A Prefeitura de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, cancelou a festa de réveillon e o Carnaval 2022. A preocupação com o avanço da variante da Covid-19, Ômicron, é a motivação para o cancelamento das festividades na cidade.

Para valorizar a cultura local, o governo municipal vai promover lives com alguns artistas nessas datas. 

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A gestão pede à população que siga respeitando as medidas de prevenção ao vírus, com uso de máscara e álcool 70%, além de completar o esquema vacinal, tomando a primeira, a segunda e a terceira dose (reforço) da vacina.

Nessa pandemia, cuidar da sua saúde também é cuidar da saúde do outro. Precisamos proteger o nosso povo. Paulista está bem adiantada na imunização, lançamos até o Expresso Vacina para ir aos lugares de difícil acesso, mas precisamos seguir com cuidado", disse o prefeito Yves Ribeiro.

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O governador João Doria (PSDB) defendeu nesta quarta-feira (1°) que prefeitos paulistas suspendam festas de réveillon no Estado. Com a chegada da variante Ômicron e a quarta onda da Covid-19 na Europa, ao menos 14 capitais no Brasil já desistiram de eventos públicos no fim do ano. A cidade de São Paulo, porém, ainda mantém o planejamento da festa.

"Vamos no caminho da cautela e do zelo para proteger vidas. Não era hora de fazer festas de réveillon", disse Doria, em viagem oficial a Nova York para encontro com investidores organizada pela InvestSP. "Embora seja decisão dos municípios, não me parece a hora adequada", acrescentou.

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também está em Nova York, mas até agora manteve o planejamento da tradicional festa da virada na Avenida Paulista. "Os prefeitos podem tomar medidas mais duras que o Estado, mas não mais facilitadoras", disse Doria.

"O sentimento que tenho é que os prefeitos estão na mesma índole, que é proteger vidas. Garantir a vida das pessoas é mais importante que a celebração festiva", acrescentou Doria. Ele disse ainda que pediu novos estudos ao comitê científico do Executivo paulista para definir os rumos da flexibilização no Estado, diante da confirmação de três casos da Ômicron em São Paulo.

"Temos que ter muito cuidado também em relação ao carnaval para que prefeitos e prefeitas possam reavaliar. A vida é mais importante que festa", disse Doria. Pelo menos 70 cidades paulistas já cancelaram o carnaval de 2022, entre elas São Luiz do Paraitinga.

Doria visitou nesta quarta investidores ao lado do secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, da secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, do presidente InvestSP, Gustavo Junqueira, e de Ricardo Nunes. Na programação de visitas, estão representantes do Bank of America, Bloomberg, Goldman Sachs e da Cornell Tech.

* O repórter viajou a convite da InvestSP

Com a quarta onda da Covid-19 na Europa e o avanço da variante Ômicron, governos têm cancelado festas de réveillon pelo Brasil. Salvador, Fortaleza, Florianópolis, João Pessoa e Belo Horizonte são exemplos de cidades que cancelaram eventos públicos de ano-novo. A descoberta da nova cepa do vírus impulsionou os planos de evitar aglomerações, que já ocorriam ao longo do mês - mais de 70 municípios paulistas já haviam desistido do carnaval, entre elas São Luiz do Paraitinga. Guarujá entrou na lista ontem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou aos governos ontem alerta em que aponta risco global "muito alto" da Ômicron. Mas destacou haver poucas evidências concretas sobre se a nova cepa é mais transmissível ou escapa das vacinas. No Brasil, há dois casos suspeitos em investigação: um homem vindo da África do Sul, que chegou em Guarulhos, e uma mulher vinda do Congo, que buscou atendimento médico em Belo Horizonte.

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"Diante da chegada de uma nova variante do coronavírus e do aumento de casos na Europa, estou tomando a decisão de cancelar o Virada Salvador deste ano", escreveu o prefeito soteropolitano, Bruno Reis (DEM), nas redes sociais. O evento costuma reunir mais de 250 mil pessoas. Reis prevê adiar ao máximo a decisão sobre o carnaval - ele quer bater o martelo com o governador baiano, Rui Costa (PT). Pressionado por empresários do setor, Costa já sinalizou cautela. "Países estão fechando cidades quando aparecem cinco casos", disse, no dia 18.

Na sexta, o governo do Ceará informou o cancelamento da tradicional Festa da Virada, na Praia de Iracema, em Fortaleza. "Até chegamos a considerar a possibilidade de realizar nossa tradicional festa da virada, se a situação permitisse", disse o prefeito José Sarto (PDT). "O cenário internacional é preocupante."

Florianópolis vai ter queima de fogos, mas não shows musicais. Por outro lado, a capital catarinense prevê festividades natalinas, com público. O Estado suspendeu a exigência de máscaras em local aberto desde a semana passada.

João Pessoa cancelou a festa, mas o acesso às praias está liberado. Belo Horizonte disse não planejar festa pública de réveillon. Guarujá, que já havia cancelado a virada, decidiu ontem suspender o carnaval.

MAIS ESTADOS

A Prefeitura de São Paulo informou, em nota, que "o réveillon (na Avenida Paulista) já está sendo planejado e a realização do evento está condicionada ao quadro epidemiológico". Afirmou ainda que, na primeira semana de dezembro, serão apresentados dados para guiar a decisão sobre o uso de máscara ao ar livre. Na semana passada, o Estado disse prever o fim da exigência no dia 11, mas as prefeituras podem ser mais restritivas.

A decisão sobre o carnaval do paulistano também continua em aberto. Ontem, a Prefeitura informou ter aprovado 440 blocos de rua, mas a confirmação do evento só deve ocorrer no fim deste mês.

No Rio, o secretário estadual da Saúde, Alexandre Chieppe, afirmou que a nova variante "em nada altera o plano do Estado". Os planos de carnaval e réveillon, assim como o acesso de turistas, estão mantidos até que, porventura, seja identificado "algum fato novo ou informação de risco".

Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) diz que, com ou sem Ômicron, "todos que puderem suspender aglomerações" devem adotar a medida. "Não podemos baixar a guarda", defende. Levantamento da CNM, feito de 16 a 19 de novembro, aponta que, de 2.362 gestores ouvidos, 97,8% pretendiam continuar com a máscara obrigatória em locais privados e 88,6% disseram mantê-la em espaços públicos. (Colaboraram Bruno Luiz e Sofia Aguiar)

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A produtora Flora Gil, mulher do cantor Gilberto Gil, afirmou que é contra a realizar o carnaval no Brasil em 2022 por causa da pandemia. Ela não pretende abrir o camarote Expresso 2222, um dos clássicos espaços da folia de Salvador, independentemente da decisão dos governantes. "Tenho receio de produzir uma festa tão grande com duração de uma semana, como o Camarote Expresso 2222", disse ela, em entrevista ao jornal Correio da Bahia.

Segundo a produtora, a pandemia ainda está em uma situação instável e a realização de um evento do tamanho do carnaval pode agravar a disseminação do coronavírus. Ela se posicionou contra a realização da festa não apenas em Salvador, mas em todo o País. "A aglomeração é um multiplicador do vírus e o carnaval é uma aglomeração extraordinária", afirmou. Embora a vacinação tenha avançado e os casos da covid-19 estejam em queda, especialistas têm ressalvas sobre liberar multidões nas ruas.

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Na entrevista, Flora Gil afirmou que o carnaval é uma festa onde não é possível manter protocolos sanitários, como o uso de máscara. Ela também disse que, mesmo sabendo da importância do Carnaval para a renda de milhares de pessoas, a saúde deve ser priorizada neste momento.

Recentemente, ela esteve ao lado de Gilberto Gil em turnê na Europa, onde a situação da pandemia voltou a piorar. Alguns países, como Áustria, Holanda, Bélgica e Croácia, voltaram esta semana com medidas restritivas para o controle da pandemia. A obrigatoriedade da vacina é a medida com maior destaque.

Para Flora, essa situação mostra que a pandemia ainda não foi vencida. "Mesmo depois da vacina, em alguns países, o mar não tá pra peixe. Por isso tudo, acho que temerário contribuir para essa situação que ainda é bastante instável. Uma pena, mas é o que vejo nos noticiários e nas narrativas de especialistas em pandemia", declarou.

O camarote Expresso 2222 teve início no Carnaval de Salvador em 1999. O camarote foi produzido durante todos os anos até o Carnaval de 2020. Em 2022, vai ser o segundo ano seguido que ele não vai ocorrer por causa da crise da covid-19.

Apesar do avanço da vacinação, ao menos 70 cidades do interior de São Paulo já cancelaram o carnaval de 2022 motivadas pela pandemia de Covid-19. As prefeituras alegam o risco de um aumento nas infecções pelo vírus, por causa do fluxo de pessoas e aglomerações, e ainda o respeito às famílias que perderam entes queridos. Há casos também de prefeituras sem recursos para bancar a festa, por terem investido no controle da doença. Estâncias climáticas - como Caconde, Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí - estão na lista dos que não preveem a festa.

Na estância climática de Caconde, conhecida por um carnaval repleto de fantasias luxuosas, a prefeitura anunciou a suspensão da folia em 2022. Em nota, o município informou ter cancelado a festa diante das manifestações contrárias ao evento. "A saúde da população é prioridade e a vacinação é o caminho. Sinto que, em 2022, ainda não seja o momento de realizarmos o carnaval. Esse momento é de cautela para que, em 2023, tenhamos de volta o saudoso e tradicional carnaval de Caconde", disse o prefeito João Filipe (PSDB).

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A prefeitura de São Bento do Sapucaí, outra estância climática, também optou pela não realização do famoso carnaval "Tem Folia na Montanha" no próximo ano. Conforme a prefeitura, a decisão foi tomada em conjunto com os demais municípios da região, "levando em consideração que esses eventos possuem grande fluxo de munícipes e turistas, o que impossibilita de promover controle de público e dos protocolos sanitários", disse, em nota. "Além disso, há de se considerar o risco de uma nova onda de contágio", acrescentou.

Estância climática encravada na Serra da Mantiqueira, Santo Antônio do Pinhal já definiu que não fará o carnaval tradicional em 2022. A prefeitura estuda realizar uma folia fora de época, quando a pandemia estiver bastante arrefecida. "Como outras cidades também propuseram, podemos fazer um carnaval fora de época, talvez no segundo semestre", disse o prefeito Anderson Mendonça (PSDB).

Em algumas regiões do interior, como na de Jundiaí, as decisões foram conjuntas, envolvendo todas as cidades do polo regional. Isso aconteceu também no Vale do Paraíba, onde 13 cidades decidiram suspender a festa, entre elas a turística Cunha e a litorânea Ubatuba. Na região de Franca, 26 municípios tomaram a decisão de evitar a folia. Outros municípios alegaram, além da pandemia, a situação financeira. Em Sorocaba, a prefeitura comunicou as escolas de samba de que não disponibilizaria recursos públicos para a festa. A Associação Cultural do Samba, no entanto, foi autorizada a fazer um Carnaval paralelo, com recursos da iniciativa privada.

A prefeitura de Ribeirão Preto informou que não vai patrocinar ações para o Carnaval, mas incentiva os agentes culturais da cidade a realizarem festas relacionadas ao evento. Já a prefeitura de Potirendaba disse que, diante da situação financeira do município, as prioridades são saúde e educação.

Parte dos municípios ainda não definiu cronograma

Com um dos carnavais mais concorridos do interior, com uma infinidade de blocos inusitados e à tradição das marchinhas, São Luiz do Paraitinga só deve definir se haverá festa nas próximas semanas. De acordo com a prefeitura, a situação da pandemia está sendo avaliada com cautela e a preocupação, no momento, é estender a vacinação completa a todos os moradores.

Na estância turística de Socorro, a realização do carnaval 2022 ainda está indefinida. "O assunto está sendo discutido com os demais prefeitos da região turística do Circuito das Águas Paulista", informou a prefeitura. Os foliões de Brotas, estância conhecida pelo turismo de aventura, também esperam uma definição sobre o Carnaval do ano que vem. "Vamos conversar com os prefeitos da nossa região para, se possível, tomar uma decisão conjunta", disse o prefeito Leandro Corrêa (DEM).

Prefeituras condicionam folias

Em Campinas, a Secretaria de Cultura e Turismo publicou no edital convocando os blocos carnavalescos interessados em participar do carnaval 2022. O cadastro deve ser feito até 10 de dezembro. O edital esclarece que a realização do Carnaval está condicionada à situação epidemiológica da covid-19. Conforme a pasta, a avaliação será feita pela Vigilância em Saúde do município.

São José do Rio Preto também confirmou que pretende realizar a festa, desde que a situação epidemiológica se mantenha favorável. "Essa condição continua sendo avaliada junto à Secretaria da Saúde", disse. Em Santos, a prefeitura liberou o início dos preparativos para o Carnaval de 2022, mas ainda espera uma definição do governo estadual sobre a festa.

Rio confirma carnaval 2022, mas especialistas pedem passaporte vacinal para turistas

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, garantiu que há na cidade segurança sanitária para a realização do carnaval de 2022, cujo calendário está mantido. Segundo o secretário, a cidade já atingiu praticamente todos os indicadores necessários para a festa. Eles foram listados em estudo da Fiocruz e da UFRJ apresentado na última sexta-feira à Comissão Especial de Carnaval da Câmara dos Vereadores do Rio.

Atualmente, a cidade tem apenas 3% de resultados positivos para covid-19 no total de testes realizados. A meta a ser conquistada era 5%. A taxa de contágio, que deveria estar abaixo de 1, é hoje de 0,76. A cidade também conseguiu zerar a fila de internação para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Outro indicador importante é o porcentual de vacinados, que deve estar em 80%. O índice atual é de 76%. A perspectiva é que a meta será alcançada bem antes do carnaval.

"Além da cobertura que a gente tem hoje, dos ótimos indicadores, a gente ainda tem uma cobertura adicional de dose de reforço que poucos países têm", afirmou o secretário aos vereadores. "A gente pode dizer neste momento que a covid está controlada na cidade do Rio e a gente tem condições ideais para ir retomando nossas atividades."

Especialistas que participam da comissão da Câmara dos Vereadores, entretanto, chamaram a atenção para o descompasso da cobertura vacinal do Rio de Janeiro para o restante do Estado e do Brasil e também de alguns países. Eles recomendaram que a Prefeitura cobre o passaporte vacinal para turistas.

"A prefeitura precisa deixar claro que vai exigir o passaporte vacinal para quem entrar no município no Natal, Réveillon e carnaval", afirmou o epidemiologista Roberto Medronho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O pneumologista Hermano Castro, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, também defendeu a cobrança do passaporte vacinal para turistas. Ele afirmou que é importante, até o carnaval, a manutenção de medidas como o uso de máscaras em aglomerações.

O desfile das escolas de samba está confirmado. O trabalho nos barracões já é acelerado. Os ensaios técnicos, no Sambódromo, estão previstos para a segunda semana de janeiro.

"É improvável que aconteça um adiamento dessa vez", afirmou o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Perlingeiro. "A vacinação tem proporcionado o efeito necessário, vamos dar o maior carnaval de todos os tempos. Os barracões estão funcionando a todo vapor."

Segundo a Riotur, 506 blocos estão inscritos para fazer 620 desfiles na cidade, durante o carnaval, entre eles os chamados megablocos de Anitta, Ludmilla e Preta Gil. Nem todos serão aprovados; a lista final sai no fim de dezembro. Ainda assim, em 2020, por exemplo, foram autorizados 441 blocos. / COLABOROU (Roberta Jansen)

Veja abaixo as cidades de São Paulo que suspenderam o carnaval em 2022:

Altinópolis

Barrinha

Borborema

Botucatu

Brodowski

Cabreúva

Caçapava

Caconde

Cajuru

Campo Limpo Paulista

Cássia dos Coqueiros

Catanduva

Cunha

Dobrada

Dumont

Fernandópolis

Franca

Guaíra

Guariba

Guatapará

Iacanga

Ibitinga

Itapetininga

Itápolis

Itatiba

Itupeva

Jaboticabal

Jacareí

Jarinu

Jundiaí

Lagoinha

Lins

Louveira

Luis Antônio

Marília

Mogi das Cruzes

Monte Alto

Monteiro Lobato

Natividade da Serra

Nova Europa

Orlândia

Piacatu

Pitangueiras

Pradópolis

Poá

Potirendaba

Redenção da Serra

Ribeirão Preto

Rifaina

Roseira

Sales Oliveira

Santa Cruz da Esperança

Santa Ernestina

Santa Rosa do Viterbo

Santo Antônio da Alegria

Santo Antônio do Pinhal

São Bento do Sapucaí

São Joaquim da Barra

São Simão

Sarapuí

Sorocaba

Suzano

Taquaritinga

Taubaté

Ubatuba

Uchoa

Urupês

Valinhos

Várzea Paulista

Vinhedo

O Partido Liberal (PL) emitiu um comunicado, neste domingo (14), afirmando que a filiação do presidente Jair Bolsonro à sigla marcada para o dia 22 de novembro foi cancelada. O documento, segundo o Metrópoles, diz que o cancelamento foi definido "em comum acordo" após trocas de mensagens entre membros do PL e o presidente na madrugada de hoje. 

“Decidimos, de comum acordo, pelo adiamento da anunciada cerimônia de filiação. Portanto, a data de 22 de novembro foi cancelada, não havendo, ainda, uma nova data para o compromisso de filiação”, ressalta o texto. 

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O atraso no casamento, como o próprio Bolsonaro gosta de denominar as articulações para o ingresso em partidos, ocorreu após o presidente dizer, em Dubai, que sua filiação “só vale depois que eu assinar embaixo".

"Enquanto eu não assinar, não vale. Você quer saber a data que vai nascer a criança, e eu nem casei ainda, pô”, declarou o presidente neste domingo.

Por Thaynara Andrade

Nessa quarta-feira (10), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou, por meio de uma nota de esclarecimento, que, conforme anunciado pelo presidente Danilo Dupas, estava prevista para a agenda do mesmo dia a reunião com os integrantes da Associação de Servidores do Inep (Assinep). Entretanto, o encontro não aconteceu.

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Segundo a nota, o convite foi enviado pela presidência do Instituto à Assinep na última terça-feira (9). Contudo, após a realização da reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (10), o presidente enviou um e-mail informando “não ser possível atender ao convite” e que, a “tão logo haja deliberação da assembleia de servidores e tenham a documentação para formalização das reivindicações, retornarão o contato para ser pactuado novo agendamento.”

No encontro, além do presidente do Instituto, o grupo seria recebido por representantes da alta gestão do Ministério da Educação (MEC). O objetivo da reunião seria alinhar e compreender, em sua plenitude, as demandas apresentadas pela associação, segundo o Inep.

Recentemente, o jogador de vôlei Maurício Souza gerou polêmica nas redes sociais ao postar a foto do beijo entre o filho bissexual do Superman e seu parceiro. O comentário de Maurício teve cunho homofóbico, o que levou a internet à loucura, e assim, não demorou muito para a notícia chegar aos ouvidos de seu clube, Minas Tênis Clube, que de imediato rescindiu o contrato e declarou não compactuar com ideias homofóbicos e preconceituosos. Não é a primeira vez que uma personalidade perde uma oportunidade profissional por conta de declarações ou posicionamentos polêmicos, seja no Brasil ou no mundo. Confira outros momentos que a mesma situação ocorreu:

Gabriela Pugliesi

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A influenciadora digital Gabriela Pugliesi foi uma das personalidades que usou as redes sociais contra si própria. No início da pandemia de Covid-19, em maio de 2020, Gabriela foi responsável por promover uma festa em sua casa, justamente no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que seria necessário a quarentena e isolamento social. Após o acontecimento, diversas marcas como Evolution Coffe, Hope, LBA, Rappi e Mais Pura, decidiram encerrar o contrato com a influenciadora. De acordo com a Brunch, agência de influência digital, estima-se que Gabriela pode ter tido um prejuízo de até R$ 3 milhões com as quebras de contrato.

James Gunn

O cineasta James Gunn passou a ser reconhecido em Hollywood quando trouxe dois grandes filmes da Marvel: “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Guardiões da Galáxia: Vol. 2” (2017). Entretanto, em 2018, os chamados “stalkers” foram ao perfil do diretor no Twitter e encontraram publicações feitas entre 2009 e 2013, em que James Gunn brincava com temas polêmicos como pedofilia e estupro. Com a repercussão das postagens, a Walt Disney tratou de demitir o diretor. Em comunicado oficial, o CEO da empresa revelou que o motivo se deu, justamente porque a Walt Disney não compactua com esses tipos de valores. Entretanto, pouco tempo depois o diretor foi recontratado.

Kevin Spacey

Um dos nomes mais famosos dessa geração é Kevin Spacey, que já esteve em grandes produções como “Seven: Os Sete Crimes Capitais” (1995) e “Beleza Americana” (1999). Porém, em 2017 o ator recebeu diversas acusações de assédio sexual por parte dos membros da equipe da série “House of Cards” (2013 – 2018). De imediato, o caso passou a ser repercutido nas redes sociais, o que fez o ator ser cancelado. Em resposta às atitudes de Spacey, a Netflix demitiu o ator, que não participou da última temporada da série. Somente esse ano Spacey retornou aos trabalhos, mas desta vez, em um projeto independente dirigido na Itália.

MC Biel

Em 2016 MC Biel foi umas das figuras mais comentadas nas redes sociais. O cantor na época tinha 21 anos, e durante uma entrevista com uma repórter do portal IG, chamou a jornalista de “gostosinha”, e afirmou que se tivesse relações sexuais com ele, a “quebraria no meio”. O caso foi levado à justiça, e de imediato, a gravadora Warner Music decidiu encerrar o contrato com o cantor. Se já não fosse suficiente, os “stalkers” de plantão foram procurar publicações antigas no perfil do Twitter do MC Biel e o cancelaram de vez. Entre 2011 e 2012 o cantor publicou declarações homofóbicas, sexistas, racistas e machistas.

Monark

Um dos programas de maior sucesso na atualidade no Brasil, é o Flow Podcast, e um dos integrantes do show, Bruno Aiub, conhecido popularmente como Monark, foi o responsável por desencadear o fim de um contrato com o IFood. Após a publicação de diversos tweets sobre liberdade de expressão, o apresentador chegou a questionar os usuários se ter uma opinião racista é crime. A repercussão do caso foi negativa para Monark, junto ao Flow. De acordo com o IFood, a decisão aconteceu porque a empresa assumiu um compromisso público em ser protagonista nas mudanças voltadas para as causas de diversidade e inclusão.

O Banco Central informou nesta segunda-feira, 1º, que o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, não participará mais presencialmente dos eventos da COP-26 devido a uma "lesão muscular acentuada" ocorrida durante a prática de esporte. Por isso, ele não viajará para Glasgow, na Escócia. De acordo com o BC, Campos Neto se recupera bem e seguirá orientação médica no Brasil até seu restabelecimento.

Ainda assim, o presidente do BC fará palestra virtual sobre a "Agenda de Sustentabilidade" da autoridade monetária nesta quarta-feira (3), às 11h, com transmissão pelo canal do Ministério do Meio Ambiente no You Tube.

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De acordo com o BC, a diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Fernanda Guardado, substituirá Campos Neto presencialmente no evento "Finance Day Presidency Event: A Financial System for Net Zero" promovido pela UNFCCC, também na quarta-feira, às 7h15.

A publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foi antecipada para as 7h de quarta-feira justamente para que Campos Neto pudesse participar desse evento já sem as amarras do período de silêncio do colegiado.

O BC informou ainda que a participação do órgão no "Finance Day Presidency Event: 4th High-level Ministerial Dialogue on Long-Term Climate Finance Zero", previsto para as 12h55 de quarta-feira, ainda "será objeto de definição e posterior informação".

O Ministério da Cidadania cancelou o evento de lançamento do Auxílio Brasil, que estava marcado para as 17 horas desta terça-feira, 19. A informação foi repassada à reportagem pela assessoria de imprensa da pasta. Ainda não há uma nova data para o anúncio oficial do programa.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo pretendia lançar nesta terça-feira o programa assistencial para substituir o Bolsa Família com valor de R$ 400 em 2022, ano em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, buscará a reeleição.

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Parte desse valor, cerca de R$ 100, seria contabilizado fora do teto de gastos, em uma vitória da ala política do governo sobre a equipe econômica e gerando repercussão negativa na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O valor extrateto é estimado em R$ 30 bilhões.

A notícia de que a equipe econômica cederia à ala política afetou o humor do mercado financeiro durante todo o dia e levou a bolsa a chegar no menor nível desde março.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cancelou a reunião extraordinária do conselho diretor prevista para começar às 14 horas desta sexta-feira, 10, quando seria deliberada a versão definitiva do edital do leilão das faixas para tráfego dos sinais da internet móvel de quinta geração (5G).

O cancelamento ocorreu a pedido do conselheiro relator do edital, Emmanoel Campelo, para ajuste de votos com os demais conselheiros, de acordo com informações veiculadas pela própria agência reguladora.

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A tecnologia 5G é a quinta geração das redes de comunicação móveis. Ela promete velocidades até 20 vezes superiores ao do 4G, com maior consumo de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual. O leilão do 5G será a maior licitação de telecomunicações da história do País.

O valor líquido de todas as faixas que serão leiloadas (700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHZ)) foi estimado em R$ 45,8 bilhões, e o valor dos compromissos, em R$ 37 bilhões. Dessa forma, a outorga mínima (taxa que as empresas pagam ao governo pelo uso das faixas) seria de R$ 8,7 bilhões.

A preparação do edital está completando três anos. As consultas públicas foram abertas em setembro de 2018. A primeira versão foi finalizada pela Anatel em fevereiro deste ano. Dali seguiu para revisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

O TCU, por sua vez, aprovou o edital do leilão do 5G no dia 25 de agosto e devolveu o edital com seus apontamentos para a Anatel. O plenário do TCU manteve o posicionamento a favor do edital do relator, ministro Raimundo Carreiro.

A presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministra Ana Arraes, decidiu cancelar a sessão telepresencial do plenário desta quarta-feira, 8, informou a assessoria do órgão. Segundo a nota, o cancelamento considera a "permanência das restrições de acesso à região da Esplanada de Ministérios".

As demais atividades do tribunal serão mantidas.

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Após os atos a favor do governo de Jair Bolsonaro, em que o presidente fez ameaças diretas ao Congresso e ao Judiciário, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu cancelar todas as reuniões do plenário e da comissões marcadas para esta semana.

O comunicado da decisão foi enviado aos parlamentares por mensagem na noite dessa terça-feira (7) e confirmada pela assessoria da Presidência do Senado. Com isso, portanto, não haverá a audiência com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prevista para hoje na Comissão de Acompanhamento da Covid-19 no Senado.

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A decisão foi interpretada na Casa, conforme apurou a reportagem, como o primeiro reflexo da radicalização do presidente Bolsonaro. A avaliação de Pacheco, segundo interlocutores do presidente do Senado, foi de que não há clima para votações e nem garantia de segurança a senadores e servidores.

Mesmo após os atos desta terça-feira, ainda havia muitos apoiadores do presidente acampados na Esplanada dos Ministérios até a noite desta terça. O setor de inteligência do Senado também foi informado de riscos de invasão a prédios de poderes.

Pacheco, a exemplo do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), foram "convocados" por vários representantes de associações e políticos a reagirem à altura ao discurso de Bolsonaro, que, entre outros pontos, desafiou o Supremo Tribunal Federal e disse que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes. Os membros da Suprema Corte se reuniram na noite de ontem e informaram que o presidente do STF, Luiz Fux, demonstrará o posicionamento do grupo hoje.

Pressão

Tem crescido a discussão em torno de um impeachment contra Bolsonaro e, além de Lira, Pacheco teria papel fundamental nesse processo. Ainda que o impedimento não chegue a ser concretizado de fato, todo o processo tende a desgastar ainda mais o presidente, que passa por seu pior momento de popularidade desde que foi eleito. Tanto no discurso em Brasília quanto no de São Paulo, o chefe do Executivo disse que apenas deixaria o posto se for preso ou morto e que acredita na sua reeleição em 2022.

A novela 'Feira de Vaidades' estava certa para marcar o retorno de Gilberto Braga à programação da TV Globo. De acordo com informações da colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, a emissora carioca decidiu cancelar a trama do autor, que estava com cerca de 80 capítulos já escritos. Com essa mudança, ele vai desenvolver uma história que será encaixada no horário nobre.

O projeto arquivado, que teria direção de Dennis Carvalho, havia começado a escalar nomes para integrar o elenco. O ator Cassio Gabus Mendes, com quem Gilberto já trabalhou, era um dos nomes para interpretar um personagem de destaque. A ideia da trama era baseada em 'Vanity Fair', de 1848, romance do indiano William Makepeace Thackeray. Todo o enredo foi adaptado para a década de 1920, mostrando o Rio de Janeiro como ambiente.

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Gilberto Braga coleciona ao longo de sua carreira na teledramaturgia grandes trabalhos. Cravados em seu currículo estão sucessos como 'Escrava Isaura', 'Dona Xepa', 'Dancin' Days', 'Água Viva', 'Brilhante', 'Louco Amor', 'Corpo a Corpo', 'Vale Tudo', 'O Dono do Mundo', 'Pátria Minha', 'Força de Um Desejo', 'Celebridade', 'Paraíso Tropical' e 'Insensato Coração'.

Outro cancelamento

A TV Globo, aproveitando o cancelamento do folhetim de Gilberto Braga, também optou em deixar engavetada a temporada de 'Malhação: Transformação'. Escrita por Priscila Steinman e Marcia Prates, a novelinha teen não tem mais chance de ser produzida. As autoras chegaram a entregar os textos no final de 2020, mas nada foi adiante. Estava tudo certo para as gravações serem iniciadas em março do ano passado, mas o agravamento da pandemia da Covid-19 acabou dificultando os planos.

A acareação entre o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e o deputado Luis Miranda (DEM-DF) foi cancelada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. A audiência estava marcada para esta quarta-feira (18).

A acareação foi marcada para abordar a controvérsia envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin, cuja análise de irregularidades colocam as versões de Onyx e Luis Miranda em confronto. A CPI dizia ter outras informações acessadas por sigilo para abordar na acareação, mas não avançou.

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"Do ponto de vista da investigação, ia ser pouco produtivo", afirmou o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ao justificar o cancelamento da audiência.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid avalia cancelar a acareação entre o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, e o deputado Luís Miranda (DEM-DF). O grupo de senadores da oposição e independentes que representam a maioria da CPI vai se reunir na noite desta segunda-feira, 16, e bater o martelo sobre o cancelamento.

A acareação foi aprovada na semana passada pela CPI e está prevista para acontecer nesta semana. No entanto, na avaliação do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), colocar Onyx e Miranda frente a frente na CPI não vai trazer nenhum fato novo que ajude as investigações, visto que as versões de ambos já são conhecidas.

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O principal ponto de divergência entre o ministro e o deputado é sobre as notas fiscais internacionais (invoices) da negociação do governo brasileiro pela compra da vacina indiana. O deputado disse ter alertado o presidente Jair Bolsonaro, no dia 20 de março, sobre um esquema de corrupção envolvendo o contrato enviado pela Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, ao Ministério da Saúde.

"O fato novo vai ser amanhã, o Alexandre", declarou Omar, em referência ao depoimento de Alexandre Marques, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) que produziu um documento que dizia haver supernotificação nos números oficiais de mortes por coronavírus. O documento, que não encontra respaldo no TCU e nem qualquer outra comprovação, foi usado pelo presidente Jair Bolsonaro para minimizar os efeitos da pandemia.

Na última semana, diversos usuários do serviço de streaming HBO Max foram surpreendidos com o cancelamento de suas assinaturas. O motivo é decorrente de uma falha de comunicação entre a plataforma e as empresas de cartões de créditos, que impede o pagamento da mensalidade e, consequentemente, cancela a assinatura.

Ao que tudo indica, a falha é similar ao que ocorreu no lançamento do HBO Max em 29 de junho, quando diversos usuários relataram problemas para assinar o serviço, uma vez que a plataforma recusava o pagamento de diversos cartões de crédito. O maior agravante é que, com o cancelamento, muitos clientes perderam o desconto vitalício de 50%, oferecido para quem aderisse ao serviço até 30 de julho.

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Após receber diversas reclamações dos usuários nas redes sociais, o HBO Max declarou em nota que auxiliará os clientes a recuperar suas contas. De acordo com a empresa, aqueles que foram prejudicados devem entrar em contato por meio do suporte@hbomax.com, para serem redirecionados ao suporte de Experiência do Consumidor.

Embora tenha conseguido resultados positivos em sua estreia na América Latina, o primeiro mês da HBO Max no Brasil veio acompanhado de diversos problemas. Além das dificuldades em realizar a assinatura, muitos usuários relataram problemas de funcionamento na plataforma, legendas bagunçadas e a ausência do aplicativo em alguns dispositivos. 

Nesta quinta-feira (29), o Ministério da Saúde divulgou que vai cancelar o contrato com a Precisa Medicamentos, empresa que foi intermediária da Bharat Biotech no Brasil, para a compra da vacina Covaxin.

A pasta aponta que isso acontece "após rigorosas análises e auditorias realizadas pela CGU (Controladoria Geral da União) em relação ao contrato de aquisição e importação da vacina".

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O ministro Marcelo Queiroga detalha que as tratativas que foram feitas com a Bharat, por intermédio da Precisa, ocorreram num momento em que havia escassez de vacinas no mundo. 

"Portanto, esses 20 milhões, naquele momento, seriam importantíssimos para o Programa de Imunizações. Mas, hoje, não faz sentido, porque o número de doses não alteraria em nada o curso do nosso PNI. Então, é uma questão de conveniência e oportunidade", pontua Queiroga.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira, 29, que o contrato de compra da vacina indiana Covaxin será cancelado. Segundo Queiroga, a decisão foi tomada após investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o processo de aquisição de 20 milhões de doses por R$ 1,6 bilhão.

"A posição do Ministério da Saúde acerca dos fatos apurados pela CGU será de cancelamento do contrato", afirmou. As ilegalidades envolvendo a compra da vacina foram descobertas pela CPI da Covid. No relatório, a CGU tenta descaracterizar as descobertas da comissão.

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O ministro Wagner Rosario, da CGU, declarou que a investigação do órgão detectou como problema no processo de compra da Covaxin duas cartas enviadas pela Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde e supostamente assinadas por um diretor da Bharat Biotech, cujas autenticidades não são reconhecidas pela farmacêutica indiana. Foi a própria empresa indiana, porém, que veio a público informar que não reconhecia a autoria dos documentos.

"Esses dois documentos foram confeccionados a partir de um miolo de imagem de texto em português sob uma moldura de imagem de outro documento digitalizado", disse o ministro. "Não temos certeza de quem fez isso."

A principal irregularidade identificada pela CPI da Covid, que se tornou o principal front de desgaste do governo Bolsonaro, não foi reconhecida na auditoria da CGU. O ministro disse que não houve sobrepreço no preço da Covaxin e que o valor do imunizante, de US$ 15, é "aderente aos preços praticados pela empresa em suas negociações a nível mundial".

O ministro não relatou, contudo, se houve tentativa de negociação de valor da vacina durante o processo de aquisição. Como revelou o Estadão, o valor de US$ 15 por dose é 1.000% mais alto do que a própria fabricante estimou seis meses antes, em agosto de 2020.

Telegrama da embaixada brasileira na Índia registrou que, em um evento na Índia, a Bharat informou que o preço por dose da vacina, quando estivesse pronta, poderia ser de 100 rúpias (US$ 1,34, na cotação da época). Este valor não chegou a ser oferecido ao governo brasileiro. Em abril deste ano, após ter fechado contrato com o Brasil, a empresa divulgou uma tabela de preços com valores mais altos para exportação do que para o mercado interno. A vacina foi a mais cara negociada pelo governo brasileiro.

Segundo o ministro da CGU, a contratação de 20 milhões de doses está justificada, embora haja uma "incompletude de informações" sobre o porquê de o Ministério da Saúde ter definido esta quantidade de vacinas como a ideal. O chefe da CGU declarou ainda que a celeridade na contratação também foi justificada. O ministro comparou a compra com a aquisição da vacina russa Sputnik V e não com outros imunizantes. Essa é mais uma das possíveis ilegalidades levantadas pela CPI, e que o ministro fez questão de minimizar.

Sobre os invoices (notas fiscais internacionais) apresentados pela Precisa Medicamentos à Saúde, um dos pontos de maior polêmica do contrato, o ministro tampouco identificou problemas. Segundo ele, todas as imprecisões das notas fiscais foram detectadas pelo controle interno da Saúde, e a fiscal do contrato, Regina Celia Oliveira, promoveu a resolução dos problemas.

As irregularidades nesse documento foram reveladas pelo servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, e pelo irmão dele, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), em depoimento à CPI do Covid. O servidor também havia prestado depoimento no âmbito de uma investigação do Ministério Público Federal do Distrito Federal.

Os irmãos Miranda contaram ter relatado ao presidente Jair Bolsonaro problemas no primeiro documento necessário à importação do produto. Segundo eles, a primeira nota fiscal chegou à Saúde em 18 de março. Dentre os erros, estavam o pedido de pagamento a uma empresa que não constava do contrato (Madison Biotech) e de forma 100% adiantada, o que também contrariava o acordo formal. Termo que nenhum outro contrato registrou.

O ministro da CGU tratou a data de chegada da primeira invoice como 22 de março, uma narrativa que converge com a do Palácio do Planalto. Rosario também criticou o servidor que denunciou o "rolo da vacina", como resumiu o presidente. "A única coisa que a gente vai esclarecer para ele (Luis Ricardo) é que dentro do governo federal existe um mecanismo chamado FalaBR, que é um canal de denúncia. Canal de denúncia não é procurar irmão, nem procurar o presidente", disse. "Canal de denúncia está dentro do governo e ele vai ser esclarecido de que isso traz muito mais efetividade ao processo do que ficar conversando por fora das atividades de trabalho."

Rosario afirmou que os problemas detectados pela CGU no processo de compra não estão relacionados às denúncias dos irmãos Miranda. A Polícia Federal investiga as denúncias da dupla. "O que foi afirmado por ele ainda não está confirmado, porque nós não temos certeza se essas invoices foram encaminhadas no dia 18 ou no dia 22. Esse documento constava de um anexo de e-mail no Dropbox e estamos fazendo uma perícia para verificar se esse documento foi enviado ou não", declarou. "Caso não tenha sido enviado, inclusive, a ida (dos irmãos ao presidente Bolsonaro) para se levar problemas... ela pode ser toda uma falsidade."

A data do recebimento da documentação é importante para as investigações sobre a suposta prevaricação do presidente Jair Bolsonaro ao receber as denúncias. A tese dos senadores governistas na CPI é de que, se não houve envio da invoice em 18 de março, o presidente não poderia ter sido avisado sobre as inconsistências na nota fiscal enviada pela Precisa no dia 20. A acusação de prevaricação não se sustentaria.

Cancelamento do contrato

O ministro da Saúde declarou que, em virtude da Lei de Licitações, a empresa Precisa Medicamentos, ex-representante da Bharat Biotech - fabricante da vacina -, será notificada para apresentar sua defesa. Segundo Queiroga, o objeto da contratação foi perdido, porque as vacinas não foram entregues no prazo contratual. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária não autorizou o uso do imunizante de forma emergencial ou definitivo. Na terça-feira, 27, a Anvisa suspendeu licença excepcional e temporária que havia concedido ao Ministério para importação da vacina.

"Mesmo que a Anvisa tenha ultimamente autorizado a importação, o número de doses que nós poderíamos importar era um número muito pequeno, que em nada alteraria o curso do nosso Programa Nacional de Imunização", disse Queiroga.

"A própria Bharat Biotech desconstituiu a Precisa como sua representante no Brasil. O contrato, independente de qualquer outro ponto, já perdeu o objeto, e o Ministério da Saúde apenas aguarda o posicionamento da Precisa para considerar esse assunto Bharat Biotech encerrado no âmbito administrativo."

A promotora Helena Capela, da 34ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, expediu uma recomendação para que o protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), marcado para acontecer às 9h do próximo sábado (29), não ocorra. O posicionamento foi expedido nesta sexta (28) e refere-se ao Procedimento Administrativo nº 02061.000.268/2020 para a não realização de quaisquer atos que possam vir a ocasionar aglomerações de pessoas.

A recomendação tem por base os decretos executivos do governo do Estado de Pernambuco nº 50.561, de 23 de abril de 2021 e do Decreto nº 50.752, de 24 de maio de 2021. “Não é permitida, de acordo com os decretos estaduais, neste momento, a realização de manifestação presencial como a agendada para o próximo 29 de maio, diante do atual cenário de recrudescimento da pandemia da Covid-19 no Estado de Pernambuco, o qual adotou, inclusive, medidas mais restritivas comparadas a de alguns estados da Federação”, afirma Capela.

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De acordo a promotora, o decreto nº 50.561 determina que “permanece vedada no Estado a realização de shows, festas, eventos sociais e corporativos de qualquer tipo, com ou sem comercialização de ingressos, em ambientes fechados ou abertos, públicos ou privados, inclusive em clubes sociais, hotéis, bares, restaurantes, faixa de areia e barracas de praia, independentemente do número de participantes”.

Já o artigo 3 do Decreto nº 50.752 prevê a vedação, nos finais de semana, de 29 a 30 de maio, e de 5 a 6 de junho de 2021, do funcionamento de estabelecimentos e da  prática de atividades econômicas e sociais de forma presencial. Em seu posicionamento, a promotora coloca ainda que o Código Penal brasileiro, nos artigos 267 e 268,  tipifica como crime  casos em que cidadãos ou organizações apoiem a disseminação de uma epidemia ou mesmo a infração à determinação do poder público que venha impedir a disseminação de doença contagiosa.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o documento é destinado aos  integrantes das  Frentes Povo sem Medo e Brasil Popular, à Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, ao  Partido dos Trabalhadores (PT), ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à União Nacional dos Estudantes (UNE), bem como às demais entidades e movimentos sociais que estão convocando e convidando a população para o protesto. “Tais entidades devem, ainda, comunicar o MPPE sobre o acatamento da Recomendação”, diz a assessoria.

Desistência do PT

Diante da recomendação, o diretório estadual do PT Pernambuco informou, por meio de nota publicada na noite desta sexta, que o partido não irá mais participar da mobilização. Leia o posicionamento na íntegra:

"Companheiros e companheiras,

Tendo em vista a NOTIFICAÇÃO - RECOMENDAÇÃO do Ministério Público de Pernambuco, em anexo, fica determinado que o Partido dos Trabalhadores de Pernambuco não participará e nem apoiará a participação em nenhum ato público presencial no Estado, programado para o dia 29 de maio de 2021. Solicitamos o cumprimento rigoroso desta NOTIFICAÇÃO, em atenção às medidas restritivas dos Decretos Executivos do Governo do Estado n. 50.561/21 e 50.572/21".

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