Reprodução/TV Anhanguera

Brasil

Mulher morre após marcar encontro em app de relacionamento

O crime ocorreu durante o segundo encontro que os dois tinham. De acordo com a delegada Magda D’Ávila, responsável pela investigação, o suspeito do crime disse que assassinou a vítima durante uma briga por ciúmes

| seg, 03/12/2018 - 15:46

Uma mulher de 27 anos foi encontrada morta, nua, enrolada em um lençol e dentro de uma caixa de papelão em Goiânia. De acordo com a polícia, Géssika Souza dos Santos conheceu o suspeito do crime, identificado como Marcos Mendes de Matos Valente, de 25 anos, em um aplicativo de relacionamento. O crime ocorreu durante o segundo encontro que os dois tinham. O homem foi preso nesta segunda-feira (3).

De acordo com a delegada Magda D’Ávila, responsável pela investigação, o homem confessou o crime e disse que assassinou a vítima durante uma briga por ciúmes. “Ela mantinha uma conta em um aplicativo de relacionamento. Ela o conheceu uma semana antes e depois marcaram um encontro. Ele diz que eles tiveram relação sexual e que, ao ver no celular dele varias mensagens de mulheres, quis questionar alguma fidelidade, mas ele não aceitou e eles começaram a brigar”, disse a delegada em entrevista ao G1.

Durante apresentação na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), o homem disse que está arrependido. “Aconteceu, só Deus na causa agora. Foi uma discussão e aconteceu isso tudo. Ela queria ser única e começou a brigar comigo por causa das outras mulheres do celular. Ela falou que ia contar para o marido dela que a gente estava ficando a força. Amarrei o corpo com um lençol e uma coberta. E deixei lá. Estou arrependido, acabou minha vida”, afirmou.

O corpo de Géssika Souza foi encontrado na manhã do dia 30 de outubro em uma praça na região central de Goiânia. De acordo com a delegada Magda D'Ávila, Marcos enrolou a vítima em um lençol, a amarou com um fio de microfone, colocou dentro de uma caixa e o levou até a Praça do Trabalhador usando a própria moto da vítima. O homem deve ser indiciado por feminicídio e, se for condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.