Jane de Araújo/Agência Senado

Política

Tabata Amaral: Meu 'sim' à reforma não é 'sim' ao governo

A deputada federal foi na contramão do seu partido, o PDT, e votou favorável ao projeto de reforma da Previdência

| qua, 10/07/2019 - 18:15

A deputada federal Tabata Amaral (PDT) divulgou um vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira (10) explicando os motivos pelos quais ela contrariou a recomendação do seu partido e votou de forma favorável ao projeto de reforma da Previdência na Câmara Federal.

“Meu voto pela reforma da Previdência é um voto de consciência não é um voto vendido, não é um voto por dinheiro de emendas. É um voto que segue as minhas convicções e tudo que estudei até aqui. Ao tomar essa decisão, eu olho para o futuro do país e não para o próximo processo eleitoral”, explicou a parlamentar.

O PDT ameaçou expulsar Tabata se ela votasse a favor do projeto. Em reunião realizada nesta terça-feira (9), com a bancada do PDT na Câmara, o presidente do partido, Carlos Lupi, disse que quem apoiar as mudanças nas regras de aposentadoria propostas pelo governo de Jair Bolsonaro será punido com o desligamento.

“Quem me conhece, sabe da minha luta pelos mais pobres, sabe da minha trajetória e hoje a previdência tira dinheiro de quem menos tem e transfere para os mais ricos. Ela aumenta a desigualdade do Brasil em um quinto. É um impasse para o desenvolvimento do país. Ser de esquerda não pode significar que a gente vai ser contra um projeto que pode de fato transformar o Brasil”, continuou a parlamentar.

No último dia 18 de março, em uma convenção nacional, o PDT fechou questão contra o projeto de reforma da Previdência. Entretanto, Tabata Amaral foi na contramão do partido e se posicionou favorável, mas explicou que, com isso, não está abraçando o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) 

“O ‘sim’ que eu digo à reforma não é o ‘sim’ ao governo. Também não é um ‘não’ a decisões partidárias. Em momentos como esse, temos que olhar para o futuro do país, a gente tem que ter coragem de olhar de frente pros problemas e saber tomar decisões, mesmo que seja doloroso”, argumentou.


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