Cidades

Recife deve ficar sem ônibus nesta quinta-feira (12)

Apesar da negativa por parte do sindicato, que negocia aumento, oposição promete paralisar linhas e fechar terminais na capital pernambucana

| qua, 11/07/2018 - 15:38

A oposição do Sindicato dos Rodoviários do Recife e RMR confirmou para a manhã desta quinta-feira (12) uma paralisação em avenidas e terminais integrados da capital pernambucana. O movimento é organizado pelos grupos O Guará CSP-Conlutas, Oposição Rodoviária CUT e Família Rodoviária UGT. No último dia 3, os rodoviários fizeram um protesto no Centro do Recife. Uma das reclamações da categoria é a de que a mesa de negociação ofereceu um reajuste salarial com valor abaixo da inflação.

Segundo a oposição do sindicato dos rodoviários, atualmente o ticket de alimentação é de R$ 230 e os cobradores recebem um salário no valor de R$ 996 - um dos menores do Brasil, de acordo com eles. "A categoria aderiu ao chamado das oposições e os trabalhadores vão participar da paralisação. A gente acha que está na hora de começarmos a lutar para que, de fato, haja negociação", afirmou o líder do O Guará CSP-Conlutas, Aldo Lima. 

Outra reivindicação dos trabalhadores é o dissídio coletivo de 2017, que não foi concedido até o momento. No ano passado, os rodoviários conquistaram o direito de reajuste de 8% no ticket alimentação e 6% no salário. O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) recorreu sobre a decisão no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, e o processo ainda não foi finalizado.  A oposição também pede melhores condições de trabalho para atender com qualidade a população. "Queremos mais ônibus, queremos que os ônibus tenham motorista e cobrador, queremos que todos os ônibus tenham ar condicionado", diz o comunicado.

Em nota, o Sindicato dos Rodoviários do Recife e RMR informou que "não há indicativo de greve ou paralisação da categoria até o momento, devido às negociações estarem em curso e a uma nova rodada de negociação agendada para esta quinta-feira". O texto diz, ainda, que "na última reunião da rodada de negociação da campanha salarial 2018/2019 com a classe patronal, ocorrida segunda-feira (09), os patrões propuseram um reajuste linear de 2,82%, que foi prontamente rebatido pelo sindicato, que estipulou uma proposta de 4,5% de aumento no salário e aumento de 11% no ticket de alimentação".