Após a reforma da Previdência levar 62 dias para passar em seu primeiro teste, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu um recado duro ao presidente Jair Bolsonaro. Maia disse que o governo precisa "fazer política" e assumir a importância da aprovação da reforma da Previdência. O deputado afirnou ainda que o próprio presidente hoje tem uma participação "do lado negativo" e precisa ter clareza de que a proposta é boa para o Brasil.

"O governo se omitiu, basicamente, tirando a participação do Onyx (Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil) e um pouco a participação do presidente, mas sempre do lado negativo, 'eu sou contra, mas sei que o Brasil quebra'. Nós queremos que ele (Bolsonaro) entenda que, se ele representa todos os 200 milhões de brasileiros, se ele aprovar a Previdência, ele vai garantir aposentadoria e empregos para os brasileiros", disse Maia. "Ele (Bolsonaro) precisa ter certeza de que a aprovação da reforma da Previdência é boa para o Brasil, boa para os brasileiros."

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Bolsonaro já disse em algumas ocasiões que, se pudesse, não aprovaria a reforma da Previdência, mas sempre ressalvou que a medida é necessária para o Brasil. O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu a investidores em Washington que o presidente não está apaixonado pela reforma.

Maia disse que o governo precisa dialogar e construir uma base de apoio. "O governo não pode ter na base apenas o partido do presidente da República", avisou. Ele alertou que, numa democracia, o presidente não pode impor suas vontades ao Congresso.

O Congresso, por sua vez, pode até votar sozinho, mas "chega uma hora que precisa do governo", disse o presidente da Câmara. "É importante que o governo assuma esse papel, essa clareza. Ponha ar dentro do peito e diga 'a reforma é importante para o Brasil e para os brasileiros'", afirmou.

Maia advertiu ainda que o governo hoje não tem votos para aprovar nem a reforma da Previdência (que precisa de 308 votos na Câmara), nem qualquer outra proposta polêmica. Para melhorar a articulação, o presidente da Câmara sugeriu a Bolsonaro que seu governo "faça política".

"Não existe velha ou nova política. Existe política", disse Maia, que já protagonizou troca de farpas com Bolsonaro justamente após o presidente criticar o que classifica de toma lá da cá dos partidos em troca de votos no Congresso Nacional.

Defensor da reforma da Previdência, Maia disse que a proposta é um primeiro passo para que o País volte a ter espaço no Orçamento para iniciativas sociais.

A deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ) cobrou do presidente Jair Bolsonaro que renuncie à aposentadoria especial da Câmara a que tem direito.

Bolsonaro, que foi deputado por 28 anos, tem direito à aposentadoria, mas ainda não fez o pedido. Ele poderia acumular com o salário de presidente da República.

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A cobrança foi feita pela deputada em discurso inflamado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que faz sessão nesta terça-feira, 23, para votar a proposta de reforma da Previdência.

O vice-presidente Hamilton Mourão pediu "calma" e buscou amenizar a situação gerada após as publicações do vereador Carlos Bolsonaro relacionadas a ele, e disse a jornalistas no final da tarde desta terça-feira, 23, que "todo mundo emite sua opinião", e que "quando um não quer dois não brigam". "Eu sei de todas as angústias, as perguntas que vocês (jornalistas) querem fazer. É o seguinte: calma, todo mundo emite sua opinião, tal e coisa. Então, a minha mãe sempre dizia uma coisa, quando um não quer dois não brigam", disse o vice, afirmando que essa é a sua "linha de ação". "Vamos manter a calma", completou.

O vice fez os comentários antes mesmo de a imprensa perguntá-lo sobre as recentes postagens do filho de Bolsonaro envolvendo Mourão. Nesta terça-feira, Carlos reproduziu um vídeo em que o vice comenta a crise na Venezuela, apontando que a parcela da população contrária ao presidente Nicolás Maduro está desarmada. "Quando a única coisa que lhe resta é o último suspiro de vida, surgem estas pérolas que mostram muito mais do que palavras ao vento, mas algo que já acontece há muito. O quanto querer ser livre e independente parece ser a maior crueldade para alguns", diz o vereador na postagem.

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Questionado se o presidente Jair Bolsonaro deveria agir em relação ao filho como fez nesta segunda-feira, 22, quando afirmou que as "recentes declarações" feitas pelo escritor Olavo de Carvalho, que fez ataques a militares, "não contribuem" para o "projeto de governo", Mourão disse que o "presidente é o presidente", e que ele "tem a forma dele de pensar". "Aguarda, filho é filho", disse o vice. Mourão disse que não teve oportunidade de conversar com Bolsonaro sobre o assunto.

Também nesta terça, o vereador carioca traduziu e expôs "o que parece ser", diz, um convite para uma palestra do vice-presidente nos EUA em que Mourão é chamado de "voz da razão e moderação" no governo marcado por 100 dias de "paralisia política". "Se não visse, não acreditaria que aceitou com tais termos", afirma Carlos na postagem. "Os primeiros 100 dias do governo Bolsonaro foram marcados por paralisia política, em grande parte devido às crises sucessivas geradas pelo próprio círculo interno do presidente, se não por ele mesmo", lê-se na imagem compartilhada pelo filho de Bolsonaro, com versão traduzida por ele.

"Já que desta vez não se trata de curtida, vamos ver como alguns irão reclamar", escreveu Carlos, em referência ao "like" de Mourão numa publicação da jornalista Rachel Sheherazade com críticas a Bolsonaro e elogios a ele. Foi o mesmo tuíte que fez o deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) protocolar um pedido de impeachment contra Mourão. Ontem, Carlos já havia criticado o vice-presidente por ter curtido o tuíte crítico a Bolsonaro. No domingo, Carlos publicou - e depois apagou - um vídeo com críticas ácidas do escritor Olavo de Carvalho aos militares.

Porta-voz

O porta-voz da Presidência da República, general Rêgo Barros, disse nesta terça-feira que o presidente Jair Bolsonaro quer colocar um ponto final na desavença pública entre o filho Carlos Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão. Apesar disso, o porta-voz não respondeu se o presidente tomou alguma medida prática ou conversou reservadamente sobre as críticas públicas com o filho ou o vice. Rêgo Barros tratou o tema como uma "pretensa discussão" entre Carlos Bolsonaro e Mourão.

O porta-voz reproduziu, em declaração à imprensa, uma frase atribuída ao presidente sobre o filho e uma série de elogios ao trabalho do vereador. "É sangue do meu sangue", teria dito Bolsonaro. "Carlos foi um dos grandes responsáveis pela vitória nas urnas, contra tudo e contra todos. O presidente enfatiza que estará sempre ao seu lado."

Ao falar sobre o vice-presidente, o porta-voz disse que ele terá o apreço de Bolsonaro. "É o subcomandante do governo, topou o desafio das eleições e terá a consideração e o apreço do presidente", afirmou Rêgo Barros.

O porta-voz relatou que a responsabilidade das publicações críticas a Mourão nas redes sociais de Carlos Bolsonaro são do filho e vereador. "O presidente evidencia que declarações individuais publicadas nas mais diversas mídias são de exclusiva responsabilidade daqueles que as emite. Quaisquer outras influências externas no governo que venham a contribuir para mudanças propostas no Brasil serão sempre bem-vindas", declarou.

Depois de participar de reunião com o presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que Bolsonaro "autorizou" que fosse confirmada a sua ida para a China - junto de Doria e de integrantes do governo -, entre os dias 3 e 10 de agosto. Ainda segundo Doria, Bolsonaro viaja em maio para Nova York (EUA), onde deve ficar de 13 a 15 do próximo mês. Sobre a visita à China, o tucano afirmou que o presidente irá participar da inauguração do escritório comercial de São Paulo em Shanghai no dia 9 de agosto. Doria disse ainda que, durante a viagem, é "possível" que a comitiva faça visitas a "novos potenciais investidores chineses" no Brasil.

"É um fato muito relevante que ele (Bolsonaro) confirma a ida em missão de negócios", disse Doria. "Presidente autorizou que confirmássemos a ida à China. Estaremos juntos na China de 3 a 10 de agosto, e o presidente vai participar também da inauguração do escritório comercial de São Paulo em Shanghai em 9 de agosto", disse Doria, citando que a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL), também participará da viagem, que contará também com a presença de "ministros e secretários vinculados às áreas de negócios, economia e do Itamaraty". Segundo ele, o roteiro deve começar em Pequim e terminar em Shanghai.

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"Esse escritório de São Paulo será focado em geração de negócios para o Estado de São Paulo, incluindo os programas de desestatização - rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos e portos -, além de investimentos no agronegócio, indústria, comércio, serviços e tecnologia", disse. Doria informou ainda que Bolsonaro confirmou presença na abertura da Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação) no próximo dia 29, que acontece em Ribeirão Preto (SP). A feira tem programação até o dia 3 de maio.

De acordo com o governo de São Paulo, em Nova York, Bolsonaro deve ser homenageado no dia 14 de maio como "Personalidade do Ano de 2019", nomeação feita pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. "Este ano o ministro Sergio Moro (da Justiça e Segurança Pública) fará a entrega - como premiado do ano passado - ao presidente Bolsonaro", comentou Doria. Já no dia 15, ainda nos Estados Unidos, Bolsonaro deve participar, de acordo com o tucano, de um evento no Metropolitan Club, que deve contar com as presenças do ministro da Economia, Paulo Guedes, e dos líderes do Congresso e Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse Doria.

Para esconder dados que não sustentam a tese oficial de que a reforma da Previdência favorece os mais pobres e vai gerar R$ 1,1 trilhão de economia em 10 anos, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), acusa o governo Bolsonaro de ter mentido e, agora, ter escondido as informações que embasaram a proposta encaminhada ao Congresso Nacional.

De acordo com Humberto, o Palácio do Planalto quer aprovar a reforma sem sequer divulgar aos parlamentares, à imprensa e ao povo os cálculos que sustentam os objetivos e metas da proposta, prevista para ser apreciada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta terça-feira (23).

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"Como um presidente que se vendeu como o transparente, como o destruidor de caixas-pretas, determina o trancamento de dados fundamentais à tomada de decisão pelo Congresso Nacional com reflexos diretos no conjunto da sociedade? É inaceitável. Nenhuma justificativa apresentada, todas frágeis, sustenta o sigilo”, argumentou.

O parlamentar lembrou que a equipe econômica do governo informou que o país vai economizar R$ 1,1 trilhão em 10 anos com a reforma, mas não apresentou as contas e, agora, esconde tudo sob de um sigilo “absolutamente descabido”.

"Como isso é possível? Como o Congresso Nacional pode debater, com clareza e transparência, uma medida dessa magnitude sem ter direito a receber os dados por quem deveria produzi-los? Como as assessorias técnicas desta Casa e os analistas independentes podem avaliar a precisão dos fundamentos dessa reforma?", questionou.

Segundo ele, bastava o bom senso para que a decretação do sigilo não vingasse. "Mas bom senso é tudo o que esse governo não tem. E bom senso é algo que quem não tem não sente falta”, disparou.

Para Humberto, o governo não tem nenhuma proposta para reduzir o desemprego e para direcionar recursos públicos a novos investimentos a fim de reanimar a economia.

Ele avalia que há “um samba de uma nota só” que lembra o governo Temer, que prometeu milhões de postos com carteira assinada e a volta dos investimentos com a aprovação da reforma trabalhista, “e só trouxe desemprego e precarização ao mercado com a medida”.

Após déficit de R$ 2,8 bilhões com a inadimplência no programa Minha Casa Minha Vida no último trimestre de 2018, a Caixa Econômica Federal passará a avaliar a capacidade de pagamento das contas de luz e água para conceder o benefício a quem requisitá-lo.

A informação foi dada pelo próprio presidente do banco público, Pedro Guimarães, em entrevista à Folha de S.Paulo . O psolista e ex-candidato à Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou a medida nesta terça-feira (23).

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De acordo com o líder do PSOL, a mudança irá prejudicar os que mais precisam. “Caixa vai passar a avaliar se morador pode pagar água e luz para dar crédito no Minha Casa Minha Vida. A lógica é impecável: os mais pobres, que mais precisam da política habitacional, estão excluídos justamente por serem pobres”, disse Boulos.

A opinião de Boulos rendeu comentários em apoio. Uma de suas seguidoras alfinetou o Governo Federal. “Elegeram esse governo exatamente por isso. O ódio ao pobre, negro, LGBT, índio e mulher ganhou feições nessas eleições! A ação será programática e sistemática a menos que seja interrompida”, escreveu.

Os ex-candidatos à Presidência da República Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) criticaram o PT e defenderam que a unidade da oposição não deve passar pelo partido que governou por 13 anos o País. Para eles, mesmo a votação expressiva do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad não é suficiente para a oposição voltar a "orbitar" em volta da legenda.

Os dois participaram de um debate sobre os primeiros 100 dias do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) organizado pelo senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Cid Gomes no auditório da Interlegis, no Senado.

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"É um partido que não reconhece erros. Que diz que não houve corrupção, que não houve crimes. Nenhuma autocrítica aos erros gravíssimos. O PT foi uma espécie de chocadeira desse governo que está aí", afirmou Marina. "Quanto mais estrelas no céu, mais claro o caminho."

Ciro também culpou o PT pelo fortalecimento da direita que, para ele, proporcionou a candidatura e eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Marina e Ciro avaliaram que as práticas dos governos petistas e da própria legenda levaram o País ao "extremismo" do "nós contra eles". O ex-ministro disse que uma aproximação com o PT agora está fora de cogitação. "Foi o que eu fiz no governo Dilma 1 e no governo Dilma 2. Repetir de novo, nunca mais", garantiu.

O ex-candidato à Presidência defendeu o surgimento de uma unidade para construir uma nova agenda para o País deixando claro a crítica à postura do PT - partido o qual definiu como fechado à discussão política e preso na defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detido e condenado na Lava Jato. "Ou a gente entende isso (que é necessária uma nova linha política) ou a gente vai continuar assim. Lula está na cadeia, babaca", disse Ciro, repetindo o bordão criado por seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT-CE), nas eleições. Cid Gomes era um dos convidados da mesa, mas saiu no início do debate e sentou-se no espaço reservado à plateia.

Os dois defenderam a construção de uma oposição propositiva a partir dos primeiros 100 dias de governo. "Estou propondo um outro caminho de oposição sem esse negócio de tchutchuca e tigrão. Optei por uma oposição propositiva", afirmou Ciro.

Previdência

No evento, os políticos criticaram o sigilo aos dados da reforma da Previdência decretados pela equipe econômica. Também defenderam uma reforma da Previdência, mas "não a apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes".

Ciro defendeu o modelo de capitalização e afirmou que a repartição do sistema é inviável. Já Marina afirmou que a reforma é necessária, mas desde que garanta critérios justos de transição e a garantia do bem estar social. Os ex-presidenciáveis criticaram ainda as ações do governo Bolsonaro e a censura à imprensa decreta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada.

"A Previdência deve cumprir duas tarefas e não apenas uma. O primeiro indeclinável de garantir conforto e dignidade social. A segunda de levantar o nível da poupança do País para garantir a capacidade de financiamento", afirmou Ciro. Ele ainda criticou a falta de publicidade dos dados da Previdência: "Isso é um bando de picaretas".

No debate da Previdência, a ex-senadora Marina Silva defendeu um "tripé" social. "Tem que ser sustentável, justa e inclusiva. O tripé tem que ser combinado.", disse. Candidata à Presidência nas últimas três eleições - 2010, 2014 e 2018 -, Marina defendeu mudanças no tempo mínimo de aposentadoria, mas com uma transição mais lenta do que atual proposta pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Um dos organizadores do debate, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também fez críticas ao governo. "A anarquia abre excesso para autoritarismo. Esse governo está sem autoridade e os demais Poderes se contaminam dessa anarquia. Esse inquérito é uma ilegalidade", afirmou.

Os três classificaram o governo Bolsonaro como um "retrocesso" e criticaram os ataques às instituições promovidos pelo presidente da República e seus assessores. A ex-senadora Marina Silva afirmou com o "autoritarismo" do governo Bolsonaro vem na "sobreposição das instituições".

"O autoritarismo do governo Bolsonaro vem do sobrepor as instituições, desrespeitando a natureza da democracia direta e democracia representativa achando eu vai governar de maneira direta sem dialogar com os demais Poderes", afirmou Marina.

A ex-senadora disse ainda que vê similaridades entre os primeiros meses de governo Bolsonaro com o da presidente cassada Dilma Rousseff em seu primeiro mandado (2010-2014). "No quesito corrupção, o atual governo tem uma prática parecida com o da Dilma no seu primeiro mandato. Lembra da história da faxineira? Quando era pessoas de outros quintais, a faxina era imediata. Quando era do seu quintal, Dilma virou acumuladora. Bolsonaro, em outros quintais como no caso do (Gustavo) Bebbiano (ex-ministro de Governo) foi imediata, já no caso do ministro do Turismo não está sendo rápido assim", afirmou a ex-ministra.

Ciro Gomes afirmou que o governo defende uma agenda de "negação" que coloca em xeque as instituições desviando de discussões essenciais como as reformas estruturantes. "A força política mais forte do País é para negar", afirmando que o governo abraça esse discurso por falta de propostas claras para o País.

Os debatedores também discutiram os problemas no Ministério da Educação, que em quatro meses já teve um titular demitido e está ligado a apoiadores do professor Olavo de Carvalho. "Dos núcleos exóticos no governo foi na Educação foi se teve mais. E isso é uma tragédia nacional", afirmou Randolfe Rodrigues.

Marina defendeu a atuação dos militares no governo e elogiou o vice-presidente, Hamilton Mourão, que classificou como um moderado no governo. Ciro se opôs à posição e Marina. Para a ex-candidata da Rede, é dos militares que parte a maior parte das "desautorizações" dentro do governo Bolsonaro. Ela cita o caso da Embaixada de Israel e as críticas a aproximação de uma saída bélica para resolver a questão da Venezuela.

Crise

Tanto Marina quanto Ciro veem o momento como de oportunidade. Ciro diz que não vê ainda saída para atual crise, que para ele tende se agravar, mas vê uma oportunidade. "O ideograma chinês para palavra crise é quase o mesmo para oportunidade com um rabinho de diferença. E eu vejo isto. Não podemos imaginar que está crise que estamos passando é uma crise trivial. Acho ela é fundadora. Acho que vamos passar por uma alto combustão. Vejo muita crise ainda. Acho que essa combustão seja necessária para queimar os ídolos e repor a política como um caminho de ideias", afirmou.

A atriz Ingrid Guimarães, que atualmente está em cartaz nos cinemas com o filme "De Pernas Pro Ar 3", participou do programa "Pânico" na rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira (22). Na entrevista, a atriz criticou as pessoas que não concordam com o incentivo da Lei Rouanet.

"As pessoas demonizaram a Lei Rouanet e sem saber a importância que ela tem. A verdade é essa. Quando a Lei Rouanet acabar, se é que ela vai acabar, você vai ver como a cultura vai parar nesse país", opinou, afirmando na conversa com Emílio Surita que a lei deve ser repensada.

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Ao ser perguntada se a lei havia sido desmoralizada, Ingrid não titubeou: "Esculhambaram sem informação suficiente. Acho que a Lei Rouanet tem que ser revista, sim, tem que melhorar a lei, tem algumas falhas, sim. Eu acho que o pequeno artista fica um pouco desprezado, porque as empresas não querem colocar dinheiro em um artista desconhecido. Eu fui essa artista e vivi isso, mas não é o caso de acabar com a Lei Rouanet".

Nesta quarta-feira (24), as mudanças da Lei Rouanet, que passará a se chamar Lei de Incentivo à Cultura, serão publicadas no Diário Oficial da União. Entre as novas regras, uma em especial que chama a atenção dos artistas é a redução do valor para a captação de recursos, que caiu de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão. 

Nesta segunda-feira (22), o programa "The Noite", apresentado por Danilo Gentili, recebeu Alexandre Garcia. O jornalista revelou alguns detalhes da vida pessoal e dos tempos que trabalhava na TV Globo.

Questionado por Gentilli se a sua saída da emissora foi ocasionada por questões políticas, Alexandre Garcia negou. "Eu quero ser porta-voz das pessoas. Não me considero bolsonarista. Não quero ser sou porta-voz de governo, nem de Bolsonaro, nem de oposição, nem de religião, de coisa nenhuma", declarou.

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Em um outro momento da entrevista, Alexandre revelou que era muita responsabilidade apresentar o "Jornal Nacional" aos sábados, no esquema de rodízio que substitui William Bonner e Renata Vasconcelos. "Você olha para a câmera e imagina que tem milhões vendo você. Tem que dar uma respirada antes de começar. É parte da cultura nacional, desde 1969".

Alexandre Garcia prestou serviço na Globo durante 30 anos e em dezembro de 2018 resolveu sair. "Pensei que ia me aposentar, mas estou trabalhando mais do que antes", afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro reagiu nesta segunda-feira, 22, por meio de nota, às críticas do escritor Olavo de Carvalho a integrantes do governo federal, principalmente, à ala militar do Palácio do Planalto. Bolsonaro afirmou, em comunicado lido pelo porta-voz Rêgo Barros, que Olavo não contribui com os objetivos do governo.

"O professor Olavo de Carvalho teve um papel considerável na exposição das ideias conservadoras que se contrapuseram à mensagem anacrônica cultuada pela esquerda e que tanto mal fizeram ao nosso País. Entretanto, sua recentes declarações contra integrantes dos poderes da República não contribuem para a unicidade de esforços e consequente atingimento dos objetivos propostos em nosso projeto de governo, que visam ao fim e ao cabo ao bem-estar da sociedade brasileira e ao soerguimento do Brasil no contexto das nações", disse o porta-voz, ao ler a nota do presidente.

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Conforme Rêgo Barros, o presidente entende que Olavo de Carvalho possui "espírito patriótico" e tenta "contribuir com a mudança e o futuro do Brasil".

A afirmação de Olavo de Carvalho, em vídeo que foi posteriormente apagado tanto de sua conta quanto da conta de Jair Bolsonaro, que havia compartilhado o conteúdo, gerou resposta do vice-presidente Hamilton Mourão. General do Exército, Mourão afirmou que Olavo deveria se limitar à sua função de astrólogo.

Redes sociais

Rêgo Barros também garantiu que o presidente Bolsonaro assume a responsabilidade pelo gerenciamento de suas redes sociais, após o compartilhamento do vídeo de Olavo em sua conta.

"O presidente entende que é muito importante ele assumir a responsabilidade por suas mídias sociais", afirmou Rêgo Barros. Questionado, o porta-voz não respondeu se foi o presidente que postou ou excluiu a sequência de críticas aos militares de seu canal de vídeos.

Filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) tem influência na administração das mídias sociais do pai e repassou aos seus seguidores o conteúdo com as críticas de Olavo. Ele elogiou o professor nesta segunda, entre reações do presidente e do vice.

O porta-voz disse que Bolsonaro considera importante a "unicidade de propósitos" entre os integrantes do governo federal.

A deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, utilizou sua conta oficial no Twitter nesta segunda-feira (22) para lançar uma série de críticas à gestão do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

 “A vida do povo piorou. Desemprego em alta, atividade econômica em baixa. Mais uma diminuição do PIB para 2019, que será um ano terrível para o Brasil”, iniciou a deputada.

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Gleisi ainda continuou pontuando que “promessas de retomada da atividade econômica com a saída de Dilma, prisão de Lula e eleição de Bolsonaro não vão se realizar”. A opinião da petista rendeu uma série de comentários em apoio ao que foi dito por ela.

Por fim, a deputada aproveitou para alfinetar a camda da população brasileira com mais dinheiro. “A elite brasileira mata o futuro do país ao insistir na agenda neoliberal, que só traz incertezas e desigualdade social. Quase metade da população economicamente ativa do país está sem trabalho ou na informalidade”, disse.

Após se tornar nacionalmente conhecida por, aparentemente, se negar a cumprimentar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) enquanto ele fazia uma visita na escola em que ela estuda, a garota Yasmin, de 8 anos, disse que, na verdade, não negou um cumprimento ao presidente.

 A afirmação foi dada ao site Metropoles e a menina comentou que o vídeo foi mal interpretado. Tudo aconteceu quando, na semana passada, Bolsonaro fez uma visita em uma escola da periferia de Brasília, onde Yasmin estuda. Ele cumprimenta todas as crianças e ela, ao fundo, faz um gesto de “não” com os dedos, enquanto olhava em direção ao presidente.

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 “Ele perguntou quem era palmeirense e eu balancei a cabeça dizendo que não era”, explicou Yasmin. De acordo com os pais da garota, a repercussão do vídeo tem causado problemas para a família “Fico muito triste porque as pessoas estão falando mal de mim, que sou mal-educada”, disse a menina ao Metropoles.

 O pai de Yasmin, o pedreiro Valdir Alves, de 48 anos, é, inclusive, um eleitor convicto de Bolsonaro. De acordo com ele, é um crime a exposição da imagem da sua filha do jeito que foi feito.

No primeiro podcast dessa semana, Adriano Oliveira comenta sobre como a Lava Jato influencia no comportamento do eleitor, que é tema do novo livro do Cientista Político, que será lançado na próxima quinta-feira (25) a partir das 18h, na Livraria Jaqueira, que fica localizada na zona norte do Recife. A obra foi baseada em pesquisas e na opinião pública. O lançamento será aberto ao público. Confira todos os detalhes no podcast.

O programa Descomplicando a Política, além da exibição na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 19h, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.

 

Políticos experientes dizem que o empoderamento do Congresso não é uma retaliação ao governo do presidente Jair Bolsonaro, mas uma forma de buscar o equilíbrio com os demais poderes. O orçamento autorizativo e as medidas provisórias, afirmam, conferem ao presidente um poder imperial.

"O Congresso, neste caso, não pratica o 'toma lá, dá cá', mas exerce a boa iniciativa de recuperar uma prerrogativa que promova o equilíbrio entre os poderes", observa o ex-deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que exerceu 11 mandatos. Ele defende o fim do presidencialismo de coalizão como outra medida que vai melhorar a imagem do Congresso. "No Brasil isso se transformou em cooptação. Se o presidente entrar nisso ele começa capitão e termina refém."

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Autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita a edição, hoje ilimitada, de medidas provisórias em cinco, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também enxerga uma oportunidade para que o Congresso abandone a prática "de trocar apoio por emendas e cargos e se coloque como o principal formulador de políticas públicas".

"Quanto mais o Parlamento demonstrar que tem força, prestígio e competência para exercê-las, melhor. Esse momento é propício a isso", disse o vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), coautor do projeto que limita as MPs. Bolsonaro já editou nove.

"O Congresso está mais empoderado do que se imagina. Ele decide todas as pautas, não só em relação ao governo, mas também ao Judiciário. E esse poder veio graças à escolha do presidente de tentar montar uma base aliada com as bancadas temáticas", afirmou o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO).

Enquanto o governo tenta encontrar o rumo da articulação política, o Congresso impõe uma agenda própria. Na prática, foi o presidente Jair Bolsonaro quem abriu o caminho para o "empoderamento" do Legislativo ao abandonar o presidencialismo de coalizão, prática de governar dos seus antecessores. O Parlamento ocupou o espaço vazio: já são seis as iniciativas traçadas pelo Congresso para garantir maior influência e poder político.

No duelo com o Planalto, o Congresso tem usado suas armas. Em dois meses de trabalho, a Câmara aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o orçamento impositivo, retirando do governo o poder de autorizar gastos apenas quando bem entender. O "pacote de maldades" inclui, ainda, limitar o poder do presidente de editar medidas provisórias, impor derrotas em votações de propostas de interesse do governo, priorizar projetos de autoria dos deputados e senadores em caso de temas coincidentes, atrasar a votação da reforma da Previdência e estabelecer outros interlocutores prioritários que não o Planalto.

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Antes e depois das eleições, Bolsonaro "criminalizou" o presidencialismo de coalizão. A prática, que consiste em dividir o poder - e os ministérios - com partidos aliados em troca de apoio no Congresso, é chamada por ele de "velha política". Não são poucos os escândalos envolvendo esse sistema. Compra de votos para a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mensalão, Lava Jato são os mais conhecidos. A generalização, contudo, incomoda o Congresso.

"O problema não é o presidencialismo de coalizão e sim as intenções na formação do governo", resume o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele reconhece que Bolsonaro não tem como adotar esse modelo porque seu "eleitorado raiz" reagiria. Sem alternativa, os parlamentares decidiram aproveitar o vácuo para se impor. "A decisão do presidente de priorizar a independência entre os poderes abre a possibilidade de restabelecermos as nossas prerrogativas", afirma.

Carismática

O cientista político Paulo Kramer, que colaborou com o programa de governo de Bolsonaro, recorre ao sociólogo alemão Max Weber para definir a forma Bolsonaro de governar como "carismática ou plebiscitária - em que o líder procura uma aliança direta com as massas passando por cima da cabeça dos congressistas".

"Vai ser sempre uma relação instável em que, de um lado, o presidente vai procurar não perder o capital de popularidade perante as massas - e as massas não se agradarão se ele ficar muito íntimo dos deputados e senadores - e o Congresso vai esperar que a popularidade de Bolsonaro se desgaste pra aumentar o poder de barganha", avalia.

Segundo Kramer, essa forma de governar, no entanto, deixa o presidente em uma condição mais vulnerável. "Como não organizou uma base nos moldes do presidencialismo de coalizão, Bolsonaro está pendurado na rua. O carisma de um líder é fugaz, não dura muito", diz.

Luta

A medida mais avançada do Congresso para se sobressair ao Planalto é o orçamento impositivo, que retira do governo o poder de autorizar gastos apenas quando bem entender. Era prática recorrente nos governos que antecederam Bolsonaro a liberação de recursos às vésperas de votação em troca de apoio de parlamentares para aprovar matérias.

O próximo passo será limitar a edição de medidas provisórias. A Câmara tem um projeto nesse sentido, mas o presente de grego para o governo pode vir do Senado. Na última semana, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou projeto limitando em cinco as MPs que o presidente poderá editar. Hoje não há um teto. Como tem força de lei, as MPs são usadas pelo Executivo como um drible que evita a demora do Congresso na análise das proposições.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), um governista convicto, não gosta de briga, mas está sendo pressionado a colocar a Casa na trilha do "empoderamento" e já deu sinal verde para a votação da proposta do amigo Randolfe.

Além de limitar os poderes do presidente da República, o Congresso também vai rivalizar com ele. A equipe econômica prepara uma proposta de reforma tributária, mas Maia já disse em voz alta que vai tocar a do líder do MDB, Baleia Rossi (SP).

A agenda econômica é outro motivo de medição de forças com o governo. Nesse caso, o Planalto tem batido em um muro chamado Centrão, que reúne legendas mais fisiológicas como PP, PR, PRB, DEM e Solidariedade. O grupo, que dominou o Congresso com Dilma e Temer, voltou a ditar as regras na Câmara, causando sucessivas derrotas ao governo. A última foi na semana passada, quando adiou a votação da reforma da Previdência para o próximo dia 23.

Maia tem interlocução própria com o mercado financeiro. Essa ponte com empresários e banqueiros tem influenciado na agenda independente do Congresso. Empresários que conversam com Maia dizem que o orientaram a tocar um "governo paralelo", uma vez que o presidente está refém da agenda ideológica, razão pela qual ninguém espera que mergulhe de cabeça na aprovação da reforma da Previdência.

Poder limitado

Políticos experientes dizem que o empoderamento do Congresso não é uma retaliação ao governo do presidente Jair Bolsonaro, mas uma forma de buscar o equilíbrio com os demais poderes. O orçamento autorizativo e as medidas provisórias, afirmam, conferem ao presidente um poder imperial.

"O Congresso, neste caso, não pratica o 'toma lá, dá cá', mas exerce a boa iniciativa de recuperar uma prerrogativa que promova o equilíbrio entre os poderes", observa o ex-deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que exerceu 11 mandatos. Ele defende o fim do presidencialismo de coalizão como outra medida que vai melhorar a imagem do Congresso. "No Brasil isso se transformou em cooptação. Se o presidente entrar nisso ele começa capitão e termina refém."

Autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita a edição, hoje ilimitada, de medidas provisórias em cinco, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também enxerga uma oportunidade para que o Congresso abandone a prática "de trocar apoio por emendas e cargos e se coloque como o principal formulador de políticas públicas".

"Quanto mais o Parlamento demonstrar que tem força, prestígio e competência para exercê-las, melhor. Esse momento é propício a isto", disse o vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), coautor do projeto que limita as MPs. Bolsonaro já editou nove.

"O Congresso está mais empoderado do que se imagina. Ele decide todas as pautas, não só em relação ao governo, mas também ao Judiciário. E esse poder veio graças à escolha do presidente de tentar montar uma base aliada com as bancadas temáticas", afirmou o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, deve passar a Páscoa em Brasília. Pelo menos é o que disse na noite da sexta-feira (19) depois de sair do Forte dos Andradas, em Guarujá, onde está hospedado desde quinta-feira (18) na suíte presidencial, após ter comparecido a evento militar na capital. Ele tem evitado o contato com jornalistas que fazem plantão no local. Oficialmente, não houve visita de políticos e autoridades. As assessorias do prefeito da cidade, Valter Suman (PSB), e do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), garantiram que não existia qualquer visita oficial dos dois a Bolsonaro.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o presidente está acompanhado da mãe, Olinda Bolsonaro, e aguardava a chegada da mulher, Michelle Bolsonaro.

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O presidente saiu pela primeira vez da base militar na noite de sexta-feira, quando foi ao restaurante do Iate Clube de Santos, que fica na Vila Funchao, também em Guarujá.

No retorno, ele brincou que "foi comer uma pizza para manter a forma". Indagado se passará o domingo de Páscoa em Guarujá, ele afirmou: "Acho que não fico até domingo (amanhã) para chegar bem na segunda-feira."

Em um rápido contato com a imprensa, Bolsonaro disse que está dando uma mergulhada no mar e passeando. "Coisa que eu não fazia há muito tempo", disse.

Na sexta-feira, ele teria visitado alguns oficiais do Exército e conhecido alguns canhões históricos que existem dentro do Forte. Até nas mídias sociais, Bolsonaro tem aparecido pouco. A presença da mãe só foi confirmada com a publicação de uma foto em seu perfil oficial nas redes sociais.

O presidente da República está hospedado no Hotel de Trânsito dos Oficiais, na mesma suíte em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva costumava ficar durante seus dois mandatos.

O local foi reformado no fim de 2018 e tem vista para o mar e banheira de hidromassagem. Até a internet ganhou mais força com a chegada de Bolsonaro ao Forte. Uma empresa de telefonia trocou alguns cabos e aumentou a potência de 3G para 4G.

A movimentação de curiosos e fãs foi pequena nesses três dias. Com o forte esquema de segurança feito pela Polícia Militar e pelos soldados e oficiais do Exército, poucas pessoas apareceram para ver o presidente. Alguns entregaram presentes e cartinhas com pedidos na portaria e foram embora.

O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para divulgar a calculadora da Nova Previdência. "Quem ganha menos pagará menos e quem ganha mais pagará mais: use a calculadora que fará as contas para você entender de modo prático", afirmou Bolsonaro, que também disponibilizou em seu post o link de acesso para a calculadora. O presidente vinha recebendo críticas, em especial de parlamentares, por não defender publicamente a reforma da Previdência e usar suas redes sociais para tratar mais da pauta de costumes do que de assuntos econômicos.

Em outra mensagem, Bolsonaro destaca as atividades do Centro de Integração Empresa Escola. "É uma oportunidade para o ingresso de jovens no mercado de trabalho, gerando cerca de 470.000 aprendizes ativos", diz. Segundo o texto, neste ano a quantidade de vagas subiu 12% em relação a 2018, "mostrando o crescimento da confiança do empreendedor no Brasil".

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O presidente Jair Bolsonaro mandou nesta quinta-feira, 18, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, demitir o general Marco Aurélio Costa Vieira do cargo de secretário especial do Esporte. O militar era apadrinhado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que tentou mantê-lo na função.

Para o lugar de Vieira na secretaria irá o general Décio dos Santos Brasil, que é primo do ex-governador Ciro Gomes (PDT). A indicação de Brasil passou pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que também são generais. Ao fim, o próprio presidente teria chancelado o nome dele para a secretaria. Vieira caiu porque tentava articular a volta do Ministério do Esporte.

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A relação entre o ministro Osmar Terra e o ex-secretário não estava boa. Na semana passada, o ministro não gostou de saber que o subordinado se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro sem comunicá-lo. Vieira atuou como diretor executivo de Operações dos Jogos Olímpicos do Rio e dirigiu o revezamento da tocha olímpica em 2016. Ele ficou 107 dias à frente da Secretaria Especial do Esporte. Procurado pela reportagem, não quis dar entrevista.

Na semana passada, Osmar Terra tentou minimizar as especulações sobre a saída de Vieira e sinalizou que não haveria mudança. "Nossa dificuldade é juntar três ministérios em um e fazer funcionar lá na ponta. Não tem de ficar mudando secretários. Tem é de fazer eles trabalharem e todos estão." Ele reconheceu, no entanto, um "jogo de interesses e de bastidores", sem especificá-los. "Ele (Vieira) tinha uns assuntos dele, específicos, para tratar com o presidente."

A secretaria do general Brasil tem um orçamento de R$ 500 milhões, de um total de R$ 97 bilhões do Ministério da Cidadania, e herdou as atribuições do extinto Ministério do Esporte. A estrutura da área foi reduzida no governo Bolsonaro. No início do ano, 211 cargos e funções foram transferidos para a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

O órgão é responsável por autorizar a destinação de recursos da Lei de Incentivo ao Esporte, uma espécie de "Lei Rouanet" da área, que patrocina projetos por meio de renúncia fiscal com um teto anual de R$ 400 milhões.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, 18, que o governo prepara um conjunto de normas que vai alterar as regras de porte de armas de fogo para praças militares, colecionadores, caçadores e atiradores esportivos. Bolsonaro não detalhou o decreto em elaboração, mas disse que haverá surpresas e novidades.

O presidente disse que já discutiu o tema com o Ministério da Defesa e obteve aval do ministro Fernando Azevedo e Silva. Segundo Bolsonaro, ficou praticamente garantida a concessão do porte de arma aos praças que atingirem a estabilidade na carreira militar, após dez anos de serviço. A ideia é dar o porte permanente aos militares, para que possam portar a arma 24h por dia e em dias de folga, inclusive na reserva.

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"Teremos novidades. É o que vocês querem. O que a gente pretende é tratar os colecionadores, atiradores e caçadores com o devido respeito que eles merecem", disse Bolsonaro. "E vamos ter surpresa, já foi acertado com o Ministério da Defesa, nesse novo decreto, para os praças com estabilidade assegurada nas Forças Armadas. Se um praça após 10 anos não puder portar uma arma ele tem que sair das Forças Armadas. Teve aceitação do ministro da Defesa."

Bolsonaro também afirmou que o governo vai defender a aprovação de um excludente de ilicitude a cidadãos que fizerem uso de armamentos em legítima defesa da própria vida ou da propriedade. Segundo ele, um projeto em defesa da vida e do patrimônio próprios ou de terceiros será enviado à Câmara dos Deputados nas próximas semanas.

"Invasão de domicílio, uma chácara, o proprietário pode se defender atirando, e se o outro lado resolver morrer é problema dele. A propriedade privada é sagrada na Itália, e tem que ser no Brasil também", afirmou o presidente. Em janeiro, decreto facilitou posse para civis.

MST

O presidente disse que vai instar parlamentares a criminalizar de fato as invasões de terra no País. Ele citou a queda nas ocupações pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo. "No que depender de mim vai ser tipificado como terrorismo", disse ele.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 18, que deseja fazer uma viagem à Polônia e à Hungria no segundo semestre do ano. Segundo ele, a ideia é estreitar laços de amizade e comerciais com os países do Leste europeu. Filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, realiza viagem à Hungria, onde se reuniu com autoridades do país.

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