Prefeito de Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, Osmar Froner (MDB) cancelou o Carnaval da cidade e apontou que a culpa da medida é dos bolsonaristas. Segundo o emedebista, os eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL) são a maioria dos que ainda não se vacinaram contra a Covid-19. Osmar disse que é alto o número de pessoas que não tomaram os imunizantes, segundo ele o estoque de vacinas do município é de 15 mil doses.

“Embora estamos no risco baixo, e devemos começar a vacinar as crianças, ainda temos 15 mil doses de reforço para fazer, muitos bolsonaristas não se vacinaram, e estamos fazendo um trabalho de reestabelecer isso e, por isso, proibimos os carnavais públicos e privados, e com antecedência para não ter prejuízos, todos já estão sabendo, vamos buscar uma alternativa, devemos manter toda segurança na cidade”, declarou o prefeito em entrevista ao VG Notícias.

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Osmar disse que até o Natal os casos de Covid na cidade estavam controlados. “Antes do Natal estávamos com indicadores muitos seguros, sem casos, sem pandemia, à volta as aulas não alterou em nada, mantivemos o mesmo resultado, mas no Natal, que todos começam a visitar, no outro dia começou muito forte a questão da influenza, já havia sinalizado antes do Natal pequenos casos, um dia depois do Natal nos preocupou, já no dia 31 ouvi falar de um caso suspeito de Covid. No dia 3, começou a aparecer mais e aumentou no mundo inteiro, surpreendeu a todos os indicadores”, afirmou o prefeito.

Apesar de reclamar do estoque de vacinas, o perfil de Osmar no Instagram registra imagens da festa de réveillon da cidade com centenas de pessoas aglomeradas e sem usar máscaras, fruto, segundo o post, do avanço da vacinação. 

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Ao que parece, não vai ser desta vez que o Carnaval alegrará o mês de fevereiro! De acordo com fontes ouvidas pelo Leo Dias, o espetáculo no Anhembi, em São Paulo, será adiado para abril por conta do avanço dos casos de Covid-19 e a preocupação com a variante Ômicron.

Ainda segundo o colunista, a data não foi definida, mas há certa pressão para que os desfiles sejam remarcados e o anúncio oficial será feito nos próximos dias. Tem mais: Os gestores das escolas estariam super preocupados com o adiamento com medo de que as fantasias já confeccionadas não resistam ao período de armazenamento.

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Isso porque, por conta do acabamento com cola e itens frágeis, as peças podem ficar danificadas se ficam guardadas por muito tempo, não resistindo a um prazo superior a três meses. Sendo assim, se o evento for realmente confirmado em abril, todo o material ficaria acondicionado nos barracões por apenas mais 40 dias.

Na última quinta (13), uma manifestação promovida por profissionais pernambucanos da área de eventos foi realizada a fim de questionar junto ao governo estadual as novas restrições para a realização de shows e festas, que entram em vigor nesta sexta (14). O Carnaval 2022 também foi tema de uma reunião, feita entre representantes da classe e do poder público, e a sinalização de uma ‘folia segura’ acabou entrando em pauta com previsão de definição ainda para este mês de janeiro. 

Após caminharem do Marco Zero, no Bairro do Recife, até o Palácio do Campo das Princesas, durante a manifestação, uma pequena comissão formada pelos cantores Nena Queiroga e Almir Rouche, o diretor regional da Associação Brasileira dos Produtores de Eventos (Abrape), Vadner Bernardo, o produtor Geraldo Bandeira e dois profissionais representando os motoristas de trios elétricos e os seguranças de eventos, foi recebida pelos  subsecretário da Casa Civil de Pernambuco, Eduardo Figueiredo, e pelo presidente da Empetur, Antonio Neves. O grupo apresentou suas demandas e, entre elas, a possibilidade da realização de eventos durante o período carnavalesco.

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De posse de dados atuais fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde, relativos ao atual cenário epidemiológico do Estado, os representantes do governo afirmaram existir a possibilidade do ‘Carnaval Seguro’, liberação de eventos durante o período momesco para público negativado e vacinado, sendo obrigatório a apresentação do passaporte de vacinação completo e teste negativo de Covid. O subsecretário e o presidente da Empetur afirmaram também que essa possibilidade vem sendo estudada e uma definição sobre o tema será tomada no final deste mês de janeiro. 

*Com informações da assessoria de imprensa.

Na manhã desta quinta (13), produtores, seguranças, técnicos, músicos e artistas, entre outros trabalhadores do entretenimento, reuniram-se na Praça do Marco Zero, área central do Recife, para um ato em que pediam pela continuidade de festas e shows no Estado sem restrições. Alguns artistas como as cantoras Nena Queiroga e Bia Villa-Chan, e o músico Rominho, da banda Som da Terra, também se juntaram ao movimento e falaram sobre outro tópico bastante polêmico nesta discussão: a camarotização do Carnaval em 2022. 

Após o cancelamento do Carnaval de rua em Olinda e no Recife, a possibilidade da realização de prévias fechadas e camarotes começou a ser motivo de discussão e polêmica nas redes sociais. Chamado de ‘Carnaval de Rico’, o possível evento restrito a um público pagante recebeu muitas críticas e posicionamentos contrários. O cantor pernambucano Chinaina, por exemplo, manifestou-se contra a folia privada e anunciou que não participaria de nenhuma festa particular por não se sentir confortável.

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Presente na manifestação desta quinta (13), no Recife, a cantora Bia Villa-Chan falou, em entrevista exclusiva ao LeiaJá, sobre a dificuldade que os profissionais da cultura vem enfrentando, sobretudo no que diz respeito à realização do Carnaval. “A gente tá vendo muitas críticas para o Carnaval mas sem uma solução. Por trás de todo artista existe uma cadeia produtiva muito grande. Pra eu estar lá em cima do palco existem 20 famílias que dependem de mim, isso sem falar no pessoal da cultura popular, maracatus, afoxés, caboclinhos então a gente precisa de uma solução”.

Para Bia Villa-Chan, o momento é de "união". Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens 

A artista diz sentir-se segura para estar nos palcos. Imunizada com as três doses e defensora ferrenha da vacina, ela acredita que o momento demanda debate para que seja tomada a melhor definição não só para os trabalhadores do segmento como para a manutenção da cultura pernambucana.

“O Carnaval de Pernambuco é um espelho pro mundo de Carnaval democratico. A pessoa que tem um milhão na conta  brinca da mesma forma que o pobre que não tem nenhum dinheiro e eu acho que a gente não pode descaracterizar o nosso Carnaval até porque nessas festas privadas os artistas pernambucanos que de fato fazem a folia não tocam. A nossa cultura é grife pro mundo, qual é a cultura no mundo que tem o afoxé, o frevo, o caboclinho? E eles não usam essa grife. Esse é o momento que a gente tem que olhar pra frente, é um momento de tirar muito aprendizado, acho que eles aprenderam que a gente também tem que estar nessas grades, a gente precisa de união pra gente consegue atravessar essa crise”, disse Bia. 

“União” também foi a palavra usada por outra artista que costuma dominar o período carnavalesco em Pernambuco, Nena Queiroga. A cantora se mostrou muito preocupada com a falta de diálogo com o poder público no sentido de encontrar uma solução que possa atender aos artistas e aos foliões sem prejuízo para a saúde coletiva. “(O Carnaval) não pode ser separado, isso é muito importante. Todo mundo tem que ter Carnaval, então a gente vai colocar sugestões de lugares menores com barreiras sanitárias, nas comunidades, ao invés dos grandes lugares com milhões de pessoas, a gente tem que pensar junto. Em cada ponte vamos botar barreiras sanitárias? Fazer carnavais nas comunidades? A gente tem artista suficiente pra isso”.

Rominho, da Banda Som da Terra, complementou a fala da colega e disse acreditar que dialogando é possível chegar a um "meio termo”. “A gente não quer expor as pessoas, nem a gente como artista, a gente quer, se possível, fazer uma coisa com segurança. Agora, que a gente tenha uma resposta imediata para que a gente possa vislumbrar o que a gente pode fazer ainda, dentro do possível. A gente sabe que estamos vivendo um momento difícil novamente, mas acreditamos que haja um meio termo para que  a gente possa também desenvolver nosso trabalho”. 

 

Após o cancelamento do Carnaval de Rua em Olinda e no Recife, em virtude da pandemia do coronavírus e do surto de Influenza neste ano de 2022, uma polêmica formou-se a respeito da realização de festas e camarotes privados no período carnavalesco. A princípio, tais eventos estão mantidos mas, de acordo com o secretário de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes, eles devem seguir os protocolos sanitários estabelecidos pelas autoridades. Uma nova atualização quanto a realização dessas festas deve ser anunciada até o final deste mês de janeiro. 

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça (11), na sede do Governo do Estado, no centro do Recife, o secretário Rodrigo Novaes falou sobre a realização de prévias e camarotes no período do Carnaval 2022. Segundo ele, “a decisão sobre eventos deve se dar até o final do mês de janeiro”. 

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Até lá, festas privadas são permitidas desde que atendam às novas restrições, como  público máximo de três mil pessoas, ou ocupação de 50% do espaço, além da apresentação do passaporte vacinal e de teste negativo de Covid-19. “Nós temos a preocupação em preservar a saúde e diminuir a contaminação. A gente acredita muito nesse processo de testagem como uma prerrogativa que teremos ambientes mais seguros e nós intensificamos a fiscalização com o Procon e com a vigilância sanitária para ter efetivamente uma  fiscalização de que esses protocolos serão seguidos, seja por produtores ou pelas pessoas que promovem os eventos”, disse Novaes. 

Nessa sexta-feira (7), o governador de São Paulo e possível candidato à Presidência pelo PSDB, João Doria, afirmou que a realização de festas fechadas durante Carnaval não será permitida.

O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), se anteviu à decisão e já havia cancelado desfiles no sambódromo e blocos de rua. No entanto, Doria disse que o Comitê que acompanha o cenário da Covid-19 no estado ainda avalia a proibição para o espaço que recebe as escolas de samba.

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A determinação ainda pode ser revista, de acordo com o governador, que sequer deu indícios de prorrogar a festividade para o segundo semestre, como projetam outras capitais.

Ele cravou que o retorno do Carnaval ficou para o próximo ano. "Este ano não, vamos deixar para o ano de 2023, em ambientes fechados e abertos também. Não são permitidas festas nem em salões nem em centros de convenções, centros de eventos”, decretou.

O governo do estado do Rio de Janeiro decidiu manter, por enquanto, a realização dos desfiles das escolas de samba, na Marquês de Sapucaí (Sambódromo). A decisão foi tomada depois de reunião do Grupo Técnico de Assessoramento a Eventos de Saúde Pública, na tarde dessa sexta-feira (7).

Por meio de nota, o governo fluminense informou que ainda não é possível "decidir sobre um evento que irá acontecer daqui a dois meses à luz do cenário epidemiológico momentâneo". A situação será avaliada nas próximas semanas e novas reuniões estão previstas para decidir sobre os desfiles.

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O carnaval de rua, no entanto, está suspenso por enquanto, porque não há, segundo o governo do Rio, como fazer controle sanitário para esse tipo de evento, como exigência de comprovante de vacinação e testes negativos para a covid-19.

Em entrevista à Agência Brasil neste sábado (8), o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que ainda é cedo para tomar qualquer decisão sobre a suspensão ou não dos desfiles das escolas de samba.

"Vai chegar o momento certo para a gente definir regras e falar de carnaval. Nesse momento, temos que ver como as coisas vão funcionar na cidade do Rio de Janeiro, em relação à variante Ômicron. Com a nossa alta cobertura vacinal, como essa variante vai se comportar, para daí a gente poder falar de carnaval", disse.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), suspendeu a realização de festas e eventos de carnaval no DF. Após o governador ter adiantado a decisão, o cancelamento de eventos foi publicado nesta sexta-feira, 7, no Diário Oficial do DF (DODF). "Fica suspensa, no âmbito do Distrito Federal, a realização de festas e eventos de carnaval, públicos ou privados", informa o decreto. Além do DF, várias capitais de Estados, como São Paulo, Rio e Salvador, além de municípios tradicionais, como Olinda (PE), também cancelaram o evento por causa da onda de casos de coronavírus e gripe.

Em alerta para o surto de Influenza A H3N2 em meio ao cenário delicado da pandemia, o Governo de Pernambuco estuda voltar a estabelecer medidas restritivas nos próximos dias. O alto índice de doenças respiratórias desde o fim de 2021 e a incidência de pacientes coinfectados pelos dois vírus - flurona - sobrecarregou a rede de leitos.

 "Vamos ter que fazer algum nível de restrição de atividades. Muito provavelmente estaremos anunciando especialmente atividades sociais", disse o secretário de Saúde André Longo em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (7). 

O atual protocolo de convivência com a Covid autoriza eventos com até 7,5 mil pessoas ou 80% da capacidade com todos vacinados. "Na próxima semana, deve estar saindo esse novo protocolo com algumas mudanças que achamos importantes para esse momento que poderão ou não valer para fevereiro, março", acrescentou o gestor da pasta.

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Carnaval

Recife, Olinda e Jaboatão já cancelaram o Carnaval de rua, mas os camarotes privados ainda não foram suspensos. O vereador Rinaldo Júnio (PSB) entrou com uma ação no Ministério Público (MPPE) para impedir os eventos particulares que podem reunir até cinco mil pessoas

Sem mais detalhes sobre as novas proibições, Longo indicou que a realização das festas de Carnaval privadas será decidida na segunda quinzena de janeiro.

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Com o anúncio do cancelamento do carnaval de rua nos principais pólos de Pernambuco como medida de proteção a propagação das novas variantes da COVID-19 e do surto da gripe influenza H3N2, o deputado estadual Wanderson Florêncio acredita que o acolhimento ao setor cultural é necessária e por isso defende que o governo apresente uma proposta para os profissionais da cadeia produtiva o mais rápido possível.   

 Como complemento às medidas governamentais, Wanderson Florêncio propõe que o setor privado não sofra cancelamento de suas atividades, mas apenas adequação a protocolos mais rígidos e que nestes eventos sejam incluídos agremiações e artistas locais em suas programações.   

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“Nossa sugestão é que sejam incluídas agremiações como maracatus, caboclinhos, passistas, blocos líricos e os artistas locais na grade de programação desses eventos. Além de ser um ato solidário, ajudará a manter viva essas agremiações que são o expoente da nossa genuína cultura carnavalesca. Ganhará os eventos por imprimir a cultura pernambucana em sua marca e ganha também o setor cultural, que teria palco para se apresentar”, destaca Wanderson.   

“Esperávamos que o governo ao anunciar o cancelamento do carnaval já trouxesse as medidas voltadas ao setor cultural, mas isso não aconteceu, precisamos urgentemente da apresentação de como o Poder Executivo agirá em defesa da nossa cultura popular. Blocos tradicionais, maracatus, caboclinhos, escolas de samba, artistas e produtores locais precisam de uma retaguarda nesse momento”, finaliza Florêncio.

*Da assessoria 

 Com o Carnaval de rua suspenso pela Prefeitura do Recife, diante do aumento dos casos da influenza e Covid em Pernambuco, o vereador Rinaldo Junior (PSB) protocolou uma ação no Ministério Público do Estado (MPPE), solicitando que o órgão reveja a realização dos camarotes carnavalescos privados, que ainda estão permitidos de acordo com o Plano de Convivência e podem comportar até cinco mil pessoas. O socialista informou que também entrará com uma Ação Civil Pública da questão. 

“O prefeito João Campos anunciou acertadamente que não teremos Carnaval nas ruas da cidade. É um momento muito delicado e que requer muito cuidado. As Síndromes respiratórias Aguda Grave (SRAGs), especialmente a H3N2, seguem avançando muito e superlotando as unidades de saúde da cidade e do Estado. As UPAs e toda a rede pública e até privada já estão sobrecarregadas. Essa epidemia da Gripe juntamente com a pandemia da Covid-19 (agora com a chegada da nova variante Ômicron), estão provocando a saturação do sistema de saúde do Recife e também de todo o Estado”, afirmou o parlamentar. 

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De acordo com o vereador, a ação é uma forma de “evitar nesse momento eventos que possam contribuir para a piora do quadro”. 

“Solicitamos a suspensão e NÃO o CANCELAMENTO. Após a suspensão, vamos dialogar com o setor, junto com os vereadores da Câmara Municipal do Recife e os poderes constituídos para procurar a melhor solução para a realização segura dos eventos”, continuou. 

Rinaldo ressalta, também, que até segunda-feira passada, a Secretaria de Saúde do Estado registrou mais de cinco mil casos de Influenza, com 30 mortes, sendo a maioria (17 casos) no Recife.  

Os blocos de carnaval não vão desfilar pelas ruas do Rio de Janeiro neste ano, ainda em razão da pandemia de covid-19. A decisão de cancelar as exibições foi tomada em consenso durante reunião promovida no final da tarde desta terça-feira entre os representantes dos principais blocos, o prefeito Eduardo Paes (PSD) e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

"A situação ainda não permite os desfiles, então está resolvido. Não podemos ir contra a ciência e colocar em risco a vida dos foliões", afirmou Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, associação que representa 11 dos principais blocos da cidade. Segundo ela, todos os representantes de outros blocos e entidades que participaram da reunião com Paes e Soranz concordaram com a decisão. Uma alternativa será promover bailes ou eventos em lugares fechados, de modo a controlar o acesso do público e permitir apenas a entrada de pessoas imunizadas e saudáveis. Mas por enquanto isso é apenas uma ideia - a única decisão já tomada, segundo Rita, é que não haverá desfiles.

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Em live pela internet logo após a reunião, o prefeito Eduardo Paes afirmou que "não será possível" promover o carnaval de 2022 nos moldes tradicionais: "Acabei de ter uma reunião com o pessoal dos blocos de rua e a gente comunicou a eles que o carnaval de rua nos moldes que eram feitos até 2020 não acontecerá em 2022. Infelizmente, e eu falo como prefeito que gosta do carnaval e como cidadão, isso não será possível".

A Ambev, empresa que patrocinaria o carnaval de rua do Rio, havia cobrado da prefeitura uma posição sobre a realização ou não dos desfiles até a próxima quarta-feira, dia 5.

Foram aprovados 696 desfiles para o Carnaval de rua de São Paulo em 2022. As informações foram divulgadas pela prefeitura em publicação no Diário Oficial de quinta-feira (30). Esse é o maior número de blocos já confirmados na capital paulista. 

O governo municipal informou que esta é mais uma etapa do planejamento para o evento, mas que a realização dele depende das autorizações dos órgãos de Saúde, conforme o cenário epidemiológico da pandemia da Covid-19.

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Ainda de acordo com a prefeitura, 64 desfiles não foram autorizados, dos quais 23 foram por não retornarem o contato para o envio das informações solicitadas. Os motivos dos demais cancelamentos não foram informados. 

O Carnaval 2022 está previsto para os dias 26 de fevereiro a 1º de março, sendo o dia 2 de março a quarta-feira de cinzas.

O governador da Bahia Rui Costa (PT) descartou a possibilidade de realizar o Carnaval em 2022 no seu estado. Nesta quinta (23), durante coletiva de imprensa, o gestor afirmou que o quadro epidemiológico em território baiano não permite o planejamento de um evento desse porte. Ele ainda relacionou a folia ao filme ‘Missão Impossível’.

Durante agenda no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, Rui Costa falou à imprensa sobre o Carnaval do próximo ano. Mostrando-se avesso à possibilidade da realização da festa, o governador foi categórico e até relacionou o evento a um clássico do cinema. "Sabe aquele filme, 'Missão Impossível'? Nós estamos na Missão Impossível 3, então, não será possível fazer esse carnaval. Não tem a mínima condição”, disse. 

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O gestor falou também que vislumbrar um evento de tal porte, frente ao atual contexto pandêmico, seria uma irresponsabilidade, não só pelos casos de Covid-19, como pelo cenário da  Influenza, surgido recentemente. Costa afirmou ainda que não haverá folia na Bahia nos modelos convencionais, mas que deverá se reunir com prefeituras de cidades baianas que realizam os festejos para discutir alternativas. “Alguém falar de Carnaval a essa altura do campeonato está querendo ser irresponsável com a vida do outro, e eu não estou nesse grupo. Portanto, nós não teremos Carnaval nesse modelo que nós conhecemos como Carnaval. Não há a mínima condição”.

A Câmara Municipal do Recife divulgou, na manhã desta quarta-feira (22), o relatório final das atividades da comissão criada para analisar o Carnaval-São João 2022, com recomendações que serão enviadas à Prefeitura do Recife (PCR) para avaliação e decisão sobre a realização das festividades. O Legislativo sugeriu à PCR o adiamento das festas de Carnaval promovidas pelo município.

O resultado é influenciado, sobretudo, pelos índices de vacinação contra a Covid-19, pela consideração das doenças respiratórias sazonais que acometem a população recifense - especialmente entre fevereiro e março, que é quando acontece tradicionalmente a festa momesca - e pela chegada da variante Ômicron.

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Em leitura unânime do cenário sanitário e econômico municipal, os vereadores sugeriram que o Carnaval seja transferido para uma data em que os registros de doenças respiratórias paralelas à Covid estejam em queda ou fora da área de risco. Um cenário ideal, de acordo com uma recomendação da Fiocruz para o Recife, é o de, pelo menos, 90% de munícipes vacinados.

"Não há como fazer o Carnaval da forma que conhecemos. Neste momento, no mês de fevereiro, nós compreendemos que não é o momento ideal. Estamos vendo um surto de gripe e outras cepas [da Covid] acontecendo, mas no período de fevereiro é o período que no Recife temos grandes crises sanitárias de doenças respiratórias. Nós precisamos de foco na vacinação, no município, acima dos 90% de vacinados", disse o vereador Marco Aurélio (PRTB), presidente da Comissão.

Auxílio à classe artística

Um outro eixo levantado como prioritário pela Comissão é o de suporte à classe artística e trabalhadora geral, como artesãos e pequenos comerciantes, que sobrevivem ou concentram maior chance de geração de renda nesse tipo de festividade. No relatório, há sugestões como a mediação de interesses junto ao setor privado, para que artistas cadastrados na Lei Aldir Blanc e no auxílio emergencial municipal possam ser contratados; abertura de agendas nos mercados públicos do Recife; e outras iniciativas (leia abaixo).

“Existe um cenário ideal. Destacamos as tarefas da Prefeitura; fechar as entradas, investir em vacinação. Eu lembro que no último carnaval foram executados o montante de R$ 25 milhões, enquanto os auxílios não passaram de R$ 4 milhões na [medida] emergencial do carnaval. Caso haja um cancelamento, nós vamos lutar pelos R$ 25 milhões do carnaval, porque a cadeia produtiva do carnaval precisa sobreviver. A pandemia não pode ser desculpa para não contemplarmos quem precisa sobreviver”, continuou o vereador Ivan Moraes (PSOL).

Os parlamentares sugeriram que o Executivo observe de perto eventos-teste para acompanhar os indicadores pós-festa, como no caso do carnaval fora de época feito em Natal, no Rio Grande do Norte, que fez o ‘Carnatal’ com circulação de cerca de 20 mil pessoas por dia de festa.

Mais uma vez, a Comissão enfatizou a exigência do passaporte vacinal e reconheceu que a tarefa é complicada para ser feita apenas a nível municipal. A sugestão é de fiscalização, em especial nas rodoviárias, portos e aeroportos, com o auxílio do Governo do Estado e da União. Em conclusão, os vereadores insistiram que investir no “cenário ideal” é a única forma de trazer de volta o carnaval amplo e democrático, como é o do Recife.

“[O objetivo é] Garantir que não haja qualquer tipo de segregação carnavalesca. Entendemos que o carnaval tem que ser democrático, de todos e todas, do jeito que a gente conhece. Não estive carnaval “de rua” fechado. O carnaval não pode perder sua identidade e sua essência. Não é simplesmente sobre a realização da festividade, mas sobre a manutenção da cultura popular, do nosso patrimônio, nossos artistas e identidade cultural”, completou o presidente Marco Aurélio.

Confira, abaixo, a íntegra do documento final:

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O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC), que assessora cientificamente a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro, deliberou por não impor restrições à realização do Carnaval na cidade. Em 2022, o Carnaval será nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro e 1º de março, terça-feira.

Ele também apoiou a vacinação contra a doença em crianças, inclusive sugerindo a compra direta pelo município. As duas recomendações foram tomadas na reunião de segunda-feira (20) e divulgadas nessa terça (21).

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“O CEEC, fundamentado no cenário epidemiológico favorável (número de casos, número de casos internados, % de positividade de testes), com 80% de cobertura vacinal atual, na análise dos dados de todos os eventos com aglomeração no país e no Rio de Janeiro, e sustentado pelas evidências científicas disponíveis, recomenda à SMS que não estabeleça, nesse momento, nenhuma restrição à realização do carnaval carioca”, destacaram os especialistas que integram o comitê.

Crianças

Quanto à vacinação em crianças, os técnicos demonstraram apoio à medida, salientando que ela se baseia em evidências disponíveis até o momento, devendo o governo municipal avaliar a possibilidade de comprar as vacinas diretamente dos laboratórios.

“Alinhado às sociedades científicas e às melhores evidências até aqui disponíveis, o CEEC recomenda fortemente à SMS que todas as medidas sejam adotadas para implementar a campanha de vacinação em crianças, avaliando, inclusive, a eventual necessidade de compra direta aos fornecedores”, destacaram os integrantes do comitê.

O CEEC é formado por médicos, cientistas, professores universitários, especialistas em saúde, membros da prefeitura e pelo secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz.

Enquanto o Governo de Pernambuco não bate o martelo em relação ao Carnaval de 2022, algumas agremiações vão definindo como procederão na próxima folia. Na última segunda (13), o Eu Acho é Pouco anunciou, através de suas redes sociais, o cancelamento de seu desfile oficial no próximo ano. Preocupados com a pandemia que ainda inspira maiores cuidados, os organizadores do bloco acharam por bem deixar o estandarte guardado por mais um ano. 

Na publicação compartilhada pelas redes, o Eu Acho é Pouco explica que, apesar da grande saudade da folia, ainda permanecerá guardado por mais um ciclo carnavalesco. A preocupação com a pandemia do coronavírus ainda é motivo para evitar aglomerações. “Com a certeza de que é preciso estar atentos e fortes, em especial no que ainda estamos a atravessar nessa pandemia, o Grêmio Lítero Recreativo Cultural Misto Carnavalesco Eu Acho é Pouco comunica que não vai sair no Carnaval 2022. Se neste 2021 demos a nossa “pausa de mil compassos”, no próximo ano permaneceremos em casa”.

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O bloco costuma arrastar milhares de pessoas nos carnavais de Olinda. Contando com a compreensão e consciência de seus foliões, o comunicado da agremiação pede, ainda, que todos continuem se cuidando. “Um recado para vocês que seguem o dragão: guardem seu fogo! Que daqui a pouco voltaremos a nos encontrar. Cuidem-se! Se vacinem! Se protejam. O SUS salva. A vacina salva.A ciência salva”.

O médico Carlos Brito revelou na tarde desta segunda-feira (13), durante a reunião pública da Comissão Especial sobre a retomada do Carnaval e grandes eventos que, mesmo em shows privados, com a exigência do passaporte vacinal, não tem como controlar a Covid-19.

"É impossível você fazer o controle tendo aglomerados e a transmissão é dependente do aglomerado. O passaporte vacinal não serve para essa variante Ômicron", detalha Brito.

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O médico salienta que as pessoas não estão dando importância ao uso da máscara como se a pandemia da Covid-19 estivesse acabado. "Cientificamente, essa pandemia não acabou e a gente não tem perspectiva para que ela venha a acabar", diz.

O médico assevera que, na possibilidade da realização do Carnaval se abre a possibilidade do fortalecimento das variantes da Covid-19 no país, com a entrada de turistas.

"É impossível fazer qualquer tipo de aglomerado em relação à possibilidade de prevenção em atividade pública ou privada. Não tem como você controlar", pontua.

Na tarde desta segunda-feira (13), os vereadores se reuniram na Comissão Especial sobre a retomada do Carnaval e Grandes Eventos em 2022 para debater sobre a possibilidade da realização do Carnaval no próximo ano. Durante o seu discurso o vereador Ivan Moraes Filho (PSOL) disse que "o Brasil vai se tornar um pais de negacionistas".

"A gente vai continua achando normal que as pessoas entrem no nosso país sem precisar nem mostrar que não estão contaminados por vatriante nenhuma? Eu estou preocupado", afirmou o vereador Ivan.

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O parlamentar comentou que é preciso que se analise a necessidade de manter a cadeia produtiva da cultura viva. "Nós fomos o primeiro a parar e seremos os últimos a voltar. Mas sem a gente ninguém estava vivo hoje porque as pessoas estão com o mínimo de saúde mental porque tinha música para ouvir e tinha livro para ler. Essa cadeia precisa ser cuidada", ponderou o pesolista.

Variantes e vacinação 

Na reunião pública da Comissão Especial sobre a retomada do Carnaval e grandes eventos, o doutor Carlos Brito revelou que o futuro e a pesrpectiva dos próximos anos mostram que deve surgir outras variantes da Covid-19 no próximo ano.

"O que a gente ver hoje no mundo todo é uma desigualdade muito grande na vacinação. Essa possibilidade da gente ter uma imunidade de rebanho e da pandemia acabar é praticamente impossível à luz da ciência no momento atual", conta.

O médico salienta que, a pesar da população mundial estar com 45% das duas doses da vacina, deve se observar que os países mais pobres têm uma cobertura vacinal muito baixa.

"Esse diagnóstico por si só fala que é impossível que a imunidade de rebanho, que só pode ser oferecida através da vacina, não por outro motivo, ela só vai acontecer quando 80% ou mais da população estiver completamente vacinada", disse Brito.

O médico salienta que para a realização do Carnaval no próximo ano deve se levar em conta as possibilidades das variantes da Covid-19. "Mas a Ômicron causa uma preocupação muito maior porque a Ômicron se mostrou desde o início uma quantidade de mutação muito grande", detalha.

 

Os clarins de momo vão permanecer silenciosos e as cores do Carnaval precisam esperar mais um ano para voltar a tomar as ruas do Recife, foi o que duas infectologistas indicaram em entrevista ao LeiaJá. Após fim de 20.301 vidas em Pernambuco por conta da pandemia é preciso manter o bom senso em 2022 e se esforçar para aplicar mais vacinas de segunda dose para, finalmente, alcançar a segurança sanitária.

"Mesmo faltando dois meses, é pouco provável que a gente consiga ter um Carnaval seguro, liberando para blocos de rua e aglomerações. Na verdade, o que a gente enfrentaria era uma nova onda e com um quantitativo maior de pessoas infectadas, a gente poderia ter um aumento do número de casos graves e de óbitos. Não é o momento", definiu a presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Pernambucana de Pediatria (SOPEPE), Alexsandra Costa.

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Sem poder afirmar que a Covid-19 esteja controlada, ela e a representante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sylvia Lemos Hinrichsen, cobram maior precaução mesmo com a queda nos índices de mortes diárias, casos graves e internações. "A cada dia nos surpreendemos com esse vírus, a cada dia são novas mutantes", alertou Hinrichsen.

"A preocupação aqui em Pernambuco é o quantitativo de pessoas que ainda não realizaram a segunda dose", avalia Costa. O levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES) apresenta a cobertura vacinal de 77,84%, somadas às doses únicas.

No entanto, 1.389.434 pessoas ainda não tomaram a segunda dose do total de 7.692.429 pessoas - a partir dos 12 anos - autorizadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI).

"Esse problema só será controlado quando houver igualdade de vacinação no mundo inteiro", critica a membro da SBI, que entende que nem a imunização pode ser conclusiva a longo prazo. "Precisamos de mais tempo para saber durante quanto tempo essa imunidade permanece e se vamos ter necessidade de outras doses, e como isso vai se comportar dentro do tempo na Ciência", destacou.

Falta de controle nas divisas

Para a presidente de Infectologia da SOPEPE, a hipótese de propor as comemorações só poderia começar a ser debatida se o estado, e o país, mantivessem barreiras sanitárias rígidas.

"Estando fechado para turistas seria pouco provável que houvesse uma nova onda de reinfecção, mas as fronteiras não estão fechadas e os turistas estão transitando, então a qualquer momento pode ocorrer reinfecções e um aumento do número de casos e internações com novas variantes", adverte.

Ainda sem estudos sobre os efeitos futuros da doença, a proposta de testagem para os estrangeiros e visitantes de outros estados também pode trazer prejuízos. "Muitas vezes os testes para o Covid podem ter falsos negativos em porcentagem que variam até 70% e tem os casos assintomáticos", comentou Hinrichsen.

Por isso, além da cobrança por mais vacinas, ela pede que os cuidados básicos com a doença precisam ser praticados e que o fim da pandemia depende do esforço de cada um.

"O controle da epidemia está nas nossas mãos, higienizando-as. Está no nosso braço, oferecendo para a vacina. E está nos nossos sentidos, principalmente fazendo com que nos conscientizamos que ainda precisamos nos proteger e proteger o outro", concluiu.

Vereadores debatem o assunto

Uma Comissão Especial de Carnaval foi instaurada na Câmara dos Vereadores do Recife para ouvir especialistas, como o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), e debater a possibilidade de promover a festa em fevereiro, adiar para o fim do primeiro semestre ou suspender de vez a realização em 2022.

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