A prisão de uma mulher suspeita de envenenar dois enteados, o que resultou na morte da mais velha, gerou questionamentos sobre a morte do ex-marido e de uma vizinha de Cíntia Mariano Dias Cabral, de 49 anos, que morreram repentinamente. 

A Polícia vai investigar se Cíntia pode ter relação com a morte das outras duas pessoas que lhe eram próximas. 

##RECOMENDA##

Ela foi presa na sexta-feira (21), por determinação da Justiça, suspeita de homicídio qualificado da enteada Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, e tentativa do enteado Bruno, de 16 anos, irmão de Fernanda. As informações indicam que ela teria os envenenado com chumbinho, um veneno para matar ratos, na comida que fazia.

Os crimes aconteceram no intervalo de dois meses. Fernanda morreu em março depois de passar 13 dias internada. A suspeita de que a causa da morte teria sido envenenamento só surgiu em maio, quando o irmão apresentou sintomas semelhantes aos que levaram a irmã a ser hospitalizada com o quadro de intoxicação.

Bruno almoçou na casa de Cíntia no dia 15 de maio, e chegou na casa da mãe e relatou que a madrasta teria servido um feijão com gosto amargo e supostas pedrinhas azuis. 

No hospital, Bruno foi submetido a uma lavagem estomacal e a um exame de sangue que detectou níveis altos de chumbo no sangue. Ao associar o caso com o de Fernanda, a mãe deles, Jane Carvalho Cabral, registrou queixa na 33ª Delegacia de Polícia, em Realengo, no Rio de Janeiro. 

“Ele já veio de lá com uma ansiedade, bem preocupado e achando que tinha acontecido algo estranho porque quando reclamou do feijão amargo com pedrinhas azuis, ela arrancou o prato da mão dele, colocando mais feijão e entregando pra ele depois. Quando ele veio para cá, veio perguntando como fazia para vomitar. Mais ou menos uns 40 minutos depois começou o desespero, que foi o que a Fernanda sentiu. Na mesma hora eu imaginei que o gosto amargo do feijão poderia ser o suposto veneno”, contou a mãe. 

Cíntia teria confessado o crime ao seu filho, que relatou em depoimento na Delegacia.

Pelo menos 300 milhões de pessoas no mundo são asmáticas e no Brasil esse número chega a mais de 20 milhões. No Sistema Único de Saúde (SUS), a doença oscila entre a terceira e quarta posição no ranking das causas de hospitalizações, sendo os meses de abril a julho os que registram os maiores números de internação por asma, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Com a chegada do frio, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (InCor) alerta para a necessidade de redobrar os cuidados, já que as variações de tempo seco, típicas do outono e do inverno, são propícias para o aumento de casos.

##RECOMENDA##

Segundo o InCor, a conjunção entre poluição, ausência de chuva e tempo frio leva muitos asmáticos aos serviços de emergência com crises preocupantes, mas que podem ser evitadas. A recomendação básica é manter a doença tratada o ano todo, para chegar ao outono em boa condição de saúde.

Foi o que Michele Benevides, 36 anos, diagnosticada com asma grave aos 20 anos, começou a fazer, depois de já ter passado por mais de 30 internações por conta de crises da doença. Ela teve uma parada cardíaca, um choque anafilático e foi parar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Por conta disso, passou a ter mais atenção com a saúde para enfrentar o tempo frio e isso foi decisivo para mudar sua vida.

“A sazonalidade do outono e inverno é sempre muito difícil para quem tem asma. É o momento onde as crises mais aparecem. Então eu busco sempre evitar friagem e falta de proteção térmica. Tenho um ganho muito grande sendo acompanhada por um médico e tomando a medicação correta, tem sido essencial para que eu não evolua no meu quadro nesta época do ano. Tudo isso também evitou que eu tivesse novas internações e até mesmo consultas no pronto atendimento”, disse.

A asma é a inflamação dos brônquios, pequenas estruturas responsáveis pela troca de ar dentro dos pulmões. O processo inflamatório causa inchaço das vias áreas e produção de muco que, isoladamente ou combinados, podem levar à falta de ar de grau leve a extremo. Os sintomas mais comuns são tosse, chiado, aperto no peito e dificuldades respiratórias. A doença atinge crianças, jovens e adultos.

De acordo com o diretor do Ambulatório de Asma do InCor, o pneumologista Rafael Stelmach, baixas temperaturas e umidade, agentes alergênicos como material particulado no ar, fungos e ácaros, e infecções típicas da estação, entre elas, gripe e resfriado, são os fatores ambientais que podem causar as crises de asma. Sem o tratamento adequado e uma terapia com medicamentos, no caso do aumento dos sintomas, a inflamação pode progredir para a obstrução das vias aéreas e para a necessidade de internação.

“Pessoas que já têm a doença precisam estar prevenidas para passar por esse período do ano. Caso isso não aconteça, pode haver agravamento e descontrole da doença e assim dificultar a recuperação durante e depois das crises. Pacientes que moram em grandes centros urbanos costumam ser mais atingidos por conta da poluição. As regiões Sudeste e Sul do país são as mais afetadas. O Sul, principalmente, devido às temperaturas extremamente baixas nos períodos mais frios do ano”, afirmou.

Stelmach recomendou ainda que a pessoa com asma evite fumar, já que esse hábito provoca o agravamento da doença. Ele alerta que tanto o cigarro eletrônico quanto a maconha são nocivos para os asmáticos, que devem inclusive evitar o fumo passivo (quando o indivíduo convive ou fica perto de alguém que fuma). É necessário ainda evitar o contato com objetos e ambientes que tenham fungos e ácaro.

A orientação do médico é que as roupas de uso pessoal e de cama, incluindo cobertores, edredom e travesseiros, que estejam guardadas há muito tempo, sejam higienizadas antes de serem usadas. Ele destacou ainda que é preciso ter cuidado com os animais de estimação, evitando que eles entrem no quarto de dormir, porque os pets são alergênicos para quem é asmático.

“Depois de lavadas e passadas a ferro, enquanto não forem novamente usadas, essas roupas devem ser guardadas, de preferência, em sacos plásticos, para protegê-las do contato com esses agentes alergênicos. Casa em que convivem pessoas com asma tem que ter travesseiros, colchões, tapetes e cortinas constantemente higienizados, e os ambientes arejados para evitar poeira e mofo”, disse o médico.

Stelmach destacou ainda a importância de as pessoas com a doença tomarem a vacina contra a Influenza todos os anos, já que o imunizante é uma arma importante no controle e na prevenção de quadros graves da asma, porque a gripe é um gatilho para as crises.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) mandou prender na última sexta-feira (20) Cíntia Mariano Dias Cabral, de 49 anos, acusada de envenenar os dois enteados com chumbinho. Ela é suspeita de ter assassinado a jovem Fernanda Carvalho, de 22 anos, em março e, um mês depois, tentar repetir a prática com o irmão dela, de 16 anos.

Fernanda foi internada em 15 de março com mal-estar e dificuldade para respirar. Ela ficou internada por 13 dias, mas não resistiu e morreu no hospital.

##RECOMENDA##

Na época, os médicos atestaram a morte de Fernanda em decorrência de causas naturais. As suspeitas de envenenamento surgiram quando o irmão mais novo dela passou mal após um almoço na casa da madrasta e precisou ser levado, às pressas, para o hospital.

De acordo com a 33ª Delegacia de Polícia (DP), em Realengo, o adolescente deu entrada no Hospital Municipal Albert Schweitzer, na zona oeste da cidade, com "tonteira, língua enrolada, babando e com a pele branca após comer feijão servido por Cíntia".

O jovem foi submetido a uma lavagem estomacal e a um exame de sangue, que detectou níveis elevados de chumbo em seu organismo. A mãe dos jovens procurou a delegacia para registrar a suspeita de envenenamento no mesmo dia.

Os policiais foram até a casa de Cíntia para recolher o feijão para análise laboratorial. Ela foi levada para a 33ª DP, em Realengo, para prestar depoimento, onde teve a prisão decretada.

No mandado de prisão, a juíza Raphaela de Almeida Silva, da 3ª Vara Criminal do TJ-RJ, diz que a liberdade da madrasta "poderá causar prejuízos irreparáveis para o prosseguimento das investigações policiais": "Isso porque poderá exercer pressão sobre as testemunhas, levando em conta que os presentes na residência no momento do crime são familiares, filhos inclusive da suspeita".

Uma adolescente de 14 anos, de Ibimirim, sertão de Pernambuco, precisou passar por um transplante de fígado de emergência. A cirurgia foi realizada na última sexta-feira (20), no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife.

De acordo com os médicos que fizeram o procedimento, a adolescente estava em estado de coma quando a cirurgia, de 6 horas de duração, teve início. A paciente deu entrada no hospital em estado grave e, pelos sintomas apresentados, ficou claro para eles que se tratava de uma doença no fígado. A adolescente apresentava vômito, icterícia e urina escura.

##RECOMENDA##

Os médicos afirmaram que vão continuar investigando os sintomas para tentar identificar a causa da doença. Antes de chegar ao Oswaldo Cruz, a jovem já havia passado por outras duas unidades de saúde: um hospital em Arcoverde (sertão do Estado) e o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, no agreste pernambucano.

Durante a entrevista coletiva, realizada após a finalização da cirurgia, o médico Cláudio Lacerda, um dos especialistas responsáveis pelo procedimento, afirmou que "o quadro clínico da adolescente teve início na semana passada, evoluindo para um caso de insuficiência hepática, considerada fulminante, o que levou ao coma. Nesses casos, a solução é um transplante de fígado, sob pena do paciente não sobreviver muitos dias" se o procedimento não for realizado.

"No caso desta adolescente, todos os exames foram realizados e não houve a identificação da causa da doença. Por isso, o diagnóstico dela seria de hepatite, em sua causa mais desconhecida."

Para a realização de um transplante de fígado, alguns critérios são levados em consideração: o tamanho do órgão, o grupo sanguíneo e o grau de gravidade do paciente. A adolescente pernambucana apresentava o grau mais elevado da doença.

O doador do fígado sofreu morte cerebral por traumatismo craniano, após um acidente no Paraná. A família do homem de 30 anos autorizou a doação do órgão na madrugada desta sexta-feira e a equipe médica local realizou a captação do órgão às 2 horas da madrugada. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou o transporte do fígado para o Recife e, às 9h, a cirurgia da adolescente teve início.

Cerca de 20 médicos especialistas estiveram envolvidos no procedimento cirúrgico para salvar a vida da adolescente. O médico Américo Gusmão relatou que, durante as próximas 48 horas, a menina deverá ficar em observação. Após este período, ela deverá ser encaminhada para um dos quartos da unidade hospitalar.

"Tudo depende da evolução do quadro. Se tudo correr bem, que é o que se espera, no máximo em 72 horas a adolescente vai para um quarto hospitalar." Segundo Américo Gusmão, após uma semana do procedimento deverá ser iniciado o uso dos medicamentos para evitar a rejeição ao órgão.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco afirmou que o Ministério da Saúde foi notificado sobre este possível caso de hepatite misteriosa no Estado. Com o caso da adolescente, já são seis o número de notificações suspeitas da doença em Pernambuco. Destes, um caso já foi descartado e cinco seguem sendo investigados.

Até o momento, 70 casos suspeitos de hepatite misteriosa foram notificados em todo País ao Ministério da Saúde, sendo que 12 casos já foram descartados e 58 ainda estão em fase de investigação. Nenhum caso foi confirmado oficialmente pelo órgão federal.

O Brasil aplicou um total de 93.008.070 de doses de reforço contra a covid-19 até esta sexta-feira, 20. Decompondo, são: 90.525.481 e 2.482.589 referentes à terceira e quarta doses, respectivamente.

O número de vacinados com a 2.ª dose ou dose única contra a doença está em 165.481.720, o equivalente a 77,03% da população total. No acumulado, o País já imunizou 177.857.222 (82,79%) de pessoas com ao menos uma porção até as 20 horas de hoje.

##RECOMENDA##

Ao considerar a vacinação pediátrica (para crianças de 5 a 11 anos), o País já vacinou 11.962.577, o que corresponde a 58,35% deste público.

Nas últimas 24 horas, o País administrou 535.991 doses de vacinas, de acordo com os dados do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Até este horário apenas 20 Estados haviam informado dados sobre vacinação.

O balanço da campanha de vacinação contra a covid é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Em termos proporcionais, Piauí é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 93,15% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. O Estado de Roraima apresenta o percentual mais baixo de indivíduos vacinados com uma dose: 62,27%. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (42 milhões), seguido por Minas Gerais (17 milhões) e Rio de Janeiro (14 milhões).

O Brasil registrou 104 novas mortes pela covid-19 nesta sexta-feira, 20. A média móvel de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, está em 107. O índice está acima de 100 há uma semana. O acumulado de óbitos da doença é de 665.595.

Entre as 20 horas desta quinta e o mesmo horário de hoje, o número de novas infecções notificadas foi de 11.755. A média diária de novos casos está em 13.859. No total, o Brasil tem 30.759.507 casos da doença.

##RECOMENDA##

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.

O Estado de São Paulo reportou 49 mortes por coronavírus nesta sexta, o maior número de vítimas pela doença nas últimas 24 horas entre as unidades federativas. Dos 24 Estados que informaram dados atualizados sobre a situação epidemiológica, 12 não contabilizaram mortos, enquanto Acre, Roraima e Tocantins não informaram os dados atualizados da pandemia.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Nesta sexta, o painel interativo do Ministério da Saúde apontava para 506 novas mortes nas últimas 24 horas, no total foram 665.493 de falecimentos desde o início do período pandêmico. Em relação aos novos casos, 60.513 notificações foram contabilizadas. Desde março de 2020, são 30.762.413 de casos positivos.

De acordo com o órgão, 29.801.225 de pessoas se recuperaram da doença. Geralmente, os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

Um dia depois da operação policial que prendeu oito pessoas por tráfico de drogas na Rua Doutor Frederico Steidel, na quinta-feira, 19, usuários e traficantes buscaram novos pontos na região central. Um dos focos foi a comunidade do Moinho, na Barra Funda, zona oeste da cidade, mas o local foi descartado. Na visão dos usuários, a presença de poucos moradores no local facilitaria ações truculentas da polícia. O deslocamento dos usuários causou apreensão nas ruas dos Campos Elísios.

No final da manhã desta sexta-feira, 20, cerca de 50 integrantes do chamado fluxo deixaram a esquina da rua Helvétia com a Barão de Campinas em direção à Barra Funda. O acesso é feito por uma passarela de pedestres, sobre a linha férrea, nas proximidades da rua Eduardo Prado. O novo local, que representaria uma nova fronteira para a Cracolândia, foi descartado. Usuários e familiares afirmam que ele foi considerado perigoso por ter poucos moradores no local, o que traria menor visibilidade em caso de ação da polícia. "Lá seria um cemitério e ninguém ficaria sabendo", diz a dona de casa Antonia, que prefere mencionar apenas o primeiro nome e tem uma filha de 25 anos na Cracolândia.

##RECOMENDA##

O relato foi comprovado por vendedores ambulantes que acompanham os usuários para vender cigarros e bebidas. "Eles preferem ficar num lugar em que todo mundo possa ver se acontecer alguma violência", diz a vendedora Raquel, que acompanha o fluxo há seis anos.

Os dependentes químicos ficaram ainda mais temerosos dos confrontos com a polícia depois da morte de Raimundo Nonato Fonseca Junior, de 32 anos, que levou um tiro no tórax durante os deslocamentos do fluxo pela região da Praça Princesa na semana passada. Um policial civil é acusado de ter atirado em direção ao grupo. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga se o disparo matou o usuário de drogas. Familiares opinam que as imagens feitas por moradores do prédio da região foram decisivas para a investigação.

O Estadão acompanhou parte do deslocamento. Por volta das 11h, parte das lojas da rua Barão de Campinas fechou discretamente as portas diante da passagem dos usuários. Alguns deles pediam "uma ajuda" e vasculhavam os sacos de lixo em busca de restos de alimentos. "A Cracolândia tá viva", gritou um usuário empurrando um carrinho de supermercados cheio de sacos plásticos. Viaturas policiais chegaram a escoltar um pequeno grupo.

O momento de maior tensão foi a passagem pelo Colégio Boni Corsini, na Rua Barão de Limeira. Seguranças privados chegaram a oferecer abrigo para os pedestres. Mesmo sem crianças no local, eles trancaram o portão que permite acesso de vans escolares. E eles avisaram para quem passasse: "Cuidado, eles estão na esquina". Não houve tentativa de assaltos nem violência contra os pedestres.

Na volta da Barra Funda, os usuários estavam ainda mais dispersos, em grupos menores, o que diminuiu um pouco a tensão entre os moradores e trabalhadores. "O que a gente faz se eles entrarem?", perguntou a funcionária de uma empresa de peças de borracha na Rua Adolfo Gordo. Do grupo de cinco funcionários que observava os usuários na calçada, ninguém respondeu.

Por causa da insegurança, a Lanchonete Palmares, localizada a 100 metros da nova Cracolândia, não ofereceu almoço nesta sexta-feira. A gerente Helena colocou duas mesas na porta do estabelecimento para formar uma espécie de barricada. Não houve tentativa de invasão. "Não fiz almoço hoje porque eu sabia que não venderia. O movimento caiu mais de 70%", lamenta.

Desde que foram retirados da Praça Princesa Isabel em uma grande operação policial na quarta-feira da semana passada, os usuários de drogas já ocuparam diferentes endereços, principalmente a Praça Marechal Deodoro e a rua Helvétia, entre a rua Barão de Campinas. A esquina da Avenida São João com a Rua Frederico Steidel também era um local ocupado com frequência até a operação policial desta quinta-feira.

Polícia prende onze pessoas na quinta-feira

A Secretaria de Segurança Pública informou que foram presas oito pessoas em flagrante por tráfico de drogas na quinta-feira, durante a nova fase operação da "Caronte", que age integrada à Operação Sufoco para combater o comércio de entorpecentes na área central de São Paulo.

Além das prisões, um alvo da operação foi detido e outros dois procurados pela Justiça acabaram capturados. Dois adolescentes foram apreendidos por associação ao tráfico. A operação visava cumprir 32 mandados de prisão contra traficantes.

Ainda de acordo com a polícia, foram recolhidas porções de cocaína, crack, lança-perfume e maconha, além de 11 facas, um simulacro de arma de fogo, oito cartões de crédito e R$ 5.499,50 em espécie.

Uma idosa de 79 anos que morava sozinha no Rio de Janeiro e tinha R$ 5 milhões no banco foi dopada e mantida em cárcere privado por uma quadrilha que roubou parte de seu dinheiro. Por conta dos remédios, a mulher acabou morrendo, e foi enterrada com um nome falso. O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio, que já identificou quatro acusados pelo crime. Eles devem responder por extorsão com resultado morte, e podem ser punidos com até 30 anos de prisão. O caso foi revelado neste domingo, 15, pelo Fantástico, da TV Globo.

Segundo a Polícia Civil, a professora aposentada Sônia Maria Pilar da Costa morava sozinha numa casa de Vila Isabel (zona norte do Rio) e era dona de 20 imóveis naquela região, além de ser herdeira de uma quinta (propriedade rural) em Portugal - sua família é portuguesa. Ela tinha pelo menos R$ 5 milhões aplicados em bancos, além do dinheiro guardado em um cofre, em casa. Saudável e de rotina simples, ela própria negociava e recebia os aluguéis diretamente de seus inquilinos, com quem mantinha relacionamento formal - não costumava estabelecer laços de amizade com eles.

##RECOMENDA##

Em 2020, uma nova inquilina - Danielle Esteves de Pinho - ocupou um dos imóveis de Sônia e estabeleceu amizade mais estreita com ela. Depois disso, enquanto conversava com dois inquilinos sobre a renovação dos respectivos contratos de aluguel, a proprietária desmaiou. Quando a ambulância chegou para levá-la ao hospital, Danielle também apareceu, para saber o que havia ocorrido. No hospital, o médico avaliou que Sônia estava bem de saúde, apenas desorientada.

Em outubro de 2020, Sônia desapareceu de casa, sem dar notícias a nenhum dos inquilinos. No mês seguinte, os inquilinos receberam uma carta do escritório de advocacia Soares de Andrade Advogados Associados informando que, a partir daquela data, os aluguéis deveriam ser pagos ao advogado José Pinto Soares de Andrade. Os inquilinos estranharam a situação e denunciaram o desaparecimento de Sônia à Delegacia de Descoberta de Paradeiros da Polícia Civil, que então começou a investigar o caso.

Segundo os policiais, desde que se tornara inquilina de Sônia, Danielle começou a dopá-la com remédios. A proprietária foi levada várias vezes ao banco por Andrea da Silva Cristina e Diana Regina dos Santos Simões e movimentou cerca de R$ 800 mil - numa única operação, foram transferidos R$ 430 mil para a conta de Andrea. Segundo a polícia, o advogado Soares de Andrade recebeu outros R$ 200 mil, usados para comprar um carro conversível.

A idosa foi levada de casa para um apartamento em Copacabana, onde teria sido mantida dopada, em cárcere privado. Mas os remédios acabaram provocando a morte de Sônia, resultado não planejado pela quadrilha.

Os criminosos conseguiram enterrar o corpo da idosa com identidade falsa - como Aspásia Gomes, suposta moradora da rua Regente, no centro do Rio - no cemitério do Caju, na zona norte do Rio. O corpo foi exumado e só foi identificado por conta de uma cirurgia ortopédica rara a que Sônia havia sido submetida.

A inquilina Danielle, o advogado Andrade e Andrea foram presos, mas Danielle conseguiu suspender a ordem de prisão. Ao Fantástico, a defesa de Danielle afirmou que ela é inocente e confia na Justiça. A defesa de Andrade afirmou que a acusação atribuída ao seu cliente é "infundada" e que a inocência dele será "esclarecida". As defesas de Andrea e da quarta mulher acusada (Diana Regina dos Santos Simões, que está sendo procurada pela polícia para prestar depoimento) não foram localizadas.

Uma mulher foi condenada por dano moral após escrever a frase “fogo nos racistas” em uma rede social. A frase é referência à música “Olho de Tigre”, do rapper brasileiro Djonga, e foi utilizada para fazer uma denúncia pública sobre uma situação de injúria racial, ocorrida em 2019.

A vítima foi Rosângela Nascimento, uma mulher negra e irmã da enfermeira Rafaela Nascimento, autora da publicação. À época, Rosângela foi fisicamente agredida e alvo de comentários racistas feitos pela proprietária de uma loja em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo.  

##RECOMENDA##

O caso, que aconteceu em setembro de 2019, foi registrado na delegacia e teve um inquérito iniciado, mas o processo arquivado meses depois sem desdobramentos judiciais. A suposta agressora, uma das proprietárias da loja, foi liberada no mesmo dia. Em junho de 2020, nove meses após o ocorrido, Rafaela fez a publicação com a frase que lhe rendeu um processo, como uma forma de pedir atenção para que o caso tivesse celeridade nas investigações. 

No entanto, a indignação da paulista pela violência direcionada à sua irmã acabou levando-a a um caminho diferente. Por decisão do juiz Schmitt Corrêa, da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, a enfermeira excluiu a publicação e foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais aos proprietários da loja.

A denúncia contra a irmã de Rosângela foi feita por Jianyi Chen, proprietário da Kawayi Bijuterias e Presentes. Os donos da loja (Chen e sua mulher) alegaram terem sido vítimas de ofensas pela internet após a postagem. A decisão judicial foi tomada no fim de abril, mas tem repercutido nas redes sociais recentemente. Gustavo Pereira Marques, o rapper Djonga, tomou conhecimento do caso e tem dado suporte jurídico à família Nascimento, que deve recorrer.

"Após nove meses contados da data dos fatos e do registro do boletim de ocorrência, a requerida, por meio das redes sociais Facebook, realizou publicações com intuito de difamar, causar prejuízos econômicos, morais e sociais", apontou sua defesa na ação. 

Os comerciantes dizem ainda que a repercussão da denúncia motivou uma manifestação contra racismo na porta do estabelecimento, além de reportagens na TV, e que o Ministério Público já havia requerido o arquivamento do inquérito em relação à alegação de injúria racial quando o ataque foi feito na internet. A loja também teria sido atacada com pichações que diziam "fogo nos racistas" e sofrido vandalismo. 

"As publicações e comentários perpetrados extrapolaram os limites do razoável e da exposição da liberdade de manifestação de pensamento e opinião da ré e ofenderam a imagem e honra objetiva da autora", diz o relator Schmitt Corrêa, em sentença de segunda instância do Tribunal de Justiça de São Paulo. 

Para o magistrado, a ré "acabou, por sua própria conta, imputando à autora a prática de racismo, além de incitar a prática de crime (fogo nos racistas) contra ela, trazendo, desta forma, graves consequências a sua honra e imagem, o que se verifica nos comentários existentes na postagem". 

Além da indenização, a decisão determina que a ré não volte a fazer postagens contra a loja. A advogada de Rafaela, Elaine Cristina Gazio, diz que pretende recorrer aos tribunais superiores. Rosângela, porém, saiu vitoriosa do caso envolvendo injúria racial. 

Mulher foi agredida e xingada em público 

De acordo com o boletim de ocorrência, Rosângela tinha sofrido um problema capilar e estava careca, por isso foi até a loja e comprou um adereço para a cabeça que custava R$100. No entanto, ao chegar em casa, ela notou que deram para ela um produto que custava R$70, e precisou retornar à loja para trocar o acessório ou fazer o estorno. A proprietária se recusou. 

A dona da loja, segundo relatado por Rafaela em sua conta no Facebook, teria usado termos racistas, como "cadela negra", para ofender a cliente e empregado força para expulsá-la, tendo até mesmo arrancado a peruca da cliente. Rosângela foi vitoriosa em uma ação civil por injúria racial, com uma decisão que determinou indenização de R$ 15 mil a ser paga a ela —os donos da loja ainda podem recorrer. Uma outra ação criminal, no entanto, foi arquivada. 

Uma perícia apontou que Rosângela sofreu ferimentos leves no dia do ataque. Sua defesa também se baseou no depoimento de testemunhas.

O percentual de testes positivos para covid-19 subiu de 8,5% para 23,6% em um mês no País, aponta levantamento feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS). No fim de março, o índice de positividade havia caído para 3,6%, indicando uma possível melhora da pandemia.

Conforme a análise, agora os indicadores estão em alta em todas as faixas etárias e nos seis estados analisados pelos pesquisadores. Já a taxa de testes positivos para vírus sincicial respiratório (VSR), que pode acarretar em quadros graves em crianças e idosos, se mantém acima de 17%.

##RECOMENDA##

O levantamento do ITpS, entidade sem fins lucrativos que visa a auxiliar no enfrentamento a emergências sanitárias, analisou 221,6 mil testes moleculares (RT-PCR e Flowchip) realizados de 1º de fevereiro a 14 de maio pelos laboratórios privados Dasa, DB Molecular e HLAGyn. 95% deles foram coletados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

O percentual de positividade de covid no País, que havia caído para 3,6% no fim de março e subido para 8,5% há um mês (na semana até 16 de abril), passou a ser de 23,6% na semana que se encerrou no 14 de maio. O cenário pode indicar um possível aumento de casos, o que tem feito algumas cidades recomendarem o uso de máscara de proteção. Nesta quinta-feira, 19, foram registrados 10 mil novos casos de covid no País.

Em duas semanas (30 de abril a 14 de maio), a positividade de testes para SARS-CoV-2 subiu nos seis Estados analisados pelo ITpS: São Paulo (de 14% para 24%), Rio de Janeiro (de 11% para 23%), Minas Gerais (de 8% para 23%), Mato Grosso (de 6% para 19%), Goiás (de 3% para 19%) e Distrito Federal (de 3% para 11%).

Em relação à positividade por faixa etária, também houve aumento generalizado no período, com destaque para as pessoas de 10 a 19 (de 13% para 25%), de 50 a 59 (17% para 31%) e 70 a 79 (de 13% para 29%).

Os testes moleculares feitos pelos laboratórios identificam, além de SARS-CoV-2, o vírus sincicial respiratório (VSR) e os vírus influenza A e B. Na semana de 7 a 14 de maio, dos testes positivos, 95,9% apontaram SARS-CoV-2, 3,7% VSR e 0,4% influenza.

A taxa de positividade do VSR se mantém acima de 17%. Esse vírus causa resfriados comuns em todas as faixas etárias e pode gerar infecções graves em crianças e idosos. Na semana de 7 a 14 de maio, 41,6% de todos os casos positivos de VSR foram detectados entre crianças de 0 a 9 anos, principal faixa etária afetada pelo vírus.

Outono e inverno são consideradas as épocas mais propícias para a proliferação do vírus sincicial respiratório. Por serem estações mais frias e secas, é mais comum observar o aumento de crianças internadas com bronquiolite e pneumonia nesses períodos. Em material publicado nesta semana, o Estadão reuniu dicas para reduzir os riscos de crianças se contamianarem pelo vírus.

O governo federal publicou nesta sexta-feira (20) no Diário Oficial da União (DOU) um decreto para regulamentar as regras do mercado de baixo carbono no país. Ele estabelece procedimentos para a elaboração de planos setoriais de mitigação das mudanças climáticas para diversos setores da economia e também institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa. A medida atende a uma determinação da legislação ambiental.

Em vigor desde 2009, a legislação que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima diz que cabe ao governo editar norma com os procedimentos para os planos setoriais “visando a consolidação de uma economia de baixo consumo de carbono” para atender metas gradativas de redução de emissões de gases do efeito estufa em decorrência da atividade humana.

##RECOMENDA##

Essa política deverá ser aplicada - considerada a especificidade de cada setor - na geração e distribuição de energia elétrica, no transporte público urbano e nos sistemas modais de transporte interestadual de cargas e passageiros.

Além desses setores, ela também tem que ser feita na indústria de transformação e na de bens de consumo duráveis, nas indústrias químicas fina e de base, na indústria de papel e celulose, na mineração, na indústria da construção civil, nos serviços de saúde e na agropecuária.

Emissão de gases

Segundo o decreto, caberá aos Ministérios do Meio Ambiente e da Economia o papel de propor esses planos com metas gradativas para a redução das emissões, mensuráveis e verificáveis, consideradas as especificidades dos agentes setoriais, levando em conta, dentre outros critérios, os níveis de emissão de gases.

O texto afirma que os setores envolvidos terão um prazo de 180 dias, a partir da publicação do decreto, para indicar “proposições para o estabelecimento de curvas de redução de emissões de gases de efeito estufa, considerado o objetivo de longo prazo de neutralidade climática”. O prazo poderá ser prorrogado igual período.

Ainda de acordo com o texto, os planos deverão ser aprovados por um comitê interministerial que trata da mudança do clima e do crescimento verde.

Já o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Sinare) tem por finalidade ser uma “central única de registro de emissões, remoções, reduções e compensações de gases de efeito estufa e de atos de comércio, de transferências, de transações e de aposentadoria de créditos certificados de redução de emissões”, que, pelo decreto, deverá ter mecanismos de integração com o mercado regulado internacional.

Também caberá aos dois ministérios elaborar regras sobre o registro, padrão de certificação, credenciamento de certificadoras e centrais de custódia e a implementação, a operacionalização e a gestão do Sinare.

Filho de um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Júlio César Lorens Júnior, de 28 anos, foi morto por uma facada desferida por um idoso, de 67. O suspeito é seu vizinho e o teria golpeado durante uma briga em um prédio na área nobre de Belo Horizonte. 

A briga foi motivada pelo barulho de móveis e marteladas no apartamento do idoso, que realizava uma mudança. Incomodado com o morador de cima, na manhã dessa quinta-feira (19), Júlio foi ao imóvel para reclamar. 

##RECOMENDA##

Ao ser atendido, ele jogou spray de pimenta no rosto do vizinho. Os dois entraram em luta corporal no corredor do andar e o vizinho conseguiu esfaqueá-lo no tórax.

O jovem, que dá aulas de História em um pré-vestibular na capital, foi socorrido para o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, onde deu entrada ainda com vida. Ele não resistiu ao ferimento e teve a morte confirmada à noite.

A Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) lamentou a morte. "Manifestamos nossa solidariedade ao colega magistrado e a seus familiares e nos colocamos à disposição", comunicou.

O TJMG também se solidarizou com os familiares. "Em nome do Poder Judiciário, o presidente Gilson Lemes expressa solidariedade e condolências pela irreparável perda a familiares e amigos", afirmou a nota.

O idoso foi capturado ainda em flagrante e encaminhado ao sistema prisional. A investigação do homicídio ficou a cargo do Departamento Estadual de Proteção à Pessoa (DHPP).

O corpo de Júlio Cesar será velado a partir das 13h desta sexta-feira (20h), no Cemitério da Paz, na capital.

O aumento no número de casos e mortes de Covid-19 e a queda no ritmo de vacinação estão levando municípios a retomarem a atenção com a pandemia. Muitos estão recomendando a volta do uso de máscara em locais fechados, como Londrina (PR), Petrópolis (RJ) e Poços de Caldas (MG), enquanto outros, como Belo Horizonte, cogitam retomar a obrigatoriedade da proteção individual.

O Brasil registrou 115 novas mortes pela Covid-19 na quinta-feira (19). A média móvel de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, está em 113. O índice permanece acima de 100 pelo sexto dia consecutivo.

##RECOMENDA##

Em Belo Horizonte, duas escolas particulares anunciaram na quinta-feira a suspensão temporária das aulas presenciais em algumas turmas após confirmação de casos de Covid-19. São elas os colégios Santo Agostinho e Sagrado Coração de Jesus, ambos na região centro-sul da capital mineira. As atividades seguirão em formato online nas duas turmas de cada instituição até que se completem os dias necessários para o retorno seguro de todos os estudantes.

Segundo protocolo da Prefeitura de BH, caso ao menos 10% dos alunos de uma mesma turma testem positivo, as atividades presenciais precisam ser suspensas por 10 dias corridos. Na quarta-feira (18), a prefeitura divulgou comunicado alertando para a possibilidade de voltar a exigir máscara em locais fechados, apenas 20 dias após seu uso ter sido declarado opcional. O motivo é o aumento do número de casos na cidade.

O último boletim da cidade, divulgado dia 17 de maio, mostra aumento de 18% nos novos casos do novo coronavírus em sete dias. A incidência por 100 mil habitantes subiu de 38,3 para 45,1 no último domingo, 15.

O médico infectologista Unaí Tupinambás, integrante do extinto Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte, diz que a liberação do uso de máscaras pela prefeitura foi precoce. "A gente que está na linha de frente percebeu que não era hora de abrir mão de máscara. Nossa proposta era manter a obrigatoriedade em locais fechados. Houve uma pressa de abolir tudo, as pessoas estavam cansadas, mas o que ocorria em outros países indicava que ainda não era hora de relaxar", afirmou o médico ao Estadão.

Ele defende que, neste momento em que as temperaturas caem, as novas variantes do coronavírus avançam e a vacinação de crianças e adolescentes está muito abaixo do ideal, as prefeituras de Belo Horizonte e de outras cidades repensem a forma atual de enfrentamento da Covid-19. "Os testes diminuíram, o número de casos está subnotificado e vacinação de crianças está em ritmo lento", alerta. "Tudo conspira para piorar a situação", afirma Tupinambás.

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que, "caso seja necessário e com base em dados epidemiológicos e evidências científicas, medidas serão prontamente adotadas, inclusive com revisão dos protocolos sanitários e retorno da obrigatoriedade das máscaras". Mas que, no momento, não há indicação de alteração nas medidas implantadas.

No Rio Grande do Sul, o governo emitiu na quarta-feira avisos para todas as 21 regiões do Estado em razão do aumento de casos de Covid-19. Segundo o Grupo de Trabalho da Saúde, a incidência de casos quase dobrou, passando de 113,7 a cada 100 mil habitantes para 223,2 entre 7 e 17 de maio. O aviso é o primeiro nível do Sistema de Monitoramento do Estado. Depois, cada região precisa adotar planos de ação contra a pandemia. Há nove semanas, não havia nenhuma emissão de aviso no Rio Grande do Sul.

Cobertura vacinal em ritmo lento

Divulgada na quinta-feira, a nova edição do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz reforça a preocupação com a estagnação do crescimento da cobertura vacinal na população adulta, além da desaceleração da curva de cobertura da terceira dose. A análise aponta que, na população acima de 25 anos, a cobertura no território nacional para o esquema vacinal completo é de 80%.

No entanto, em relação às faixas etárias, os dados mostram que a terceira dose nos grupos mais jovens segue abaixo da média considerada satisfatória. Nas crianças entre 5 e 11 anos, 60% tomaram a primeira dose e apenas 32% estão com esquema vacinal completo. Em relação à terceira dose, nas faixas etárias acima de 65 anos, a cobertura está acima de 80%. A quarta dose dos imunizantes foi aplicada em 17% da população com mais de 80 anos.

"O cenário atual ainda é motivo de preocupação. A ocorrência de internações tem sido consistentemente maior entre idosos, quando comparados aos adultos. Além disso, o surgimento de novas variantes, que podem escapar da imunidade produzida pelas vacinas existentes, constitui uma preocupação permanente", alertam os pesquisadores.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriram nesta sexta-feira (20) a Operação Heron contra agentes públicos que teriam sido corrompidos pela milícia. Entre os alvos estão uma delegada, três policiais militares e seis agentes penitenciários, além de milicianos. Os policiais cumprem mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.

Segundo a investigação, os agentes públicos repassavam informações privilegiadas aos membros da organização criminosa, como posicionamento de viaturas e dados de investigações em andamento. "Com evidente prática de corrupção e pagamentos entre milicianos e serventuários do sistema prisional", informou o MP. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE).

##RECOMENDA##

Os agentes sob suspeita também estariam atuando na milícia da região de Campo Grande e Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a investigação, eles tinham trânsito com Luiz Antônio da Silva Braga, o "Zinho", irmão e sucessor de Wellington da Silva Braga, o "Ecko", morto em confronto com a Polícia Civil em junho do ano passado.

Veja os alvos da operação:

- Francisco Anderson da Silva Costa, conhecido como 'Garça' ou 'PQD', apontado como um dos chefes do grupo crimino;

- Luiz Bastos de Olive Ira Junior, o 'pqdzinho';

- Leonardo Corrêa de Oliveira, o 'Sgt. Oliveira', policial militar;

- Matheus Henrique Dias de França, o 'Franc', policial militar;

- Pedro Augusto Nunes Barbosa, o 'Nun', policial militar;

- Alcimar Badaró Jacques, o 'Badá', policial penal;

- André Guedes Benício Batalha, o 'Gue', policial penal;

- Carlos Eduardo Feitosa de Souza, o 'Feitosa' ou 'Feio', policial penal;

- Edson da Silva Souza, o 'Amigo S', policial penal;

- Ismael de Farias Santos, policial penal;

- Wesley José dos Santos, o 'SEAP', policial penal.

O momento em que um carro colidiu na traseira de um veículo que estava parado no semáforo, na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, foi captado por câmeras de monitoramento. A Polícia Militar (PM) apontou que o motorista que provocou a colisão praticava um racha na via.

Um idoso, de 72 anos, morreu com a intensidade batida, na quinta-feira (19). Ele ocupava o veículo com outras duas pessoas. Uma mulher foi socorrida em estado grave e o condutor não se feriu, conforme a Guarda Municipal de Florianópolis (GMF).

##RECOMENDA##

A PM identificou que três carros faziam um racha na avenida. No entanto, só o motorista envolvido na colisão foi preso. O homem, de 41, foi autuado em flagrante por homicídio doloso. Ele não apresentava sinais de embriagues e foi encaminhado à Central de Polícia, onde ficou à disposição da Justiça.

[@#video#@]

Entre 1990 e 2020, as geleiras dos Andes tropicais perderam 42% de sua cobertura. Passaram de um máximo de 2.429,38 km2 para 1.409,11 km2. O derretimento sem precedentes é resultado das mudanças climáticas e de fatores não climáticos como o aumento das queimadas florestais na Amazônia. Os resultados foram publicados na revista Remote Sensing por especialistas do MapBiomas Amazônia, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Universidade Nacional Agrária La Molina e Instituto de Pesquisas em Glaciares e Ecossistemas de Montanha, ambos do Peru.

De acordo com o estudo, os focos de incêndio na Amazônia geram carbono negro que pode acelerar o recuo das geleiras ao entrar na superfície do gelo dos Andes. O MapBiomas é uma iniciativa que reúne ONGs, universidades e empresas de tecnologia.

##RECOMENDA##

A perda média anual é de 28,42 km2. As mais afetadas foram as geleiras que estão a menos de 5.000 metros acima do nível do mar, que em 30 anos perderam quase 80,25% de sua área. A aceleração foi mais significativa a partir de 1995, quando a perda da Bacia Amazônica supera a de outras bacias. Em 2020 elas possuíam uma área aproximada de 869,59 km2.

As geleiras tropicais andinas estão presentes em todos os países andinos. As maiores áreas estão no Peru (72,76%), Bolívia (20,35%) e Equador (3,89%). O recuo das geleiras em 2020, em relação a 1990, foi de 41,19% no Peru, de 42,61% na Bolívia e de 36,37% no Equador.

O estudo ressalta a urgência de os governos nacionais tomarem medidas decisivas para combater a crise climática, incluindo políticas e programas de adaptação às alterações climáticas, nomeadamente em bacias com geleiras, de forma a reduzir os impactos do degelo.

Além dos impactos ambientais e econômicos, a retração das geleiras leva à perda de bens culturais, uma vez que as montanhas nevadas são de especial valor para as populações locais. Ao cobrir toda a região dos Andes tropicais em 36 anos de mapeamento anual, o estudo é considerado o mais abrangente atualmente disponível.

Outro estudo do MapBiomas mostrou a pressão do desmatamento da Amazônia sobre alguns desses países. Uma área equivalente ao Chile, ou 74,6 milhões de hectares, em cobertura vegetal natural deixou de existir na chamada região pan-amazônica, entre 1985 e 2020. Nesse período, em sentido contrário, a mineração cresceu 656%, a agricultura/pecuária aumentou 151%, e a infraestrutura urbana deu um salto de 130%.

Os dados são referentes a todo o bioma, desde os Andes, passando pela planície amazônica até as áreas de transições com o Cerrado e o Pantanal. Além do Brasil, fazem parte da região Colômbia, Peru, Venezuela, Equador, Bolívia, as Guianas e o Suriname.

Há 36 anos, pastagens, agricultura, mineração e áreas urbanas ocupavam o equivalente a 6% de toda a região. Em 2020, chegou a 15%. Esse processo não ocorreu de forma homogênea. Em uma ponta, o Suriname, a Guiana e a Guiana Francesa têm a ocupação da floresta por essas atividades de apenas cerca de 1%. Na outra ponta, o Brasil: 19%.

A massa de ar frio que afeta o centro-sul do país continua influenciando nesta sexta-feira (20) o clima em boa parte do Brasil. Com o deslocamento da Tempestade Subtropical Yakecan para o oceano, as temperaturas começam a subir.

O aviso de onda de frio - emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) - permanece até as 23h de hoje, afetando as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e o centro sul de Rondônia.

##RECOMENDA##

Com menos intensidade, a onda de frio atinge o centro-sul e extremo oeste da Bahia, região oriental de Tocantins, sul do Pará e do Amazonas, centro-norte de Rondônia e todo o Acre.

Frio recorde

De acordo com o Inmet, a atuação da Yakecan intensificou a forte massa de ar frio no continente, com registro de neve a partir da madrugada do dia 17 em áreas das serras gaúcha e catarinense e no sul do Paraná, além de geada na Serra Mantiqueira, com temperatura mínima de -0,1°C em Campos do Jordão (SP).

Na madrugada de ontem (19), a temperatura mais fria do país foi registrada no estado do Rio de Janeiro, com -2,4ºC no Parque Nacional do Itatiaia. Também ontem, o Distrito Federal registrou a menor temperatura de sua história, com 1,4ºC na cidade-satélite do Gama. Na madrugada de hoje, a mesma estação meteorológica registrou 3,2ºC. No dia 18, São Paulo teve a menor temperatura máxima do mês de maio desde 1961, com 12,3°C.

Ainda sob influência da Tempestade Subtropical Yakecan, a cidade do Rio de Janeiro registrou entre 6h e 7h da manhã de hoje rajadas de vento moderadas nas estações Marambaia (40,7 km/h), Vidigal (28,8 km/h) e Guaratiba (26,8 km/h). Entre 7h e 8h, os ventos chegaram a 52,2 km/h no Forte de Copacabana e 34,5 km/h no Vidigal.

O Rio permanece em estágio de mobilização com previsão de ventos muito fortes para o início da tarde, que podem passar de 76km/h. De acordo com o Alerta Rio, o céu fica nublado a parcialmente nublado ao longo do dia, com previsão de chuva fraca isolada a qualquer momento e temperaturas estáveis, com máxima de 24°C.

O Aviso de Ressaca, emitido pela Marinha do Brasil, alerta para a ocorrência de ondas de 2,5 a 4 metros até as 21h de hoje. Para o sábado (21), não há previsão de chuva, apesar da nebulosidade. Entre domingo (22) e terça-feira (24), a nebulosidade reduz e não há previsão de chuva para a cidade do Rio.

Chuvas no Norte e Nordeste

Segundo o Inmet, a frente fria que se desloca sobre o litoral da Bahia, associada posteriormente à alta convergência de umidade vinda do Oceano Atlântico, provoca fortes chuvas de Sergipe a Pernambuco até domingo. O acumulado de chuva no período pode ficar próximos aos 150 mm em Sergipe e Alagoas.

Também há alerta da Meteorologia de chuvas intensas no nordeste do Pará, norte e oeste do Maranhão, baixo Amazonas e no Amapá. Os maiores acumulados de chuva em 24h, até as 7h de hoje, foram registrados em Bragança (PA) (120,4 mm), Capitão Poço (PA) (75,8 mm) e Ribeira do Amparo (BA) (62,4 mm).

A Defensoria Pública de São Paulo e a organização não-governamental (ONG) Conectas Direitos Humanos encaminharam nesta semana à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) um pedido de proteção para a população em situação de rua e de usuários de drogas que vive na chamada Cracolândia, na capital paulista. As entidades solicitam que a CIDH intervenha junto ao governo estadual paulista para evitar novas ações policiais violentas na Cracolândia, como a que está se repetindo nessa quinta-feira (19).

O pedido cautelar ocorre após a morte de Raimundo Nonato Fonseca Junior, de 32 anos, que foi baleado logo após uma operação policial  realizada no dia 11 de maio, na Praça Princesa Isabel, na região central da capital. Segundo os policiais, a ação foi deflagrada para combater o tráfico de drogas, mas especialistas e movimentos sociais que atuam na região criticaram a operação, dizendo que ela não resolve o problema e só atende a interesses econômicos. “Esse tipo de repressão está muito vinculado com uma política higienista e de especulação imobiliária. Esse é um território que está em constante disputa”, disse Aluizio Marino, pesquisador do Lab Cidade, em entrevista à Agência Brasil.

##RECOMENDA##

O documento encaminhado à Comissão Interamericana pede que o Estado proteja e assegure os direitos dessa população mais vulnerável que vem sendo deslocada de forma forçada pelo poder público. “A Cracolândia é palco de diversas ações truculentas de segurança com o objetivo central de expulsar dali os seus frequentadores habituais, com destaque para pessoas que fazem uso abusivo de drogas e/ou vivem em situação de rua ou em moradias precárias e, portanto, em extrema vulnerabilidade”, dizem as entidades no documento.

Esse pedido é um complemento a uma outra solicitação feita no ano passado pelas duas instituições e em que denunciaram o despejo de quase 400 famílias que viviam na antiga região da Cracolândia, na Luz, em São Paulo. “A sistemática violação de direitos das pessoas em situação de rua, o agravamento de violência pela atuação da Guarda Civil Metropolitana e das forças policiais e as remoções e despejos forçados realizados em plena pandemia são todas partes das tentativas reiteradas, forçadas e ilegais, de expulsão das pessoas tidas como ‘indesejáveis’ do território da ‘Cracolândia’, afirmam os signatários do documento. O documento levado à CIDH contém fotos, vídeos e relatos que foram colhidos pela Defensoria no local.

Por ser signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos, o Brasil é sujeito à jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A Comissão Interamericana é seu órgão processante e é responsável por analisar denúncias encaminhadas e determinar eventuais medidas cautelares de urgências.

Nova operação policial

Na semana passada, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar as ações policiais violentas na Cracolândia. Mas, no final da tarde de hoje (19), uma nova operação policial foi deflagrada na região central da capital paulista. Segundo a Polícia Civil, se trata de mais uma etapa da Operação Caronte e da Operação Sufoco para combater o tráfico de drogas. O órgão informou que o objetivo era cumprir 32 mandados de prisão, mas até este momento não foi informado quantas pessoas foram presas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um forte aparato policial e dezenas de pessoas sentadas em frente a policiais.

Por anos, a Cracolândia era associada a uma aglomeração de pessoas em situação de rua e usuários de drogas que se concentravam na região da Praça Julio Prestes, na Luz. Em março deste ano, eles foram deslocados para a Praça Princesa Isabel, a cerca de 500 metros de distância da Praça Julio Prestes. Mas com a grande operação policial realizada nesta semana na Praça Princesa Isabel, as centenas de pessoas que formam a Cracolândia se dispersaram pelas ruas da região central da capital paulista. Policiais e guardas civis metropolitanos têm acompanhado os grupos de pessoas em situação de rua e buscam dispersá-los, fazendo com que as aglomerações estejam em constante deslocamento pelas ruas do centro.

A Justiça do Rio recebeu nesta quinta-feira (19) a denúncia do Ministério Público estadual na ação penal contra os sargentos Manoel Vitor Silva Soares e Bruno Santos de Lima, o cabo Daris Fidelis Motta e o pai do sargento Bruno, Lourival Ferreira de Lima. Os quatro são acusados pela morte do perito da Polícia Civil Renato Couto de Mendonça, executado a tiros no dia 13 deste mês, no interior do ferro velho explorado por Lourival e Bruno, pai e filho, na Avenida Radial Oeste, na Praça da Bandeira, zona norte do Rio de Janeiro. A denúncia foi recebida pelo juiz Alexandre Abrahão, da 3ª Vara Criminal da Capital.

Bruno era chefe do Serviço de Transportes do 1º Distrito Naval e foi para o local usando carro oficial da Marinha, acompanhado dos outros dois militares.

##RECOMENDA##

De acordo com a denúncia “o crime foi cometido por motivo torpe, praticado por vingança porque a vítima ameaçou fechar o ferro velho explorado pelos denunciados Bruno e Lourival, caso não fosse ressarcida pelos bens subtraídos de sua propriedade e que teriam sido receptados pelo ferro velho”. O homicídio foi ainda praticado por asfixia, visto que a vítima foi jogada no Rio Guandu pelos denunciados Bruno, Daris e Manoel, depois de ter levado dois tiros de Bruno e colocado no carro da Marinha, depois foi atirado ainda com vida no rio. No meio do caminho, o perito papiloscopista ainda implorou que fosse levado para o hospital e que era policial civil". Os quatro acusados confessaram o crime quando foram presos pela Polícia Civil.

Segundo o juiz Alexandre Abrahão, “a materialidade do crime ficou comprovada pelo laudo de exame em local e nas demais provas até aqui colhidas. Consta ainda a qualificação dos denunciados e a precisa tipificação dos crimes imputados. Há, portanto, justa causa para a admissão da acusação. Por essas razões, recebo a denúncia”, escreveu o magistrado.

O juiz também manteve a prisão preventiva dos acusados, convertida na ocasião da audiência de custódia. “A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva pelo Juízo das Custódias. Destaco, nessa toada, que nada de novo existe para motivar a modificação, a qual mantenho por seus reais e legais fundamentos. A prisão, tal como lá externado, faz-se necessária ante a ótica concreta de lesão a garantia da ordem pública, especialmente avalizada as testemunhas que futuramente ouvidas na presente relação processual. Destarte, vê-se aqui o perigo gerado pelo estado de liberdade dos imputados.”, escreveu em outro trecho o juiz Abrahão. 

O número de pessoas vacinadas com duas doses ou dose única contra a covid-19 no Brasil está em 165.432.925, o equivalente a 77,01% da população total, nesta quinta-feira, 19. Em relação à primeira dose, 177.837.156 dos brasileiros foram imunizados, ou 82,78% dos indivíduos.

O País já imunizou 90.408.841 com a 3ª dose, enquanto 2.435.550 foram vacinados com a quarta, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 20 Estados.

##RECOMENDA##

Somando todas as porções de vacina aplicadas, o Brasil administrou 488.650 doses nesta quinta. Já em relação à vacinação pediátrica (para crianças de 5 a 11 anos), o Brasil chegou a 12.161.366 doses, o equivalente a 59,32% deste público.

Em termos proporcionais, São Paulo é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 86,18% dos habitantes receberam ao menos duas doses. Em situação contrária está o Amapá, com 50,20% das pessoas vacinadas com duas doses ou dose única. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (42 milhões), seguido por Minas Gerais (17 milhões) e Rio de Janeiro (14 milhões).

Páginas