Cidades

Aulas presenciais: professores de SP ameaçam fazer greve

Desde o início da pandemia, 99% das escolas municipais e 48% das estaduais foram fechadas

por Alfredo Carvalho | qui, 07/01/2021 - 15:33

Após decisão da gestão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que define a volta às aulas presenciais em 4 de fevereiro, com rodízio de alunos, professores da rede pública ameaçaram entrar em greve.

Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) defende que o ensino presencial deve retornar após todos os professores serem vacinados e imunizados contra o coronavírus (Covid-19). Já o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) divulgou que as atividades escolares retornarão apenas após a vacina ou com a comprovação de segurança das unidades escolares. As informações foram dadas ao jornal Folha de S.Paulo.

A gestão do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), ainda não definiu se o retorno às aulas será de maneira presencial ou remoto. Desde o início da pandemia, em março de 2020, 99% das escolas municipais e 48% das estaduais foram fechadas.

Em novembro de 2020, diversos pediatras elaboraram um movimento favorável ao retorno das aulas presenciais. No manifesto, eles argumentam que as crianças não eram grandes transmissoras do vírus e que, se seguissem os protocolos, os riscos de infecções seriam baixos.

Para garantir a retomada das aulas, a Secretaria de Educação abriu concursos para contratar professores temporários, já que os docentes efetivados ficariam em casa, se apresentassem atestado.


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