O surto de influenza combinado com a disseminação da variante Ômicron do novo coronavírus no País teve como efeito a corrida de milhares de brasileiros aos postos de testagem para identificar se houve contaminação pela Covid-19 durante as festas de final de ano. Para muitos pacientes com suspeita de contaminação pela doença, o teste se tornou sinônimo de resiliência nas longas filas do serviço público, ou de custo adicional para aqueles que recorrem aos grandes laboratórios privados. Além disso, surge no horizonte a possibilidade de falta de testes na rede particular.

Em viagem de ano novo com os amigos às praias de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, a publicitária Fernanda Cui se contaminou com a Covid-19, assim como outros onze colegas do grupo formado por dezoito pessoas. O congestionamento gerado na região nesta época do ano pelo fluxo intenso de turistas na via principal frustrou a tentativa dos viajantes de se testarem numa Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada no centro da cidade litorânea. Com sintomas desde antes da virada, os testes só foram realizados ao retornarem para São Paulo, no dia 3 janeiro deste ano.

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Já de volta à capital paulista, Cui recorreu a um posto de testagem rápida da rede DelBoni Auriemo, onde o teste antígeno foi realizado por R$ 150. Apesar de ter testado positivo, ela desejava uma contraprova via RT-PCR. A publicitária procurou o Hospital Santa Paula, na zona sul de São Paulo, mas ao passar pela triagem foi informada que a fila de espera no último dia 4 superava 8 horas. Ela decidiu desistir de confrontar os resultados e iniciou o isolamento.

"A gente tem um cenário muito complicado, ao mesmo tempo que as pessoas apresentam sintomas leves, temos muitos casos positivos, só que tem sido necessário gastar muito dinheiro para testar", disse. "A gente não tem acesso fácil aos testes que garantem o direito da pessoa saber se está com covid. Se a gente tivesse o autoteste na praia, poderíamos ter iniciado antes o isolamento", completou.

Os demais colegas envolvidos na viagem relataram ter enfrentado mais de duas horas de espera para se testar no Sistema Único de Saúde (SUS), com até três dias de espera para receber o resultado. Levantamento feito pelo Estadão com as secretarias de saúde dos Estados mostra que o tempo médio para obter o resultado do teste tipo RT-PCR, considerado padrão ouro, é de dois dias e meio.

Em alguns Estados, como Maranhão e Amapá, a espera para saber se houve contaminação pelo vírus dura até cinco dias. No Pará, onde é necessário aguardar por dois dias o diagnóstico, ainda é exigida a combinação de testes, o que em alguns casos obriga o retorno do paciente ao posto de saúde no dia seguinte ao exame inicial. Além disso, nove das vinte e uma Secretarias que responderam à consulta da reportagem informaram exigir prescrição médica para a realização de testagem - fator que aumenta o tempo de espera nas unidades de atendimento e é alvo de críticas de epidemiologistas.

Na zona leste de São Paulo, Roberta da Silva testou positivo para a covid-19 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaquera, zona leste, logo após o Réveillon. Embora fosse o primeiro dia do ano, e a demanda estivesse baixa, foi necessário esperar por uma hora e meia até a realização do teste. Na terça-feira, 11, ela voltou ao posto de testagem para conferir se a doença persistia, mas se deparou com uma longa fila de espera posicionada na área externa da UPA. Em um dia de chuva na capital paulista, as dezenas de pessoas que aguardavam para serem atendidas se aglomeraram no único ponto coberto da unidade. Ela também desistiu de realizar um novo teste.

"Na minha cabeça não fazia sentido eu estar lá ao lado de pessoas com sintomas muito severos, como tosse e espirro. Pela minha segurança, eu preferi não esperar", disse.

Para o ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Gonzalo Vecina Neto, a corrida aos postos de testagem não deve ser estimulada. Ele sugere a adoção do protocolo de isolamento social já no início dos primeiros sintomas gripais, independentemente da existência de diagnóstico para influenza ou covid-19, também como forma de evitar a aglomeração nas unidades de saúde e o eventual contágio nesses locais.

Setor privado

O cenário não melhora no setor privado, que, além de enfrentar a possibilidade de escassez, oferece testes RT-PCR a preços considerados altos pelos usuários. Na rede de Medicina Diagnóstica Fleury do Distrito Federal, o exame é realizado por R$ 380, com prazo de dois dias para entrega dos resultados. Na concorrente Sabin, é cobrado R$ 295, com o mesmo tempo de espera. Já a Biolab, oferece o preço mais baixo, R$ 250, mas com resultado em até cinco dias por conta do aumento dos casos. Os valores variam nos vinte e sete estados da federação.

Nesta quarta-feira, 12, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) emitiu nota técnica com alerta para a possibilidade de falta de testes de covid-19 devido à escassez de insumos necessários para a realização dos exames, como os cotonetes utilizados no RT-PCR. No documento, é recomendado a priorização de pacientes em estado grave para evitar o esgotamento dos estoques no País. A sugestão contraria a posição defendida por especialistas ouvidos pelo Estadão, que apontam a ampla testagem como uma das principais políticas públicas de enfrentamento à pandemia.

Ao tentar agendar um teste para covid-19 nos sites das redes de farmácia Drogasil e Drogaria, já é possível se deparar com a informação de que os exames foram suspensos temporariamente por causa do desabastecimento. As empresas relatam nos comunicados que o agendamento deve ser retomado nos próximos dias mediante restabelecimento dos estoques.

Dados reunidos pela Abramed em outro estudo expõem os motivos que levaram à escassez: houve aumento de 98% dos testes de Covid-19 entre a semana do Natal e o início de janeiro, em laboratórios privados do País. Somente entre os dias 3 e 8 deste mês foram realizados mais de 240 mil exames na rede particular, apesar dos preços elevados cobrados em algumas regiões. O aumento no número de exames coincide com o salto de 7,6% para 40% na média de testes positivos.

A epidemiologista Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo, afirma que a falta de testes na rede privada levará ao "caos" no sistema de saúde do País, uma vez que 28,5% da população brasileira recorre ao entendimento particular por meio de planos de saúde, como consta na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisadora avalia que a defasagem na testagem em laboratórios e centros de medicina diagnóstica pressionará ainda mais o Sistema Único de Saúde (SUS).

"O Brasil nunca teve um programa de testagem com informações claras e testes disponíveis em locais acessíveis, como repartições públicas e locais de grande circulação, com terminais de ônibus e metrôs", afirma. "Com a chegada da Ômicron, a situação fica ainda mais grave por termos uma procura muito grande e a oferta limitada, mesmo na rede privada. O que poderia melhorar o panorama é a oferta de autoteste. Deveríamos ter uma política pública que pudesse ofertar no SUS a testagem", avalia.

O ministro da Saúde britânico Sajid Javid anunciou nesta quinta-feira (13) uma redução para cinco dias da quarentena mínima para as pessoas positivas para Covid-19 na Inglaterra, buscando "minimizar" o impacto das ausências trabalhistas na economia.

"Revisamos o período de isolamento para os casos positivos, para garantir que as medidas estabelecidas maximizem a atividade econômica e educativa, por exemplo, mas também minimizem o risco de que as pessoas contagiosas abandonem a quarentena", anunciou aos deputados.

Citando dados da agência britânica de segurança sanitária UKHSA, o ministro defendeu que "cerca de dois terços dos casos positivos deixam de ser transmissíveis no final do quinto dia".

Sendo assim, a partir de segunda-feira, as pessoas que deram positivo ao teste de Covid-19 poderão abandonar a quarentena se apresentarem dois resultados negativos consecutivos no quinto dia e início do sexto.

Até agora, o período de isolamento era de até dez dias, com a possibilidade de reduzi-lo para sete se apresentar um teste negativo.

Devido ao absenteísmo em massa pela Covid-19 que está prejudicando setores-chave como a saúde, educação e o transporte, o governo de Boris Johnson estava pressionado para reduzir o período de isolamento para cinco dias, como já feito pelos Estados Unidos.

Um dos países mais castigados da Europa pela pandemia, com mais de 151.000 mortes, o Reino Unido registrou nas últimas semanas um recorde de infecções diárias atribuídas à variante ômicron, mas o número de casos positivos está diminuindo nos últimos dias.

As autoridades chinesas fecharam, nesta quinta-feira (13), os hospitais da cidade de Xi'an (norte), cuja população está confinada desde 23 de dezembro, para "retificar" erros na aplicação das regras anticovid depois do aborto de uma mulher que foi impedida de acessar um serviço de emergência.

Xi'an, de 13 milhões de habitantes, conhecida em todo o mundo pelo seu exército de terracota, é uma das poucas cidades da China afetadas atualmente por pequenos surtos de Covid-19.

No início de janeiro, o hospital de Gaoxin negou a entrada durante duas horas de uma mulher grávida de oito meses, alegando que o teste negativo de covid havia ultrapassado o prazo de validade de 48 horas.

Uma foto mostrava a mulher sentada em um banco cercada por uma poça de sangue.

O diretor do Departamento de Saúde de Xi'an se desculpou publicamente. Antes, o governo da cidade anunciou a demissão do diretor do hospital e dos "funcionários pertinentes".

Em outro incidente, uma habitante afirmou que seu pai morreu de um ataque cardíaco após ser rejeitado "devido às normas relacionadas à pandemia".

Os dois hospitais envolvidos foram repreendidos e devem "suspender suas operações durante três meses para retificar", anunciou hoje o departamento municipal de saúde em um comunicado.

O hospital de Gaoxin recebeu a ordem de suspender seu diretor-geral e demitir vários funcionários, afirmou o texto.

O segundo hospital vai demitir o presidente, suspender o vice-chefe e destituir a chefe de enfermagem do serviço de consultas externas.

Os moradores de Xi'an se queixaram da falta de alimentos que, segundo eles, deve-se à organização caótica.

O surto de covid diminuiu consideravelmente nos últimos dias, com o registro de apenas nove casos nesta quinta-feira.

Desde 9 de dezembro, Xi'an registrou cerca de 2.000 casos de Covid-19.

A cidade de São Paulo deve começar a vacinação contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos a partir da próxima segunda-feira (17), disse o Secretário de Saúde, Edson Aparecido, ao jornal da Rádio Eldorado. As primeiras doses destinadas ao público chegaram ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (13). A previsão é que as doses cheguem à capital paulista no final da tarde de sexta-feira (14).

Aparecido disse que ainda não se sabe quantas doses serão recebidas pela cidade. Por isso, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, a imunização no dia 17 deve iniciar com as crianças mais velhas. A princípio, todas as crianças com 11 anos serão vacinadas na próxima segunda-feira, sem a separação das crianças com comorbidades e deficiências, informou Aparecido. Além da faixa etária, haverá a priorização das crianças que vivem em aldeias indígenas. Porém, o secretário ressaltou que o planejamento depende de quantas vacinas estarão disponíveis.

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Aparecido enfatizou a importância da vacinação das crianças, especialmente neste momento que antecede à volta às aulas, em fevereiro, quando estarão, segundo a previsão, parcialmente protegidas. Contudo, o passaporte da vacina não será exigido nesse momento. Segundo o secretário, as escolas públicas e privadas estão hoje "perfeitamente adequadas com medidas de segurança sanitária".

Além disso, Aparecido afirmou que o passaporte da vacina não é suficiente para combater a variante Ômicron. "Teríamos que eventualmente adicionar a testagem [antes das aulas], mas sabemos que há uma falta de testes no País", complementou. A recomendação é continuar com as medidas sanitárias, como espaçamento entre pessoas, uso de máscaras, ventilação de espaços fechados e avançar na vacinação das crianças.

Confira abaixo a previsão de chegada das doses em cada unidade da Federação, segundo Ministério da Saúde:

São Paulo

Como o Estado não necessita de transporte aéreo, as doses serão entregues até sexta-feira (14).

Distrito Federal

Previsão chegada: 14/01, 00:05

Goiás

Previsão chegada: 14/01, 01:30

Mato Grosso do Sul

Previsão chegada: 14/01, 07:35

Mato Grosso

Previsão chegada: 14/01, 08:30

Alagoas

Previsão chegada: 14/01, 10:30

Bahia

Previsão chegada: 14/01, 01:20

Ceará

Previsão chegada: 14/01, 03:00

Maranhão

Previsão chegada: 14/01, 11:35

Paraíba

Previsão chegada: 14/01, 11:35

Pernambuco

Previsão chegada: 14/01, 01:20

Piauí

Previsão chegada: 14/01, 16:40

Rio Grande do Norte

Previsão chegada: 14/01, 02:00

Sergipe

Previsão chegada: 14/01, 14:40

Acre

Previsão chegada: 13/01, 23:50

Amazonas

Previsão chegada: 14/01, 02:40

Amapá

Previsão chegada: 14/01, 13:10

Pará

Previsão chegada: 14/01, 01:55

Rondônia

Previsão chegada: 14/01, 10:45

Roraima

Previsão chegada: 14/01, 12:35

Tocantins

Previsão chegada: 14/01, 10:30

Espírito Santo

Previsão chegada: 14/01, 00:15

Minas Gerais

Previsão chegada: 14/01, 08:15

Rio de Janeiro

Previsão chegada: 14/01, 00:45

Paraná

Previsão chegada: 14/01, 07:50

Rio Grande do Sul

Previsão chegada: 14/01, 00:45

Santa Catarina

Previsão chegada: 14/01, 08:25

Chegaram ao Brasil, às 4h45 desta quinta-feira (13), as primeiras vacinas contra Covid-19 destinadas a crianças de 5 a 11 anos. Remessa com 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer foi descarregada no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (São Paulo).

O lote será distribuído a estados e municípios para iniciar a aplicação. A previsão é que o Brasil receba em janeiro um total de 4,3 milhões de doses da vacina. A remessa é a primeira de três que serão enviadas ao país.

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Segundo o Ministério da Saúde, durante o primeiro trimestre devem chegar ao Brasil quase 20 milhões de doses pediátricas, destinadas ao público-alvo de 20,5 milhões de crianças. Em fevereiro, a previsão é que sejam entregues mais 7,2 milhões, e em março, 8,4 milhões.

Na semana passada, o ministério anunciou a inclusão dos imunizantes pediátricos no plano de operacionalização do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo a pasta, a criança deve ir aos postos de vacinação acompanhada dos pais ou responsáveis ou levar uma autorização por escrito. O esquema vacinal será de duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações.

A distribuição será feita na seguinte proporção (confira o percentual da população de 5 a 11 anos por estado):

Região Centro-Oeste (8,17%)

Distrito Federal - 1,30%

Goiás - 3,55%

Mato Grosso do Sul - 1,47%

Mato Grosso - 1,85%

 

Região Sudeste (39,18%)

Espírito Santo - 1,93%

Minas Gerais - 9,02%

Rio de Janeiro - 7,49%

São Paulo - 20,73%

 

Região Sul (13,17%)

Paraná - 5,25%

Rio Grande do Sul - 4,73%

Santa Catarina - 3,19%

 

Região Nordeste (28,43%)

Alagoas - 1,77%

Bahia - 7,07%

Ceará - 4,42%

Maranhão - 4,02%

Paraíba - 1,89%

Pernambuco - 4,80%

Piauí - 1,62%

Rio Grande do Norte - 1,67%

Sergipe - 1,17%

 

Região Norte (11,05%)

Acre - 0,57%

Amazonas - 2,77%

Amapá - 0,55%

Pará - 4,99%

Rondônia - 0,93%

Roraima - 0,38%

Tocantins - 0,86%

Diversos estados passaram a retomar ou adotar novas medidas de restrição para aglomerações ou para a realização de determinadas atividades diante do aumento dos casos de Covid-19 puxado pela disseminação da variante Ômicron.

As novas regras restritivas alteram o cenário de flexibilização que ganhou força a partir do último trimestre do ano passado, quando limitações para eventos maiores e atividades com maior risco de contaminação passaram a ser admitidas em todo o país.

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Confira como está a situação dos estados:

Piauí

No Piauí segue vigente decreto Nº 20.439, publicado em 28 de dezembro de 2021, que fixa restrição e horário até as 18 h para comércios e até as 22 horas para shoppings centers. Mercados e congêneres (mercearias, padarias etc..) podem operar até as 24 horas, desde que não permitam a entrada de novos clientes depois desse horário.

A norma estipula regras para atividades em locais públicos abertos, como parques, praças e praias. Eventos abertos, teatros e cinemas podem funcionar com 50% da capacidade de público e eventos semiabertos, com até 500 pessoas.

Foi definida a exigência de comprovante de vacinação para boates, casas de espetáculos, festas, eventos, academias de ginástica, estádios, cinemas, teatros, museus, conferências, galerias e parques de diversão.

Pernambuco

A partir de sexta-feira (14) passam a valer novas regras, válidas inicialmente até o dia 31 de janeiro. Em estabelecimentos de alimentação como restaurantes e bares será exigido passaporte vacinal com duas doses para pessoas de até 54 anos e com dose de reforço para pessoas com 55 anos ou mais. As mesas não podem ter mais de 20 pessoas.

A exigência de comprovação de vacinação também valerá para teatros, cinemas e museus, além da orientação de distanciamento mínimo de 1 metro. Caso o local ou evento contenham mais de 300 pessoas passa a ser requisito também o exame negativo, sendo de 24 horas antes para antígeno e de 72 horas para PCR.

Foram estabelecidos limites para público de 3 mil em locais abertos e 1 mil em locais fechados ou 50% da capacidade do estabelecimento. As cidades de Olinda e Recife anunciaram o cancelamento dos carnavais deste ano.

Bahia

O governo anunciou nesta semana o limite de 3 mil pessoas para eventos, incluindo jogos de futebol. Também deve ser respeitada a restrição de uso de metade da capacidade de cada local. Para eventos já são exigidos o passaporte vacinal e o uso obrigatório de máscara.

O requisito da comprovação de vacinação para entrar foi definido também para acesso a bares e restaurantes. Segue obrigatória nesses estabelecimentos o uso de máscaras de proteção facial. O governo do estado também anunciou o cancelamento do carnaval de 2022.

Ceará

Na semana passada foi publicado decreto fixando novas regras para encontros. Eventos em geral foram restringidos para o limite de 500 pessoas em situações abertas e 250 pessoas em locais fechados. As exigências valerão por pelo menos 30 dias a contar de 6 de janeiro. 

Os festejos de carnaval também foram cancelados no estado.

Maranhão

O governo do Maranhão editou decreto retomando a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados. A regra já existia, mas apenas para os municípios que tivessem menos de 70% da população completamente vacinada.

Amazonas

O governo editou novo decreto segundo o qual ficou proibida a realização de eventos com venda de ingressos. Os encontros privados, como casamentos, aniversários e outros tipos de encontro, ficam limitados a 50% da capacidade do local e a 200 pessoas.

As multas pelo descumprimento das novas obrigações poderão variar de R$ 50 mil a R$ 500 mil.

Amapá

O governo do Amapá editou decreto (Nº 4 de 2022) prorrogando medidas de restrição visando combater a circulação do coronavírus. Eventos em boates e casas de shows devem seguir protocolos como respeito a 50% da capacidade dos locais, exigência de passaporte vacinal e mesas a pelo menos 1 metro de distância.

Eventos esportivos em estádios, ginásios e locais semelhantes devem também respeitar o limite de 50% da capacidade, além de exigir o uso de máscaras.

Eventos sociais em ambientes fechados ou mistos também devem seguir essa limitação, além de poder ocorrer somente no intervalo das 7 horas às 2 horas. Eventos corporativos também devem ficar restritos à metade da capacidade, com horário das 7 horas às 3 horas. As mesas devem guardar pelo menos 1 metro de distância entre cada uma.

Bares também precisam respeitar o distanciamento mínimo de 1 metro e de mesas com no máximo seis cadeiras. Igrejas e templos religiosos podem abrir, desde que assegurem distância de pelo menos 1 metro entre cada pessoa.  

São Paulo

Em São Paulo, o governo anunciou o limite de 70% da capacidade para eventos esportivos, como jogos de futebol. Nos demais eventos, a redução da capacidade nessa proporção foi definida como orientação a ser avaliada individualmente pelas prefeituras.

O carnaval da capital paulistano em 2022 também foi cancelado pela prefeitura.

Distrito Federal

Em decreto publicado na quarta-feira (12), o governo do Distrito Federal proibiu eventos com cobranças de ingressos, incluindo shows, festivais e encontros realizados em casas de festas ou estabelecimentos parecidos. 

O DF já havia anunciado o cancelamento do carnaval este ano por conta do risco associado à variante Ômicron. A decisão proibiu também eventos públicos ou privados associados à folia, como desfiles de escola de samba e blocos de carnaval.

A Agência Brasil entrou em contato com as secretarias de Saúde dos demais estados e aguarda retorno.

Depois de a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) ter emitido nota técnica nesta quarta-feira (12) com recomendações aos laboratórios privados para que testem somente pacientes em estado grave, diante da possibilidade de desabastecimento dos estoques, o Ministério da Saúde se desvinculou do eventual cenário de escassez na rede pública e atribuiu a responsabilidade pela testagem no País aos Estados e municípios.

Em nota, a pasta chefiada por Marcelo Queiroga informou estar atenta à situação de testes para Covid-19 e disse realizar "rotineiramente" o monitoramento da disponibilidade dos insumos necessários para a realização dos exames no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério, porém, destacou que cabe aos estados e municípios adquirir os recursos para os diagnósticos.

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"No entanto, por conta da pandemia da Covid-19, a pasta tem apoiado os estados com a disponibilização dos testes. Desde o início da pandemia foram entregues mais de 27,4 milhões de testes do tipo RT-PCR e 38,8 milhões de testes rápidos de antígeno para todo o país, diz a nota do Ministério.

Minutos antes da divulgação da nota, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) apresentou ofício ao ministro Queiroga com demandas que envolviam, dentre outras medidas, "o aporte de recursos financeiros para abertura, no menor tempo possível, de pontos de testagem em massa para acesso de primeiro contato de toda a população". No mesmo documento, é solicitado o reconhecimento da existência de uma nova onda de Covid-19 no País provocada pela disseminação da variante Ômicron.

Mais cedo nesta quarta, a Abramed afirmou que a alta transmissibilidade da Ômicron causou "um aumento exponencial" nos casos de Covid-19, que, como consequência, gerou um crescimento repentino na demanda por testes. No comunicado, a associação alerta os laboratórios nacionais para "ameaça de desabastecimento de insumos" necessário para a realização dos exames, como os cotonetes utilizados na testagem de tipo RT-PCR.

O número de pessoas vacinadas com duas doses contra a Covid-19 no Brasil chegou a 144,9 milhões, o equivalente a 67,63% da população total. Nas últimas 24 horas, 137.651 pessoas receberam a segunda dose do imunizante, de acordo com dados reunidos pelo Consórcio de Veículos de Imprensa divulgados nesta quarta-feira (12). Entretanto, 13 Estados não atualizaram os dados da vacinação.

Além disso, 576.355 pessoas receberam a dose de reforço da vacina e outras 47.782 tomaram a primeira dose. Ao todo, 763 mil doses da vacina foram aplicadas no Brasil nas últimas 24 horas.

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Estados com maiores percentuais de totalmente imunizados (2ª dose e dose única): São Paulo (79,09%), Piauí (75,30%), Minas Gerais (72,86%), Mato Grosso do Sul (72,67%) e Ceará (71,27%).

Com isso, 161,7 milhões de pessoas tomaram ao menos uma dose da vacina contra o coronavírus. Isso corresponde a 75,84% da população brasileira. Destas, 31,2 milhões já estão com o esquema vacinal completo e a dose de reforço.

Os dados diários de vacinação são reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, que é formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20 horas.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, testou positivo para covid-19 na segunda-feira, 10. Segundo o ministério, Damares passa bem, está em isolamento e tem sintomas leves da doença.

De acordo com a Pasta, a ministra já tomou duas doses da vacina Pfizer e fará novo teste de detecção do vírus depois de cumprir quarentena.

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Damares está de férias desde 23 de dezembro até 19 de janeiro.

Autoridades da Organização Mundial de Saúde (OMS) foram questionadas nesta quarta-feira, 12, durante entrevista coletiva virtual, sobre declarações do presidente Jair Bolsonaro, segundo as quais a variante Ômicron seria "bem-vinda" e poderia sinalizar o fim da pandemia. Diretor executivo da OMS, Mike Ryan disse que não havia visto as declarações, mas reafirmou que a Ômicron de fato é "menos severa, mas isso não significa que esta é uma doença leve".

Ryan reafirmou declarações feitas pelo diretor-geral da OMS sobre a gravidade da doença. "Há muitas pessoas pelo mundo em UTIs, em ventiladores, tentando conseguir fôlego no oxigênio, o que deixa claro que esta não é uma doença leve", disse o diretor executivo.

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Segundo Ryan, a doença é sim potencialmente evitável, com vacinação e também medidas de prevenção, como o uso de máscaras. "Este não é o momento de declarar que este é um vírus bem-vindo. Nenhum vírus que mata pessoas é bem-vindo, especialmente quando em grande medida essas mortes e esse sofrimento são evitáveis com medidas apropriadas e vacinação", afirmou ele, para em seguida repetir que não tinha notícia sobre nenhuma declaração específica nesse sentido e apenas reafirmava a postura da entidade no caso.

Opas

A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, disse hoje que o coronavírus atingiu níveis de transmissão "nunca vistos antes" nesta pandemia. Quase 300 milhões de pessoas já foram infectadas com a covid-19 no mundo, informa a diretora.

"Na última semana, o número de infecções de covid-19 quase dobrou nas Américas, subindo de 3,4 milhões em 1º de janeiro para 6,1 milhões em 8 de janeiro", afirmou Etienne. Houve um salto de 250% de aumento de casos em comparação com o mesmo período do ano passado, informa a Opas.

Etienne pontuou que, na América do Sul, Bolívia, Equador, Peru e Brasil têm lidado com alta significativa de casos. "As hospitalizações também estão aumentando em todo o Brasil, particularmente em Estados densamente povoados nas regiões central e leste do país", disse.

O gerente de incidentes para covid-19 da Opas, Sylvain Aldighieri, disse que a Delta ainda é a variante predominante nas Américas hoje. No entanto, nas próximas semanas, a Ômicron deve se tornar a cepa principal.

O presidente Jair Bolsonaro sugeriu nesta quarta-feira, 12, que a variante Ômicron do coronavírus, que tem gerado um aumento de infecções e da procura por testes de covid-19 no País, é "bem-vinda" e pode sinalizar o fim da pandemia. "A Ômicron, que já espalhou pelo mundo todo, como as próprias pessoas que entendem de verdade dizem, ela tem uma capacidade de se difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena", afirmou o chefe do Executivo, em entrevista ao site Gazeta Brasil, que o apoia. "Dizem até que seria um vírus vacinal. Algumas pessoas estudiosas e sérias e não vinculadas a farmacêuticas, dizem que a Ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia", acrescentou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), contudo, alertou nesta semana que ainda é cedo para tratar a covid-19 como uma doença endêmica, apesar de a Ômicron aparentemente causar casos menos graves da doença.

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Bolsonaro também voltou a minimizar a pandemia de coronavírus. "A saúde no Brasil sempre foi um caos. Por que agora essa preocupação enorme com a covid? Você tem que ter como qualquer doença. Ficou uma doença politizada", disse.

Em entrevista veiculada ontem pela Jovem Pan, o presidente havia afirmado que haverá "caos" e "rebelião" se o País decretar lockdown neste ano devido à piora da pandemia de covid-19, gerada pela disseminação da variante Ômicron.

"O Brasil não resiste a um novo lockdown. Será o caos. Será uma rebelião, uma explosão de ações onde grupos vão defender o seu direito à sobrevivência. Não teremos Forças Armadas suficientes para a garantia da lei e da ordem", disse Bolsonaro, após criticar os governantes estaduais.

Ao contrário do "lockdown" que o presidente citou, contudo, foram tomadas apenas medidas localizadas de isolamento social e restrição de circulação de pessoas no Brasil.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) atualizou, nesta quarta-feira (12), os números da pandemia do coronavírus em Pernambuco. Foram confirmados 953 novos casos da Covid-19, além de oito óbitos.

Dos novos registros, 30 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 923 são leves. Pernambuco totaliza 651.223 casos confirmados da doença, sendo 55.500 graves e 595.723 leves.

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No boletim de hoje também constam oito mortes, ocorridas entre o dia 22 de janeiro de 2021 e a última terça-feira (11). Com isso, o Estado totaliza 20.527 mortes pela Covid-19.

 

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), informou na manhã desta quarta-feira, 12, em suas redes sociais, que testou positivo para covid-19. De acordo com o ex-prefeito, ele está com sintomas "muito leves" e seguirá os trabalhos de forma remota. ACM Neto aproveitou para reforçar a importância da vacinação e também destacou a necessidade de se manter os cuidados devido ao recrudescimento da pandemia, alavancada principalmente pela variante Ômicron.

"Graças a Deus essa variante do coronavírus parece menos agressiva, e está claro, bem claro, que quem está vacinado tem muito menos chance de agravar", disse. "A gente precisa continuar mantendo todos os cuidados básicos, uso de máscara, higiene das mãos, e vacina".

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Nesta quarta-feira, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) já havia informado que ele, o marido Rodrigo Groberio, e o filho Gabriel, de sete anos de idade, contraíram a covid-19. Mais cedo, O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também avisou que testou positivo e contraiu covid pela segunda vez. Leite havia sido contaminado no ano passado e se recuperou.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, afirmou em entrevista ao canal de notícias GloboNews que seria melhor enfrentar a pandemia de Covid-19 com o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Barra Torres declarou que as relações institucionais entre Anvisa e a Presidência da República não podem ser atingidas e repeliu a afirmação de Bolsonaro de que haveria algum tipo de intenção por trás da imunização infantil contra a Covid.

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"Ela (a vacina para crianças) está aprovada. Então, não é razoável, não é justo dizer que a Anvisa está com algum tipo de intenção. A Anvisa não tem intenção, não tem opinião. A Anvisa decide e oferece o resultado da decisão ao ministério, que escolhe", disse Barra Torres.

Os pacientes com caso leve ou moderado de Covid-19 seguirão agora novos protocolos de isolamento, adotados esta semana pelo Ministério da Saúde. Manter a pessoa infectada fora do convívio da sociedade é uma medida adotada desde o início da pandemia que segue pesquisas sobre o tempo que o paciente pode transmitir a doença.

Pelas novas recomendações do ministério, foram previstos três intervalos diferentes para o isolamento dos infectados. Os tempos passam a contar do início dos sintomas, e não da obtenção do resultado do exame positivo.

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Isolamento de 5 dias

A pessoa só poderá sair do isolamento nesse prazo se no fim do quinto dia:

- Não estiver com sintomas respiratórios nem febre há pelo menos 24 horas;

- Não tiver utilizado antitérmicos há pelo menos 24 horas;

- Testar negativo com exames de PCR ou antígeno;

Mesmo se a pessoa testar negativo, é indicado continuar adotando medidas adicionais, como trabalhar de casa se puder, usar máscara em locais com pessoas. Se o indivíduo testar positivo, é necessário manter o isolamento até o décimo dia.

Isolamento de 7 dias

Ao fim de 7 dias, é possível sair do isolamento sem teste se o paciente:

- Não estiver com sintomas respiratórios nem febre por pelo menos 24 horas;

- Não tiver tomado antitérmico há pelo menos 24 horas;

Se os sintomas respiratórios ou febre persistirem no sétimo dia, o indivíduo deve seguir outras orientações. Caso a pessoa teste negativo no sétimo dia, pode sair do isolamento, desde que o exame seja de PCR ou antígeno e desde que aguarde 24 horas sem sintomas respiratórios ou febre e sem uso de antitérmico.

Isolamento de 10 dias

Se o teste der positivo no sétimo dia, a pessoa deve manter o isolamento até o décimo dia. Para sair da quarentena no décimo dia é necessário:

- Estar sem sintomas respiratórios e sem febre por pelo menos 24 horas;

- Não ter utilizado antitérmico por pelo menos 24 horas.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), informou em suas redes sociais que testou positivo e contraiu Covid-19 pela segunda vez. Leite fora contaminado no ano passado e se recuperou.

"Já estou isolado e assim permanecerei nos próximos dias, seguindo todas as recomendações médicas", relatou. Ele informou não ter sintomas e que seguirá trabalhando virtualmente.

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"Em virtude de ter testado positivo, a terceira dose da vacina, que eu tomaria essa semana, fica postergada em 4 semanas, conforme a orientação técnica", completou.

Eduardo Leite já estava isolado, após seu namorado, Thalis Bolzan, com quem esteve até ontem, ter testado positivo para a Covid-19.

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou nesta terça-feira (11) a 161.727.955, o equivalente a 75,82% da população total. Nas últimas 24 horas, 3,3 mil pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Ao todo, 13 Estados não divulgaram os dados de imunização relativos ao período.

Entre os mais de 161 milhões de vacinados, 144,7 milhões receberam a segunda dose ou um imunizante de aplicação única, o que representa 67,86% da população com duas doses ou a vacina da Janssen.

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Nas últimas 24 horas, 134,2 mil pessoas receberam a segunda dose e outras 5.667 receberam o imunizante produzido pela Johnson & Johnson.

Nesta terça-feira, 621 mil pessoas ainda receberam a dose de reforço. Ao todo, 30,6 milhões de brasileiros já foram "revacinados" - o equivalente a 14,38% da população total.

Somando todas as vacinas aplicadas, o Brasil administrou 764,3 mil doses nas últimas 24 horas.

Os Estados que não divulgaram os registros de vacinação nesta quarta são: Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

São Paulo tem 82,25% da população total vacinada ao menos com uma dose contra o coronavírus, e 79,02% com duas doses ou aplicação única, o mais avançado do País. Os outro quatro Estados com a maior proporção de habitantes com essa taxa são: Piauí (75,24%), Minas Gerais (72,77%), Mato Grosso do Sul (72,6%) e Ceará (71,08%).

O Brasil registrou 139 novas mortes pela Covid-19 nesta terça-feira (11). A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 122, abaixo dos 128 da véspera.

O número de novas infecções notificadas foi de 73.617, enquanto a média móvel de testes positivos na última semana está em 44.016 - um aumento superior a 600% em relação à de duas semanas atrás. No total, o Brasil tem 620.281 mortos e 22.630.142 casos da doença.

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Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 21,6 milhões de pessoas se recuperaram.

São Paulo registrou 26 mortes e 4,3 mil novas infecções pelo coronavírus nas últimas 24 horas. Alagoas, Roraima e Sergipe não notificaram óbitos pela pandemia nesta terça.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

O Ministério da Saúde informou que foram registrados 70,7 mil novos casos e mais 147 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

O elenco do Verdão se reapresentou no início do mês de janeiro e a preparação para o Mundial de Clubes se iniciou. Porém, o Palmeiras vive atualmente um surto de COVID entre seus jogadores. Nesta terça-feira (11), o clube oficializou mais um caso confirmado do vírus.

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Ao contrário do que tem reiterado o presidente Jair Bolsonaro, segundo o qual 'não vêm morrendo crianças que justifiquem uma vacina' contra a covid-19, os cartórios de registro civil anotaram 324 óbitos em razão da doença causada pelo Sars-Cov-2 na faixa etária de cinco anos a onze anos no período entre março de 2020 até agora. Os dados constam do Portal da Transparência do Registro Civil.

O levantamento indica ainda que o maior número de mortes dentro da faixa etária foi registrado entre crianças de cinco anos (65), seguida pelas que tinham seis anos (47), sete anos (46) e 11 anos (46). Os óbitos de crianças de dez anos chegaram a 43, as de nove, a 40, e as de oito, 37. Foram 162 falecimentos de crianças do sexo masculino e do sexo feminino.

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A vacinação da faixa etária foi anunciada pelo governo federal no último dia 4, vinte dias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovar o uso de vacina da Pfizer, para tal população. A imunização das crianças enfrenta resistência do governo Bolsonaro. Na véspera de Natal, o presidente chegou a dizer que não havia necessidade de uma decisão emergencial do governo sobre o tema. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já fez a mesma afirmação.

Os dados sobre os óbitos de crianças em razão da covid-19 foram compilados e divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, a partir de informações de 7.663 cartórios do País. A entidade aponta ainda que, entre março de 2020 e janeiro de 2022, foram registradas, também na faixa etária de 5 a 11 anos, 77 mortes em razão de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - 30 por causas indeterminadas e 57 por morte súbita.

As informações reunidas pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais indica ainda que o registro de mortes de crianças de cinco a onze anos por covid-19 foi maior em 2021 (174 óbitos) do que em 2020 (150 óbitos).

Entre os Estados, São Paulo foi o que mais registrou óbitos de crianças nesta faixa etária em razão da infecção causada pelo Sars-Cov-2 (22,8%), seguido por Bahia (9,3%), Ceará (6,8%), Minas Gerais (6,5%), Paraná (6,2%), Rio de Janeiro (5,9%) e Rio Grande do Sul (4%). Amapá, Mato Grosso e Tocantins foram as unidades que registraram o menor número de óbitos na faixa etária, diz a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais.

A entidade informou ainda que, contabilizando os registros em cartórios de todas as mortes por causas naturais no Brasil, a faixa etária entre cinco e onze anos teve 5.562 óbitos, sendo 2.776 em 2020 e 2.766 em 2021 - com apenas 20 lançamentos na primeira semana de janeiro de 2022 (cartórios de Registro Civil tem o prazo legal de até dez dias para enviar os dados ao Portal da Transparência do Registro Civil).

O Portal da Transparência do Registro Civil indica ainda algumas das causas das mortes segmentadas no sistema: Septicemia (717 mortes), Pneumonia (645), AVC (467), Insuficiência Respiratória (452) e Covid-19 (324). Os demais óbitos, que reúnem várias doenças não segmentadas no Portal, totalizaram 2.597, diz a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais.

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