", acrescenta. "Dados epidemiológicos mostram que seria 10% mais contagiosa que BA.2, e por isso se torna predominante".

- Alta das internações? -

Sobre a gravidade de BA.5, "é prematuro se pronunciar na ausência de dados clínicos claramente estabelecidos", diz Schwartz.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) julgou que, com base em dados ainda limitados, "não há evidências de que BA.4 e BA.5 estejam associadas a um aumento da gravidade da infecção em relação à as variantes circulantes BA.1 e BA.2".

No entanto, como nas ondas anteriores, um aumento global nos casos de covid-19 pode levar a uma alta de hospitalizações e internações em terapia intensiva, alertou.

A população europeia está fortemente imunizada graças às vacinas e infecções passadas.

Isso confere uma proteção a priori mais forte contra o risco de uma forma grave da doença do que contra a possibilidade de uma nova infecção, o que deve limitar a magnitude do novo aumento de internações.

Na França, a "moderada recuperação econômica" nas últimas semanas "é acompanhada por um pequeno aumento nas internações" e pode conduzir a "uma alta" nas internações em terapia intensiva e óbitos, disse o professor Alain Fischer, presidente do Conselho de Orientação Estratégica em Vacinas.

Mas "nada de dramático acontecerá nos serviços de terapia intensiva", garante o virologista alemão Klaus Stöhr.

- Novas restrições?

O ECDC exortou os países europeus a "permanecer vigilantes", mantendo sistemas de teste e vigilância.

A Itália decidiu recentemente estender a obrigação de usar máscaras PFF2 nos transportes públicos (exceto em aviões) até 30 de setembro.

O presidente alemão da Associação Médica Mundial, Frank Ulrich Montgomery, defende a rápida adoção de um pacote que inclui o uso de máscaras, vacinação e limitação de contatos.

Na França, o governo pediu esta semana aos idosos que apliquem uma nova dose da vacina "o mais rápido possível".

A Superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, alertou sobre a importância da segunda dose de reforço e cobrou mais participação dos pais para reverter a baixa procura pela vacina infantil contra a Covid-19. Ela avaliou o atual cenário epidemiológico no estado e considerou que a pandemia ainda representa incertezas. 

Mesmo com a menor incidência de quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a gestora cobrou mais interesse na proteção. "Pernambuco não tem nem aumento de óbitos nem de casos graves. Pernambuco tem um aumento mais de casos leves pelo próprio período das infecções respiratórias e pelo próprio período de inverno, mas a gente ainda não tá com essa característica de outros estados", disse. 

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Com as variantes do vírus em circulação, a superintendente aponta que o cenário ainda é incerto. No entanto, pode ser controlado se a aplicação das doses de reforço for atualizada. Para isso, os municípios devem propor estratégias para convencer a população a buscar os serviços de saúde. "As pessoas que estão com o esquema básico, mas estão com o reforço desatualizado, e já tem mais de quatro meses, essa pessoa pode adoecer, complicar e morrer", adverte. 

Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) apontam que 29,82% das crianças, entre cinco e 11 anos, estão com o esquema vacinal completo. O índice é considerado baixo e corresponde a 352.643 do total de 1.182.444 na faixa etária. Por isso, Ana Catarina incentiva que a campanha infantil seja intensificada em paralelo à ampliação da segunda dose de reforço para as pessoas a partir dos 40 anos. 

Sobre o novo reforço, a gestora destaca que a aplicação vai nivelar as doses de quem recebeu o imunizante da Janssen. "Agora a gente tá equiparando todos os esquemas independente do fabricante e a Janssen passa a ter um esquema vacinal igual ao da vacina AstraZeneca", explicou.  

Entre as 175.283 pessoas que fizeram o esquema primário com a dose única, o público dos 18 aos 39 anos precisa ter as duas doses e uma de reforço, enquanto as pessoas a partir dos 40 devem ter duas doses e dois reforços, complementou. 

Os casos de Covid-19 continuam crescendo no país, desde meados de abril, e já respondem por 71,2% das ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Os dados são do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 13 de junho.

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A análise aponta que a curva nacional de contágio pelo vírus Sars-CoV-2 mantém sinal de crescimento e que a predominância da doença ocorre na população adulta e em crianças e jovens a partir dos cinco anos de idade. Na faixa de zero a quatro anos, verifica-se o predomínio do vírus sincicial respiratório (VSR), seguido de Sars-CoV-2, rinovírus e metapneumovírus.

Segundo o boletim divulgado nessa terça-feira (21), nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, 3,5% dos casos de SRAG com comprovação laboratorial deram positivo para influenza A, 0,3% para influenza B, 12,7% para vírus sincicial respiratório e 71,2% para Sars-CoV-2. Entre os óbitos, 2,6% foram por influenza A, 0% para influenza B, 2,3% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 91,9% para Sars-CoV-2.

Os dados apontam que este ano foram registrados 27.302 óbitos de SRAG, sendo que, entre os que tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 3,6% foram por influenza A, 0,1% influenza B, 0,7% de vírus sincicial respiratório (VSR) e 96,4% de Sars-CoV-2.

Estados

Entre as 27 unidades da federação, 17 estão com indícios de crescimento na tendência de SRAG de longo prazo, que inclui as últimas seis semanas analisadas: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. As outras dez estão com sinal de estabilidade ou queda.

A Fiocruz frisa que, embora não se destaque no dado nacional, o vírus da gripe Influenza A mantém sinal de crescimento em diversas faixas etárias no estado do Rio Grande do Sul.

Nas capitais, 19 apontam para sinal de crescimento da SRAG na tendência de longo prazo: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Plano Piloto e arredores em Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Apenas Palmas encontra-se em uma macrorregião de saúde em nível pré-epidêmico e São Luiz em nível epidêmico de SRAG. Das outras capitais, 19 estão em nível alto (Aracaju, Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Teresina e Vitória), seis em nível muito alto (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Rio Branco e São Paulo) e nenhuma em nível extremamente alto.

Pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo, identificaram um método com potencial para prever a gravidade da infecção por Covid-19 nos pacientes, a partir da análise do plasma sanguíneo. O sistema pode servir como ferramenta de triagem no atendimento dos infectados e ser utilizado a fim de evitar a evolução da doença. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Proteome Research.

De acordo com a pesquisa, os pacientes infectados pela doença tiveram variações na concentração de seis substâncias encontradas no sangue, chamadas de metabólitos, sendo elas glicerol, acetato, 3-aminoisobutirato, formato, glucuronato e lactato. As análises revelaram que, quanto maior o desequilíbrio na quantidade dessas substâncias no início da infecção, mais graves eram os quadros de saúde que os pacientes desenvolviam.

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Plasma

Foram analisadas amostras de plasma sanguíneo de 110 pacientes com sintomas gripais que passaram, em 2020, pelo Hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sendo que 57 deles não estavam infectados por Covid-19 e os outros 53 eram casos positivos recentes da doença.

Os pesquisadores observaram que, dos infectados, dez pacientes apresentaram complicações e chegaram a ser internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com registro de duas mortes. Esse grupo com quadro de maior gravidade apresentou, no início da infecção por Covid-19, variações mais acentuadas na concentração dos metabólitos citados.

Os resultados do estudo podem contribuir, conforme apontou o IQSC, para o desenvolvimento de um novo protocolo clínico que ajudaria médicos e hospitais a identificarem, já nos primeiros dias de sintomas, pacientes que possam desenvolver a forma grave da doença, permitindo que intervenham para evitar a evolução da doença.

Ainda segundo o IQSC, para validar a técnica, os pesquisadores planejam ampliar o número de amostras de plasma sanguíneo avaliadas e incluir novos grupos, como os vacinados que contraíram a Covid-19, nos próximos passos do estudo. Além disso, eles pretendem incluir informações sobre gênero e idade nas estatísticas.

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